Dólar testa os R$ 5,34 com estresse de guerra, mas fecha a R$ 5,26 com possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz

O dólar à vista registrou intensa volatilidade e fechou com alta importante diante do real nesta 3ªF, refletindo o sentimento observado em outros mercados, de maior aversão ao risco e busca por ativos de proteção.

A expectativa de um conflito mais longo entre EUA e Irã e a possibilidade de o Estreito de Ormuz seguir fechado por mais tempo, comprometendo a logística do petróleo, gerou uma reavaliação dos ativos, com investidores considerando os efeitos inflacionários e, consequentemente, a possibilidade de o Fed manter os juros americanos no atual patamar pelo menos até julho, o que fortalece o dólar.

No pior momento do dia, a moeda testou os R$ 5,34, mas a alta arrefeceu no fim da tarde com notícias de que o governo americano estuda um plano para restabelecer o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz.

O dólar à vista fechou em alta de 1,92%, a R$ 5,2652, após oscilar entre R$ 5,2324 e R$ 5,3441.

Às 17h01, o dólar futuro para abril avançava 1,65%, a R$ 5,3025. Lá fora, o índice DXY subia 0,63%, para 98,997 pontos.

O euro caía 0,64%, a US$ 1,1612. E a libra perdia 0,34%, a US$ 1,3359.

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Segundo investigações do MPF, a Vale está operando a via duplicada sem respectiva licença de operação por parte do Ibama e sem ter realizado consulta aos povos indígenas. A terra indígena Mãe Maria, no município de Bom Jesus do Tocantins (PA), é habitada por cerca de 1,2 mil indígenas dos povos Gavião Parkatêjê, Kyikatêjê e Akrãtikatêjê, segundo o MPF. A linha férrea atravessa o território por uma extensão de aproximadamente 18 quilômetros. Procurados pelo Valor, Ibama e Vale não responderam.

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