Reforma tributária deve ser aprovada com folga
O governo deverá conseguir os 308 votos necessários para aprovar a PEC da reforma tributária em dois turnos na Câmara, e ainda terá alguma folga. Há pouco, PL apresentou requerimento para adiar a votação, que foi rejeitado por 357 votos a 133. Mais cedo, Arthur Lira afirmou, em entrevista coletiva ao chegar na Câmara, que quem queria adiar a votação era justamente quem estava contra a proposta.
“Quem quer adiar a votação não vai votar a favor hoje nem em agosto”, afirmou. Ele confirmou que o PL vai orientar contra a reforma, o que representa 99 votos. Há pouco, parte do União Brasil, mais precisamente 37 deputados, também se manifestaram contra a reforma. Fazendo as contas, seriam 136 votos contrários à reforma, muito próximo dos 133 que votaram “sim” pelo requerimento do PL para adiar a votação. (Téo Takar)
Copom não sinaliza corte
Quem esperava um sinal de alívio no comunicado do Copom e, mais do que isso, uma indicação de que a Selic poderia ter o primeiro corte em agosto, vai ficar muito decepcionado com a mensagem do BC.
O último parágrafo é inexplicavelmente conservador e, em vez de citar a melhora na evolução da inflação, afirma que a “conjuntura atual segue demandando cautela e parcimônia”, além de “paciência e serenidade”, já que “o processo desinflacionário tende a ser mais lento e que as expectativas permanecem desancoradas”.
O Copom reitera, ainda, que “a manutenção da taxa básica de juros por período prolongado tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação” e que “irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”.
Isso significa que as apostas amplamente disseminadas no mercado em corte iminente da Selic, mantida em 13,75%, para agosto ou setembro, serão zeradas na curva de juros futuros, amanhã. (Rosa Riscala)
Goldman Sachs eleva recomendação da Petrobras para compra e aumenta preço-alvo
O Goldman Sachs elevou a recomendação das ações da Petrobras (#PETR3, #PETR4) de neutra para compra e aumentou os preços-alvo de R$ 32,30 para R$ 45,10 por ON e de R$ 29,40 para R$ 41 por PN. “Embora permaneça alguma incerteza, vemos a Petrobras sendo negociada com uma avaliação pouco exigente”, afirmam os analistas Bruno Amorim, João Frizo e Guilherme Costa Martins.
Como referência, eles consideram que a empresa oferecerá um rendimento de fluxo de caixa livre em 2024 e 2025 de 15%, com base no barril a US$ 70. Os analistas observam que esses números se comparam aos pares dos EUA e Europa. “Acreditamos que isso já implica um prêmio relevante em relação a outros pares e indica que pelo menos uma parte do risco político já está precificada.”
Quanto à nova política de dividendos, o banco destaca que está em compasso de espera e que a expectativa é de anúncio até o final de julho.
A casa lembra ainda que a administração já mencionou que o pagamento de 25% sobre os lucros é muito baixo e que baseará suas políticas no que outras grandes empresas de petróleo estão fazendo. “Como referência, observamos que esses pares, incluindo BP, Shell e TTEF distribuíram cerca de 40% do fluxo de caixa operacional como dividendos e recompras nos últimos anos”, afirmam.
“Se a Petrobras anunciar que pagará 40% do caixa operacional em seus próximos anúncios de lucros, estimamos que a empresa poderia chegar a outro dividendo de US$ 3,9 bilhões com os resultados do segundo trimestre, em agosto, e de US$ 3,5 bilhões com os resultados do terceiro trimestre, em outubro.”