Dólar dispara e fecha a R$ 5,15 com payroll forte aumentando as chances de o Fed subir os juros neste ano
O dólar registrou forte alta diante do real pela segunda sessão seguida nesta 6ªF, acompanhando o avanço da moeda americana frente aos pares no exterior.
O movimento refletiu a expectativa de que o Fed subirá os juros até o fim deste ano, após o dado do payroll de maio, divulgado hoje, mostrar um mercado de trabalho aquecido, o que abre caminho para o BC americano focar no controle da inflação, que segue acima da meta de 2%, em meio a um cenário de guerra e preço elevado do petróleo.
O dólar à vista fechou em alta de 1,78%, na máxima do dia, de R$ 5,1572. Na mínima, marcou R$ 5,0539. A moeda acumulou valorização de 2,27% na semana.
Às 17h04, o dólar futuro para julho subia 1,93%, a R$ 5,1895.
Lá fora, o índice DXY superou os 100 pontos, em alta de 0,63%, aos 100,043. O euro caía 0,79%, a US$ 1,1523. E a libra perdia 0,70%, a US$ 1,3333.
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++ Após payroll, BNP Paribas passa a projetar três altas consecutivas nos juros pelo Fed a partir de dezembro
“Esperamos que o Fed reverta os três cortes de juros ‘de precaução’ de 2025 em reuniões sequenciais, a partir de dezembro. O objetivo será: reduzir o nível de estímulo monetário, conter as expectativas de inflação e estabilizar a taxa de desemprego em um nível baixo”, disse o banco em relatório.
Expectativa de alta dos juros pelo Fed e correçã
Expectativa de alta dos juros pelo Fed e correção das techs derrubam bolsas em NY
As bolsas americanas registraram perdas expressivas nesta 6ªF, com a continuidade do movimento de correção das ações de tecnologia, com investidores embolsando parte dos lucros com a disparada recente dos papéis. O mercado também se ajustou a um cenário de aperto monetário pelo Fed ainda neste ano, após o payroll de maio ter mostrado criação de 172 mil empregos em maio, mais que o dobro esperado (85 mil) e o dado de abril ter sido revisado de 115 mil para 179 mil. Com o mercado de trabalho aquecido, o Fed pode se concentrar em controlar a inflação, que segue acima da meta, pressionada pelo preço elevado do petróleo e pela continuidade da guerra. O Dow Jones recuou 1,35%, aos 50.866,78 pontos. O S&P 500 caiu 2,64%, aos 7.383,74 pontos. E o perdeu 4,18%, aos 25.709,43 pontos. Entre as principais baixas do dia ficaram: Marvell (-16,74%), Micron (-13,21%), Arm (-12,9%), Intel (-11,28%) e Broadcom (-7,92%). (BDM Online)