Fed eleva juro a 5,5% e sinaliza pausa em setembro

Em decisão unânime, o Fomc elevou o juro nos EUA em 25pb, para 5,5%. O comunicado indica ritmo moderado da atividade econômica e ganhos robustos do emprego, além de destacar que a inflação “segue elevada”. Um viés mais dovish pode ser visto na frase que projeta alívio para a atividade com as condições de crédito mais apertadas para famílias e empresas, nas contratações e na inflação.

Mas o texto diz que a extensão desses efeitos permanece incerta, afirmando que o Comitê continuará avaliando informações adicionais e suas implicações para a política monetária. Outro sinal positivo de suavização foi dado pela declaração de que o Fomc levará em conta o aperto cumulativo da política monetária e os atrasos com os quais a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação.

Mas se surgirem riscos que impeçam o alcance da meta de inflação (2%), o Comitê deixa claro que pode “ajustar a orientação da política monetária conforme apropriado”.

Aparentemente, o Fed aposta que o que já fez deve se refletir na atividade e inflação, sugerindo uma pausa em setembro para ver os efeitos do aperto, mas não hesitou em avisar que se as coisas não correrem como o esperado, volta a subir o juro. Resta agora esperar pela entrevista de Powell, que começa daqui a pouquinho (15h30). (Rosa Riscala)

Expectativa com Fed inibe ganhos do ouro

O contrato futuro de ouro subiu, nesta 4ªF, impulsionado pela queda do dólar, mas a expectativa com a decisão do Fed, que sai em instantes (15h), inibiu os ganhos. O vencimento para agosto fechou em alta de 0,33%, em US$ 1.970,10 a onça-troy, na Comex, após ter se distanciado da marca dos US$ 2 mil na semana passada. Os preços tendem a subir com uma mensagem mais hawkish do Fed. (BDM Online + agências)

Reforma tributária: Câmara aprova texto-base da PEC em 1º turno por 382 votos a 118

A Câmara aprovou na noite de hoje a reforma tributária em primeiro turno, com 382 votos a favor, 118 contra e três abstenções, um placar que supera de longe o mínimo de 308 deputados para aprovar uma PEC. A matéria foi destravada após intensas negociações com governadores, prefeitos e setores econômicos, como o agronegócio. O texto precisa passar ainda por uma votação em segundo turno antes de seguir para o Senado, o que está acontecendo neste momento.