++ Bolsas ampliam perdas em NY: Dow Jones -1,34%

++ Bolsas ampliam perdas em NY: Dow Jones -1,34%; S&P500 -2,64%; Nasdaq -4,15%

Giro das 15h: Bolsas caem, enquanto dólar dispara, com payroll forte abrindo espaço para o Fed subir juros neste ano

Os mercados seguem em forte correção em NY e no Brasil, após o payroll forte em maio (172 mil, mais que o dobro dos 85 mil esperados) e a revisão para cima do dado de abril (de 115 mil para 179 mil) reforçarem a percepção de que o Fed voltará a subir os juros ainda neste ano.

Com o mercado de trabalho aquecido nos EUA, o BC americano deve priorizar o controle da inflação, que segue acima da meta, em meio a um cenário de petróleo elevado e continuidade da guerra no Oriente Médio.

As bolsas caem forte em NY (Dow Jones -0,84%; S&P500 -1,76%; Nasdaq -2,93%), com destaque para as baixas das techs: Super Micro Computer (-10,78%), Micron (-9,48%), AMD (-9,09%), IBM (-5,45%) e Nvidia (-4,94%). Goldman Sachs (-3,97%) também devolve ganhos recentes.

Por aqui, o Ibovespa recua 0,61%, aos 169.294 pontos, com Vale ON (-3,31%), CSN ON (-8,68%), Copasa ON (-6,82%) e Braskem PNA (-5,83%) entre as principais baixas do dia.

O dólar à vista sobe forte pelo segundo dia seguido (+1,48%, a R$ 5,1418), acompanhando o fortalecimento da divisa americana frente aos pares lá fora (DXY+0,68%, aos 100,093 pontos).

Os juros futuros (DI Jan/27 a 14,375%; Jan/29 a 14,680%; Jan/33 a 14,585%) também têm mais uma sessão de acúmulo expressivo de prêmios, com o mercando consolidando a aposta de que o Copom não mexerá na Selic neste mês.

++ BofA eleva projeção de Selic no fim de 2026,

++ BofA eleva projeção de Selic no fim de 2026, de 13,25% para 14,25%, e no fim de 2027, de 12,50% para 13,25% 

Além da piora já observada no quadro inflacionário, a equipe liderada por David Beker acrescenta que os estímulos fiscais e creditícios do ano eleitoral têm atrasado os ajustes necessários à demanda interna, ao passo que fatores como o provável fim da escala de trabalho 6×1 e o El Niño adicionam mais riscos à inflação local. “Nesse ambiente, o espaço para mais flexibilização é limitado, e a barra para novos cortes tornou-se significativamente mais alta, em consonância com o retorno a um cenário de juros mais altos por mais tempo. Dito isso, não vemos aumentos da Selic no horizonte.”