Fechamento: Mercados têm mais um dia de perdas com juros altos nos EUA e risco fiscal

Da Redação do Bom Dia Mercado

Em rápida participação no Fórum de Washington, no início da tarde, Jerome Powell confirmou o que os mercados globais já antecipavam, que os juros nos Estados Unidos vão continuar elevados por mais tempo.

Segundo ele, a economia americana está muito forte e o Fed precisa ter mais segurança de que a inflação caminha para a meta (de 2%).

O alerta de Powell, que transfere para setembro o início dos cortes dos juros, causou um pico de estresse em NY, acentuando o avanço dos rendimentos dos Treasuries e impulsionando o dólar ante moedas rivais e emergentes.

Os reflexos nos ativos domésticos foram imediatos. Frente ao real, o dólar bateu a máxima de R$ 5,2875 no mercado à vista, enquanto os juros futuros explodiam na B3 e o Ibovespa renovava mínimas, abaixo dos 124 mil pontos.

No fechamento, o Ibovespa caía 0,75% (124.388,62), o dólar subia 1,61%, cotado a R$ 5,2688, e as taxas do DI estavam nas máximas.

Em NY, o juro de 10 anos – referência para o mundo – está acima de 4,60%, impondo grande volatilidade às bolsas em Wall Street: Dow Jones foi o único índice a fechar positivo (+0,17%); S&P 500 caiu 0,21% e o Nasdaq, -0,12%.

As incertezas geopolíticas entram como fator adicional no ambiente pesado no exterior, mas não como o principal. Nem lá, nem aqui.

No Brasil, além de sentir o baque dos juros elevados nos Estados Unidos, os mercados reproduzem o pessimismo com o cenário fiscal, depois que o governo mudou as metas e colocou o arcabouço em xeque.

Em entrevista concedida em Washington, onde está para a Reunião de Primavera do FMI, Haddad tentou relativizar o estrago das últimas medidas, afirmando que “dois terços da pressão do dólar” são explicados por fatores externos. Mas não aliviou. (Rosa Riscala)

Mudança das metas é recebida com pessimismo

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*

[16/04/24]

Da Redação do Bom Dia Mercado

… Uma notícia boa, o PIB forte na China (+5,3% no 1Tri), e uma apreensão, a resposta que Israel dará ao Irã. Esse é o cenário de fundo no exterior que conduz os mercados globais, nesta 3ªF. Somem-se as apostas crescentes em um adiamento do corte de juros nos Estados Unidos, que mantêm as taxas elevadas e o dólar em alta, e isso resulta num movimento de reprecificação de ativos que atinge o Brasil. Na agenda em NY, são destaques hoje a produção industrial (10h15) e a participação de Powell em um debate (14h15). Antes da abertura, Morgan Stanley e BofA divulgam balanços. Aqui, além do peso do cenário internacional, a questão fiscal volta a assumir protagonismo e o topo das preocupações, depois que a Fazenda jogou a toalha e revisou as metas fiscais dos próximos anos no projeto da LDO/2025.

… A reação dos mercados foi pior do que o esperado e ficou a sensação de que cortes de despesas estão fora do script, que o governo não está disposto a sacrifícios, que o ajuste das contas públicas vai demorar mais e que o arcabouço provou sua fragilidade.

… As coisas já estavam malparadas desde a antecipação dos gastos em R$ 15,7 bilhões na semana passada. Agora, o arcabouço entrou no alvo das críticas dos economistas de modo quase definitivo. O pessimismo aumentou.

… A revisão da meta de 2025, de superávit de 0,50% do PIB para zero, confirmada horas antes por Haddad em entrevista à GloboNews, era apenas uma parte da história. O governo flexibilizou também as metas de 2026 e fixou metas modestas para 2027 e 2028.

… A Fazenda, que esperava atingir superávit de 1% do PIB em 2026, espera agora esse resultado apenas para 2028. Para 2026, a meta de superávit foi reduzida para 0,25% e para 2027, definida em 0,50%. Em todos os casos com uma banda de 0,25 ponto percentual.

… A projeção para a dívida bruta sairá de 76,6% do PIB neste ano para atingir o pico de 79,7% em 2027. Só depois disso ela se estabilizaria para começar a cair a partir de 2028. Na apresentação do arcabouço, em 2023, a Fazenda estimava dívida a 75% do PIB em 2026.

… Os números foram interpretados como um sinal verde para a política expansionista do governo Lula.

… Há preocupação especialmente com os gastos obrigatórios, das despesas previdenciárias e assistenciais, atreladas ao salário-mínimo, que foi projetado na LDO a R$ 1.502 em 2025 (+6,37%), R$ 1.582 em 2026, R$ 1.676 em 2027 e R$ 1.772 em 2028.

… Ao mesmo tempo, a revisão de gastos proposta pelo Planejamento é considerada tímida e corresponde a menos do que 1% da despesa dos programas que passarão por reavaliação, segundo o Estadão, a saber, aposentadorias e pensões do INSS e benefícios do Proagro.


… O mercado nunca acreditou nas metas projetadas por Haddad, mas o fato de ter o ministro lutando por elas era uma espécie de seguro, e o receio é de que isso se tenha perdido. As revisões terão impacto na credibilidade do arcabouço fiscal.

… Em NY, Campos Neto foi questionado sobre as mudanças e, embora tenha ressalvado que deve se abster de comentar a política fiscal, admitiu que, “se houver a percepção de que não existe âncora fiscal, isso torna o trabalho do BC mais difícil”.

… RCN comentou que o mercado sempre teve um número muito pior para o fiscal do que a meta adotada, mas “venho dizendo há muito tempo que a ideia não é mudar a meta, é garantir que você faça o máximo que puder em termos de esforço para atingir essa meta”.

… As incertezas remetem ao risco de o Copom diminuir o ritmo de cortes da Selic, já ameaçado pelas expectativas de adiamento da queda do juro nos Estados Unidos, que pressiona o dólar e a inflação. Maio está (ou estava) contratado. Mas o guidance não atinge junho.

… O fato é que o momento para resgatar o risco fiscal não poderia ser pior, agravado pelas tensões geopolíticas.

… Espera-se uma retaliação moderada de Israel ao Irã, mas sobre isso ninguém pode ter certeza até que aconteça. Menos ainda se pode supor que tipo de resposta o Irã poderá dar a uma investida dos israelenses. O conflito continua sob suspense.

… A boa notícia vem da China, que reportou hoje um PIB no 1Tri (+5,3%) acima do esperado (4,5%) e de sua meta de crescimento de 5%. Na margem, sobre o 4Tri, o PIB cresceu 1,6%. Já os dados mensais vieram abaixo do previsto pelos analistas do FactSet.

… As vendas no varejo chinês cresceram 3,1% em março (previsão: +4,5%) e a produção industrial subiu 4,5% (previsão: +5,5%).

AGENDA – Os dados da produção industrial nos EUA (10h15) podem subir 0,4% em março, após +0,1% em fevereiro. Antes, a balança comercial de fevereiro na zona do euro e o índice ZEW de expectativas econômicas na Alemanha em abril abrem o dia.

… A Reunião da Primavera do FMI e do Banco Mundial movimenta o noticiário. Haddad e Campos Neto representam o Brasil.

… Às 13h50, Kristalina Georgivea abre o evento em Washington. Às 14h, o presidente do BCE, Andrew Bailey, dá entrevista no Fundo Monetário Internacional. O debate de Jerome Powell com o presidente do BC do Canadá terá início 14h15.

… Aqui, a FGV divulga o IGP-10 de abril, que deve recuar 0,19% (-0,17% em março) e a 2ª prévia do IPC-S às 8h. Às 8h25, sai a Focus.

SEM TRÉGUA – Na marcha dos investidores por ativos seguros ontem, o dólar teve um rali global, com os juros americanos nas alturas e a tensão geopolítica. Por aqui não foi diferente, mas o risco fiscal forneceu um ingrediente a mais na cautela doméstica.

… A confirmação da piora da meta de primário para 2025, de +0,5% do PIB para zero, se juntou à aversão ao risco e levou o dólar para o nível mais alto desde 27 de março de 2023, a R$ 5,1852 (+1,25%) no fechamento do mercado à vista.

… Na máxima do dia, a moeda tocou em R$ 5,21. No mês, já acumula alta de 3,39%. Em abril, entre os emergentes, o real é a moeda que mais desvaloriza ante o dólar. O mercado de juros sofreu o mesmo baque e as taxas dispararam.

… O arcabouço já tinha tido um revés na semana passada com a autorização para o governo antecipar R$ 15 bilhões em gastos. Embora já houvesse a expectativa de uma piora na meta, o fato consumado não deixou de adicionar muito prêmio de risco aos DIs.

… O juro para Jan25 subiu a 10,160% (de 10,066%) e o Jan26, a 10,440% (10,214%). O Jan27 avançou a 10,805% (10,530%); o Jan29, a 11,350% (11,079%), o Jan31, a 11,610% (11,344%) e o Jan33 subiu a 11,700% (11,440%).

… No Ibovespa, nem a alta dos pesos-pesados Vale e Petrobras conseguiu tirar o índice do vermelho, que fechou em baixa de 0,49%, aos 125.333,89 pontos. O giro de R$ 27,2 bilhões ficou acima dos R$ 23,7 bilhões na média diária de março.

… Empresas sensíveis à alta do dólar e dos juros futuros ficaram entre as principais baixas do dia.

… CVC liderou as perdas, com -9,38% (R$ 2,03) liderou as perdas do Ibovespa, acompanhada por Magazine Luiza, -7,83% (R$ 1,53) e Vamos, -6,42% (R$ 7,58). Frigoríficos ficaram no lado oposto e subiram firmes.

… BRF disparou 10,15% (R$ 17,90) após o JPMorgan elevar a recomendação do papel de neutra para compra, com preço-alvo a R$ 20. E o Goldman Sachs alterou a indicação para a companhia de venda para neutra, com preço-alvo de R$ 15,60.

… Na esteira da concorrente, Marfrig subiu 4,82% (R$ 10,43) e JBS a avançou 4,21% (R$ 23,03).

… Entre os bancos, o dia foi de perdas: Itaú caiu 1,69% (R$ 31,91), Bradesco PN, -1,48% (R$ 14,00) e BB, -0,93% (R$ 56,46).

… Vale subiu 0,58% (R$ 61,99) apoiada na nova alta (+2,18%) do minério de ferro em Dalian, a sexta consecutiva.

… Petrobras ON (+1,46%, a R$ 40,89) e PN (+0,95%, a R$ 39,31) ignoraram a queda do petróleo (Brent -0,39%) e aceleraram os ganhos no fim da sessão com a notícia de que a Justiça liberou Sergio Rezende para voltar a ocupar seu posto no Conselho de Administração.

… Investidores aguardam a reunião do Conselho da Petrobras na 6ªF, 19, que deverá decidir sobre os dividendos extraordinários.

JUROS E GUERRA – O mercado até teve um início tranquilo com a percepção de que a crise Israel-Irã estaria sob controle. Bolsas abriram em alta e dólar e Treasuries, comportados. Mas as vendas fortes do varejo nos EUA deram o ponto de inflexão.

… Mais um dado a mostrar a força da economia dos EUA, em março o varejo americano cresceu 0,7% sobre fevereiro, de uma expectativa de +0,4%. E o dado de fevereiro sobre janeiro ainda foi revisado para cima, de +0,6% para +0,9%.

… À tarde, o clima geopolítico azedou depois de o chefe das Forças Armadas de Israel, Herzi Halevi, prometer resposta ao Irã contra os ataques de sábado. Não aliviou a tese de que Israel vai devolver a agressão de forma a não perder o apoio internacional.

… No começo da noite o Irã ameaçou responder “em alguns segundos” qualquer retaliação de Israel contra os ataques de sábado. Se a investida de Israel ocorrer dentro do território iraniano, prometem que “haverá uma resposta muito mais violenta”.

… A força do varejo americano reforçando a falta de pressa do Fed em cortar juros se somou ao temor geopolítico e o investidor bateu em retirada. As apostas nos futuros dos Fed Funds convergiram para o primeiro corte do juro somente em setembro.

… Em Wall Street, as techs foram especialmente afetadas e o Nasdaq liderou as quedas, em -1,79%, aos 15.885,02 pontos.

… Pressionado pelo mesmo setor, o S&P 500 perdeu a linha dos 5.100 pontos, com recuo de 1,20%, aos 5.061,82 pontos. O Dow Jones caiu 0,65% (37.735,24). O setor financeiro teve um bom desempenho graças a um lucro surpreendente do Goldman Sachs (+2,94%).

… Nos Treasuries, os números do consumo incentivaram nova alta nos retornos. O juro da note de 2 anos avançou a 4,922% (de 4,904%). O da note de 10 anos subiu a 4,619% (4,5282%) e o do T-bond de 30 anos avançou a 4,734% (4,6284%).

… A cautela geopolítica misturada com a economia forte nos EUA (e juros elevados por mais tempo) apoiou mais uma alta do índice dólar (DXY), de 0,16%, a 106,208 pontos. O iene caiu 0,64%, a 154,22/US$ e a libra ficou estável (-0,03%), a US$ 1,2447.

… O euro cedeu 0,14%, a US$ 1,0628. Outra leva de dirigentes do BCE continuou a sugerir que um corte de juro pode vir em junho. Gediminas Simkus (Lituânia) ainda disse que a taxa básica do bloco pode cair mais de três vezes este ano.

EM TEMPO… Vendas líquidas da MRV atingiram R$ 2,1 bilhões no 1Tri, uma alta de 18,4% ante o 1Tri/2023, com volume recorde para o período, refletindo a série de incentivos do governo destinados ao Minha Casa Minha Vida (MCMV)…

… A companhia manteve a política de subir o preço dos imóveis, elevando o tíquete médio em 13,7%, para R$ 248 mil por apartamento…

… Os lançamentos da MRV deram um salto de 150% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 1,6 bilhão.

MULTIPLAN. Vendeu mais um terreno adjacente ao RibeirãoShopping com 11.217 metros quadrados, que abrigará um projeto multiuso com VGV estimado em R$ 500 milhões, a ser desenvolvido por um empreendedor local.

DIRECIONAL. Diretor de Relações com Investidores, Paulo Henrique Martins de Souza, assumiu cumulativamente a função de diretor financeiro, em substituição a Henrique Assunção Paim, que renunciou ao cargo nesta 2ªF.

EMAE. Três grupos estão habilitados para o leilão na B3: Matrix Energy, o grupo francês EDF e o Fundo Phoenix, administrado pela Trustee DTVM, que tem entre seus cotistas o empresário Nelson Tanure. Auren e Âmbar Energia estão fora…

… O leilão ocorrerá na próxima 6ªF, 19, com o preço mínimo de R$ 52,85 por cada uma das 14,7 milhões de ações do Estado de SP. Sem ágio, o valor de referência da privatização é de R$ 779,815 milhões.

OI. Conselho da Anatel aprovou nesta 2ªF o termo firmado com a empresa sobre os rumos da concessão de telefonia fixa, que prevê a mudança imediata para o regime de autorização em troca de investimentos na expansão da cobertura de serviços.

PETROBRAS. Anuncia estudos para investimentos com o objetivo de descarbonizar a refinaria Lubnor, em Fortaleza.

VALE. Disse que tomará medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Pará que suspendeu a liminar que autorizava a liminar que autorizava o funcionamento da Mina de Sossego.

LIGHT. Grupo de credores que detém R$ 3 bilhões de títulos (bondholders) deve ser o fiel da balança na assembleia marcada para 25/4…

… Segundo a Coluna do Broadcast, esse grupo ainda estuda se aceitará ou não os termos do acordo preliminar da 5ªF passada. Em recuperação judicial, a Light tem dívidas de R$ 11 bilhões, sendo que a Sesa concentra a maior parte dos débitos.

CASAS BAHIA. Sociedades controladas pelo JP Morgan elevaram sua participação no grupo para 5,10% das ações ordinárias do grupo.

MERCADO LIVRE. Anunciou nesta 2ªF a criação de mais de 6,5 mil empregos e o aporte de mais de R$ 23 bilhões no Brasil, em reunião do CEO da empresa no Brasil, Fernando Yunes, com o presidente Lula.

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

*com a colaboração da equipe do BDM Online

AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.

Meta fiscal é destaque em meio à tensão no Oriente Médio

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*

[15/04/24]

Da Redação do Bom Dia Mercado

… Os pedidos de moderação a Israel pela comunidade internacional, incluindo EUA, UE e, até mesmo, China e Rússia, em um esforço para evitar a escalada das tensões no Oriente Médio, devem conter um impacto maior do ataque iraniano de sábado à noite nos mercados globais. Já a abertura dos pregões asiáticos foi relativamente tranquila. Ainda assim, é esperada alguma pressão no petróleo, commodities e dólar, pelo menos, até que fique clara qual será a resposta do governo de Netanyahu. Em paralelo, a agenda da semana é intensa, com balanços dos bancos em NY, dados importantes da atividade americana e chinesa e, aqui, o IBC-Br de fevereiro (4ªF), reunião do Conselho da Petrobras (6ªF), que deverá decidir sobre os dividendos extraordinários, e o anúncio do PLDP e da meta fiscal/2025 hoje à tarde.

… Na 6ªF, o Ministério do Planejamento anunciou que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, que estava previsto para ser divulgado às 9h30, será conhecido às 16h30, com a entrevista dos técnicos transferida para as 17h.

… A coletiva será conduzida pelo secretário executivo do Planejamento, Gustavo Guimarães; pelo secretário de Orçamento, Paulo Bijos; pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron; e pelo secretário da Receita, Robinson Barreirinhas.

… A expectativa é para a mudança da meta fiscal a ser seguida no próximo ano.

… Com incertezas sobre a evolução da arrecadação, o governo estuda alterar a meta para as contas públicas em 2025 prevista no novo arcabouço fiscal, que é de um superávit de 0,5% do PIB, para um resultado entre zero e superávit de até 0,25% do PIB.

… Na semana passada, Haddad disse que a equipe econômica estava fazendo as contas para fixar uma meta “factível”, considerando que, apesar de “boas coisas” terem acontecido no último ano, a Fazenda também enfrentou “percalços que mudaram o cenário”.

… No mercado, que há tempos não acredita no déficit zero deste ano, a mudança para 2025 não surpreenderia. A dúvida é se isso tende a mexer com as expectativas sobre a trajetória da dívida pública, em um cenário de questionamento sobre o arcabouço fiscal.

… Segundo apurou o Estadão, para técnicos da Fazenda, alterar a meta não teria o condão de piorar as projeções automaticamente, uma vez que economistas já preveem déficits em 2025 (-0,6%) e em 2026 (-0,5%) bem mais pessimistas que os do governo.

… Há o consenso, contudo, que o Executivo não pode sinalizar um relaxamento da postura no aspecto fiscal.

… Na semana passada, já pegou mal a aprovação pela Câmara, com o aval do Planalto, de uma mudança no arcabouço para antecipar gastos em cerca de R$ 15 bilhões, contando com a arrecadação acima do previsto no primeiro bimestre.

… Pelo texto original, essa despesa extra só poderia ser autorizada em maio, justamente porque apenas no segundo relatório bimestral de receitas e despesas o Executivo terá uma noção melhor sobre a projeção de arrecadação para o ano.

… A proposta da PLDO/25 também atualizará a trajetória de convergência da dívida pública.

… Na última projeção do Tesouro, a dívida subiria em 2024 e 2025, começando um processo de estabilização em 2026, quando atingiria 78,1% do PIB. O patamar se manteria em 2027 e 2028, e começaria a cair em 2029, para 77,6% do PIB e a 72,6% do PIB em 2033.

… Já para este ano, a previsão era de que a dívida pública em proporção ao PIB chegasse a 77,3% do PIB. E para 2025, a 78% do PIB.

MOMENTO RUIM – A revisão da meta fiscal para 2025 ocorre num momento em que o governo enfrenta dificuldades no Congresso, com a indefinição sobre projetos que impactam as contas públicas, como o benefício às prefeituras, ao Perse e à desoneração da folha.

… Com a urgência aprovada, a Câmara pode acelerar a tramitação e colocar em votação nesta semana os projetos do fim gradual do Perse e da reoneração da folha das prefeituras de municípios com até 50 mil habitantes.

… Em conversa na 6ªF com o ministro Rui Costa, Artur Lira teria garantido que suas desavenças com o ministro Alexandre Padilha, a quem chamou de “desafeto pessoal e incompetente”, não vão interferir nas votações da agenda econômica e da reforma tributária.

… Também o deputado Elmar Nascimento, líder do União Brasil e aliado de Lira, disse que a agenda econômica “não ficará subordinada a nenhum ruído político”. No entanto, o Centrão pode estar planejando o “troco” para o Planalto na análise dos vetos presidenciais.

… Em sessão do Congresso convocada para esta 5ªF, 18, deputados e senadores estariam dispostos a derrubar o veto do presidente Lula aos R$ 5,6 bilhões aprovados para as emendas de comissão no Orçamento deste ano. Vai complicar mais a vida de Haddad.

HORA DA VERDADE – Além do ambiente belicoso no Congresso, preocupa o risco de que o aumento de arrecadação poderá perder força, diante da possibilidade de um crescimento menor do PIB e dúvidas sobre a sustentação de receitas a partir do ano que vem.

… Isso é um sinal de obstáculo para o cumprimento do arcabouço fiscal, aprovado em 2023.

… Com aumento real de despesas previsto pela regra fiscal, o governo precisaria aumentar a arrecadação para sustentar as contas públicas. O arcabouço determina que a despesa pode crescer 70% do aumento da receita, entre 0,6% e 2,5% acima da inflação.

… Na semana passada, a ministra Simone Tebet disse que a agenda de aumento de receitas está “se exaurindo” e que o governo precisará focar na revisão de gastos. “O que precisamos colocar para rodar é a esteira sob a ótica da despesa. O que cortar, como cortar.”

… Na Folha, a jornalista Adriana Fernandes escreveu que “sem corte de gastos, o arcabouço vai mudar de forma profunda”, que as contas não vão fechar em 2025 e 2026 e que poderá haver dificuldades até para cumprir os pisos constitucionais de saúde e educação.

… As opções do governo seriam um corte profundo nas despesas, desvinculação da Previdência do salário-mínimo ou mudança nos pisos constitucionais, “mas todas essas alternativas estão fora de questão, ainda mais em ano eleitoral, como 2026”.

… Em sua coluna, afirma que “o processo de mudança do arcabouço já começou com a manobra política costurada com o Congresso para aprovação de projeto para antecipar a liberação R$ 15,7 bilhões de forma imediata de despesas para o governo Lula em 2024”.

PETROBRAS Se a AGU não conseguir derrubar nesta semana a liminar que afastou do cargo o presidente do conselho de administração da companhia, Pietro Mendes, um interino terá que ser eleito para o cargo.

… De acordo com o estatuto, a escolha teria que ser feita na primeira reunião ordinária do colegiado, marcada para 6ªF, 19, que deverá deliberar o pagamento dos dividendos extraordinários referentes ao 4Tri do ano passado.

… Cogitado para assumir, Francisco Petros, representante dos acionistas minoritários, negou ao Valor que esteja interessado.

… No Estadão, auxiliares do presidente Lula contam votos e temem a derrota na votação sobre dividendos extras para minoritários, que pleiteiam a distribuição integral, enquanto o governo passou a aceitar, com muito custo, o pagamento de uma fatia menor.

… Dos 11 conselheiros, dois foram suspensos pela Justiça, o que elevou, por consequência, o poder de acionistas minoritários no comitê. Dos nove membros restantes, quatro são representantes dos minoritários e quatro próximos ao governo.

… O voto do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, é importante porque ele é o voto de Minerva no desempate. Na reunião do conselho que determinou a retenção dos dividendos extras, Prates se absteve, mas sua posição em favor de 50% é conhecida.

… Também o ministro Fernando Haddad defende o pagamento de 50%, enquanto Alexandre Silveira (MME) e Rui Costa (Casa Civil) falam em um teto de 30% e conselheiros do setor privado sustentam que é possível distribuir 100%.

… O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que começou a semana passada na condição de demissionário e terminou mantido no cargo, teve o apoio direto de Haddad, que precisa dos dividendos para o caixa da União, acionista majoritária.

… Em favor de Prates, em processo de fritura por Silveira, Haddad assegurou a Lula que a distribuição dos dividendos extraordinários da Petrobras não teria impacto na capacidade da estatal de financiar seu plano de investimentos.

… Estão em jogo R$ 43,9 bilhões em dividendos extras.

RISCO GEOPOLÍTICO – A reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada por Israel após o ataque do Irã em seu território, deixou patente a preocupação da comunidade internacional para evitar que os conflitos escalem na região do Oriente Médio.

… EUA e países da Europa condenaram a ação da força iraniana, mas as vozes foram unânimes em defender o fim das tensões. A Rússia disse que as duas partes, Irã e Israel, devem recuar para evitar um banho de sangue. Antes, a China havia pedido calma.

… As declarações da Casa Branca afirmando que os Estados Unidos não participarão de uma resposta ofensiva de Israel ao Irã também foram muito importantes. O aviso foi dado pelo presidente Biden ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ainda no sábado.

… As características do ataque iraniano, que antecipou o envio dos drones e dos mísseis, dando tempo à defesa antiaérea de Israel e dos aliados para uma interceptação ampla e segura, já foram recebidas como prova de que o objetivo não era uma guerra.

… Israel, de seu lado, também indica que evitará escalar o conflito, embora tenha prometido uma resposta “no momento certo”.

… Uma reunião do Gabinete de Guerra de Israel, neste domingo, terminou inconclusiva, enquanto o Irã diz que não tem planos de seguir com os ataques a Israel, mas adverte que “não hesitará em responder contra qualquer nova agressão”.

… Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein AmirAbdollahian, o envio de drones e mísseis a Israel reproduziu o exercício do direito legítimo de defesa e demonstra uma abordagem “responsável para com a paz e a segurança regionais e internacionais”.

… O país acusa Israel de ter realizado um ataque em Damasco, na Síria, no último 1º de abril, com baixas israelenses.

… Netanyahu, que estava praticamente isolado nos últimos meses em sua empreitada contra os excessos na Faixa de Gaza, ganhou algum fôlego e apoio com o ataque iraniano, mas esse apoio, como se viu nas primeiras reações, não é incondicional.

… Uma acomodação mais perene das tensões no Oriente Médio ainda dependerá da resposta de Israel ao ataque dos drones do Irã. A reação inicial após o susto de sábado à noite, porém, é de alívio, refletido na abertura mais calma dos mercados.

TEMPORADA DE BALANÇOS O banco Goldman Sachs reporta nesta manhã, antes da abertura, dados referentes ao 1Tri/2024, seguidos por Bank of America e Morgan Stanley amanhã (3ªF). A semana ainda terá Netflix na 5ªF (18) e P&G e Amex na 6ªF (19).

… Em Washington tem início hoje a Reunião da Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, até o dia 20.

… Entre os indicadores, destaque para as vendas no varejo de março (hoje, às 9h30) e produção industrial (3ªF) nos EUA.

… Ainda hoje, sai nos EUA a atividade industrial Empire State de abril (9h30) e, na zona do euro, a produção industrial de fevereiro (6h).

CHINA – No final da noite (23h), Pequim divulga o PIB/1Tri, produção industrial e vendas no varejo de março.

POWELL – Participação do presidente do Fed em evento amanhã (3ªF) tem as expectativas elevadas pela escalada das tensões no Oriente Médio, que se somam aos números recentes da inflação e do emprego para adiar o corte dos juros americanos.

… Destacam-se ainda na semana os números de inflação ao consumidor no Reino Unido (17), Zona do Euro (17) e Japão (18).

LME – Em comunicado no sábado, disse que o pacote de sanções adotadas por Reino Unido e EUA contra metais da Rússia, para restringir a receita de Moscou na guerra contra a Ucrânia, “pode causar um grau de incerteza no mercado”.

… A London Metal Exchange e a Chicago Mercantile Exchange estão proibidos de aceitar novo alumínio, cobre ou níquel produzido pela Rússia a partir do dia 13 de abril, o que pode pressionar os preços dos metais anteriormente produzidos.

IBC-BR – No Brasil, o mercado aguarda o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, previsto para 4ªF.

… No câmbio, o Banco Central inicia hoje a rolagem integral de contratos de swap cambial que vencem em 1/7, no montante de US$ 15,5 bilhões. Leilão das 11h30 às 11h40, com oferta de até 16 mil contratos (US$ 800 milhões) para rolagem.

CAMPOS NETO – Presidente do Banco Central cumpre agenda em Nova York, com uma série de reuniões com investidores e palestra às 15h organizada pelo Council on Foreign Relations. O evento é aberto à imprensa.

… Na Coluna do Estadão, Haddad sondou representantes do mercado financeiro sobre o melhor timing para que o governo indique a sucessão de Campos Neto, e ouviu deles que o limite deveria ser outubro, para garantir tempo hábil à transição.

MERCADO DE CRÉDITO – O governo federal adiou, novamente, o lançamento do programa de reestruturação do mercado do crédito, que estava previsto para esta 2ªF. O adiamento se deu por ajustes que ainda serão feitos na Medida Provisória.

… Também o lançamento do programa VOA BRASIL, previsto para 4ªF, 17, voltou a ser adiado e não tem nova data para o anúncio.

RISK OFF – Já na 6ªF, a geopolítica mandou no mercado e a expectativa de um ataque do Irã a Israel provocou uma onda de liquidação nos ativos de risco e demanda por ativos considerados seguros, o que derrubou as bolsas e os juros dos Treasuries e elevou o dólar.

… Governos dos EUA, Israel, Austrália, Reino Unido, França e Alemanha colocaram em alerta máximo suas embaixadas para um ataque do Irã ao território israelense, que acabou ocorrendo no sábado à noite e dominou o noticiário do fim de semana.

… Em Wall Street, o índice de volatilidade VIX, também chamado de índice do medo, disparou 20%, para 18,8 pontos.

… Num dos piores desempenhos diários do ano até agora, o índice Dow Jones caiu 1,24% (37.983,90 pontos), o S&P500 recuou 1,46% (5.123,40) e o Nasdaq perdeu 1,62% (16.175,09). Na semana, as perdas foram de 2,37%, 1,55% e 0,45%, respectivamente.

… Além da tensão geopolítica, as bolsas de NY sofreram com o setor financeiro, que na abertura da temporada de balanços apresentou resultados que não agradaram. JPMorgan caiu 6,4% depois que o banco divulgou os resultados do 1º trimestre.

… O CEO Jamie Dimon alertou sobre as persistentes pressões inflacionárias que pesam sobre a economia e causou desconforto com a previsão de que a receita líquida de juros, medida importante das atividades de crédito, pode ficar aquém do esperado.

… BlackRock (-2,98%), Wells Fargo (-0,3%) e Citi (-1,7%) também divulgaram balanços que pouco agradaram.

… A busca por proteção elevou o DXY dólar em 0,72%, a 106,038 pontos, com alta de 1,67% na semana, enquanto a demanda defensiva fez recuar os rendimentos dos Treasuries: Note-2 anos a 4,894% (de 4,9651% na véspera) e Note-10 anos a 4,520% (de 4,591%).

… Declarações duras de nada menos que cinco dirigentes do Fed – Daly, Collins, Bostic, Schmid e Goolsbee, contribuíram para fortalecer a moeda na 6ªF. Todos mantiveram o discurso de que é cedo para falar em corte de juros.

… Na zona do euro a conversa foi outra, com dois dirigentes do BCE – Madis Müller e Martin Kazaks – apontando junho como o provável início da flexibilização monetária, ajudando o euro a cair 0,80%, a US$ 1,0643.

… A libra recuou 0,86%, a US$ 1,2451 e o iene ficou estável (-0,03%) em 153,24/US$.

DUPLO RISCO – O mercado global não ajudou na 6ªF e os ruídos internos – fiscais e relativos à Petrobras – amplificaram as perdas do Ibovespa, que fechou na mínima do ano, com o dólar encerrando os negócios na máxima.

… Ativada a aversão ao risco, o índice da bolsa brasileira caiu 1,14%, a 125.946,09 pontos, menor nível desde 7 de dezembro.

… Petrobras ignorou a leve alta do petróleo e recuou diante do afastamento, pela Justiça, do presidente do Conselho da estatal, Pietro Mendes. A medida aumentou a incerteza sobre a distribuição de dividendos extraordinários, que será discutida em reunião na 6ªF.

… O papel PN caiu 0,92%, a R$ 38,94, o ON recuou 0,81%, a R$ 40,30. Já o Brent voltou a ficar acima de US$ 90 o barril, com alta de 0,79%, a US$ 90,45. Nos primeiros negócios após o ataque do Irã a Israel, o barril tinha ganhos apenas moderados.

… Vale (-0,37%, a R$ 61,63) resistiu em alta durante boa parte do pregão, apoiada pela alta do minério de ferro (+3,12%), mas cedeu à pressão externa no fim da sessão. Apenas seis ações da carteira teórica do Ibovespa fecharam positivas.

… Prio (+2,13%, a R$ 50,86) liderou os ganhos após vencer disputa arbitrária e passar a ter direito a todo o óleo produzido em Wahoo. Já Cielo subiu 1,30% (R$ 5,47) com investidores atentos às discussões sobre um novo preço para OPA da credenciadora de cartões.

… Eletrobras ON (+0,46%, a R$ 39,02) e PNB (+0,32%, a R$ 43,78) corrigiram as pesadas perdas da véspera.

… Setores sensíveis à alta de dólar e juros foram mal no pregão da 6ªF. Estão na lista Azul (-10,07%, a R$ 11,16), que liderou as perdas, MRV (-6,19%, a R$ 6,67), Ezetec (-5,76%, a R$ 14,40) e Yduqs (-5,21%, a R$ 14,91).

… Grandes bancos tiveram perdas moderadas. Itaú Unibanco (-1,04%, a R$ 32,46); Bradesco ON caiu 1,49% (a R$ 12,55) e Bradesco PN recuou 1,25% (a R$ 14,21), Banco do Brasil (-1,30%, a R$ 56,99) e unit do Santander (-1,10%, a R$ 27,05).

… No câmbio, a moeda chegou a encostar nos R$ 5,15 no pior momento da 6ªF, em meio à busca por proteção antes do fim de semana. Os números fracos da balança comercial da China também colaboraram para pressionar as moedas produtores de commodities.

… Segundo operadores, o fator adicional de pressão foi a liquidação de US$ 3,5 bilhões em NTN-As (títulos do Tesouro atrelados à variação cambial) marcada para hoje e que gerou um movimento de ajuste de posições.

… O dólar à vista fechou em alta de 0,60%, a R$ 5,1212. Na semana, a moeda subiu 1,10%.

… Os juros tiveram até uma reação bem-comportada diante das pressões do dia, fechando perto da estabilidade, mas com a curva ainda indicando possibilidade de uma Selic terminal mais próxima de 10% que de 9%.

… Na semana, os contratos ganharam entre 140 e 160 pbs com a reprecificação da política monetária nos EUA e a questão fiscal.

… Como contraponto a queda de 0,9% no setor de serviços em fevereiro, ante janeiro, contrariou a expectativa de alta de 0,2%. O número temperou o forte resultado do varejo, que provocou avaliações de que o BC possa reduzir o ritmo de queda da Selic.

… O juro para Jan25 caiu a 10,045% (de 10,066%, ontem). O Jan26 subiu a 10,220% (de 10,214%). Jan27 avançou a 10,535% (de 10,530%); o Jan29, a 11,085% (de 11,079%), o Jan31, a 11,350% (de 11,344%) e o Jan33 ficou estável em 11,440%.

EM TEMPO… EZTEC registrou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 457,5 milhões em lançamentos no primeiro trimestre de 2024, na segundo prévia operacional divulgada pela empresa na 6ªF, após o fechamento…

… O resultado representa uma alta ante o primeiro trimestre de 2023 de 260%, que ficou em R$ 127 milhões; os lançamentos superaram em 53% as estimativas dos analistas do Citibank, que tem recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 17…

… As vendas brutas caíram 20,2% no trimestre, para R$ 330,3 milhões, e as vendas líquidas caíram 19,6%, para R$ 299,6 milhões…

… O preço médio das unidades vendidas foi de R$ 615,1 mil no primeiro trimestre, 9,2% maior na comparação anual.

MOVIDA. Informou, por meio de fato relevante, que passará a adotar guidances para 2024 como estratégia para melhorar a rentabilidade com foco na recomposição do preço da diária…

… A empresa acredita ser possível expandir o yield médio mensal da frota operacional da divisão de rent a car (RAC) para 4,2% ao mês este ano, o que representaria um aumento de R$ 387 milhões de receita ao ano.

INTERCEMENT. Está empenhada em concluir a venda da companhia para evitar um novo embate com credores e a aceleração de suas dívidas em maio, que somam ao menos R$ 8 bilhões e têm vencimentos em maio e julho, informa a Coluna do Broadcast

… Entre empresas que já manifestaram interesse pela InterCement estão a CSN e a Votorantim Cimentos.

PETROBRAS. Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (Abespetro) disse que decisão da petroleira de reduzir de 90 dias para 30 dias o pagamento a fornecedores, nos contratos a partir de 1º de maio, foi “acima das expectativas”.

ENGIE. O CEO do grupo no Brasil, Mauricio Bähr, disse em entrevista à Folha que o modelo de subsídios para energias renováveis no Brasil se esgotou e, agora, funciona como um “Robin Wood às avessas”, transferindo renda dos mais pobres para os ricos.

COPEL. Comunicou que a Radar Gestora de Recursos atingiu uma participação na companhia de 66.055.900 ações ordinárias, representando 5,08% do total dessa classe de ação…

… Por outro lado, a Radar Gestora reduziu para 9,99% sua participação das ações ordinárias da WILSON SONS.

VALID SOLUÇÕES. Aprovou a realização da 10ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única e no valor de R$ 250 milhões, tendo a possibilidade de distribuição parcial.

RANDON. Morgan Stanley elevou participação para 5,1% do total.

STARK BANK. Banco digital focado em empresas anunciou o lançamento de serviço de adquirência para transações virtuais, como nas frentes de e-commerces e marketplaces, para atingir volume de pagamentos (TPV) de R$ 1 bilhão ainda este ano.

US STEEL. Conforme esperado, acionistas da aprovaram a venda da empresa para a japonesa Nippon Steel, em meio à oposição sindical e às revisões regulatórias em andamento que estão levantando dúvidas sobre o acordo de US$ 14,1 bilhões…

… Investidores devem receber US$ 55/ação, mais que o dobro do preço de agosto/23, quando divulgou que estava considerando ofertas.

SOUTHWEST AIRLINES. Volta a cortar, pela terceira vez neste ano, a expectativa de aviões encomendados à BOEING e agora espera receber apenas cerca da metade das 46 aeronaves que havia estimado em março.

SALESFORCE. Está em negociações avançadas para a aquisição da Informatica, fornecedor de software de gerenciamento de dados, com sede em Redwood City, Califórnia, e que tem um valor de mercado de mais de US$ 11 bilhões.

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

*com a colaboração da equipe do BDM Online

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