Ações sobem no Brasil com otimismo sobre agenda econômica, mas caem nos EUA com balanços fracos
A quinta-feira foi de valorização generalizada das ações brasileiras e de queda nos juros futuros e no dólar. Investidores mostraram otimismo com os ativos domésticos após o avanço da pauta econômica no Congresso e a inflação medida pelo IPCA-15, que subiu 0,21%, em linha com o esperado.
Após a apresentação da reforma tributária no Senado e a votação do projeto que tributa fundos exclusivos e offshore na Câmara, o mercado espera que Brasília mantenha o ritmo e vote outras pautas relevantes nas próximas semanas, antes do recesso de fim de ano.
Nos EUA, o destaque do dia foi o PIB do terceiro trimestre, que subiu 4,9% no terceiro trimestre na primeira leitura do dado, mais que o dobro do crescimento registrado no segundo trimestre, de 2,1%.
Por outro lado, a safra de balanços por lá continuou decepcionando, com a fabricante de chips Intel trazendo números abaixo do esperado.
Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,76%, aos 32.784,30 pontos. O S&P500 recuou 1,18%, aos 4.137,23 pontos. E o Nasdaq perdeu 1,76%, para 12.595,61 pontos.
Na B3, o Ibovespa fechou em alta de 1,73%, aos 114.776,86 pontos, com volume de R$ 21,4 bilhões. O dólar à vista fechou em baixa de 0,23%, a R$ 4,9902. (Téo Takar e Ana Conceição)
Bolsas caem nos EUA e no Brasil em meio a balanços e alta dos juros dos Treasuries
As bolsas americanas recuaram nesta quarta-feira, em meio a uma nova disparada dos juros dos Treasuries, os títulos de dívida do governo dos Estados Unidos. As taxas começaram a subir após o surpreendente aumento de 12,3% nas vendas de moradias novas no país em setembro, mostrando que a economia americana segue forte, apesar dos juros altos.
O mercado também não reagiu bem à safra de balanços das ‘big techs’, com o resultado da Alphabet, a dona do Google, decepcionando os investidores, o que pesou especialmente sobre o desempenho do índice Nasdaq. No fechamento, o índice Dow Jones caiu 0,32%, aos 33.035,93 pontos. O S&P500 recuou 1,43%, aos 4.186,77 pontos. E o Nasdaq perdeu 2,43%, aos 12.821,22 pontos.
Por aqui, o Ibovespa acompanhou de perto o comportamento negativo das bolsas americanas, com as ações mais expostas à economia doméstica sentido o avanço dos juros futuros que, por sua vez, foram pressionados pelas taxas americanas.
No fim da tarde, porém, o mercado doméstico mostrou algum alívio, ajudado pelo avanço da pauta econômica do governo no Congresso. O relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga, leu hoje seu parecer sobre o tema na Comissão de Constituição e Justiça e o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, agendou para o dia 7 de novembro a sessão que discutirá o texto. A expectativa é que a reforma seja votada e aprovada no plenário do Senado na mesma semana, até o dia 9.
Havia expectativa também pela votação ainda hoje no plenário da Câmara do projeto que irá tributar os fundos exclusivos e offshore, voltados a investidores de alta renda.
O Ibovespa fechou com queda de 0,82%, aos 112.829,97 pontos, com volume financeiro de R$ 19,8 bilhões. O dólar à vista fechou em leve alta de 0,16%, a R$ 5,0017. (Téo Takar)
Dólar cai abaixo dos R$ 5 e Ibovespa sobe com otimismo sobre votações no Congresso
A perspectiva de votação no Congresso de temas importantes da pauta econômica do governo ajudou o dólar a fechar abaixo dos R$ 5, deu fôlego à bolsa brasileira e empurrou os juros futuros para baixo nesta terça-feira.
O senador Eduardo Braga, relator da reforma tributária, deve protocolar seu parecer ainda hoje e ler o documento amanhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A votação do projeto que tributará fundos exclusivos e offshore foi mais uma vez adiada na Câmara, mas há alguma chance de apreciação da matéria amanhã.
Outra notícia favorável ao mercado brasileiro veio da China. O governo pretende direcionar bilhões de dólares para os governos locais investirem em infraestrutura, o que tende a aumentar a demanda por insumos básicos produzidos por aqui, como minério de ferro.
Nos Estados Unidos, as bolsas operaram em alta, na expectativa por balanços de grandes empresas que seriam divulgados após o fechamento, como Microsoft e Aplhabet, dona do Google.
Além disso, novos dados de atividade econômica (PMI) nos EUA mostraram que a economia americana segue forte, mesmo com juros altos. Em contrapartida, na Europa, os números de atividade vieram fracos, o que ajudou o dólar a se valorizar frente ao euro.
Por aqui, o dólar à vista fechou em baixa de 0,46%, a R$ 4,9937, perto da mínima do dia (R$ 4,9901). Na B3, o Ibovespa fechou com alta de 0,87%, aos 113.761,90 pontos.
Em Nova York, o viés das bolsas também foi de alta. O índice Dow Jones subiu 0,62%, aos 33.141,38 pontos. O S&P500 ganhou 0,73%, aos 4.247,68 pontos. E o Nasdaq avançou 0,93%, aos 13.139,87 pontos. (Téo Takar)