Juros futuros esvaziam chance de Copom dovish

Na reviravolta de última hora para a decisão do Copom, prevista para sair daqui a pouco, a partir das 18h30, a curva do DI se lançou às apostas mais conservadoras. A precificação de que o BC abra o ciclo de queda com um corte maior da Selic, de 0,5 pp, já vinha perdendo força deste ontem e hoje voltou para 50%, dividindo o mesmo espaço com a chance de um desaperto menor (0,25 pp). Além disso, o mercado colocou no radar o risco de que o Copom adote uma linguagem mais dura no comunicado, para combinar com a “parcimônia” pregada até aqui.

No meio da tarde, a ponta curta do DI acelerou a alta, enquanto os trechos médio e longo compensaram a pressão e terminaram o dia em queda. No fechamento, o contrato de DI para jan/24 subiu 12,660% (de 12,594%); e o jan/25, a 10,675% (de 10,637%). Já o jan/26 caiu a 10,035% (de 10,090%); jan/27, a 10,075% (de 10,149%); jan/29, a 10,440% (de 10,526%); e jan/31 fechou na mínima de 10,650 (contra 10,740% na véspera). (Mariana Ciscato)

Sessão é desfavorável para commodities; Cogna registra maior alta

A sessão desta 4ªF foi desfavorável para papéis ligados a commodities, que acompanharam os recuos do petróleo e do minério de ferro. Entre as blue chips, #VALE3 teve a maior desvalorização, cedendo 1,63%, a R$ 67,09. Já #PETR3 perdeu 0,70% (R$ 33,84) e #PETR4 baixou 0,23% (R$ 30,53). #CSNA3 também se destacou entre as maiores perdas do Ibovespa, com -2,92%, a R$ 13,30.

O balanço do 2TRI, divulgado ontem, pressionou #CIEL3, que liderou o ranking negativo do índice, registrando -9,15%, a R$ 4,27. Em seguida, #LWSA3 desvalorizou 5,13% (R$ 7,03).

Os principais bancos fecharam sem direção única: #BBAS3 (+0,44%; R$ 47,57), #BBDC4 (+0,42%; R$ 16,67), #BBDC3 (+0,20%; R$ 14,82), #SANB11 (-0,42%; R$ 28,51) e #ITUB4 (-0,31%; R$ 28,62). As maiores altas do pregão foram #COGN3, com +3,31%, a R$ 3,43, #JBSS3, com +2,52%, a R$ 19,50, e #CYRE3, com +2,47%, a R$ 24,10. (Igor Giannasi)

Rebaixamento do rating dos EUA afeta bolsas em NY; Ibov em cautela antes do Copom

O rebaixamento do rating dos EUA pela Fitch impactou as bolsas em NY. Adicionou-se a isso o relatório ADP de empregos no setor privado americano com dados acima do esperado, que reforçou a perspectiva de que o ciclo de aperto monetário do Fed não tenha acabado.

O índice Dow Jones caiu 0,98%, aos 35.282,52 pontos. O S&P 500 recuou 1,38%, aos 4.513,39 pontos. O Nasdaq teve queda de 2,17%, aos 13.973,45 pontos.

Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única. O juro do T-bond de 30 anos subiu a 4,162%, de 4,094%, ontem. O da T-note de 2 anos caiu a 4,891%, de 4,912%, o da T-note de 5 anos foi a 4,231%, de 4,230%, e o da T-note de 10 anos avançou a 4,074%, de 4,030%.

Por aqui, a cautela também prevaleceu, com o mercado à espera da decisão do Copom, com a expectativa de redução da Selic. O Ibovespa fechou com queda de 0,32%, aos 120.858,72 pontos. O volume financeiro somou R$ 20,6 bilhões. (Igor Giannasi, segue)