Bolsas em NY iniciam semana em alta, à espera do CPI e da reunião do Fed
As bolsas em NY iniciaram a semana no campo positivo, com o mercado à espera dos dados de inflação (CPI) nos EUA amanhã e apostando na manutenção dos juros na reunião do Fed da 4ªF.
O índice Dow Jones subiu 0,56%, aos 34.066,33 pontos. O S&P500 ganhou 0,93%, aos 4.338,93 pontos. O Nasdaq avançou 1,53%, aos 13.461,92 pontos.
Os retornos dos Treasuries recuaram. O juro do T-bond de 30 anos caiu a 3,8777%, de 3,8827%, na 6ªF.
O da T-note de 2 anos recuou a 4,5729%, de 4,6021%, o da T-note de 5 anos cedeu a 3,8848%, de 3,9199%, e o da T-note de 10 anos caiu a 3,7327%, de 3,7404%.
Campos Neto renova queima de prêmio na ponta curta dos juros futuros
A leitura otimista dos comentários de Campos Neto, em evento nesta tarde, e uma nova rodada de alívio na inflação e nas expectativas para os preços na Focus neutralizaram a pressão dos contratos de curto prazo do DI e adiaram, por mais um dia, uma realização neste trecho da curva.
Durante palestra em SP, o presidente do BC disse que “o movimento de mercado abre espaço para a política monetária à frente”, que o “juro futuro caiu mais de 3% desde [a aprovação] do arcabouço [na Câmara]” e que “a expectativa (do mercado sobre juro) está indo na direção correta”.
As declarações consolidaram a aposta de que o Copom deve antecipar para agosto o início dos cortes da Selic.
Esta esperança foi ainda reforçada pelo novo ajuste em baixa nas expectativas da Focus para o IPCA em 2023 (de 5,69% para 5,42%), em 2024 (de 4,12% para 4,04%), em 2025 (de 4,00% para 3,90%) e em 2026 (4,00% para 3,88%).
A novidade do alívio nas projeções longas foi interpretada pelos analistas como sinal de que o mercado acredita que o CMN não mudará as metas de inflação, aumentando o espaço para a Selic cair logo.
Ainda hoje, as primeiras prévias de junho de três indicadores inflacionários perderam fôlego: IGP-M recuou 1,95%, após cair 1,13% na mesma leitura de maio; o IPC-S veio zerado, após alta de 0,08% no fechamento de maio; e o IPC-Fipe ficou em 0,11%, após avançar 0,20% em maio.
No fechamento, o DI jan/24 furou os 13% e caiu a 12,99%, de 13,023% na 6ªF. O DI jan/25 recuou a 11,05%, de 11,072%; e o jan/26, a 10,455%, de 10,459%. Já o jan/27 subiu a 10,53%, de 10,495%; o jan/29, a 10,90%, de 10,836%; e o jan/31, a 11,170% (máxima), de 11,086% (Mariana Ciscato)
Dólar mantém viés de baixa com fluxo gringo, de olho em queda da Selic e manutenção de juro pelo Fed
O dólar à vista voltou a cair frente ao real nesta 2ªF, apoiado por entrada de capital estrangeiro, com investidores apostando de corte de Selic em agosto, o que torna a renda variável local atraente.
A renda fixa segue no radar por conta da expectativa de pausa na alta dos juros pelo Fed nesta semana, o que não prejudica o “carry trade”, dado o diferencial de taxas ainda expressivo entre Brasil e EUA.
Declarações de Campos Neto, reconhecendo a melhora nas expectativas de inflação, a queda dos juros futuros e emitindo sinais sobre o próximo ciclo da Selic, também ajudaram a sustentar a queda do dólar. “O movimento de mercado abre espaço para política monetária à frente”, disse o presidente do BC durante evento promovido pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).
Lá fora, o dólar operava misto frente aos pares, em uma semana de expectativas por decisões dos principais BCs e, em particular, do Fed, que não deve mexer nas taxas desta vez.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,20%, a R$ 4,8665, perto da mínima do dia (R$ 4,8640). Na máxima, atingiu R$ 4,9008. Às 17h04, o dólar futuro para julho recuava 0,42%, para R$ 4,8845.
Lá fora, o DXY operava de lado (0,04%), aos 103,600 pontos. O euro subia 0,11%, para US$ 1,0760. E a libra caía 0,54%, para US$ 1,2510. (Téo Takar)