Semana é decisiva para Haddad
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[27/11/23]
… Agenda cheia em NY, com PIB, Livro Bege, PCE e duas falas de Powell (6ªF). Na zona do euro, CPI e PMI industrial somam-se a discursos quase diários de Lagarde (BCE). Também a China divulga dados do PMI, enquanto a reunião da Opep (5ªF) deve mexer com o petróleo. Aqui, saem arrecadação (hoje, 10h30), IPCA-15 (amanhã) e produção industrial (6ªF). Mas é Brasília que dá o rumo dos negócios, em uma semana decisiva para Haddad, que começa com o julgamento dos precatórios hoje no STF e uma pauta de votações intensa no Congresso. Numa jogada ousada, o ministro convenceu Lula a vetar a desoneração da folha, provocando a ira de entidades e parlamentares e, agora, espera aprovar a MP 1185, que muda a subvenção do ICMS, a principal medida para elevar as receitas em 2024.
… Que o Congresso vai derrubar o veto integral é um desfecho que ninguém duvida, diante do forte lobby dos setores favorecidos, que já levou deputados e senadores a apoiarem em peso a prorrogação do benefício que expira no dia 31 de dezembro, até 2027.
… Haddad sabia disso quando quis dividir com o Legislativo a responsabilidade pelo equilíbrio fiscal. E Lula sabia ainda mais, porque não arriscaria os “milhares de empregos” que os 17 setores dizem que podem ser perdidos se o veto vingasse.
… Adotada em 2011 no primeiro mandato de Dilma, a desoneração da folha é um benefício que substitui a contribuição previdenciária patronal de 20% incidente sobre a folha de salários por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.
… Um estudo do governo Bolsonaro, de 2020, indicou um impacto previdenciário de R$ 28,8 bilhões entre 2012 e 2015, enquanto pesquisa do IPEA, relativa ao mesmo período, apontou para a ausência de efeitos da desoneração na geração de empregos.
… Mas, se é fato que nenhum governo consegue mais tirar o que as empresas ganharam de mão beijada, também é verdade que precisará haver uma compensação desse custo que a União parece destinada a carregar até o fim dos tempos.
… Deputados e senadores podem contestar a inconstitucionalidade da prorrogação do benefício alegada pela Fazenda e pela AGU, como argumentou o ministro, mas não podem criticar Haddad por demonstrar zelo com o fiscal, tão cobrado do PT.
… Assim é que o veto deverá ter seu preço no Congresso, com a aprovação da medida mais importante para elevar a arrecadação, a MP que trata das subvenções do ICMS e que pode gerar um aumento de R$ 35 bilhões nas receitas no ano que vem.
… A Fazenda também espera que a derrubada do veto da desoneração venha acompanhada de apoio aos vetos do presidente Lula ao Carf e ao arcabouço fiscal, que os líderes partidários vinham ameaçando derrubar na semana passada.
… Haddad entrou na articulação e já fez as concessões às demandas apresentadas, para evitar que esses vetos fossem derrubados.
… Na Câmara, Lira pretende liderar uma semana intensa de votações, incluindo o avanço da reforma tributária, a votação da LDO/24 na CMO, a MP da subvenção do ICMS e a chamada “agenda verde”, antes da COP-28, em Dubai.
… Com relação à LDO/24, o governo espera que o relator, o deputado Danilo Forte (União), acate a emenda do líder do governo, Randolfe Rodrigues, que garante o aumento real de 0,6% nos gastos no ano que vem, independentemente de ter ou não atingido a meta.
… O parecer do relator da LDO pode ser votado na Comissão Mista de Orçamento amanhã (3ªF).
… Hoje, o relator da reforma tributária na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, terá reunião com Lira e líderes partidários para definir o cronograma e eventual promulgação das medidas que foram consenso entre as duas Casas.
… No Senado, o governo quer votar o PL dos fundos offshores e exclusivos amanhã (que tem estimativa de arrecadação entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões/ano) e o das apostas esportivas na 4ªF (mais R$ 1 bilhão a R$ 5 bilhões anuais).
… Lideranças partidárias não descartam incluir o veto à desoneração da folha em sessão conjunta do Congresso prevista para amanhã (3ªF).
PRECATÓRIOS – Em outra frente, Haddad espera também que o Supremo Tribunal Federal atenda ao pleito da Fazenda para alterar em definitivo a forma como parte dos pagamentos de precatórios são computados na contabilidade federal.
… Dessa forma, espera quitar R$ 95 bilhões da fatura de precatórios acumulada desde a aprovação da PEC, via crédito extraordinário, ou fora do arcabouço. A conta é considerada uma “bola de neve”, com passivo que pode chegar a R$ 199,9 bilhões até 2027.
… O presidente do Supremo, Luiz Roberto Barroso, colocou a ação em votação no plenário virtual. Encerra-se hoje às 23h59.
… O clima entre o governo e o STF, que atingiu um pico de tensão com o voto do senador Jaques Wagner a favor da PEC que limita o voto monocrático na Corte, parece ter sido acomodado após um jantar de Lula com três ministros, na 5ªF à noite.
… O presidente convidou ao Palácio da Alvorada Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin e, na conversa, anunciou que vai indicar à PGR o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, apadrinhado por Moraes e Gilmar.
… No Planalto, a sinalização de que Gonet será o escolhido foi entendida como o grande afago de Lula a Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e com a capacidade de reconstruir as pontes dinamitadas por Wagner, segundo apurou o Estadão.
… Aos ministros do STF, Lula disse que não orientou Jaques Wagner, líder do governo no Senado, a aliar-se aos bolsonaristas e ao Centrão no voto “sim” à PEC. O seu apoio foi considerado decisivo para o texto passar no Senado.
… Na Folha, o Supremo aposta em Lira para segurar a PEC das decisões monocráticas na Câmara, mas os ministros já fazem saber que, se os deputados seguirem os senadores e aprovarem a emenda, a Corte tem maioria para invalidar.
… Ontem à noite, em entrevista ao Canal Livre da Band, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que os ministros do STF agiram “acima do tom”, que é hora de discutir mandato para eles e defendeu que a desoneração da folha seja mantida.
… Pacheco admitiu no programa o que todo mundo já percebeu, que “sonha” em ser governador de Minas.
INDICADORES – Além de toda a tensão política no Congresso, os próximos dias serão movimentados no cenário doméstico pelos indicadores econômicos, com destaque para o IPCA-15 de novembro, amanhã (3ªF).
… A prévia da inflação oficial deve acelerar para 0,30% em novembro, contra 0,21% em outubro (pesquisa Broadcast). Saem ainda o IGP-M novembro (4ªF) e as prévias do IPC-Fipe (hoje, às 5h) e do IPC-S, na 6ªF.
… Em relatório divulgado na última 6ªF, o Bradesco acomodou a projeção para o IPCA deste ano dentro da meta, ao reduzi-la de 4,8% para 4,4%, número já menor do que a mediana de 4,55% do Focus, que sai hoje (8h25).
… A estimativa do Bradesco para a inflação do ano que vem foi mantida em 3,6%, com aposta de que o ciclo de baixa da Selic termine em 9,25%. Ficaram inalteradas as previsões para o PIB do ano (2,7%) e de 2024 (2,0%).
… A má notícia foi que o banco elevou a previsão para o déficit primário neste ano, de 1,0% para 1,4% do PIB.
… A arrecadação federal de outubro, que será divulgada hoje, às 10h30, e comentada pela Receita às 11h, além das contas do Governo Central, amanhã (3ªF), pegam o mercado financeiro em momento sensível no contexto fiscal.
… Do lado da atividade econômica, a produção industrial de outubro sai na 6ªF, junto com a balança comercial fechada de novembro. A semana tem ainda os dados de emprego (Caged de outubro na 3ªF e Pnad na 5ªF).
… Devido à operação-padrão dos servidores do BC, haverá atraso, pelo segundo mês consecutivo, na publicação de indicadores referentes a outubro, que deveriam sair esta semana, mas só serão publicados apenas semana que vem.
… A nota do setor externo, originalmente marcada para hoje, será publicada dia 5. Os dados de crédito passaram de amanhã (3ªF) para dia 6 e as estatísticas fiscais do setor público consolidado mudaram de 4ªF agora para dia 6.
ARGENTINA & BRASIL – Em carta-convite a Lula para a posse (dia 10), Milei amenizou o tom e falou em compartilhar a atuação e os laços com o Brasil. O chanceler brasileiro disse que a chance de Lula comparecer ao evento será avaliada.
… Mauro Vieira se encontrou neste domingo, no Palácio do Itamaraty, com a deputada eleita Diana Mondino e a futura chanceler da Argentina. Ela acenou positivamente sobre a relação com Brasil e o acordo Mercosul-UE.
LÁ FORA – Com o mercado mais do que convencido de que o Fed não subirá mais o juro, Powell fala duas vezes, ambas na 6ªF. A agenda tem ainda PIB/3Tri (3ªF), o Livro Bege (4ªF) e o PCE de outubro (5ªF).
… A curva das apostas no CME precifica para maio o início do ciclo de desaperto da política monetária nos EUA.
… NY ainda monitora esta semana o PMI final industrial de novembro medido pelo ISM e S&P Global (ambos sairão na 6ªF), além das vendas de moradias novas (hoje, às 12h), com previsão de queda de 5,8% em outubro.
ZONA DO EURO – Lagarde (BCE) tem discursos em eventos quase todos os dias desta semana, menos 4ªF. Hoje, ela fala às 11h10. Os comentários vêm antes do CPI de novembro (5ªF) e do PMI industrial (6ªF) do bloco.
… Durante evento na última 6ªF, a presidente do BCE disse que a luta contra a inflação na zona do euro ainda não está concluída, mas que houve grande progresso para retomar a meta de 2%, passado o choque da pandemia
… Vice de Lagarde, Luis de Guindos afirmou que a economia do bloco europeu pode ter desempenho pior do que o esperado e que o juro no nível atual por tempo suficientemente longo permitirá inflação na meta.
… O presidente do BC inglês (BoE), Andrew Bailey, fala na 4ªF, dois dias antes do PMI industrial do Reino Unido.
CHINA – Os dados do PMI industrial oficial (4ªF) e medido pelo setor privado (5ªF) em novembro vêm aí.
… Divulgado na noite de ontem, o lucro industrial subiu 2,7% na comparação anual de outubro, marcando o terceiro mês seguido de alta. Em setembro, porém, o dado havia mostrado expansão anual mais forte: 11,9%.
PETRÓLEO – Com quatro dias de atraso em relação ao cronograma inicial, devido às divergências sobre a oferta entre os produtores africanos (Angola e Nigéria), a Opep e seus aliados realizam reunião ministerial na 5ªF.
… A Capital Economics vê a extensão dos cortes voluntários dos sauditas e russos como desfecho mais provável.
PARADA ESTRATÉGICA – A frustração com a Black Friday (confira no Em tempo…) e o ruído político do veto da desoneração vieram a calhar para o Ibovespa testar alguma realização na 6ªF e devolver os 126 mil pontos, depois de dois pregões em alta.
… A pausa nos ganhos não esvazia a esperança no rali antecipado de fim de ano, que conta na retaguarda com a retomada do interesse estrangeiro. Pelo último informe da B3, de 4ªF passada, entraram mais R$ 2,33 bilhões.
… Os ingressos de capital externo em novembro somam R$ 15,369 bilhões e, no ano, estão em R$ 21,737 bilhões.
… No último pregão, o Ibovespa fechou em baixa de 0,84%, aos 125.517,27 pontos, com volume financeiro limitado a apenas R$ 17 bilhões, na liquidez esvaziada pelo pregão mais curto em NY depois do Thanksgiving.
… Dados preliminares mostrando que houve desaceleração nas vendas da Black Friday colocaram as varejistas entre as piores queda da bolsa: Casas Bahia (-8,62%), Magalu (-8,29%), Soma (-3,96%) e GPA (-3,00%).
… Entre as blue chips das commodities, caiu mal o comentário do presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Jefferson De Paula, sobre a maior competição no Brasil com a entrada de aço importado da China.
… Vale (-0,85%; R$ 73,75), Usiminas (PNA, -0,77%) e CSN Mineração (-0,61%) ignoraram a alta de 0,61% do minério.
… No day after do anúncio pela Petrobras do plano estratégico para o período de 2024 a 2028, as ações da estatal não exibiram fôlego: o papel ON caiu de leve (-0,29%), a R$ 37,75, e PN teve elevação discreta de 0,28%, a R$ 35,27.
… Durante entrevista sobre o plano estratégico, Prates admitiu a chance de a Petrobras recomprar a Rlam (Landulpho Alves), refinaria vendida em 2021, e voltou a negar que Lula tenha pedido para baixar já a gasolina.
… Lá fora, no suspense pela Opep, o contrato do petróleo Brent para fevereiro fechou em queda de 0,94% e voltou à faixa de US$ 80, cotado a US$ 80,48, e o WTI do mesmo prazo registrou baixa de 2,02%, para US$ 75,54.
… Entre os principais bancos, só Bradesco terminou no azul, ainda repercutindo a troca de CEO da instituição: ON, +0,63% (R$ 14,29); e PN, +0,06% (R$ 16,16). Itaú caiu 0,55% (R$ 30,68); Santander, -0,81%; e BB, -0,12%.
O SUSTO – A decisão do veto integral de Lula à desoneração da folha de pagamentos também pegou o mercado de surpresa, e em um pregão morno. Mal ninguém falou, porque afinal de conta não dá para criticar o esforço fiscal de Haddad.
… Não houve estresse no câmbio ou na curva do DI, em dia de liquidez reduzida por aqui e em NY, no pregão de ponte entre o feriado de Ação de Graças e o final de semana. Mas o tema será monitorado no radar.
… Apesar das pressões fiscais, reforçadas recentemente pelo aumento da previsão de déficit primário para este ano, o dólar chega à última semana do mês com queda acumulada de quase 3%. Nos próximos dias, rola a briga da ptax.
… No último pregão, a moeda norte-americana colou no alívio externo e caiu abaixo de R$ 4,90 no mercado à vista, cotada a R$ 4,8984, em leve baixa de 0,17%. No câmbio futuro, o dólar para dezembro fechou em queda de 0,22%, a R$ 4,8990.
… No pregão esvaziado pelo meio feriado em NY, os juros futuros fecharam próximos dos ajustes da véspera. O dólar sob controle e o viés deflacionário do petróleo em queda neutralizaram o impacto da alta dos yields dos Treasuries.
… O DI jan/25 caiu a 10,455% (de 10,491% na véspera); jan/26, 10,190% (de 10,220%); e jan/27 estável em 10,355%. Jan/29 subiu a 10,780% (de 10,750%); e o jan/31, a 11,00% (de 10,990%). Jan/33 recuou a 11,080% (de 11,090%).
DÁ JOGO – Se ainda é cedo demais para o Fed começar a pensar em cortar o juro em maio, são os próximos indicadores nos EUA que vão dizer. Na última 6ªF, dois dados deram sinais contraditórios para a economia.
… Causou surpresa o PMI industrial em contração (caiu de 50,0 em outubro para 49,4 em novembro), quando se esperava expansão para 50,2. Já o PMI de serviços subiu de 50,6 para 50,8, acima do consenso de 50,7.
… Na soma entre as leituras dos dois indicadores, o PMI composto se manteve em 50,7, abaixo do esperado (50,8).
… Diante dos sinais divergentes dos resultados da atividade, os juros dos Treasuries subiram, mas o dólar caiu. O movimento confuso não valeu como tendência, no pregão sem liquidez e de fechamento abreviado na Black Friday.
… A taxa da Note-10 anos subiu para 4,469%, de 4,406%, mas segue longe da explosão para o pico de 5% observada no mês passado. O rendimento do T-Bond de 30 anos avançou para 4,601%, contra 4,546% na sessão da véspera.
… O euro (+0,38%; US$ 1,0939) ganhou terreno, após Lagarde repetir que a batalha contra a inflação ainda não foi vencida. Para o ING, porém, o discurso do BCE não passa de hedge e o juro será cortado antes do esperado.
… A libra ganhou 0,61%, para US$ 1,2601, e o iene caiu a 149,56/US$. O índice DXY recuou 0,38%, a 103,378 pontos.
… Sem direção única e com baixo volume, as bolsas em NY exibiram oscilações moderadas: Dow Jones, +0,33% (35.390,61 pontos); S&P 500, +0,06% (4.559,36); e Nasdaq, -0,11% (14.250,85).
… Nvidia caiu quase 2%, com notícias de que atrasará o lançamento de um chip de inteligência artificial à China.
EM TEMPO… Vendas do varejo brasileiro na Black Friday foram 2,1% maiores que no ano passado, puxadas pelas vendas online (+14,1%), enquanto o crescimento nas lojas físicas aumentou 0,7%, segundo o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA)…
… Os segmentos de Cosméticos e Higiene Pessoal e Turismo e Transporte tiveram as maiores altas, de 18,8% e de 15,2%, respectivamente, seguidos de Óticas e Joalheiras e Móveis e Departamento, com altas de 11% cada.
… Segundo a LINX, as vendas de lojas unicamente digitais expandiram 143% nesta Black Friday, com aumento de 143% sobre 2022. Já os varejistas que vendem em marketplaces registraram aumento de 90% nas vendas.
MAGALU. O vice-presidente de negócios da varejista, Eduardo Galanternick, afirmou que a empresa conseguiu ampliar vendas com ganho de lucratividade na Black Friday desse ano, que, segundo ele, “foi a mais rentável”, com “crescimento de dois dígitos”.
CASAS BAHIA. S&P Global revisou o rating de crédito de emissor da companhia, de “brA-” para “brBBB-“, com perspectiva negativa, e o rating das 1ª, 2ª e 3ª séries da 20ª emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da Opea Securitizadora.
METALFRIO. Comunicou na 6ªF que o conselho aceitou a proposta da gestora WNT, dona de 80% da dívida financeira da Metalfrio Brasil, de transformar seu endividamento em ações, com aumento no capital da empresa em até R$ 774 milhões…
… O próximo passo é a aprovação da proposta em assembleia de acionistas, marcada para 18 de dezembro (Coluna do Broadcast).
BANCO DO BRASIL. Distribuirá R$ 976.866.000, a 0,34230647023 por ação, a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), relativos ao quarto trimestre de 2023…
… Terão direito os acionistas posicionados na base acionária em 11/12; ações passam a ser negociadas “ex-direitos” a partir do dia 12.
ITAÚ. O conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor líquido de R$ 0,210154 por ação…
… Será levada em consideração a posição acionária final do dia 6/12; as ações serão negociadas “ex-direito” a partir do dia 7/12.
PETROBRAS. Realizará nesta 2ªF (18h30), um webcast com a presença da diretoria executiva da companhia para apresentar o seu Plano Estratégico 2024-2028, que prevê investimento de US$ 102 bilhões no período de cinco anos, 30,7% acima do plano anterior…
… O foco maior será na área de Exploração e Produção (E&P), que ficará com US$ 73 bilhões ou 71,5% do total a ser investido…
… Em postagem no Twitter no sábado, Jean Paul Prates exibiu a sonda que irá perfurar o poço Pitu (Margem Equatorial) que, “depois, se tudo permitir, se for legal, vai também para o Amapá”.
PETRORECONCAVO. José Maria de Mello Firmo ocupará o cargo de diretor presidente após a renúncia de Marcelo Campos Magalhães, que possui mais de 30 anos de experiência na indústria de petróleo e já foi presidente do IBP e da Abespetro.
ENEVA. Enviou carta para a Vibra (ex-BR Distribuidora) para propor uma fusão entre as duas, que teriam a mesma participação na nova companhia combinada, operação conhecida como “merger of equals”, apurou o Valor com fontes.
COMERC. A comercializadora de energia concluiu o procedimento de formação do bookbuilding para a oferta de R$ 900 milhões em debêntures, anunciada no final de outubro. De acordo com a companhia, os papéis terão juros de 7,9171% ao ano.
ELETROBRAS. Propôs aos acionistas a incorporação de Furnas, tema que será votado em AGE convocada para o dia 29 de dezembro…
… Segundo a empresa, a incorporação é importante para viabilizar seu plano estratégico, que busca destravar alavancas de valor com a integração dos negócios. Como não há outros acionistas em Furnas, a operação não levará a um aumento no capital da Eletrobras…
… Conselho de administração aprovou também diretrizes estratégicas para o hidrogênio verde a fim de balizar sua atuação em relação às perspectivas de expansão da sua produção e uso na matriz energética nacional e global.
CEMIG GT. Subsidiária integral da Cemig manifestou interesse na prorrogação das concessões da UHE Theodomiro Carneiro Santiago (UHE Emborcação) e UHE Nova Ponte, mediante transferência de controle acionário das Usinas.
BANDEIRA VERDE. A Aneel informou que vai manter a bandeira tarifária verde acionada em dezembro, sem cobrança de custos extras, devido às condições favoráveis de geração de energia no País.
VALE. Tem até dia 1º de dezembro para apresentar defesa, junto à Justiça inglesa, na ação de contribuição movida pela BHP. O pedido da mineradora para recorrer em segunda instância foi rejeitado na 6ªF.
AÉREAS. Ministério de Portos e Aeroportos prorrogou por 15 dias o prazo para que as empresas apresentem plano de ações com medidas que possam levar à redução das tarifas no setor.
… Em contrapartida, o governo tem acenado às companhias com a possibilidade de redução do preço do querosene de aviação (QAV).
LLOYDS. Uma reforma do maior banco de varejo do Reino Unido pode colocar cerca de 2,5 mil empregos em risco (The Guardian).
AMAZON. Trabalhadores entraram em greve em vários locais da Europa (mais de 30), nesta Black Friday (Reuters).
AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!
*com a colaboração da equipe do BDM Online
AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.
Haddad convoca coletiva após veto de Lula à desoneração
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[24/11/23]
… Os mercados em NY voltam a funcionar hoje, mas com horários reduzidos, mantendo a liquidez baixa. As bolsas em Wall Street vão até as 15h e os Treasuries encerram às 16h. Índices de atividade da S&P Global são os únicos indicadores nos EUA (11h45). Mais cedo, a Alemanha divulga o PIB e o índice Ifo de sentimento das empresas. Lagarde/BCE fala em evento no Bundesbank (7h). Aqui, os investidores repercutem o novo Plano Estratégico da Petrobras e esperam um pronunciamento marcado por Haddad para as 9h. O tema não foi informado. A agenda do ministro foi atualizada após surgir a informação no início da noite de que Lula teria se decidido pelo veto total da PL da desoneração da folha, em um forte sinal de apoio à equipe econômica no seu esforço para equilibrar as contas públicas.
… Era esperado o veto parcial do projeto, referente ao aumento da desoneração das empresas de ônibus e aos benefícios aos municípios, incluídos pelo Senado. O veto à prorrogação da desoneração a 17 setores da economia até 2027, porém, é uma surpresa.
… Cálculos da Fazenda indicam que o PL, como foi aprovado, custaria R$ 9 bilhões/ano à União – recursos importantes para garantir que o governo consiga aumentar a arrecadação para o ano que vem, na luta para cumprir a meta de zerar o déficit.
… Desde o início, Haddad defendia discutir os benefícios à folha no âmbito da reforma tributária, mas uma poderosa pressão dos setores favorecidos pela prorrogação da desoneração, que expira em dezembro, levou deputados e senadores a se anteciparem.
… Não é possível que Lula tenha feito esse movimento sem calcular o risco que envolve. O veto integral deve gerar uma forte reação dos parlamentares, em um momento delicado, em que o governo já enfrenta a ameaça de derrubada dos vetos ao Carf e ao arcabouço.
… Nesta 5ªF, líderes do governo conseguiram adiar a sessão conjunta do Congresso que apreciaria vários vetos presidenciais, enquanto o ministro Haddad passou o dia em negociações para viabilizar a aprovação das matérias econômicas ainda este ano.
SUBVENÇÃO DO ICMS – Para destravar a principal medida arrecadatória, que muda a tributação das grandes empresas, a Fazenda acertou com Arthur Lira uma série de concessões no texto da MP da Subvenção do ICMS, que poderia render R$ 35,3 bilhões em 2024.
… Segundo apurou o Estadão, entre as mudanças estão a ampliação do conceito de investimento, já que o projeto autoriza a dedução dos benefícios fiscais concedidos pelos Estados apenas quando forem destinados a investimentos, e não a operações de custeio.
… O ajuste aumenta as possibilidades de abatimento de tributos. Além disso, os passivos poderão ser parcelados com descontos.
… Para ter acesso ao parcelamento, as empresas terão de desistir do litígio e seguir as novas regras estabelecidas na Medida Provisória. O governo teria concordado também em encurtar o prazo para as empresas receberem o benefício fiscal da União.
… A nova redação definirá, ainda, que as empresas não precisarão homologar o investimento para ter direito ao abatimento, ou seja, não precisarão do “carimbo” da Receita. A necessidade de homologação era um dos pontos muito criticados.
JCP – Em outra negociação, a Fazenda teria concordado em simplificar a proposta de mudança nos Juros sobre Capital Próprio, um tipo de remuneração das grandes empresas aos acionistas. A ideia inicial era acabar com a dedutibilidade do JCP.
… Agora, Haddad aceitou enviar um novo modelo, mais restrito, focado apenas no combate ao que avalia como fraude, definindo os itens que podem ou não ser incluídos no patrimônio das empresas. O objetivo seria acabar com casos evidentes de abuso.
… O JCP é um instrumento usado por grandes companhias para remunerar acionistas. Ele permite que essa remuneração seja enquadrada como despesa e, assim, abatida do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
… A equipe econômica defendia o fim do abatimento do JCP, argumentando que o uso do mecanismo foi desvirtuado pelo planejamento tributário agressivo feito por empresas de grande porte para pagar menos tributos.
… O fim da dedutibilidade do JCP renderia R$ 10,5 bilhões em 2024. A Fazenda ainda não calculou as estimativas com o novo modelo.
OFFSHORE – Na corrida contra o tempo para levantar recursos e garantir 2024, os projetos de taxação dos fundos offshores e exclusivos devem ser votados na Câmara na próxima 3ªF, 28, segundo informou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues.
… A estimativa da Fazenda com essas duas iniciativas é arrecadar de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões por ano. Outra medida para ampliar a arrecadação, o PL das apostas esportivas, também deve ir ao plenário na semana que vem.
… Resolvidas todas as divergências nos textos, resta ainda a negociação das demandas dos parlamentares, a cargo dos ministros políticos. Dando tudo certo, o Congresso poderá realizar a sessão conjunta para analisar os vetos presidenciais também na 3ªF.
ELE CONTINUA OTIMISTA – Em nova palestra no final desta 5ªF, em evento da Endeavor (São Paulo), o presidente do BC, Campos Neto, disse que “o Brasil tem a chance de ser a grande estrela”, já que é “um dos únicos países que seguem uma agenda de reformas”.
… “A rearrumação da economia mundial pode favorecer o Brasil. Qual é o País no nosso bloco com a capacidade de produzir com energia limpa para uma grande população, um grande mercado de trabalho e consumidor?”
… RCN disse ainda que “há um pessimismo [injustificado] muito grande com o País”.
… “Fizemos a reforma da Previdência, várias microeconômicas e do saneamento. Agora fizemos o arcabouço fiscal em um momento em que ninguém acreditava que o governo teria disciplina fiscal, e estamos seguindo com reformas, como a tributária.”
… Ainda sobre o cenário fiscal, admitiu que é a “maior preocupação” e que há “uma grande diferença entre o que o governo e o mercado projetam”. No entanto, ressaltou que o mercado, ainda que não espere que a meta de 2024 seja alcançada, “espera esforço”.
… E emendou exaltando a “luta muito grande” para aprovar o arcabouço fiscal, “inclusive dentro do próprio governo”.
PETROBRAS – Divulgou, após o fechamento, o Plano Estratégico para o próximo quinquênio (2024-2028) e a informação mais esperada pelo mercado é essa: a Petrobras planeja investir US$ 17 bilhões no parque de refino, transporte e comercialização no período.
… Do total de US$ 102 bilhões a serem investidos até 2028 em todas os negócios da companhia, US$ 91 bilhões correspondem a projetos em implantação e os US$ 11 bilhões restantes servirão a projetos em análise.
… O plano prevê o aumento de capacidade de processamento nas refinarias em 225 mil bpd e da produção de diesel em mais de 290 mil bpd, com a entrada de projetos na Refinaria de Abreu e Lima e novas unidades de produção de diesel em mais cinco refinarias.
… Para 2024 e 2025, a empresa divulgou uma meta de produção de 2,8 milhões de boed de petróleo e gás, com uma variação de 4%. Essa meta sobe para 3 milhões de boed em 2026, 3,1 milhões de boed em 2027 e culmina em 3,2 milhões de boed em 2028.
… Em todos os casos, são metas superiores às do plano anterior (2,6 milhões de boed).
… As projeções de produção de óleo, produção total e comercial de óleo e gás natural para 2024 foram acrescidas em aproximadamente 100 mil bpd/boed, e está prevista a entrada em operação de 14 plataformas de produção até 2028.
… A produção de óleo e gás do pré-sal vai responder por 79% da produção em 2028, de 78% do plano anterior.
… Os investimentos em energias renováveis e iniciativas de descarbonização nos próximos cinco anos somam US$ 11,5 bilhões, 11,2% do total a ser investido – percentual que ficou dentro do intervalo entre 6% e 15% do capex apontado no meio do ano.
… Para pesquisa e desenvolvimento em baixo carbono, foram reservados US$ 700 milhões.
… A Petrobras também assinalou retorno ao segmento de fertilizantes, com a retomada da operação da Ansa (PR), e conclusão das obras da UFN 3 (MS). O plano não menciona o nome da Braskem, mas diz que há estudos para investimento em petroquímica.
MENOS DIVIDENDOS – No novo plano, a Petrobras reduziu a previsão de pagamento de dividendos para US$ 40 bilhões a US$ 45 bilhões até 2028, incluindo recompra de ações. O plano de 2022 previa dividendos entre US$ 60 bilhões e US$ 70 bilhões até 2027.
… Os dividendos extraordinários potenciais vão ficar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões.
NÃO É COMIGO – A coisa ferveu entre o STF e o Senado após a aprovação da PEC que restringe o poder do Supremo para tomar decisões monocráticas, com críticas pesadas dos ministros da Corte a Rodrigo Pacheco, que respondeu no mesmo nível.
… O tiroteio ganhou o noticiário da televisão e assumiu ares de uma crise institucional, mas o mercado não deu bola. E fez bem.
… Quem se dá o trabalho de entender os meandros dessa história, sabe que tem muita política no meio, em especial, de Pacheco, que deixou de lado o perfil discreto e partiu para o ataque com alvo certo, conquistar o apoio dos conservadores.
… E conseguiu. Até Jaques Wagner, que votou a favor da PEC (“como voto pessoal”), foi cumprimentado no plenário pelos bolsonaristas.
… Se isso vai ou não facilitar a tramitação das matérias do governo no Senado, é o que ainda se vai ver, mas que Wagner ficou mal com o STF não há dúvida. Já Pacheco, que quer ser governador de Minas e fazer de Alcolumbre o seu sucessor, cumpriu o script.
… A ironia é que sobrou para Arthur Lira botar a água fria na fervura. E vai dar certo.
… Segundo informou a jornalista Vera Rosa/Estadão, Lira já andou falando em conversas reservadas que não haverá tempo hábil para a Câmara apreciar a PEC neste ano, já que a Casa está sobrecarregada com votações da agenda econômica.
MAIS AGENDA – O PIB/3Tri alemão abre o dia (4h) e, às 6h, vem o índice Ifo de sentimento das empresas (nov).
JAPÃO HOJE – No patamar neutro, o PMI composto caiu de 50,5 em outubro para 50,0 na leitura preliminar de novembro. O PMI industrial cedeu de 48,2 para 46,4 no mesmo período, ainda em território de contração.
… O PMI de serviços, entretanto, subiu de 51,6 para 51,7 e continua apontando expansão da atividade.
DEVAGAR E SEMPRE – O Ibovespa vai segurando os 126 mil pontos e vive um momento de volta do interesse dos investidores estrangeiros pelo Brasil, com 17 pregões seguidos de entradas de capital externo na B3.
… O gringo retoma o apetite, de olho na pausa dos juros pelo Fed, que traz a promessa de um rali sustentado.
… No Valor, gestores avaliaram, em evento da Trígono Capital, que o índice à vista tem energia para subir forte.
… “Se o ciclo de corte de juro se consolidar como vento favorável, há uma quantidade de empresas com chance de pagar dividendos cavalares, que tendem a ser reinvestidos em bolsa”, disse Fernando Lovisotto (da Vinci).
… Ontem, com ganho moderado e liquidez reduzida, o Ibov fechou em alta de 0,43%, aos 126.575,75 pontos. Com NY fechada para o Thanksgiving Day, o giro aqui na bolsa foi de R$ 14,9 bilhões, metade de um dia normal.
… Repercutiu positivamente entre os investidores a troca de CEO do Bradesco (PN subiu 2,67%, a R$ 16,15; e ON, +1,87%, a R$ 14,20). Marcelo Noronha, que substituirá Octavio de Lazari, é considerado um “banqueiro-raiz”.
… A mudança de comando no Bradesco já era esperada pelo mercado e ganhou força após a crise que o banco enfrentou no segmento de varejo, vendo a inadimplência aumentar e pressionar os resultados da instituição.
… Noronha, que até então era responsável pela área de atacado, voltou ao varejo no “epicentro do problema” e arrumou a casa, segundo avaliação de analistas e executivos do mercado financeiros consultados pelo Broadcast.
… Ele é considerado o nome ideal para virar a página de um momento conturbado enfrentado pelo Bradesco.
… O movimento comprador nas ações do banco não conseguiu contagiar ontem o restante do setor, com desempenho inexpressivo de Itaú (PN, -0,13%, a R$ 30,85), Santander (unit, -0,19%) e BB (ON, +0,33%).
… Petrobras conseguiu driblar a nova queda do petróleo. O papel ON subiu 0,45%, a R$ 37,86, e PN fechou estável (+0,03%), a R$ 35,17. Fontes disseram ao Globo que, por enquanto, a estatal não baixará o preço da gasolina.
… Na reunião desta semana entre Lula, Prates e os ministros Alexandre Silveira, Rui Costa e Haddad, houve o entendimento de que é melhor esperar os próximos dias para evitar muitas flutuações nos preços internos.
… Lá fora, em meio aos estoques elevados da commodity e aos sinais de falta de concordância na Opep+ sobre um eventual corte de produção, o contrato do Brent para fevereiro caiu 0,77%, a US$ 81,25 por barril.
… Já com os mercados fechados, saiu na Reuters que o cartel e seus aliados se aproximam de um compromisso com os produtores africanos (Angola e Nigéria) sobre os níveis de produção para o ano que vem, segundo fontes.
… Ainda entre as commodities, o alerta da China a operadores para evitarem especulação com o minério derrubou o metal (-0,86%) e levou a Vale a cair junto (ON, -0,63%, a R$ 74,38), mas a ação da mineradora anda em boa fase.
… Nos últimos 30 dias, o papel acumula alta superior a 30%. O período sazonalmente mais forte para o minério, que vale perto de US$ 135 atualmente, desencadeou recentemente uma série de revisões para a Vale por analistas.
… Citibank, BofA e Goldman Sachs, por exemplo, voltaram a recomendar compra para a mineradora.
… Entre as piores perdas do Ibovespa ontem, Cemig PN devolveu 3,17% (R$ 10,99), ainda sob efeito das discussões sobre a federalização da estatal mineira pelo governo Zema para abater dívidas do Estado com a União.
TUDO BEM, OBRIGADO – Um dia depois de Campos Neto ter dito que as contas externas brasileiras estão boas na comparação com países avançados e que o real está comportado, Galípolo veio na mesma linha sobre o câmbio.
… Disse que a moeda brasileira segurou bem a onda de turbulência no exterior e conseguiu se defender contra a escalada dos juros dos Treasuries e intensificação dos conflitos geopolíticos (guerra da Ucrânia e de Israel/Hamas).
… Segundo ele, uma das explicações para o real ter se defendido tão bem é o saldo comercial, que colabora muito para o fluxo de dólares para o País. Além disso, ele avalia que a Selic ainda é bastante atraente para os investidores.
… Em pregão morno, com NY fechada para o feriado, o dólar oscilou ontem em margem estreita (+0,11%), preso à faixa de R$ 4,90, cotado a R$ 4,9073. No mercado futuro, o dólar para dezembro ficou estável (-0,06%), a R$ 4,9100.
… O BC informou nesta 5ªF que o fluxo cambial total na semana passada foi negativo em US$ 1,708 bilhão, resultado de fuga de US$ 1,008 bilhão pela conta financeira e de saídas de US$ 699 milhões pela conta comercial.
… No mês, está negativo em US$ 3,188 bilhões, mas no acumulado do ano segue positivo em US$ 20,980 bilhões.
… O mercado transfere para semana que vem o suspense em torno do andamento da.
… Cumprindo tabela, à espera dos próximos capítulos da pauta econômica em Brasília, a curva do DI não se arriscou.
… O DI jan/25 ficou estável em 10,495%; jan/26 (10,240%) seguiu perto do ajuste (10,222%), assim como o jan/27, 10,375% (de 10,354%); jan/29, 10,790% (de 10,750%); jan/31, 11,00% (de 10,951%); e jan/33, 11,090% (de 11,028%).
… O Banco Inter reduziu a previsão para o IPCA do ano, de 4,7% para 4,6%, para refletir a desaceleração nos preços de serviços, mas piorou as estimativas de déficit primário deste ano (de 1,0% para 1,4%) e de 2024 (0,8% para 1,0%).
… O banco citou o efeito negativo da desaceleração econômica na arrecadação e o crescimento de gastos públicos.
GANHA-GANHA – O recado da ata do BCE, de que prefere deixar a porta aberta para uma alta do juro, embora este seja seu plano B, somou-se ontem a indicadores mais fortes na Europa para valorizar o euro (+0,18%, a US$ 1,0908).
… O PMI industrial do bloco avançou de 43,1 em outubro para 43,8 em novembro e, embora ainda siga em terreno de contração da atividade econômica, esvaziou um pouco a sensação de que a economia continua fraca neste 4Tri.
… Entre os dirigentes do BCE, Gabriel Makhlouf não descarta nova alta dos juros. “Podemos subir mais um degrau, mas estamos perto do topo da escada.” Já Villeroy de Galhau diz que só um evento inesperado exigirá mais do BCE.
… Para Joachim Nagel, cortes prematuros de juros podem ser um erro. “Não devemos cair nessa armadilha.”
… No Reino Unido, a leitura preliminar de novembro do PMI composto superou a marca de 50, na máxima em quatro meses (50,1), sustentou a libra esterlina (+0,35%, a US$ 1,2535) e adiou apostas de um corte de juro pelo BC inglês.
… A Capital Economics acredita que o BoE só conseguirá iniciar o ciclo de desaperto monetário em 2025.
… Com as moedas europeias mais fortes, o DXY caiu 0,16% (103,753 pts). O iene ficou estável (-0,03%, 149,55/US$).
EM TEMPO… CEMIG e COPASA receberam ofício do governo de MG, acionista controlador, informando que ainda não houve qualquer manifestação ou aceite da gestão estadual sobre eventual federalização das estatais.
EQUATORIAL. Justiça federal no Amapá suspendeu revisão tarifária da Aneel que prevê reajuste de 44%.
CVC. Mar Capital atingiu participação de 10,06% do capital social, o equivalente a 52.881.245 de ações ON.
ALPARGATAS. Dynamo Administração de Recursos e Dynamo Internacional Gestão de Recursos passaram a deter 35.060.490 de ações PN, o equivalente a 10,20% dos papéis do tipo.
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*com a colaboração da equipe do BDM Online
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Congresso ameaça derrubar vetos ao Carf e ao arcabouço
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[23/11/23]
… O feriado de Ação de Graças fecha os mercados hoje em NY, antecipando um fim de semana prolongado com os horários reduzidos dos pregões amanhã (6ªF). Sem Wall Street, a liquidez deve minguar. Na zona do euro, sai a ata do BCE (9h30), que acaba de publicar um relatório indicando preocupação com os riscos para a estabilidade financeira relacionados à fraqueza da economia. Esse fôlego poderá ser medido, nesta 4ªF, por índices de atividade de vários países do bloco. Aqui, a agenda prevê apenas a parcial do IPC-S. RCN faz mais uma palestra, desta vez em São Paulo, mas só às 18h. O foco principal continua sendo Brasília, com expectativa sobre a sanção presidencial do projeto de desoneração da folha e uma sessão conjunta do Congresso, marcada para esta 5ªF, que já está dando o que falar.
… Insatisfeitos com o não cumprimento de acordos e a demora na liberação de emendas, líderes da Câmara se entenderam com Lira para reagir ao governo em várias frentes, prometendo derrubar vetos de Lula, inclusive ao Carf e dois do arcabouço fiscal.
… Um dos trechos vetados que está no alvo impede a LDO de dispor sobre a exclusão de quaisquer despesas primárias do cálculo da meta e vai de encontro à interpretação da Fazenda de aumentar os gastos em 0,6% acima da inflação, no mínimo, independente da meta.
… O segundo veto que pode ser derrubado pretende resgatar o limite do contingenciamento de investimento para a mesma proporção do limite sobre o conjunto das despesas discricionárias. Na avaliação de líderes, ambos os vetos contrariam a responsabilidade fiscal.
… O movimento vem na sequência da emenda apresentada à LDO pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, que limita os cortes do orçamento em R$ 23 bilhões, numa investida identificada como “interpretação criativa do arcabouço”.
… Ainda vetos ao marco das garantias e ao marco temporal estão na mira, assim como qualquer eventual veto de Lula à desoneração da folha, pedido por Haddad, segundo aviso que os parlamentares mandaram ao Planalto, apurou a Coluna do Estadão.
… Hoje é o último dia para o presidente sancionar o projeto da desoneração, que pode custar R$ 9 bilhões por ano à União. Até ontem, a expectativa era de veto do trecho que aumenta a desoneração para empresas de ônibus e dos benefícios aos municípios.
… Líderes estariam irritados por entenderem que o governo “tenta induzir os parlamentares a alocarem as suas emendas no novo PAC”.
… O momento, portanto, é de tensão para a equipe econômica, que precisa de cada um desses projetos (como eles estão) para conseguir garantir a arrecadação e evitar um corte maior no orçamento, e a consequente mudança da meta de zerar o déficit em 2024.
… À noite, o líder do governo na Câmara, deputado Zeca Dirceu (PT), trabalhava para adiar a sessão de hoje do Congresso, pedindo uma nova conversa com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “para falar dos vetos do Carf e do arcabouço fiscal”.
SEMPRE O FISCAL – O novo embate entre Centrão e governo chega ao final do dia em que pesou a revisão das estimativas do déficit para 2023, de R$ 141,44 bilhões para R$ 177,4 bilhões, anunciada no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 5º bimestre.
… No início do ano, a Fazenda chegou a prever um déficit bem menor, de 1% do PIB, cerca de US$ 100 bilhões.
… A nova projeção do déficit esfriou o impacto do otimismo de RCN nos mercados, que começaram o dia animados (abaixo).
… O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que, embora o governo tenha enfrentado surpresas negativas para o primário de 2023 neste final de ano, “nada muda” sobre o compromisso da equipe econômica de zerar o déficit em 2024.
… Ele ponderou que alguns dos fatores que pioraram o resultado deste ano, como a antecipação de compensação a Estados e o recuo na previsão sobre os depósitos judiciais da Caixa, irão retirar a pressão [de R$ 20 bilhões] sobre 2024.
… Para Ceron, o déficit primário provável de 2023 deve ficar em torno de 1,32% do PIB.
OFFSHORE PODE ESPERAR – Senado deixou para a semana que vem a votação dos projetos de taxação dos fundos offshore e exclusivos e das apostas esportivas, prevista para esta 4ªF. No seu lugar, aprovou a PEC que limita as decisões monocráticas de ministros do STF.
… A proposta estabelece que os magistrados ficam impedidos de suspender por meio de decisões individuais a vigência de leis aprovadas pelo Congresso e impõe a obrigatoriedade de, pelo menos, seis dos 11 ministros votarem juntos para suspender essas leis.
… A PEC foi aprovada em dois turnos pelos senadores por 52 votos a 18. Segue agora para a Câmara.
REFORMA TRIBUTÁRIA – Em nota divulgada ontem à noite, a Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária da Fazenda negou que a reforma tributária contribui para a elevação das atuais alíquotas modais do ICMS, como alguns Estados vêm dizendo.
… O argumento desses Estados (do Sul e Sudeste) é que a futura divisão do IBS dependerá da receita média entre 2024 e 2028 e, assim, estariam prejudicados em relação ao Norte e Nordeste, que já elevaram suas alíquotas modais.
… Para a Fazenda, o texto define que haverá uma alíquota de referência estadual do IBS, a ser fixada pelo Senado, mantendo a proporção entre a carga tributária e o PIB, e com trava para redução em caso de excesso em relação à média do período 2012 a 2021.
… Diz a nota que a reforma mantém a autonomia para os Estados fixarem a sua alíquota do IBS abaixo ou acima da alíquota de referência, que pode ser elevada se a arrecadação entre 2024 e 2028 não refletir sua participação na arrecadação do ICMS.
… Também o relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), convocou uma entrevista coletiva para rebater os Estados que pedem aumento das alíquotas, afirmando que qualquer vinculação de aumento do ICMS à PEC é uma “ilação”.
MAIS AUTONOMIA PARA O BC – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que conversou com o presidente do Banco Central, Campos Neto, nesta 4ªF, sobre a proposta de autonomia fiscal da instituição e parece estar inclinado a apoiar a ideia.
… Embora tenha evitado se comprometer com a aprovação do texto, disse que esta seria uma “autonomia de verdade”.
… Uma proposta de PEC para garantir autonomia financeira ao BC foi elaborada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Vanderlan Cardoso (PSD), com o objetivo de o banco não depender mais do Tesouro para bancar despesas.
… Hoje, as taxas e multas aplicadas pelo BC vão para o Tesouro. Se a PEC for aprovada, os recursos ficarão no BC e poderiam ser usados, por exemplo, para dar aumentos a seus servidores ou pagar um bônus de eficiência, que é a principal demanda da categoria.
MAIS AGENDA – Alemanha (5h30), zona do euro (6h) e Reino Unido (6h30) divulgam a leitura preliminar de novembro do PMI/S&P Global composto. Os BCs da Turquia (8h) e da África do Sul (10h) decidem juro.
NÃO LARGA O OSSO – O mais novo ruído fiscal despertado pelo aumento da estimativa de déficit primário do ano piorou os mercados domésticos, mas ainda deu tempo de o Ibovespa testar uma melhora até o fechamento.
… Agora que vem rompendo uma série de resistências gráficas, o índice à vista não quer parar o rali antecipado de Natal e, ontem, a bolsa deu um jeito de virar, depois de ter operado momentaneamente no vermelho.
… Em leve alta de 0,33%, o Ibov brigou para preservar no fechamento os 126 mil pontos (126.035,30), com giro de R$ 26,9 bi. Na máxima, pela manhã, encostou nos 127 mil pontos (126.875,11), sinalizando que vai buscar.
… Vilã de uma recuperação maior da bolsa ontem, Vale operou descolada da alta de quase 2% do minério e precipitou realização (-1,1%; R$ 74,85), no movimento facilitado pelo papel estar operando ex-dividendo ontem.
… Também ex nesta 4ªF, Petrobras caiu mais de 2% pela manhã, mas zerou quase todas as perdas mais tarde e fechou nas máximas do dia (ON, -0,08%, a R$ 37,69; e PN, -0,17%, a R$ 35,16), com dois drivers de alívio.
… Agradou a notícia de bastidores de que Lula tranquilizou Prates sobre a permanência no comando da estatal.
… Embora Lula pressione por um corte nos combustíveis para esvaziar a inflação, ele cobrou o fim do bate-boca público entre Prates e o ministro Alexandre Silveira (MME) e exigiu que as crises sejam resolvidas internamente.
… Além deste desfecho político positivo, as ações da Petrobras também foram devolvendo rapidamente as quedas, à medida que o petróleo freava de forma expressiva o tombo de mais de 4% das mínimas do dia.
… O barril tomou um susto com o crescimento dos estoques de petróleo dos EUA (8,7 milhões de barris) muito acima do esperado (100 mil) e com a decisão da Opep+ de adiar a sua reunião em quatro dias, para o dia 30.
… O adiamento levantou a lebre de disputa por produção. A cúpula do cartel tenta resolver o confronto protagonizado pelos maiores produtores africanos (Angola e Nigéria), que discordam das estimativas de oferta.
… Mas rumores de que a Opep+ poderá manter os cortes planejados afastaram o petróleo radicalmente das piores marcas do pregão e o Brent para janeiro limitou a queda no fechamento a 0,59%, cotado a US$ 81,96.
… Os principais bancos domésticos fecharam ontem no azul: Bradesco PN (+2,08%; R$ 15,73), Bradesco ON (+1,83%; R$ 13,94), Santander unit (+1,01%; R$ 31,01), Itaú (+0,62%; R$ 30,89) e BB ON (+0,49%; R$ 50,85).
… A sessão ainda foi favorável para frigoríficos: Marfrig ganhou 5,58% e JBS registrou elevação de 4,04%.
… Na ponta negativa, Cemig roubou a cena e afundou 9,71%, com comentários do governador de MG, Romeu Zema, de que pode ceder à proposta de repassar a empresa à União para abater dívidas com o governo federal.
… Sabesp (+1,55%), por outro lado, repercutiu bem o avanço no processo de sua privatização, que recebeu sinal verde e deve ser votado no plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em 5 de dezembro.
A META DISTANTE – Em novo revés à promessa de déficit zero de Haddad em 2024, a revisão pelo governo do rombo primário/2023 injetou algum desconforto no câmbio e DI e reduziu o ritmo de queda do dólar e juros futuros.
… O relatório bimestral de despesas frustrou o ânimos dos mercados, que vinham embalados pelo avanço da pauta econômica em Brasília, com a aprovação na CAE do Senado do projeto de tributação de fundos offshore e exclusivos.
… Os investidores também surfavam no otimismo de Campos Neto (BC) com a trajetória de inflação e com a sinalização da possibilidade de o Copom acelerar o ritmo de cortes da Selic (0,75pp) a partir da reunião de março.
… O JPMorgan confia em juro terminal abaixo de dois dígitos (9,5%), diante do alívio do IPCA para 3,5% em 2024.
… Para a inflação de curto prazo, entra no radar um potencial corte do preço da gasolina, diante das pressões do Planalto para a Petrobras reproduzir no litro do combustível a queda nas cotações do petróleo no cenário externo.
… Colocada novamente em xeque ontem a capacidade de o governo federal administrar as contas públicas, a curva do DI foi parando de devolver prêmio de risco durante a parte da tarde, para fechar o pregão em queda moderada.
… O DI jan/25 caiu a 10,500% (de 10,563% na véspera); jan/26, 10,245% (de 10,307%); jan/27, 10,360% (de 10,438%); jan/29, 10,770% (de 10,832%); jan/31, a 10,980% (de 11,028%); e jan/33, a 11,050% (de 11,102%).
… A piora na percepção do risco fiscal zerou a queda do dólar, que voltou à faixa de R$ 4,90, cotado a R$ 4,9017 (+0,07%) no fechamento. No câmbio futuro, o contrato da moeda para dezembro subiu 0,22%, para R$ 4,9130.
NÃO SE DOBRA – Um dia depois do tom de inclinação ainda hawkish da ata do Fed, a Universidade de Michigan elevou as expectativas para a inflação em um ano (de 4,2% para 4,5%) e em cinco anos (de 3,0% para 3,2%).
… Mas nem isso e nem nada tem sensibilizado o mercado a mudar a abordagem para a política monetária. Os investidores continuam fechados para a aposta que o juro não subirá mais nos EUA e começará a cair em maio.
… Na véspera do Thanksgiving Day, a taxa da Note-10 anos ficou estável (4,406%) e a do T-Bond de 30 anos caiu a 4,546%, contra 4,563% no pregão anterior. Os juros dos Treasuries vão deixando para trás a fase da explosão aos 5%.
… Menos acomodado, o dólar subiu ontem, mas a alta responde muito pouco à resistência do Fed em decretar logo o fim do ciclo de aperto monetário. No fundo, o mercado está convencido de que a pausa no juro vem para ficar.
… A moeda americana avançou ontem, porque o euro (-0,22%, a US$ 1,08880) caiu com o comentário de um dirigente do BCE (Mario Centeno, presidente do BC de Portugal) de que vê condições para reverter a alta do juro.
… Ainda a libra esterlina (-0,34%, a US$ 1,2494) operou depreciada pelo anúncio de cortes de impostos no Reino Unido, elevando as incertezas sobre o quadro fiscal britânico. O iene perdeu 0,86%, cotado a 149,59/US$.
… Sem tempo ruim, mesmo com o Fed que continua bancando o durão, as bolsas em NY subiram: Dow Jones avançou 0,53%, a 35.273,03 pontos; S&P 500 ganhou 0,41%, a 4.556,62 pontos; e Nasdaq, +0,46% (14.265,86).
… Microsoft registrou valorização firme de 1,28%, depois do retorno de Sam Altman para o cargo de CEO da OpenAI, responsável pelo ChatGPT, cinco dias depois de o empresário ter sido demitido pelo conselho da empresa.
EM TEMPO… ITAÚSA homologou aumento de capital social e bonificação de ações…
… Novo capital social da Itaúsa passará a ser de R$ 73,189 bilhões, representado por 3.549.302.243 de ações ON e 6.778.847.188 de ações PN.
CEMIG. Cemig Geração e Transmissão concluiu venda de sua fatia de 49,9% na Retiro Baixo Energética para Furnas Centrais Elétricas…
… Valor da operação, anunciada em abril, foi de R$ 223,4 milhões, já corrigido pelo CDI.
ÂNIMA confirmou ter recebido propostas não vinculantes pela São Judas, mas reforçou que não dá decisão tomada.
GAFISA. O acionista Pedro Novellino reduziu a sua participação de 10,6% para 9,17% do capital social.
AMERICANAS ampliou em 15% quadro de funcionários no regime CLT entre 13/11 e 19/11, na comparação semanal.
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