Giro das 12h: Ibovespa cai com exterior avesso ao risco por renovado impasse no acordo de paz

O Ibovespa cede 0,50% (176.467,82), com renovada aversão ao risco tomando os mercados acionários após o líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei afirmar que o urânio vai ficar no Irã.

Diante do impasse, o petróleo sobe 2%, reacendendo as preocupações com a inflação e com o aperto monetário, um dia após a ata do Fed destacar o impacto da guerra na inflação e na volatilidade global.

Os bancos estão mistos (Itaú +0,18%; Bradesco PN -0,22%) e a Vale perde 0,26%, com a queda do minério de ferro.

As perdas poderiam ser maiores, mas Petrobras (ON +1,69%; PN +1,05%) e seus pares acompanham a commodity.

Os rendimentos dos Treasuries sobem e aqui, os juros futuros acompanham o exterior, onde o dólar avança contra pares e emergentes.

O DXY sobe 0,31% (99,402) e frente ao real, a moeda ganha 0,08%, a R$ 5,0075.

Em NY, Dow Jones cai 0,11%; o S&P 500 cede 0,35% e o Nasdaq recua 0,59%.

Além da guerra, o balanço da Nvidia (-1,77%) foi positivo, mas o investidor não se impressionou com as previsões à frente.

Mais cedo, dados confirmaram que o mercado de trabalho norte-americano segue resiliente, apoiando a visão hawkish do Fed.  

++ Goldman Sachs eleva recomendação de Usiminas

++ Goldman Sachs eleva recomendação de Usiminas de neutra para compra; preço-alvo foi de R$ 6,60 para R$ 10,50

++ Banco aposta na melhora relevante no cenário para o setor de aço no Brasil e no posicionamento da companhia para capturar esse movimento

A revisão reflete visão mais construtiva para a dinâmica de oferta e demanda no mercado brasileiro de aço, que deve favorecer empresas com maior alavancagem operacional aos preços domésticos, caso da Usiminas

Usiminas lidera altas, mesmo com queda do minério de ferro

Os papéis da Usiminas registram o melhor desempenho do Ibovespa, com ganho de 2,39%, negociados a R$ 9,84.

A procura pelas ações acontece apesar do recuo de 1,07% do minério de ferro em Dalian, na China.

O Goldman Sachs elevou a recomendação de Usiminas de neutra para compra, alterando o preço-alvo de R$ 6,60 para R$ 10,50.

O banco aposta numa melhora relevante no cenário para o setor de aço no Brasil e no posicionamento da companhia para capturar esse movimento.

O sentimento do Citi para o mercado siderúrgico brasileiro é cada vez mais positivo e o banco espera novos aumentos de preços da parte da Usiminas e da Gerdau.

O setor passa por uma notável mudança estrutural na dinâmica de importação de aços planos após a implementação de medidas antidumping, avalia o Citi.