Brasília divide foco com inflação aqui e nos EUA
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[12/12/23]
… Antes do Fed de amanhã, NY ainda enfrenta hoje o dado de inflação ao consumidor (CPI) em novembro (10h30). O dado só deve abalar a aposta de que o ciclo de corte do juro dos EUA comece em maio, se pregar um susto. A previsão é de estabilidade contra outubro e de alta de 3,1% na leitura anualizada. Para o núcleo, +0,3% e 4,0% nas mesmas bases de comparação. Aqui, em véspera de decisão do Copom, o IPCA (9h) deve acelerar, mas dificilmente mexerá com o forward guidance de que a Selic continue caindo de meio em meio ponto. O maior teste de fogo da agenda doméstica vem de Brasília. A votação no Senado do projeto de tributação das apostas esportivas está garantida (16h). Já na Câmara, a rápida apreciação da MP das Subvenções, trunfo de Haddad para bombar a arrecadação no ano que vem, corre perigo. Tudo indica que a Fazenda terá que negociar ajustes no texto.
… Comentários de Lira, na noite de ontem, deixaram claro que a matéria ainda não está endereçada politicamente. “Não tenho a temperatura”, disse, quando perguntado sobre a probabilidade de a MP ser aprovada este ano.
… A declaração foi dada em evento do agronegócio em SP, onde o presidente da Câmara afirmou também que o apoio à MP das Subvenções ainda não está consolidado e que mudanças no texto serão necessárias.
… O Estadão/Broadcast apurou que impasses envolvendo a liberação de emendas parlamentares, além de pressões do setor privado, que será afetado pelas mudanças na regra, têm travado as negociações para votar o texto.
… Segundo fontes, o governo Lula recebeu da cúpula do Congresso um pedido de liberação de aproximadamente R$ 4 bilhões em recursos extras para os deputados e de R$ 2 bilhões para os senadores ainda antes de o ano acabar.
… Insatisfeitos com o ritmo de liberação de verbas pelo Planalto, líderes partidários estariam colocando em risco a votação de pautas de interesse do governo no Congresso nesta reta final, às vésperas do recesso parlamentar.
… O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) assegurou que o governo irá pagar até o fim do ano 100% do valor das emendas individuais de transferência especial empenhadas e disse que a MP da Subvenção é prioridade.
… Apesar disso, não cravou data para a votação. “O diálogo pela construção do texto continua”, afirmou.
… Além das dificuldades em torno da MP da Subvenção, em um outro revés para o governo, Arthur Lira disse ontem à noite à plateia do agronegócio que o Congresso “estará firme” na derrubada do veto do Marco Temporal.
LDO – Líderes do governo no Congresso se reuniram ontem e pediram que a votação na CMO da Proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias seja adiada de hoje para amanhã ou 5ªF, devido a uma série de discordâncias no texto.
… Entre elas, estaria a inclusão do Sistema S no Orçamento e as novas emendas de comissão.
… O relator da LDO, deputado Danilo Forte, defendeu a previsão de incluir a verba destinada ao Sistema S no Orçamento como forma de dar transparência aos gastos. Mas a equipe econômica demonstra resistência.
… O medo é de que a inclusão das verbas no Orçamento impacte as regras do arcabouço e a meta fiscal. Forte disse que garantiu a Haddad que não haverá esse impacto. Mas que prepara modificação no texto para “dirimir dúvidas”.
TRIBUTÁRIA – Lira não descarta a aprovação este ano, apesar da agenda apertada. “A espinha dorsal está pronta.”
HADDAD – Em meio às articulações políticas sobre a pauta econômica, o ministro participa hoje de reunião do Conselhão (9h30) e de anúncio de investimentos de bancos públicos em Estados (11h), ao lado do presidente Lula.
… Pela manhã (9h30), Lula reúne dois desafetos políticos de Alagoas, Lira e Renan Calheiros, para tratar do rompimento parcial de mina da Braskem no domingo. A CPI da petroquímica deve ser instalada hoje no Senado.
… A CAE do Senado sabatina, às 9h, os nomes indicados para o Cade.
IPCA – Pressionado por alimentos e bebidas, o índice oficial de inflação do IBGE tem previsão de alta de 0,29% em novembro, na mediana do Broadcast, contra 0,24% em outubro. O intervalo das estimativas vai de 0,22% a 0,37%.
NINGUÉM ENTRA, NINGUÉM SAI – No clima da super semana, de esperar para ver, e assumindo certa postura defensiva diante do risco de atraso da pauta econômica no Congresso, o Ibovespa operou devagar, quase parando.
… O giro, já normalmente muito fraco na bolsa, desta vez foi ainda pior: só R$ 16,4 bilhões, para dar a medida de como o mercado operou engessado. Em leve queda de 0,14%, o Ibovespa devolveu os 127 mil pontos (126.916,41).
… Vale não se mexeu (ON, +0,08%, a R$ 72,86). CSN Mineração foi mal (ON, -1,68%), depois de o JPMorgan ter rebaixado a recomendação das ações de neutro para underweight (equivalente a venda) devido valuation elevado.
… Ainda ontem, o banco elevou a previsão para o preço do minério de ferro no ano que vem, de US$ 110/tonelada para US$ 115/tonelada, e virou Usiminas (+0,24%), Gerdau (+0,13%) e Gerdau Metalúrgica (+0,49%) na reta final.
… Mesmo com o leve avanço do petróleo, Petrobras fechou em queda moderada (ON, -0,30%, R$ 36,55; e PN, -0,38%, a R$ 34,36). Lá fora, o contrato do Brent para fevereiro subiu 0,25% e fechou cotado a US$ 76,03 o barril.
… A commodity está à espera dos próximos gatilhos da semana: Fed e relatórios mensais da Opep e da AIE.
… Os principais bancos recuaram e ajudaram a impedir o Ibovespa de testar uma alta: Bradesco PN (-0,79%; R$ 16,33), Itaú (-0,69%; R$ 31,80), Bradesco ON (-0,62%; R$ 14,42), Santander (-0,29%) e BB ON (-0,02%; R$ 54,44).
… GPA reduziu quase pela metade a queda livre de 11% observada pela manhã, mas ainda terminou como a ação de pior performance do Ibovespa ontem (-6,70%), em reação ao follow-on de R$ 1 bilhão anunciado pela varejista.
… Estrategistas fizeram uma leitura negativa da operação, que deve diluir a posição dos acionistas, segundo eles.
… Braskem caiu 4,71%, após o afundamento do solo perto de mina em Maceió ter se agravado no domingo.
RECATADO – Faltando menos de duas semanas para o recesso parlamentar, o risco de que o governo não consiga vencer a corrida contra o tempo para turbinar a arrecadação manteve o dólar com viés de alta, mas abaixo de R$ 5.
… O câmbio também opera em suspense pela bateria de decisões de política monetária da semana, com forte potencial de definir o quadro do fluxo global. Apesar do ciclo de cortes da Selic, o real continua comportado.
… O que se comenta é que o fluxo positivo tem ajudado a segurar qualquer pressão mais firme do dólar. Além de estar entrando dinheiro estrangeiro na B3, também a força da balança comercial contribui para a atual dinâmica.
… Analistas consultados pelo Broadcast projetam superávit recorde de US$ 90 bilhões este ano e, apesar de estimarem uma desaceleração do pico em 2024, ainda esperam um resultado forte, de US$ 70 bilhões a US$ 82,5 bi.
… Há quem diga que, não fosse o vigor das contas externas, a cotação do dólar hoje estaria rodando acima de R$ 5.
… A moeda norte-americana subiu ontem pelo terceiro pregão consecutivo, mas desacelerou o fôlego contra a máxima da manhã, quando quase testou R$ 4,96, para fechar em alta discreta de 0,15%, negociada a R$ 4,9369.
… No levantamento Focus divulgado ontem, a mediana das expectativas para câmbio ao fim deste ano caiu de R$ 4,99 para R$ 4,95, enquanto a de 2024 subiu para R$ 5,05, contra R$ 5,03 na edição da pesquisa da semana passada.
… No câmbio futuro, o dólar para janeiro registrou valorização de 0,18%, cotado a R$ 4,9465 no fechamento.
… Resumindo o sentimento corrente no mercado, o BofA antecipa que o Copom manterá amanhã o forward guidance de corte de 0,50pp na Selic no plural, o que quer dizer que sinalizaria esta dose em janeiro e março.
… No Focus, a estimativa para o juro no fim do ano que vem seguiu em 9,25%. Houve ajustes nas apostas do IPCA/23 (4,54% para 4,51%) e 2024 (3,92% para 3,93%), além do PIB/23 (de 2,84% para 2,92%) e de 2024 (1,50% para 1,51%).
… Em pregão morno, à espera da agenda movimentada da semana, a curva do DI fechou perto dos ajustes.
… O contrato de juro para jan/25 fechou a 10,320% (de 10,339% na 6ªF); o jan/26, a 9,98% (10,006%); jan/27, a 10,095% (10,106%); jan/29, a 10,540% (10,541%); jan/31, a 10,820% (10,779%); e o jan/33, a 10,960% (de 10,899%).
DURO NA QUEDA – Não é de hoje que Powell tem descartado cortes precoces do juro e, depois do payroll forte de novembro, ele ganhou um argumento convincente para defender que o ciclo de flexibilização comece mais tarde.
… Na reunião de amanhã do Fed, também o gráfico de pontos deverá corrigir as apostas de queda total de 1,5pb do juro no ano que vem nos EUA, neste momento em que também o BCE e BoE resistem a embarcar na onda dovish.
… Christine Lagarde tem insistido em juros restritivos por tempo suficiente contra a inflação ainda elevada na zona do euro. De seu lado, Andrew Bailey (BoE) avisa que a “próxima etapa” contra as pressões inflacionárias será “dura”.
… Isolado, o BoJ não estaria com pressa de abandonar a postura de juros negativos, segundo matéria da Bloomberg, que contraria a sinalização de Kazuo Ueda, na semana passada, de reversão em breve da política monetária.
… A reviravolta nas expectativas para o BC japonês derrubou o iene com força ontem, para 146,20/US$ (-0,85%). Já o euro (+0,01%, a US$ 1,0765) e a libra (+0,05%, a US$ 1,2558) fecharam estáveis, à espera da agenda forte da semana.
… Também os juros dos Treasuries operaram dentro de margens estreitas, embora tenham ensaiado algum alívio à tarde, após um bem-sucedido leilão de títulos do Tesouro. A taxa da Note-2 anos caiu para 4,710%, de 4,731%.
… Coincidindo com este movimento de melhora, as bolsas em NY ganharam um pouco de ritmo, mas fecharam com altas moderadas, sem disposição para arriscarem grandes passos antes do CPI de hoje e da reunião do Fed amanhã.
… O Dow Jones subiu 0,43% (36.404,93 pontos), S&P 500, +0,39% (4.622,44 pontos), e Nasdaq, +0,20% (14.432,49).
EM TEMPO… BRADESCO anunciou pagamento de quase R$ 7 bilhões em JCP; serão R$ 2 bilhões em JCP intermediários e R$ 4,998 bilhões em JCP complementares, relativos aos resultados de 2023…
… Os JCP intermediários serão pagos em 2 de janeiro de 2024, e os JCP complementares em 28 de junho…
… Serão beneficiados os acionistas que estiverem inscritos nos registros da sociedade em 21 de dezembro de 2023, passando as ações a serem negociadas “ex-direito” a partir de 22 de dezembro.
AMERICANAS. Justiça negou pedido do Safra para anular o plano de recuperação judicial da varejista.
OI. Justiça prorrogou por mais 90 dias stay period do programa de recuperação judicial da companhia.
UNIGEL. Credores da companhia aprovaram a execução de R$ 500 milhões em debêntures…
… Decisão veio pouco depois de a empresa ter informado que iniciou procedimento de mediação e que fez pedido judicial de proteção contra execução de dívidas por até 60 dias.
USIMINAS anunciou que vai desligar o alto-forno 1 da usina de Ipatinga (MG) por causa da concorrência com o alto volume de aço importado da China; equipamento tem capacidade para produzir 600 mil toneladas por ano de aço…
… Companhia ainda não definiu uma data específica para o abafamento do alto-forno, mas há expectativa que seja feito até o início do próximo ano.
LATAM registrou alta de 19,9% no tráfego de passageiros consolidados (RPK) em novembro em relação ao mesmo mês de 2022. No acumulado do ano até novembro, o RPK aumentou 23,3%, na comparação anual…
… Já a capacidade de voo (ASK) subiu 16,2% em novembro e 21,3% no acumulado do ano, ante igual período/22; a taxa de ocupação dos voos de novembro ficou em 85,2%, 2,6 pontos porcentuais maior do que um ano antes.
CCR divulgou que o tráfego total no mês passado subiu 8,3% em novembro frente a igual mês de 2022; no acumulado de janeiro a novembro, houve alta de 4,6% em comparação com os primeiros 11 meses do ano passado…
… Empresa comunicou que a Anac aprovou revisão extraordinária do contrato de concessão do Aeroporto Tancredo Neves/Confins firmado com a controlada indireta BH Airport, em razão dos prejuízos causados pela pandemia…
… Objetivo é recompor o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão…
… A revisão vai resultar na recomposição de R$ 28,073 milhões em favor da BH Airport, por meio de descontos nas contribuições devidas pela concessionária, condicionado à anuência do Ministério de Portos e Aeroportos.
FLEURY aprovou a distribuição de R$ 144,7 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,2655 por ação, com pagamento em 28/12; ex em 18/12.
HAPVIDA. Mauricio Teixeira renunciou ao cargo de diretor-vice-presidente financeiro e de RI para assumir vaga no Conselho de Administração e no Comitê de Finanças, após renúncia de Geraldo Luciano Mattos Júnior aos postos…
… Quem assume interinamente a posição de Teixeira é Luccas Augusto Adib, atual diretor de Mercado de Capitais; mudança passa a valer a partir de 31/12 e será ratificada em assembleia geral de acionistas em 2024…
… Citi manteve recomendação de compra para a ação da companhia, com preço-alvo de R$ 5; para o banco, notícia da saída de Teixeira pode trazer instabilidade para a companhia.
AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!
*com a colaboração da equipe do BDM Online
AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.
Semana tem Fed, Copom e esforço concentrado no Congresso
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[11/12/23]
… Começa hoje a semana mais intensa e movimentada desse final de ano, que inclui a Super Quarta, quando o Fed vai manter os juros nos EUA e o Copom vai cortar a Selic em 0,50pp. BCE e BoE também fazem reuniões de política monetária na 5ªF. E Brasília vai ferver. Na corrida contra o tempo, antes do recesso parlamentar, o Congresso precisa aprovar praticamente toda a agenda econômica para viabilizar um déficit fiscal próximo de zero no ano que vem. A fila inclui a MP que trata da subvenção do ICMS, considerada a “bala de prata” de arrecadação para cumprir o arcabouço, a taxação das bets, análise dos vetos de Lula, a votação da LDO/24 e a reforma tributária. Às 9h30, Lula reúne-se com os ministros Haddad, Rui Costa e Padilha e os líderes do governo no Legislativo para planejar o calendário decisivo.
… Como noticiou a imprensa, o Congresso exige R$ 6 bilhões em recursos extras ainda este ano para destravar a pauta.
… A briga é pelo fundo eleitoral para 2024, já que o valor proposto pelo governo (R$ 939,3 milhões) é considerado insuficiente. O parecer da LDO já incluiu um valor de quase R$ 5 bilhões para o fundão no ano que vem. Resta saber de onde vai tirar o dinheiro.
… Entre os ajustes políticos estão, ainda, a negociação das vice-presidências de Tecnologia e Digital e de Negócios e Varejo da Caixa, além do comando da Funasa. A presidência da Caixa já foi assumida por Carlos Antônio Vieira Fernandes, indicado de Lira.
… Na MP da subvenção, remanescem pontas desamarradas e a necessidade de concessões que podem afetar as estimativas de receita para 2024. O parecer do deputado Luiz Fernando Faria (PSD) deve ser apresentado amanhã (3ªF) na comissão mista e votado na 4ªF.
… O relator disse que pretende incluir no texto o abatimento da CSLL do valor devido pelas empresas em impostos federais.
… A proposta atual, que segue em negociação, prevê que a empresa receberá um crédito de 25% sobre o valor do ICMS, mas equivalente apenas à alíquota do IRPJ. A ideia é ampliar esse crédito para que a CSLL também seja contemplada.
… O abatimento da CSLL no pagamento dos impostos federais significaria uma perda do potencial de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões. Em vez de arrecadar R$ 35,3 bilhões com a MP em 2024, o governo conseguiria entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões.
… Faria acredita que ainda poderá reduzir esse impacto, após a concessão feita pelo governo nas mudanças do JCP, que será apensada na MP e prevê descontos de até 80% no valor devido pelas empresas, além de parcelamento em 12 vezes.
… A previsão é de que a votação da MP da subvenção seja concluída no plenário da Câmara só na semana que vem. No Senado, Rodrigo Pacheco assumiu compromisso de pautar a matéria no dia 18, às vésperas do recesso parlamentar do fim do ano.
… Já o projeto que tributa as apostas esportivas (bets), e pode gerar até R$ 10 bilhões aos cofres públicos em 2024, está pacificado e tem votação confirmada para amanhã (3ªF) no Senado, segundo o relator, senador Angelo Coronel (PSD).
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – Também amanhã deve ser votado na Comissão Mista do Orçamento o parecer final do relator da LDO/2024, deputado Danilo Forte (União). Depois de passar pela comissão, a LDO precisa ser votada no plenário do Congresso.
… Na 6ªF, causou surpresa a notícia de que Forte colocou no parecer um trecho para limitar o bloqueio dos gastos a R$ 23 bilhões em 2024, como queria o governo. O gesto ocorreu após ele ter rejeitado a emenda Randolfe sobre o mesmo tema.
… O dispositivo foi costurado com o apoio da Fazenda.
… O relator incluiu um inciso que diz que não poderão ser objeto de bloqueio as despesas necessárias para garantir o crescimento real de 0,6% dos gastos. Forte se valeu de uma autorização que a LRF dá à LDO para ressalvar despesas passíveis de serem contingenciadas.
… Segundo técnicos em Orçamento, porém, a LRF autoriza ressalvas a programas e ações específicas. E o que Forte fez foi ressalvar toda uma regra, que abrange um conjunto expressivo de despesas, o que seria vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
… Para o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, a nova redação da LDO provoca o mesmo efeito pretendido pela emenda rejeitada e derrubará o contingenciamento de R$ 52,7 bilhões para R$ 22,3 bilhões em 2024, uma diferença de R$ 30 bilhões.
… Trata-se, segundo ele, de “uma sistemática que piora o arcabouço e abre um precedente perigoso”.
… Além disso, destaca Salto, esse bloqueio menor deixará o governo ainda mais distante do cumprimento da meta de déficit zero no próximo ano. “O déficit esperado para 2024 piora automaticamente 0,2% do PIB. Isso já é ruim por si só.”
… Ele ainda alerta sobre o futuro: “O governo, quando chegar em março, ou até antes, vai sofrer pressão pela alteração da meta. E isso num cenário em que ele estará com as mãos ainda mais amarradas, porque poderá cortar menos o Orçamento”.
REFORMA TRIBUTÁRIA – Lira promete analisar esta semana no plenário as alterações feitas pelo Senado na PEC que muda o regime fiscal no Brasil. O relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), avalia retirar algumas exceções incluídas pelos senadores.
… Em entrevista ao Estadão de sábado, Aguinaldo apontou dois temas centrais que deverão ser avaliados na segunda votação da reforma tributária na Casa: os benefícios tributários a montadoras e a Cide da Zona Franca de Manaus, que vão provocar disputas acirradas.
… Se não houver acordo, a intenção é fatiar a PEC, com a promulgação este ano do que for consenso e que foi aprovado nas duas Casas.
VETOS – Na 5ªF, está marcada sessão conjunta da Câmara e do Senado para analisar todos os vetos presidenciais que estão pendentes, entre os quais, os vetos ao arcabouço fiscal, ao Carf, à desoneração da folha de pagamento e ao marco temporal.
DINO – As sabatinas de Flávio Dino ao STF e de Paulo Gonet à PGR devem ser realizadas na 4ªF no Senado. Apesar de fortes resistências da oposição, Dino deve ser aprovado. O Planalto articula para dar a ele vitória semelhante à de Zanin, com 50 a 55 votos no plenário.
… A CAE do Senado ainda sabatina esta semana os quatro indicados de Lula ao Cade e os dois indicados à CVM.
COFRE SEM CHAVE – Em novo capítulo da disputa interna do PT, durante conferência do partido no sábado, Gleisi Hoffmann defendeu a ampliação dos gastos do governo em 2024 e meta de déficit primário de 1% sem contingenciamentos.
… Ao lado de Haddad, a presidente do PT argumentou que o aumento das despesas é necessário para a economia não desaquecer e que o crescimento deveria ser um “mantra do governo”. Após a fala de Gleisi, o ministro rebateu.
… Segundo ele, “não existe essa correspondência” de que déficit fiscal significa crescimento econômico. Haddad citou que, em governos anteriores de Lula, houve superávit primário de 2% e a economia doméstica cresceu, em média, 4%.
… Ainda durante o evento, o líder do governo na Câmara, José Guimarães, defendeu a pressão por mais gastos. “Se tiver que fazer déficit, nós vamos ter que fazer. Porque senão, a gente não ganha eleição em 2024”, afirmou.
… Também o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, defendeu no encontro que uma vitória expressiva do PT nas eleições municipais de 2024 é “decisiva” para tentar mudar a correlação de forças no Legislativo.
HADDAD – Está hoje em SP e participa, às 9h, da abertura da 1ª Conferência XP – Brasil 2024.
… No sábado, terminou sem consenso uma reunião em São Paulo entre o ministro e representantes dos maiores emissores privados de cartões de crédito do Brasil para a autorregulação das taxas cobradas pelo rotativo e parcelado sem juros.
… A proposta feita por Bradesco, Itaú, Santander e Nubank deve ser discutida pelo CMN, na próxima reunião do Conselho, no dia 21.
… O Congresso deu prazo de 90 dias para que o grupo de trabalho que reúne bancos, empresas de maquininhas, varejistas, bandeiras de cartões busque alternativas para a redução do rotativo. Esse prazo termina no começo de janeiro.
… Se não houver acordo, prevalece a lei do Desenrola, que definiu o teto de 100% do valor da dívida para a cobrança de juros.
SERVIDORES DO BC – Convocaram paralisação de 24h na 4ªF e começam a discutir chance de entrar em greve.
A POSSE – Destaque do fim de semana, Javier Milei tomou posse como presidente da Argentina neste domingo defendendo um “tratamento de choque” e “um forte ajuste nas contas públicas”, porque “não há dinheiro, nem espaço para o gradualismo”.
… Reconheceu que será um “primeiro gole amargo” para começar a reconstrução da Argentina, que, “a curto prazo, a situação vai piorar”, que, “vai afetar o nível de atividade, do emprego, dos salários e do número de pobres e indigentes”.
… Milei avisou que “não será fácil”, que “tempos difíceis estão chegando”, mas que “não há alternativa ao ajuste, ao choque”, que haverá “estagflação”, “mas que não será nada muito diferente dos últimos 12 anos, quando acumulamos uma inflação de 5.000%”.
… Segundo o jornal Clarín, um pacote com 14 medidas econômicas será anunciado hoje, prevendo corte de gastos, aumento de impostos, privatizações e desvalorização do peso. São medidas de “realização imediata” e que não precisam de aprovação do Congresso.
… Entre elas, estariam: proibição ao BC de emitir e financiar o Tesouro, remover subsídios tarifários até abril, cessar obras públicas, aumento de impostos sobre importações, congelamento de gastos públicos, de salários e benefícios fiscais a empresas.
… A questão cambial e o valor do dólar ainda em aberto, mas o peso deve ficar entre US$ 700 e US$ 800, segundo reportagem do Clarín.
… Ontem à noite, no primeiro decreto como presidente da Argentina, Milei cortou os ministérios pela metade.
AGENDA DE INDICADORES – Um dia antes do Copom, sai o IPCA de novembro (3ªF), com expectativa de aceleração para 0,29%, segundo a mediana de pesquisa Broadcast, contra 0,24% em outubro, mas aposta de núcleos menos pressionados.
… Na última 6ªF, o Goldman Sachs revisou para baixo a previsão para o índice oficial de inflação no ano que vem, de 4,6% para 4,1%, agora abaixo do teto da meta, de 4,50%. O banco acredita em Selic terminal de um dígito: 9,5%.
… A Fitch tem projeção ainda menor para a Selic: 9,0%. Mas a agência de risco pondera que o BC pode adotar uma postura mais cautelosa se a “crescente incerteza no cenário fiscal ou nos acontecimentos globais pressionarem as expectativas de inflação”.
… Em participação gravada dez dias antes para evento na última 6ªF, Campos Neto (BC) afirmou que, apesar das conquistas em relação ao controle de preços, o BC está ciente de que [ainda] “há muito trabalho pela frente”.
… Nem o IPCA e nem nada tem potencial de mudar a convicção no mercado de que o BC baixará o juro na 4ªF em 0,5pp, de 12,25% para 11,75%, e confirmará mais um corte da mesma dose para a reunião de janeiro.
… Depois de o PIB/3Tri (+0,1%) ter zerado, na semana passada, as especulações entre os traders de que o Copom aceleraria o ritmo de queda da Selic (0,75pp) em março, o DI passou a precificar nova redução de meio ponto.
… No radar, fica a possibilidade de baixa dos preços da gasolina nas próximas semanas, depois de a Petrobras já ter cortado o diesel. Mas como o petróleo testou na 6ªF uma reação às quedas em série, o cenário está indefinido.
… Na Focus de hoje (8h25), não se descarta algum ajuste em alta na mediana do PIB deste ano (2,84%). Para 2024, a Fitch elevou a previsão de crescimento do Brasil para 1,5%, de 1,3% na estimativa anterior, divulgada em setembro.
… Do lado da atividade, também saem indicadores importantes esta semana, com o IBC-Br de outubro (6ªF), o volume de serviços (4ªF) e as vendas no varejo (5ªF). Quanto à inflação, além do IPCA, saem o IGP-10 (6ªF) e 1ª prévia de dezembro do IPC-Fipe (hoje, 5h).
… Além do Copom, outros três BCs de países emergentes decidem juros esta semana: Rússia (6ªF), México e Peru (5ªF).
LÁ FORA – O payroll acima do esperado em novembro não muda nada para o Fed de 4ªF, que deve manter o juro pela terceira vez consecutiva na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. Mas a barra para um corte da taxa aumentou.
… Entre os próximos indicadores, é importante o CPI de novembro amanhã (3ªF) nos EUA. Mas a onda dovish foi colocada em xeque e agora a expectativa de as quedas começarem em maio (78,4%) é bem maior do que em março (35,4%).
… O mercado de trabalho apertado também frustra a precificação de até 125pb de cortes nos juros em 2024 e facilita o trabalho de Powell, que já vinha descartando a ideia de um relaxamento das taxas no curto prazo.
… Nesta semana, ele deve manter a mensagem de que o Fed está preparado para uma alta extra do juro, se preciso.
… O payroll apontou a criação de 199 mil postos de trabalho em novembro, contra 150 mil em outubro e pouco acima do consenso de 198 mil. A taxa de desemprego ficou em 3,7%, abaixo da previsão da estabilidade (3,9%).
… O salário médio subiu de 0,2% em outubro para 0,4%, superior à estimativa de 0,3% dos analistas.
… Mesmo que o dado do emprego tenha sido, em grande parte, impulsionado pelo fim da greve das montadoras, o que pode ter distorcido o resultado, o investidor entendeu que o mercado de trabalho continua apertado.
… Nos negócios em NY, o relatório foi lido como sinal de resiliência da economia americana e evidência de que os EUA estão no curso de um pouso suave, o que serviu de estímulo para as bolsas em Wall Street (leia mais abaixo).
… Além do CPI, antes do Fed e da entrevista coletiva de Powell, sai a inflação ao produtor (PPI) em novembro nos EUA, na 4ªF. A produção industrial e a leitura preliminar de novembro do PMI/S&P Global de novembro vêm na 6ªF.
… Este mesmo indicador também será divulgado na 6ªF na zona do euro, Alemanha e Reino Unido.
PETRÓLEO – Opep (4ªF) e AIE (5ªF) soltam relatórios mensais, com o mercado cético com os cortes de produção e a demanda na China. Apesar disso, depois de seis quedas consecutivas, o petróleo parou de cair na 6ªF (abaixo).
CHINA – Divulgada no final da noite de 6ªF, a inflação ao consumidor (CPI) teve queda anualizada de 0,5% em novembro, pior do que a expectativa dos economistas (-0,2%). O PPI caiu 3,0%, perto do consenso de 2,9%.
… Para esta semana (5ªF à noite), são esperadas a produção industrial e vendas no varejo em novembro.
GUERRA – Israel avança com sua ofensiva sobre Gaza, depois que os EUA deixaram de lado o esforço internacional para um cessar-fogo e enviaram mais munições para o país. Os combates foram intensos no fim de semana.
… Na América do Sul, a investida da Venezuela contra a Guiana levou a um telefonema de Maduro a Lula no sábado, quando o presidente do Brasil manifestou a “crescente preocupação” com a disputa em torno da região de Essequibo.
… Segundo uma nota do Planalto, Lula fez um “chamado ao diálogo” e reiterou que o Brasil está à disposição para apoiar essas iniciativas. Maduro concordou em conversar, mas ratificou “os inquestionáveis direitos soberanos da Venezuela sobre a Guiana Essequiba”.
… Para os próximos dias, está prevista uma viagem do presidente da Venezuela à Rússia, para um encontro com Putin.
GANHA-GANHA – A boa vontade com que NY leu o payroll forte, de que não vai ter recessão nos EUA, acabou combinada à força das commodities na 6ªF para levar o Ibovespa (+0,86%) a romper os 127 mil pontos (127.093,57).
… Se ainda dá tempo ou não de o índice à vista protagonizar o rali de fim de ano, rumo ao topo histórico, é o que se verá. Mas foi importante a bolsa doméstica ter passado bem (como NY) pelo teste de fogo do relatório de emprego.
… A tomada de risco também respondeu ao impulso de quase 2,5% do minério de ferro e do petróleo, que encerrou o jejum de seis pregões sem subir e puxou as ações da Petrobras (ON, +3,41%, a R$ 36,66; e PN, +3,20%, a R$ 34,49).
… Pondo fim à recente queda livre de 13%, o petróleo chamou ajuste técnico e repercutiu a notícia de que os EUA vão comprar mais 3 milhões de barris para entrega em março e realizarão leilões mensais de compra até maio.
… Os esforços do governo americano para abastecer sua reserva técnica, além da interpretação de que o payroll forte é um gatilho de maior demanda pelas commodities, corrigiram o Brent para fevereiro (+2,42%, a US$ 75,84).
… Retomando a marca perdida dos US$ 70, o WTI para janeiro fechou em alta de 2,73%, a US$ 71,23 o barril.
… De carona no comportamento positivo do minério, subiram Vale (ON, +0,28%, a R$ 72,80), CSN Mineração (ON, +2,88%), CSN (ON, +1,36%), Usiminas (PNA, +1,31%), Gerdau (PN, +0,90%) e Gerdau Metalúrgica (PN, +0,39%).
… No movimento de risk-on generalizado do dia, os bancos pegaram embalo: Bradesco PN (+1,60%; R$ 16,46), Itaú (+1,27%; R$ 32,02), Santander (+1,27%; R$ 31,10), BB (+1,08%; R$ 54,45) e Bradesco ON (+1,04%; R$ 14,51).
… A maior alta do dia foi de GPA (+6,13%), com o rumor renovado de que o fundo americano Advent estaria interessado em comprar o grupo, apesar de o CEO, Marcelo Pimentel, já ter dito que não passa de especulação.
O REAL ESTÁ BARATO – Quem está dizendo são os bancos. Em relatório enviado a clientes, estrategistas do BofA qualificaram o dólar como “muito valorizado” e previram taxa de câmbio a R$ 4,75 no final do ano que vem.
… “O real está mais de 15% mais barato do que sua média de longo prazo, com os superávits comerciais recordes como evidência”, segundo o BofA, que prefere o real ao peso mexicano, considerado muito esticado no momento.
… A janela de oportunidade para a moeda brasileira também é apontada pelo Pine. “Vai sobrar dólar no Brasil em 2024, com termos de trocas favoráveis, saldo robusto da balança comercial e redução do risco-País ao longo do ano”.
… O economista-chefe do banco, Cristiano Oliveira, aposta que, dificilmente, o dólar vai ultrapassar o patamar de R$ 5 em 2024 e acredita que o impacto da redução da Selic será absorvido em termos de diferencial menos atrativo.
… Na 6ªF, porém, a dinâmica do câmbio foi afetada pelos sinais de que a flexibilização monetária nos EUA deve ficar para mais tarde (maio) e o dólar à vista encerrou o pregão cotado acima de R$ 4,90, valendo R$ 4,9295 (+0,42%).
… No mercado futuro, a moeda americana para janeiro subiu 0,29% e fechou cotada a R$ 4,9375.
… Pressionada pelo salto dos juros dos Treasuries, a curva do DI foi junto por aqui. No fechamento, jan/25 projetava 10,345% (de 10,300%); jan/26, 10,010% (9,938%); jan/27, 10,110% (10,057%); jan/29, 10,530% (10,497%); e jan/31, 10,790% (10,742%).
DOUROU A PÍLULA – Ao invés de se assustar a chance de que o primeiro corte de juro pelo Fed fique só para maio, NY encarou o payroll forte como sinal de vigor econômico, na arte de transformar risco em oportunidade.
… Também a Universidade de Michigan mostrou um consumidor americano mais otimista em dezembro (69,4 na leitura preliminar, acima do consenso de 61,6 e do dado de 61,3 em novembro) e entrou na cota de otimismo do dia.
… Para completar, a Fitch elevou a projeção do PIB/24 dos EUA de 0,3% para 1,2%, eliminando a chance de recessão.
… A despeito da disparada dos juros dos Treasuries, as bolsas em Wall Street capitalizaram o soft landing.
… O índice Dow Jones subiu 0,36%, aos 36.247,87 pontos, o S&P 500 avançou 0,41% e agora roda no melhor patamar do ano, em 4.604,37 pontos, e o Nasdaq registrou valorização de 0,45%, para 14.403,97 pontos.
… Jogando para frente o pivô dovish do Fed, o rendimento da Note-2 anos subiu 4,731%, contra 4,582% no pregão da véspera. A Note-10 anos pagou taxa de 4,233%, contra 4,148%, e o T-Bond de 30 anos, 4,314%, de 4,261%.
… Comparada à zona do euro, a força da economia americana tende a continuar roubando as forças do euro, que caiu 0,34%, para US$ 1,0768, e contribuiu para que o índice DXY (+0,45%) voltasse a superar os 104,000 pontos.
… A libra perdeu 0,36%, a US$ 1,2548, e o iene (144,98/US$) devolveu parte do rali do pregão anterior, quando o mercado levantou a lebre de que pode estar chegando a hora de o BoJ abandonar a política de juros negativos.
EM TEMPO… GPA informou nesse domingo, em fato relevante à CVM, que iniciou trabalhos para a realização de potencial oferta pública de distribuição primária de ações de emissão da companhia no valor estimado de R$ 1 bilhão…
… Na nota, afirma que a oferta se insere no plano de otimização da estrutura de capital, que compreendeu a venda da participação de 34% na Cnova N.V. e o processo de venda da participação de 13,3% no Almacenes Éxito…
… O GPA também informou a convocação de AGE para o dia 11 de janeiro de 2024 para deliberar, entre outros assuntos, sobre o aumento de capital para até 800 milhões de ações ordinárias e eleição de uma nova chapa do conselho de administração.
RENOVA ENERGIA. Em recuperação judicial, pagará no dia 2/2/2024 as parcelas semestrais que venceriam em 10 de dezembro, devidas aos credores com garantia real, segundo comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
BR PROPERTIES. Celebrou na 6ªF contrato com a CBRE Serviços do Brasil, com a venda de 100% das quotas representativas do capital social da BRPR A Administradora de Ativos Imobiliários, pelo preço de R$ 1.646.192,49.
PRIO. Conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 60,615 milhões em dividendos intermediários, correspondentes a R$ 0,07264350 por ação ordinária. O pagamento será creditado no dia 22/12. Ações passam a ser negociadas “ex” a partir do dia 14.
BRASKEM. Confirmou acordo com a prefeitura de Maceió para pagar R$ 1,7 bilhão a título de indenização, compensação e ressarcimento integral para todo e qualquer dano em decorrência do acidente geológico com a Mina 18, que rompeu parcialmente neste domingo.
DEXCO. Contratou instituição financeira para estruturar potencial emissão de notas comerciais escriturais, em uma operação de securitização, que resultará em potencial emissão de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA)…
… Os certificados serão objeto de potencial oferta pública, com o valor total de R$ 375 milhões, direcionados a investidores profissionais…
… A nova nota comercial ocorre em complemento à operação de securitização, que resultou na emissão de CRA no montante de R$ 1,5 bilhão, cujo anúncio de encerramento ocorreu no último dia 1º de novembro.
PORTOBELLO. O conselho de administração aprovou por unanimidade a 5ª emissão de debêntures no valor de R$ 367 milhões, em série única. Os títulos são simples, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real e garantia adicional fidejussória, para distribuição pública.
SABESP. Governador Tarcísio de Freitas sancionou, dois dias após aprovação na Assembleia Legislativo do Estado de São Paulo (Alesp), a lei que autoriza o Estado a privatizar a Sabesp. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial…
… O próximo passo é conversar com os municípios sobre a substituição dos contratos.
CTEEP. Conselho de administração aprovou o pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio (JCP), que poderá ser imputado ao valor do dividendo obrigatório, no valor de R$ 1,452 bilhão, correspondente a R$ 2,204083 por ação de ambas as espécies…
… O pagamento será em duas parcelas, sendo R$ 160 milhões até 15/01/2024 e R$ 1,292 bilhão até 10/04/2024. Será considerada a posição acionária do dia 13 de dezembro e a partir do dia 14 de dezembro de 2023 as ações serão negociadas “ex-direito” a JCP.
GOL. Vai aumentar para 330 o número de voos decolando a partir aeroporto do Galeão por semana, a partir de 15 de janeiro. Santos Dumont terá 170 voos semanais com destino restrito ao aeroporto de Congonhas e ao aeroporto de Brasília, este com três voos diários.
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Payroll é decisivo antes do Fomc e Copom
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[08/12/23]
… Investidores em NY estão cautelosamente otimistas para esperar o payroll (10h30), depois que os relatórios Jolts e ADP apontaram para o enfraquecimento do mercado de trabalho americano, fortalecendo as apostas de que o Fed começará a cortar o juro em março. A mediana das estimativas está abaixo de 200 mil postos de trabalho criados em novembro (198 mil), com a taxa de desemprego estável em 3,9% e aumento de 0,30% do salário médio. O crescimento de vagas em relação a outubro (150 mil) é atribuído ao efeito estatístico com o fim da greve das montadoras. Os números de hoje são considerados decisivos para projetar a política monetária antes das reuniões do Fomc e do Copom, na Super Quarta (13), quando a semana também será movimentada pelas votações da pauta econômica no Congresso.
… O que o Fed decidir terá impacto expressivo nos mercados domésticos, influenciado a bolsa, os juros e o câmbio, que já estão refletindo as expectativas de uma queda antecipada dos juros nos EUA, com os sinais de desinflação e desaceleração do emprego.
… Assim, quanto mais fraco vier o payroll, mais entusiasmo pode contagiar os ativos lá e aqui. As previsões para a criação de vagas oscilam entre 130 mil e 275 mil vagas. A curva dos Treasuries precifica um alívio total de 125pbs em 2024, já a partir do primeiro trimestre.
… Mas há a possibilidade de um ajuste no mesmo pregão, já que as taxas americanas fecharam muito no último mês, com o yield 10 anos saindo de 5% em outubro para a faixa atual de 4,14%. O espaço para novas quedas é, portanto, limitado.
… Aqui, um novo corte de 0,50pp da Selic, na 4ªF, é a expectativa unânime de 57 instituições consultadas pelo Broadcast, após as apostas em ritmo mais acelerado terem sido zeradas com o PIB/3Tri, nesta semana, que surpreendeu pelo resultado positivo (+0,10%).
… Na mediana, o mercado acredita em uma Selic terminal de 9,50%, com o ciclo de quedas se encerrando em julho de 2024.
… Em paralelo, a percepção fiscal dependerá do avanço da agenda econômica, cujas votações estão concentradas na próxima semana. O Congresso promete um esforço concentrado para limpar a pauta antes do recesso do fim de ano.
… Nesta 5ªF, o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, Danilo Forte (União Brasil), apresentou seu parecer final e, como esperado, não incluiu a emenda Randolfe, que limitava o bloqueio de despesas, independentemente de o governo ter alcançado a meta fiscal.
… Por outro lado, incluiu as emendas de comissões permanentes no calendário que obriga o governo a reservar recursos para pagamento até o mês de julho de cada ano. Inicialmente, a regra valeria apenas para as emendas individuais e de bancada, que são obrigatórias.
… O relatório da LDO determina que o Orçamento de 2024 tenha R$ 11 bilhões de emendas de comissão liberados pelo governo Lula logo no primeiro semestre, antes das eleições. E o governo deverá efetuar o pagamento onde o parlamentar mandar.
… A medida aumenta o controle do Congresso sobre a liberação de recursos do Orçamento e reduz o poder de barganha do Planalto.
… Hoje, o presidente da República edita decretos que fixam limites mensais de empenho e pagamento das verbas públicas, mesmo para as emendas impositivas. Com o calendário estabelecido na LDO, os parlamentares ficarão menos “reféns” do governo.
… No Estadão, esta é uma forma de recuperar o orçamento secreto, que foi declarado inconstitucional pelo STF.
… O relatório, aprovado na Comissão Mista de Orçamento, autoriza expressamente o Congresso a tirar recursos dos ministérios e do PAC, que tem verba de R$ 61 bilhões em 2024, para aumentar o valor das emendas de comissão e das emendas de bancadas.
… O relator-geral do Orçamento, deputado Luiz Carlos Motta (PL), fez um corte de R$ 2 bilhões no orçamento para encaixar as emendas e autorizou os relatores setoriais a cortarem mais R$ 4 bi para a mesma finalidade.
… Com toda essa engenharia, o valor das emendas parlamentares deve beirar R$ 50 bilhões, acima do valor reservado de R$ 37,7 bilhões pelo governo. A quantia final ainda não está fechada e só deve ser conhecida durante a votação do Orçamento, no fim do ano.
… Para abrigar todas as emendas que os deputados e senadores querem, mais cortes terão de ser feitos até a aprovação do projeto. A previsão de Forte é de que o texto seja votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso na próxima 3ªF (12).
… Já a apresentação do relatório da MP da subvenção do ICMS, a principal medida de arrecadação para 2024, foi novamente adiada. Só depois desses chamados “ajustes políticos” é que acontecer a votação, também na próxima semana.
… Estão pendentes ainda o projeto de taxação das apostas esportivas e a reforma tributária no Senado, e uma série de vetos do presidente Lula para serem analisados pelo Congresso, entre eles, os vetos ao Carf e ao arcabouço fiscal.
AGENDA FRACA AQUI – Saem a primeira prévia de dezembro do IPC-S (8h), os dados regionais de outubro da produção industrial (9h), a captação da poupança (9h) e o fluxo nas estradas pedagiadas em novembro (10h).
… Lula retornará a Brasília, com decolagem do Rio às 9h e pouso às 10h20 em Brasília.
… Pesquisa Datafolha divulgada nesta 5ªF aponta avaliação estável do presidente Lula, que é aprovado por 38% e reprovado por 30% dos entrevistados. Já no Ipec (antigo Ibope), a avaliação negativa passou de 25% em setembro para 30%.
LÁ FORA – Depois do payroll, sai nos EUA a leitura preliminar de dezembro do sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan (12h), em que virão embutidas as expectativas de inflação em 1 e 5 anos.
… À tarde (15h), saem os dados da Baker Hughes sobre os poços de petróleo em operação no país.
… Na Alemanha, é importante o CPI de novembro (4h). No final da noite (22h30), tem inflação na China.
JAPÃO HOJE – O PIB real caiu 0,7% no 3Tri, na leitura final, pior que o projetado pelo mercado (-0,5%).
DIVISOR DE ÁGUAS? – Fica a expectativa se o payroll poderá dar hoje o impulso que o Ibovespa precisa para desencantar o rali de fim de ano e, quem sabe até, buscar no curto prazo o recorde histórico (130.776 pontos).
… Ontem, em modo de economia de energia, à espera não só dos dados de emprego nos EUA, mas também do andamento da pauta econômica em Brasília, o Ibov subiu pouco (+0,31%), mas voltou aos 126 mil (126.009,57).
… O volume financeiro negociado pelo índice à vista continuou dentro da rotina fraca, de R$ 20,6 bilhões.
… O salto de quase 4% do minério não conseguiu empolgar a Vale (ON, +0,32%, a R$ 72,60) na mesma medida, mas deu um suporte às ações da CSN Mineração (ON, +1,02%), Usiminas (PNA, +0,97%) e Gerdau (PN, +0,27%).
… Sem convicção, os papéis da Petrobras fecharam cada um para o lado, mas ambos com variações moderadas (ON, +0,31%, a R$ 35,45; e PN, -0,24%, a R$ 33,42), o que contribuiu para o fôlego limitado do Ibovespa nesta 5ªF.
… O comportamento morno das ações da estatal reproduziu o petróleo lá fora, que tentou esgotar a sequência de baixas recentes, mas não conseguiu ganhar fôlego. Na sexta queda seguida, o Brent/fev caiu 0,33% (US$ 74,05).
… O WTI/jan fechou estável (-0,05%), ainda abaixo de US$ 70 (US$ 69,34), de olho nos fundamentos negativos, de muita oferta para pouca demanda. O Citi não descarta reunião de emergência da Opep+ antes de o ano acabar.
… Após o desconforto do dia anterior com a proposta do governo para o Desenrola durar mais três meses, os bancos testaram uma melhora: Itaú (+0,99%; R$ 31,62), Bradesco PN (+0,25%; R$ 16,20) e Bradesco ON (+0,28%; R$ 14,36).
… Ativos ligados a consumo, construção e educação figuraram entre as maiores altas do Ibov. Soma ON avançou 5,68%, a R$ 6,88, e foi acompanhada de EzTec, com +5,44%, a R$ 18,61, e Yduqs, com +4,75%, a R$ 21,19.
… Na primeira sessão após a aprovação da privatização na Alesp, as ações da Sabesp recuaram 1,52%, em movimento de realização considerado natural. A pior queda do dia foi de Engie (-2,69%), rebaixada a venda pelo Citi.
PRE-PA-RA – No clima de suspense, o payroll também é apontado como um gatilho importante para o dólar, que anda preso à faixa de R$ 4,90, mas que pode ser influenciado pelo emprego nos EUA, para o bem ou para o mal.
… Ao Broadcast, o profissional de câmbio Felipe Izac (da Nexgen Capital) observou que, se o exterior não pregar sustos, o dólar tem mais chance de estabelecer um gap de queda até R$ 4,80 ou R$ 4,70 do que de romper R$ 5.
… No curtíssimo prazo, a dinâmica do câmbio está nas mãos do payroll e das votações importantes no Congresso, no esforço concentrado da semana que vem para aprovar a pauta econômica, termômetro da percepção fiscal.
… Ontem, o dólar descolou da queda em escala global (desencadeada pelo salto do iene) e subiu de leve (+0,13%), para R$ 4,9090, com algum fluxo das tradicionais remessas de final de ano de lucros e dividendos ao exterior.
… Apesar desta movimentação observada às vésperas do Natal, o BC informou dados positivos do fluxo cambial na semana passada, com saldo positivo de US$ 787 mi pela via financeira, provavelmente com a volta do k externo à B3.
… Pela conta comercial, houve entrada líquida de US$ 2,821 bilhões. O fluxo cambial total ficou positivo em US$ 3,608 bilhões. No acumulado de novembro, entraram US$ 296 milhões. No ano, ingressaram US$ 24,852 bilhões.
… Acompanhando a alta discreta do câmbio à vista, o dólar futuro para janeiro subiu 0,22% ontem, para R$ 4,9230.
… Também o DI não se arriscou antes do payroll e fechou de lado. A novidade do dia foi o anúncio da Petrobras de corte de 6,6% dos preços do diesel, mas com impacto marginal no IPCA do ano, de só 0,1pp, segundo economistas.
… A Quantitas acredita que a estatal possa anunciar na semana que vem uma redução de 5% no litro da gasolina e, aí sim, haveria reflexo importante na inflação, de -0,12pp, para 4,4% em 2023, segundo os cálculos da gestora.
… Próximos dos ajustes, o DI para jan/25 fechou a 10,320% (de 10,319% na véspera); jan/26, 9,970% (9,977%); jan/27, 10,085% (10,074%); jan/29, 10,520% (10,504%); jan/31, 10,760% (10,729%); e jan/33, a 10,870% (10,842%).
EFEITO SAMURAI – A força do iene, que saltou mais de 2%, para 143,64/US$, roubou a cena no mercado internacional na véspera do payroll, com acenos do presidente do BoJ para uma atuação menos relaxada no juro.
… Kazuo Ueda disse que, daqui até o próximo ano, administrar a política monetária “se tornará mais desafiador”, que a força da demanda interna e as perspectivas salariais serão examinadas e que há “várias opções” sobre os juros.
… Os comentários foram interpretados pelo mercado com um aviso em dois de que o BoJ vai começar a reverter o quadro de juros negativos em breve, marcando uma virada histórica e vindo na contramão dos outros grandes BCs.
… Enquanto o investidor projeta inclinação mais dovish para o Fed, o BCE e o BoE, na direção contrária, o BC japonês pode finalmente estar mais próximo de abandonar a era da política ultra-acomodatícia, que já dura quase oito anos.
… A chance de reviravolta no Japão, ao mesmo tempo em que disparou o iene, derrubou o DXY (-0,59%) a 103,541 pontos. O dólar mostrou fraqueza também contra o euro (+0,24%, a US$ 1,0802) e a libra (+0,23%, US$ 1,2591).
… Em nota a clientes, o Brown Brothers Harriman (BBH) antecipa seis cortes do juro pelo BCE no ciclo que ainda não começou. A previsão joga contra o euro e tende a manter o prestígio do dólar, apesar do pivô dovish do Fed.
… Em clima de esperar para ver o payroll, os juros dos Treasuries pouco se mexeram ontem: yield da Note-2 anos a 4,582%, de 4,603% na véspera; da Note-10 anos a 4,148%, de 4,126%, e do T-Bond de 30 anos a 4,261%, de 4,224%.
… Nas bolsas de NY, o Nasdaq se destacou em alta firme de 1,37%, aos 14.339,99 pontos, embalado pela notícia de que a Alphabet (+5,31%) está desenvolvendo um software de inteligência artificial superior à tecnologia da OpenAI.
… Além disso, as ações da Advanced Micro Devices (AMD) saltaram 9,89% com as indicações de que a Microsoft, Meta e OpenAI devem usar o chip da empresa voltado para a IA, que concorre diretamente com o da Nvidia (+2,4%).
… O S&P 500 avançou 0,80%, aos 4.585,59 pontos, e o Dow Jones foi mais devagar: +0,17%, aos 36.117,38 pontos.
EM TEMPO… BRF aprovou criação de um novo programa de recompra de até 14 milhões de ações ON, o que representa 1,6% dos papéis em circulação.
CARREFOUR. Advent vendeu mais de 12,8 milhões de ações do grupo na B3, o que rendeu mais de R$ 145 milhões à gestora. (fontes do Broadcast)
MULTIPLAN anunciou o lançamento da sexta expansão do MorumbiShopping, com 13.141 m² de novas lojas, incluindo a adição de 7.377 m² de área disponível para lojas e uma readequação do mix de 5.764 m²…
… Além disso, o shopping vai revitalizar a arquitetura, o mobiliário e a fachada…
… Obras estão previstas para iniciar em março de 2024, com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2026; investimento total na expansão e readequação será de R$ 233 milhões.
IGUATEMI. Vendas totais subiram 15% em novembro, na comparação anual; vendas de outubro tiveram alta de 9,4% ante mesmo período do ano passado.
CASAS BAHIA quer acelerar grupamento para evitar exclusão dos índices da B3. O conselho de administração aprovou alteração do tratamento de frações resultantes do grupamento de ações aprovado pela companhia.
BRASKEM confirmou ter recebido multas de R$ 72 milhões do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas.
B3 divulgou projeções para 2024 e reafirmou estimativas para 2023…
… Despesas ajustadas devem ficar entre R$ 2,065 bi e R$ 2,235 bi em 2023, e entre R$ 2,140 bi e R$ 2,320 bi em 2024; investimentos devem ficar entre R$ 200 mi e R$ 290 mi em 2023, e entre R$ 200 mi e R$ 280 mi em 2024…
… Depreciação e amortização deve ficar entre R$ 1,040 bi e R$ 1,100 bi em 2023, e entre R$ 570 milhões e R$ 630 milhões em 2024…
… B3 fará programa de recompra de até 230 milhões de ações ON, ou 4,1% do total em circulação, entre março/24 e fevereiro de 2025.
GOL vai iniciar voos regulares em nova rota por Bogotá, na Colômbia, a partir de 31 de março de 2024.
MOVIDA convocou AGE para analisar incorporação de controladas CS Brasil Participações e Locações, Marbor Frotas Corporativas, YRC Participações e Green Yalla Mobility e a cisão parcial da Marbor Locadora…
… A movimentação faz parte de reorganização societária. Assembleia será realizada em 29/12.
CPFL informou que a Aneel autorizou a transferência da outorga da Usina Termelétrica Bio Formosa (UTE Bio Formosa), detida pela CPFL Bio Formosa, para o Grupo Vale Verde….
… CPFL Energias Renováveis aprovou 10ª emissão de debêntures, no valor de R$ 190 milhões.
TAESA celebrou incorporação das controladas ATE III, Sant’Ana e Saíra, que será submetida à deliberação de AGE da companhia convocada para 29/12.
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