Ibovespa luta para manter os 117 mil pontos mas commodities limitam
O Ibovespa tenta segurar os 117 mil pontos com ajuda de NY (Dow +0,03%; S&P +0,17% e Nasdaq +0,53%), enquanto Petrobras vira o sinal na contramão do petróleo (-4%).
O índice paulista subia há pouco 0,13%, aos 117.170,17 pontos, limitado pela queda do minério por preocupações com a fraqueza do setor imobiliário da China.
Dados de inflação e decisões de política monetária dão o tom no exterior e o relatório do CPI americano, nesta 3ªF, pode até mesmo influenciar a decisão do Fed, na 4ªF, em um momento no qual é amplamente considerada uma pausa, embora isso não seja o fim do aperto.
Aumentos inesperados no Canadá e na Austrália adicionam um extra de incerteza. Com o ritmo da inflação ainda se mostrando rígido, os rendimentos dos Treasuries sobem, depois de oscilarem.
Aqui, os juros futuros longos têm viés de alta, em linha com a moeda americana, a R$ 4,8845 (+0,17%), em ajuste das perdas recentes.
O DXY, por sua vez, ronda a estabilidade aos 103,655 pontos (+0,09%).
Na ponta mais curta e miolo os juros futuros caem em meio às revisões para baixo da inflação no Focus, com expectativas de corte da Selic em agosto e avanço da reforma tributária. (Ana Katia)
Ibovespa oscila com queda das commodities
O Ibovespa oscila na abertura e há pouco recuava 0,15%, aos 116838,92 pontos sob o peso das commodities que têm grande peso no índice.
Em NY, Dow Jones: +0,29%; S&P +0,27% e Nasdaq +0,46% às vésperas da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de maio e da decisão de juros do Fed, na 4ªF.
O Ibovespa vem de um pregão positivo na 6ªF, quando atingiu os 117 mil pontos, com queda do dólar e dos juros futuros.
O boletim Focus desta manhã mostrou perspectiva de queda do IPCA de 5,69% para 5,42% neste ano e de 4,12% para 4,04% em 2024. No caso da Selic, a sondagem do BC mostrou manutenção em 12,50% em 2023 e em 10% para o ano que vem.
Os investidores ficam de olho nas questões econômicas, com o arcabouço fiscal no Senado e a reforma tributária começando a tramitar, sem deixar de lado o crescimento do PIB brasileiro e a desinflação. ).
Braskem (#BRKM5) registra o melhor desempenho do índice, em alta de 7,54% (R$ 27,54). Petroquímica divulgou detalhes da proposta não vinculante feita pela Unipar Carbocloro (#UNIP6) para a compra da participação da Novonor na companhia.
O contrato para setembro de minério de ferro em Dalian fechou em baixa de 1,81% (US$ 109,99 a tonelada). Também na China, no mercado à vista de Qingdao, houve queda de 3,76% (US$ 11,72 a tonelada). Em Cingapura, há pouco, a matéria-prima caía 0,92% (US$ 108,25 a tonelada).
Na B3, os papéis acompanham e caem em bloco, com CSN (#CSNA3) em baixa de 4,38% (R$ 12,45), liderando as baixas do Ibovespa. Vale (#VALE3) perde 2,21% (R$ 66,85); CSN Mineração (#CMIN3) -2,19% (R$ 4,46); Usiminas (#USIM5) recua 0,95% (R$ 7,26); Gerdau (#GGBR4) cede 2,09% (R$ 24,77) e Metalúrgica Gerdau (#GOAU4) -1,78% (R$ 11,58).
Os contratos futuros de petróleo também recuam, afetando as ações do setor : Petrobras ON (#PETR3) cai 0,27% (R$ 33,66); Petrobras PN (#PETR4) -0,17% (R$ 30,23); Prio (#PRIO3) -2,35% (R$ 33,67) e 3R Petroleum (#RRRP3) -1,75% (R$ 32).
Já os bancos mantêm o bom desempenho de 6ªF, com exceção de Santander (#SANB11), que cai 0,55% (R$ 30,65). Bradesco ON (#BBDC3) sobe 0,55% (R$ 14,62); Bradesco PN (#BBDC4) +0,24% (R$ 16,90); BB (#BBAS3) +0,98% (R$ 48,21) e Itaú (#ITUB4) +0,40% (R$ 27,91). (Priscila Arone)
Dólar oscila na abertura enquanto juros futuros cedem com expectativa de inflação, alinhados com exterior
O dólar alterna altas e quedas ante o real na abertura enquanto o sinal é de queda ante pares, apesar da baixa do petróleo. O DXY cai 0,10%, aos 103,451 pontos.
Há pouco o a moeda estava a R$ 4,8817 (+0,11%) enquanto os juros futuros recuam com as revisões para baixo da inflação deste e dos próximos anos no Focus, reforçadas as expectativas de cortes da Selic em agosto.
Os retornos dos Treasuries também cedem às mínimas do dia com as decisões de política monetária definindo o tom da semana à medida que os mercados buscam pistas dos formuladores sobre a trajetória futura das taxas.
O Fed deve manter juros inalterados pela primeira vez desde janeiro de 2022, segundo a ferramenta CME, enquanto o BCE pode subir sua principal taxa em 25 pb, e novamente em julho, antes de fazer uma pausa pelo resto do ano, já que a inflação permanece rígida.
O BoJ, na 6ªF, deve manter uma política monetária ultrafrouxa e a previsão de recuperação econômica moderada.
Os dados de inflação dos EUA em maio serão divulgados na 3ªF. Consenso na comparação anual é de +4,1% na medida principal, de 4,9% em abril; e de +5,3% no núcleo, de +5,5% antes. Na base mensal, respectivamente +0,2% (de +0,4%) e +0,4% (estável). (Ana Katia)