Juros futuros avançam com inflação acima do esperado e tensão geopolítica
Os juros futuros fecharam com forte acúmulo de prêmios nesta 6ªF, especialmente entre os vencimentos curtos, com investidores desmontando as apostas de que o Copom poderia acelerar o ritmo de cortes da Selic em abril, após o IPCA-15 de fevereiro subir 0,84%, acima do consenso do mercado (0,6%), após alta de apenas 0,2% em janeiro.
O clima de aversão ao risco no exterior, com um possível ataque dos EUA ao Irã no fim de semana ou nos próximos dias, e o avanço da inflação medida pelo PPI nos EUA, adiando a possibilidade de novos cortes de juros por lá, também motivaram um avanço das taxas mais longas por aqui.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,280% (de 13,179% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,645% (12,536%); Jan/31 a 13,035% (12,953%); e Jan/33 a 13,265% (13,210%).
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O IPCA-15 acima do esperado jogou água fria nos planos do mercado de ver o Copom acelerando os cortes da Selic em abril. Até mesmo um corte de 0,5 ponto em março subiu no telhado, ganhando força a expectativa de uma redução mais suave, de 0,25 pp. Nos EUA, a situação não foi muito diferente, com o PPI mais elevado do que a expectativa, o que fez os investidores empurrarem de junho para julho as apostas de retomada dos cortes de juros pelo Fed. O mercado parte para o fim de semana de olho em Donald Trump, que hoje voltou a ameaçar um ataque contra o Irã, diante do impasse sobre um acordo nuclear. O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!
++ Futuros/Fechamento: Ibovespa para abril cai 1
++ Futuros/Fechamento: Ibovespa para abril cai 1,35%, para mínima do dia, de 191.600 pontos; dólar para o mesmo mês recua 0,12%, a R$ 5,1705