Bolsas sobem e dólar cai após Powell; aqui Copom reduz a Selic para 12,25%

[01/11/23] Da Redação do Bom Dia Mercado

Confirmando as expectativas, o Copom anunciou no final da tarde um novo corte de 0,50pp da Selic, para 12,25%, em decisão unânime, e contratou novas quedas de igual magnitude para as próximas reuniões, “em se confirmando o cenário esperado”.

No comunicado, ainda repetiu a mensagem sobre a importância de firme persecução das metais fiscais estabelecidas e avaliou que o cenário externo exige atenção e cautela dos emergentes, citando os juros elevados nos Estados Unidos e novas tensões geopolíticas (a guerra no Oriente Médio).

A decisão de política monetária do Fed, o banco central americano, e a declarações do presidente da instituição, Jerome Powell, concentraram as atenções dos investidores nesta quarta-feira.

O Fed manteve a taxa básica de juros no intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano, como já era amplamente esperado pelo mercado e deixou em aberto a possibilidade de mais aperto na reunião de dezembro.

Porém, durante a entrevista coletiva, Powell indicou que, o mais provável é que o BC americano não suba os juros em dezembro, embora deva mantê-los elevados por um bom tempo.

Powell disse que as expectativas de inflação estão claramente “em um bom lugar” e afirmou que o Fed foi “bastante longe no aperto” e está “perto do fim dele”.

Questionado sobre as indicações do gráfico de pontos divulgado na reunião anterior, em setembro, que apontava que a maioria dos membros do Fed defendia mais uma alta de juros neste ano, Powell esclareceu que a projeção “não é uma promessa”, o que gerou empolgação entre os investidores.

No cenário doméstico, os investidores seguiram monitorando o risco fiscal. Segundo informações na imprensa, o governo teria feito uma consulta ao relator da LDO, Danilo Forte, sobre qual seria o prazo final para enviar uma alteração do texto para a meta fiscal de 2024.

Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,67%, aos 33.274,58 pontos. O S&P500 ganhou 1,05%, aos 4.237,86 pontos. E o Nasdaq avançou 1,64%, aos 13.061,47 pontos.

Aqui, o dólar à vista fechou em baixa de 1,36%, a R$ 4,9730. Na B3, o Ibovespa fechou com alta de 1,69%, aos 115.052,96 pontos. (Téo Takar)


Comentário de Powell sobre gráfico de pontos soou dovish e ajudou mercado

[01/11/23] Da Redação do Bom Dia Mercado

O presidente do Fed, Jerome Powell, não retirou explicitamente da mesa a possiblidade de novo aumento nos juros básicos, mas fez alguns comentários considerados bastante dovish pelo mercado, segundo a Bloomberg.

Por exemplo, quando questionado sobre o gráfico de pontos de setembro (não houve atualização desse gráfico na reunião de hoje), Powell afirmou que a eficácia das previsões diminui com o tempo. Foi, potencialmente, um sinal de que o apoio a mais um aumento das taxas está diminuindo, segundo analistas.

Ele ainda reiterou que o Fed está avançando reunião por reunião e que são necessários mais dados para mostrar que a inflação está caindo de forma sustentável e disse que há um longo caminho a percorrer para que a inflação volte à meta do Fed, de 2%.

Já o comunicado da decisão permaneceu praticamente inalterado, com exceção a uma menção ao aperto das condições financeiras.

Os ativos oscilaram durante a fala de Powell, mas no fim aceleraram as altas, com a percepção de que a barra para um aumento de juros está ficando mais alta.

As bolsas em NY sobem forte, os juros dos Treasuries têm quedas expressivas e o índice dólar perdeu os ganhos do dia. (Equipe BDM)

Ativos domésticos ensaiam melhora, de olho em risco fiscal; Wall Street espera o Fed

[31/10/23] Da Redação do Bom Dia Mercado

O mercado doméstico se recuperou de parte do susto dos últimos dias, mas seguiu cauteloso nesta terça-feira, de olho nas declarações vindas de Brasília sobre a meta fiscal de 2024.

No exterior, a sessão também foi morna, com investidores à espera da decisão de política monetária do Fed, amanhã.

Por aqui, o foco do mercado recaiu sobre a reunião convocada por Lula com ministros e líderes partidários. O presidente pediu empenho do Congresso para aprovar medidas de arrecadação e afirmou que não haverá contingenciamento de gastos em 2024.

Segundo deputados que participaram do encontro, ficou claro que o governo vai alterar a meta fiscal do ano que vem.

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,54%, aos 113.143,67 pontos. No mês, o índice caiu 2,94%, mas, no ano, acumula alta de 3,11%. O dólar fechou em baixa de 0,11%, a R$ 5,0414. A moeda subiu 0,29% em outubro, mas recua 4,52% em 2023.

No exterior, o dado fraco de atividade do setor industrial na China reacendeu a expectativa de que o governo local anuncie novos estímulos econômicos para garantir a meta de crescimento de 5% do PIB neste ano.

Já nos Estados Unidos, dados mistos da economia deixaram os ativos voláteis no começo do dia, mas à tarde os índices firmaram alta em NY, à espera do Fed, que não deve alterar os juros amanhã, mas deverá passar alguma mensagem sobre os próximos passos.

Dow Jones subiu 0,38% (33.052,87), S&P500, +0,65% (4.193,80) e Nasdaq, +0,48% (12.851,24), No mês, tiveram perdas de 1,36%, 2,20% e 2,78%, respectivamente. (Téo Takar, Ana Conceição e Igor Giannasi)