Bolsas têm leve alta e dólar recua, com investidor de olho em Brasília e à espera de Powell
[06/11/23] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas fecharam com ganhos modestos no Brasil e no exterior nesta segunda-feira, ainda na esteira dos dados mais fracos do payroll e de atividade do setor de serviços nos Estados Unidos, que reforçaram as apostas no fim do ciclo de aperto monetário.
Em NY, os investidores seguem à espera de novas declarações do presidente do Fed ao longo desta semana. Será a primeira vez que Powell comentará os números mais recentes do mercado de trabalho, que vinha sendo um dos fatores de preocupação para o BC americano.
Por aqui, o foco esteve nas sinalizações de Brasília, com o mercado mais otimista em relação à reforma tributária e menos pessimista com o risco fiscal.
O governo decidiu acelerar de quarta-feira para hoje à noite o encontro com líderes aliados no Senado para garantir que o texto da reforma passe ainda nesta semana na Casa.
Já o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse em um evento em São Paulo que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou a ele que vai continuar a perseguir a meta de déficit fiscal zero em 2024.
O Ibovespa fechou com leve alta de 0,23%, aos 118.431,25 pontos, com volume de R$ 18,5 bilhões. O dólar à vista caiu 0,17%, para R$ 4,8879.
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,10%, aos 34.095,86 pontos. O S&P500 ganhou 0,18%, aos 4.365,98 pontos. E o Nasdaq avançou 0,30%, aos 13.518,78 pontos. (Téo Takar)
Dado mais fraco de emprego nos EUA afasta risco de novas altas de juros e anima mercados
[03/11/23] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas fecharam em forte alta aqui e em Nova York, depois que o “payroll”, o principal dado que mede a geração de empregos nos Estados Unidos, ter vindo abaixo do esperado, com 150 mil vagas criadas em outubro, em vez dos 180 mil estimados pelos economistas.
Os números mais fracos levaram os investidores a acreditarem que o Fed, o banco central americano, não subirá mais os juros, encerrando o atual ciclo de aperto monetário.
Houve uma corrida por ativos de risco, como ações, além de desmontagem de posições defensivas no câmbio, o que levou a uma forte queda do dólar. Frente ao real, o dólar à vista fechou em baixa de 1,54%, a R$ 4,8963.
Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,66% (34.061,19 pontos); o S&P500 teve alta de 0,94% (4.358,31); e o Nasdaq avançou 1,38% (13.478,28). Na semana, os ganhos foram expressivos: Dow + 5,07%; S&P 500 +5,85%; e Nasdaq +6,61%.
Por aqui, a bolsa seguiu o bom humor externo e ignorou as preocupações sobre a meta fiscal de 2024, que deve ser alterada de zero para um déficit de 0,5% do PIB, segundo rumores que circularam na imprensa durante o feriado.
Praticamente todas as ações que compõem o Ibovespa fecharam em alta, com destaque para os ganhos dos setores de consumo e varejo. O índice subiu 2,70%, a 118.159,97 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 4,29%. (Ana Conceição e Téo Takar)
Bolsas sobem e dólar cai após Powell; aqui Copom reduz a Selic para 12,25%
[01/11/23] Da Redação do Bom Dia Mercado
Confirmando as expectativas, o Copom anunciou no final da tarde um novo corte de 0,50pp da Selic, para 12,25%, em decisão unânime, e contratou novas quedas de igual magnitude para as próximas reuniões, “em se confirmando o cenário esperado”.
No comunicado, ainda repetiu a mensagem sobre a importância de firme persecução das metais fiscais estabelecidas e avaliou que o cenário externo exige atenção e cautela dos emergentes, citando os juros elevados nos Estados Unidos e novas tensões geopolíticas (a guerra no Oriente Médio).
A decisão de política monetária do Fed, o banco central americano, e a declarações do presidente da instituição, Jerome Powell, concentraram as atenções dos investidores nesta quarta-feira.
O Fed manteve a taxa básica de juros no intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano, como já era amplamente esperado pelo mercado e deixou em aberto a possibilidade de mais aperto na reunião de dezembro.
Porém, durante a entrevista coletiva, Powell indicou que, o mais provável é que o BC americano não suba os juros em dezembro, embora deva mantê-los elevados por um bom tempo.
Powell disse que as expectativas de inflação estão claramente “em um bom lugar” e afirmou que o Fed foi “bastante longe no aperto” e está “perto do fim dele”.
Questionado sobre as indicações do gráfico de pontos divulgado na reunião anterior, em setembro, que apontava que a maioria dos membros do Fed defendia mais uma alta de juros neste ano, Powell esclareceu que a projeção “não é uma promessa”, o que gerou empolgação entre os investidores.
No cenário doméstico, os investidores seguiram monitorando o risco fiscal. Segundo informações na imprensa, o governo teria feito uma consulta ao relator da LDO, Danilo Forte, sobre qual seria o prazo final para enviar uma alteração do texto para a meta fiscal de 2024.
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,67%, aos 33.274,58 pontos. O S&P500 ganhou 1,05%, aos 4.237,86 pontos. E o Nasdaq avançou 1,64%, aos 13.061,47 pontos.
Aqui, o dólar à vista fechou em baixa de 1,36%, a R$ 4,9730. Na B3, o Ibovespa fechou com alta de 1,69%, aos 115.052,96 pontos. (Téo Takar)