Ouro recua com aumento de apostas de retomada do aperto do Fed em julho
O ouro voltou a cair nesta 3ªF, refletindo o otimismo dos investidores com o dado de inflação nos EUA, que estimulou o maior apetite por risco.
Ao mesmo tempo, enquanto o dado reforçou a aposta de manutenção dos juros pelo Fed amanhã, também cresceu a expectativa de retomada do aperto monetário em julho, elevando os juros dos Treasuries mais longos, o que é ruim para o metal precioso.
O contrato para agosto caiu 0,56%, a US$ 1.958,60 por onça-troy na Comex. (BDM Online + agências)
Bolsas europeias fecham majoritariamente em alta após CPI dos EUA e corte de juros na China
As bolsas europeias fecharam em alta, em sua maioria, com o sentimento impulsionado pelo corte de juros da China e os dados de inflação dos EUA antes da decisão de de juros do Fed.
O CPI americano esfriou e cravou que o Fed vai interromper seu ciclo de aperto amanhã para avaliar o impacto da elevação das taxas de juros, mas também que é amplamente majoritária a chance de +25 pb em julho, já que a inflação persiste longe da meta de 2%.
O BC da China cortou uma taxa de empréstimo de curto prazo em uma tentativa de ajudar na difícil recuperação pós-covid. Segunda maior economia do mundo, a China é um importante impulsionador do crescimento regional e mercado de exportação para muitas das maiores empresas da Europa.
A notícia deu um impulso às ações europeias, enquanto os investidores aguardavam indicadores da região.
A taxa de desemprego do Reino Unido subiu 3,8% em abril, a inflação da Alemanha caiu 0,1% no mês de maio, em notícia bem-vinda, ainda que o BCE esteja comprometido com outro aumento da taxa de juros na 5ªF.
No fechamento: Frankfurt +0,79%; Londres +0,30%; Paris +0,56%; Madri -0,09%; Stoxx 600 +0,07% (461.04). (BDM Online + agências)
Ibovespa sobe com NY e commodities, mas Petrobras limita na contramão do petróleo
O Ibovespa sobe 0,14% (117.502,80) com apoio de NY (Dow +0,45%; S&P +0,59% e Nasdaq +0,56%) e ações de maior peso, como Vale, na esteira da subida das commodities, mas limitada pela fraqueza de Petrobras, cedendo na contramão dos pares e do petróleo (+3,5%).
Os mercados globais mostram maior disposição ao risco após a inflação dos EUA (CPI) ter desacelerado em maio. Apesar de longe da meta (2%) do Fed, números e detalhes apoiam uma pausa nos aumentos de juros nesta semana para que o BC avalie as condições econômicas.
Um dia antes do anúncio da decisão, as apostas em manutenção dos juros onde estão beiram os 100% no CME. Ao mesmo tempo, um aperto de +25 pb já é majoritário em julho, já que a inflação persiste e vários formuladores de políticas, incluindo Jerome Powell, sinalizaram que poderiam deixar a porta aberta para outros aumentos, se necessário.
Há pouco, o DXY estava em queda de 0,40%, aos 103,237 pontos e ante o real o dólar cai a R$ 4,8571 (-0,19%). Nos Treasuries, o yield da Note de 2 anos já recua menos (4,569%) e o de 10 anos voltou a subir.
Aqui, os juros futuros avançam em toda a curva. (Ana Katia)