Inflação americana esfriando e commodities sustentam alta do Ibovespa

Em dia de agenda doméstica relativamente esvaziada, o mercado se volta para analisar o CPI dos EUA, que teve alta mensal de 0,1% e anual de 4%, cravando as apostas na pausa do ciclo de alta dos juros do Fed amanhã.

O Ibovespa sobe 0,45%, aos 117.867,54 pontos, em linha com os índices em NY (Dow +0,68%; S&P +0,72% e Nasdaq +0,84%) e apoiado pelas commodities, que revertem quedas da véspera em meio à expectativa por estímulos do governo chinês.

Antes da abertura, os investidores acompanharam a live do presidente Lula, durante a qual ele disse que lançará um programa de obras de infraestrutura em 2 de julho.

Outra questão no radar é a decisão do STF que, ontem, decidiu sobre a incidência do PIS e da Cofins sobre receitas como juros e descontos dos bancos.

Embraer (#EMBR3) lidera com valorização de 1,83% (R$ 20,03). O Citi elevou o preço alvo para os ADRs da companhia de US$ 15,75 para US$ 16,50, mantendo recomendação neutra.

Já Eneva (#ENEV3) registra o pior desempenho em -4,79% (R$ 11,72).

O contrato para setembro de minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, teve alta de 0,69% (801,50 iuanes ou US$ 112,08 a tonelada). Há pouco, em Cingapura, a matéria-prima registrava alta de 0,2% (US$ 111,85).

Por aqui, as ações do setor sobem em bloco: Vale (#VALE3) avança 1,98% (R$ 68,48) e CSN Mineração (#CMIN3) +0,22% (R$ 4,49). Usiminas (#USIM5) tem alta de 0,82% (R$ 7,37); CSN (#CSNA3) +1,66% (R$ 12,88); Gerdau (#GGBR4) registra valorização de 1,03% (R$ 25,39) e Metalúrgica Gerdau (#GOAU4) +0,43% (R$ 11,81).

O petróleo sobe mais de 2,40% e é negociado acima dos US$ 69 o barril, com as ações operando também em alta. Petrobras ON (#PETR3) avança 0,28% (R$ 32,48) e Petrobras PN (#PETR4) +0,17% (R$29,07). Já Prio (#PRIO3) sobe 1,78% (R$ 33,73) e 3R Petroleum (#RRRP3) +1,35% (R$ 32,25).

Os papéis do setor bancário operam mistos, após a decisão do STF. Bradesco ON (#BBDC3) tem perda de 0,21% (R$ 14,37); Bradesco PN (#BBDC4) -0,24% (R$ 16,68); Banco do Brasil (#BBAS3) recua 0,31% (R$ 49,03), mas Santander (#SANB11) avança 0,84% (R$ 30,07) e Itaú (#ITUB4) registra alta de 0,51% (R$ 27,64). (Priscila Arone)

Futuros de NY aceleram com techs puxando ganhos após queda firme nos rendimentos dos Treasuries

Os futuros de NY ganham força e sobem com a inflação moderando apontada pelo CPI, que dá espaço ao Fed para pausar os aumentos nas taxas de juros neste mês.

Os futuros do Nasdaq têm um desempenho superior refletindo a queda forte dos rendimentos do Tesouro de dois anos, sensíveis a movimentos iminentes do BC, em queda a 4,48%, de 4,57%.

O índice do dólar (DXY) já cede 0,50% (103,133). Tanto o índice cheio quando o núcleo do CPI desaceleraram na base anual.

Em 4%, a inflação ano a ano está agora em seu nível mais baixo em dois anos, ainda que acima da meta de 2% do Fed.

Há pouco os futuros de Dow Jones subiam +0,17%, os do S&P +0,37% e os de Nasdaq +0,71%. (Ana Katia + agências)

Dólar cai e juros sobem antes dos dados de inflação americana e após estímulos da China

O dólar opera perto da estabilidade com viés de baixa em sessão de fraqueza generalizada da moeda (DXY -0,31%, aos 103,334 pontos) antes dos dados da inflação nos EUA. Há pouco ante o real caía a R$ 4,8631 (-0,07%), sob influência também dos estímulos chineses.

Na Ásia, o iuan da China caiu para uma mínima de seis meses depois que o BC reduziu a taxa de empréstimo de curto prazo pela primeira vez em 10 meses, em uma tentativa de restaurar a confiança do mercado e sustentar sua estagnada recuperação pós-pandemia.

Os juros futuros sobem moderadamente em dia de leilão de NTN-B e LTF e agenda esvaziada.

Nos Treasuries, o rendimento da Note de 2 anos é estável a 4,577%, e o da Note de 10 anos cai a 3,725%, de 3,737%.

O CPI americano sai logo mais com poder de influenciar o Fed que está em seu primeiro dia de reunião de política monetária, com uma decisão sobre a taxa de juros prevista para amanhã.

A queda do dólar reflete a precificação de pausa nos aumentos de juros.

A aposta é de mais 70% de chance de o Fed manter taxa estável nesta semana, ainda que o investidor espere outro aumento de 25 pb em julho (55%) (Ana Katia)