Petróleo se recupera com queda de juros na China, CPI nos EUA e manutenção de previsão de demanda pela Opep
Os contratos futuros de petróleo recuperaram nesta 3ªF boa parte das perdas de ontem, embalados pela decisão do BC da China de cortar os juros de curto prazo para estimular a economia local, que está entre as maiores consumidoras da commodity do mundo.
Além disso, a desaceleração da inflação (CPI) nos EUA reforçou a aposta de que o Fed não mexerá nos juros amanhã, o que reforçou o apetite dos investidores por risco nos mercados.
Por fim, a Opep divulgou a revisão mensal de suas estimativa, mantendo a previsão de alta na demanda global por petróleo em 2023 em 2,3 milhões de barris por dia.
A produção do cartel recuou 464 mil bpd em maio, para 28,06 milhões bpd, contrariando a expectativa de aumento da oferta.
O contrato do Brent para agosto avançou 3,41%, a US$ 74,29 por barril, na ICE. Já o WTI para julho subiu 3,43%, a US$ 69,42 por barril, na Nymex. (BDM Online + agências)
Setor de saúde recua após ganharem fôlego na véspera com novo teto de reajuste para planos individuais
Ações do setor da saúde operam no negativo, um dia após ganharem fôlego com o anúncio do novo teto de reajuste para planos individuais feito pela ANS.
Há pouco, Fleury (#FLRY3) cedia 2,57% (R$ 15,14). Rede D’Or (#RDOR3) perdia 1,47%, a R$ 32,22. Hapvida (#HAPV3), que foi exceção no movimento positivo de ontem, perdia 3,64%, a R$ 3,97.
Negociados fora do Ibovespa, papéis da Qualicorp (#QUAL3) ampliam as perdas, recuando 8,32%, a R$ 4,74. (BDM Online)
Ibovespa finalmente realiza, enquanto NY segue empolgada por CPI e de olho no Fed
Após sete altas seguidas, o Ibovespa engatou uma correção na tarde desta 3ªF e agora opera abaixo dos 117 mil pontos (-0,37%, a 116.903), com varejo, educação, construção e outros setores que subiram muito nos últimos dias devolvendo ganhos.
Já as commodities se destacam entre as altas, apoiadas no corte de juros pela China e na expectativa de novos estímulos por lá.
Em Wall Street, a desaceleração do CPI dá o tom positivo às bolsas (Dow +0,54%, S&P +0,76% e Nasdaq +0,83%), com investidores convictos de que o Fed não mexerá nos juros amanhã.
Por outro lado, os juros dos Treasuries avançam, refletindo a avaliação de que o Fed terá que retomar o aperto monetário em julho para conseguir levar a inflação para a meta de 2%.
O dólar patina frente aos pares lá fora (DXY -0,34%; euro sobe 0,30%, a US$ 1,0788), com o mercado embutindo no câmbio a expectativa de mais aperto por parte dos BCE e do BOE, enquanto o Fed faz sua pausa.
Aqui, a moeda americana mantém o viés de baixa dos últimos dias (-0,07%, a R$ 4,8633), com o fluxo gringo ainda falando mais alto.
Os juros futuros apontam para cima, corrigindo parte da queda dos últimos dias e refletindo o noticiário ruim para as contas fiscais, de que o governo sofreu uma derrota na CAE do Senado.
A comissão aprovou hoje projeto que prorroga a desoneração da folha de pagamentos. O texto ainda vai ao plenário. (Téo Takar)