Juros futuros operam travados, apesar do alívio entre EUA e China
Apesar de Trump ter pegado mais leve com a China, a curva do DI não se dobrou ao alívio observado no câmbio e os juros futuros oscilaram perto dos ajustes, de olho no fiscal.
Os contratos operaram sem a referência dos Treasuries, fechados para o feriado do Columbus Day.
No boletim Focus, por mais uma semana, não houve melhora na mediana das estimativas para a inflação no horizonte relevante da política monetária: a aposta para o IPCA em 2027 permaneceu em 3,90%.
No fechamento, o DI para Jan/26 estava em 14,894% (de 14,893%); Jan/27, 14,030% (de 13,995%); Jan/29, 13,401% (de 13,411%); Jan/31, 13,670% (de 13,684%); e Jan/33, 13,815% (de 13,810%).
Dólar relaxa com Trump, mas DI opera travadoO…
Dólar relaxa com Trump, mas DI opera travado
O dólar devolveu parte da forte alta registrada na sexta, em meio a um alívio global com as relações comerciais entre EUA e China. No fim de semana e hoje, o tom das declarações foi mais brando, com Bessent dizendo que as conversas foram reabertas e que o presidente americano pode sim se encontrar com Xi ainda este mês – o que havia sido posto em xeque diante do impasse. No ambiente interno, as preocupações fiscais seguem no radar, assim como o cenário político. O dólar à vista fechou em baixa de 0,75%, a 5,4623, após oscilar entre R$ 5,4428 e 5,4997. Lá fora, o índice DXY avançou 0,31%, aos 99,284 pontos. O euro caiu 0,44%, para US$ 1,1568, e a libra recuou 0,21%, a US$ 1,3332. Apesar de Trump ter pegado mais leve com a China, a curva do DI não se dobrou ao alívio observado no câmbio e os juros futuros oscilaram perto dos ajustes, de olho no fiscal. Os contratos operaram sem a referência dos Treasuries, fechados para o feriado do Columbus Day. No boletim Focus, por mais uma semana, não houve melhora na mediana das estimativas para a inflação no horizonte relevante da política monetária: a aposta para o IPCA em 2027 permaneceu em 3,90%. No fechamento, o DI para Jan/26 estava em 14,894% (de 14,893%); Jan/27, 14,030% (de 13,995%); Jan/29, 13,401% (de 13,411%); Jan/31, 13,670% (de 13,684%); e Jan/33, 13,815% (de 13,810%). (Márcio Anaya e Mariana Ciscato)
++ BoE/Mann: Dominância do dólar pode diminuir ao…
++ BoE/Mann: Dominância do dólar pode diminuir ao longo do tempo, à medida que caem custos de transação entre diferentes divisas
++ A integrante do BC inglês destaca que cenário não implica o fim da “dolarização”, mas equilíbrio maior entre moedas relevantes