Reforma tributária e MP da subvenção serão votadas hoje

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*

[15/12/23]

… Uma série de indicadores da atividade serão divulgados na Europa e nos EUA, onde podem validar ou frustrar o entusiasmo que tomou conta dos mercados, após o Fed sinalizar para o corte dos juros. Na China, saíram ontem à noite produção industrial e vendas no varejo. Aqui, o Ibovespa festeja a marca histórica dos 130 mil pontos no fechamento, contagiado pelos recordes em NY. O rali pode ser estendido se tudo continuar bem em Wall Street e se o Congresso trabalhar direito, nesta 6ªF, no esforço concentrado para limpar a pauta econômica. Hoje, devem ir à votação o PL da subvenção, principal medida para elevar a arrecadação em 2024, e a reforma tributária, que pode ser promulgada ainda neste ano. Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira, as negociações avançaram “para caramba”.

… A ideia é costurar um consenso entre as duas Casas, apenas com supressões da Câmara, para evitar que a reforma volte ao Senado.

… Lira passou o dia em reuniões com os relatores na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP), e no Senado, Eduardo Braga (MDB), na tentativa de votar a proposta ontem mesmo, mas um acordo ainda dependia de alguns pontos que continuavam pegando.

… Pelo que já foi negociado, segundo apurou o Estadão, cinco itens deverão ser retirados do texto aprovado no Senado.

… O mais relevante é a cesta básica estendida, com produtos que não seriam atendidos com a isenção total de impostos prevista na cesta básica nacional, mais restrita. A estendida seria contemplada com alíquota reduzida, ou seja, com desconto de 60% sobre o novo IVA.

… Ribeiro também vai tirar do texto a previsão para que a fatia dos Estados no IBS seja definida com base na arrecadação média de 2024 a 2028, que levou alguns governadores a aumentarem o ICMS. A deliberação ocorrerá em lei complementar.

… Os relatores ainda concordaram em suprimir a previsão de que o presidente do Comitê Gestor do IBS (que vai unificar ICMS e ISS) seja sabatinado pelo Senado e a atribuição para que os senadores definam as alíquotas de tributação que incidem sobre os combustíveis.

… Por fim, deve cair um “jabuti”, que equiparava os salários de auditores fiscais estaduais aos dos ministros do STF.

… Os temas mais polêmicos, como a extensão do benefício tributário para as montadoras instaladas no Nordeste e Centro-Oeste, seguem sem consenso e podem ser decididas no voto, assim como a criação de uma Cide para tributar produtos da Zona Franca de Manaus.  

… A reforma simplifica o sistema tributário do País ao substituir impostos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por três tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), federal, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), estaduais e municipais, e o Imposto Seletivo.

SUBVENÇÃO – Também é esperada para hoje a votação da MP da subvenção do ICMS, aprovada nesta 5ªF na comissão mista composta por deputados e senadores, por 17 votos a 8. Lira promete punições aos deputados que faltarem à sessão.

… O registro de presença e de voto poderá ser feito de forma virtual, o que facilita a obtenção do quórum.

… Além de acabar com a subvenção de receitas para custeio, o relator, deputado Luiz Fernando Faria (PSD), determinou em seu parecer que todos os benefícios fiscais sejam tributados. Só a subvenção para investimento gerará um crédito fiscal de imposto de renda.

… O relator manteve no texto a previsão de que o crédito fiscal fique restrito a 25% do IRPJ. Ou seja, as empresas precisarão recolher IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre o valor do incentivo, e receberão de volta um crédito apenas de Imposto de Renda.

… Faria fixou o prazo de 30 dias para que a Receita habilite a empresa a receber o crédito e reduziu a restituição de 48 para 24 meses. O relator manteve o desconto de 80% e o pagamento em 12 parcelas nas transações envolvendo o estoque de créditos.

… Haddad disse que as alterações feitas pelo Congresso na MP 1185 não mudam as estimativas de uma arrecadação para 2024 em torno R$ 35 bilhões. Já a frustração com as mudanças no JCP exigirá uma compensação com “medidas administrativas”.

… O ministro não detalhou que medidas seriam essas, mas informou que elas “sairão ainda neste ano”.

… A Fazenda pretendia acabar com a dedutibilidade do JCP e, com isso, levantar mais R$ 10,5 bilhões em 2024, mas cedeu para conseguir avançar com a MP da subvenção. A proposta na versão final é bem mais light e tenta apenas coibir o planejamento tributário.

A DERROTA – Todo mundo já sabia que o governo não conseguiria evitar que o Congresso derrubasse o veto integral do presidente Lula à desoneração da folha de pagamentos a 17 setores da economia que mais empregam, e que foi prorrogada até 2027.

… Haddad lamentou, dizendo que esse benefício custará mais de R$ 25 bilhões em 2024, uma renúncia que não está prevista. “Vai ser um problema fechar o orçamento com essa medida”, afirmou o ministro, que ainda não está dando a guerra por perdida.

… Defendendo que a medida “viola a reforma da previdência e que é inconstitucional”, admitiu que poderá recorrer ao STF para dirimir a questão. “Já tem o parecer da AGU sobre a inconstitucionalidade e, obviamente, que o governo vai tomar as providências.”

… Mas Haddad tentará também uma saída política, que já está sendo construída com o Congresso, apresentando uma alternativa ao que foi aprovado. “Iríamos apresentar antes da apreciação do veto, mas não houve da parte do Congresso desejo de esperar.”

… O ministro afirmou, ainda, que a equipe da Fazenda está trabalhando nos cálculos sobre essa proposta, que foi aprovada (e anunciada) pelo presidente Lula, em Dubai. “Nossa ideia é que na semana que vem a gente encaminhe ao Congresso uma solução.”

… Sem uma solução, a derrubada do veto à desoneração da folha de pagamentos implica em um aumento da projeção de déficit primário de 2024, de 0,86% para 0,95% do PIB, segundo o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto.

… Ele admite revisar sua projeção de déficit, de 0,73% do PIB, para até 0,95% do PIB, destacando a redução da contribuição previdenciária dos municípios que não têm regimes próprios e que, sozinha, pode representar uma perda de receita em torno de R$ 9 bilhões.

VETOS NEGOCIADOS – Os demais vetos apreciados ontem em sessão conjunta do Congresso foram negociados pelo governo, que aceitou perder um dos dois vetos ao arcabouço e um dos dois vetos ao Carf, para salvar a MP da subvenção e a reforma tributária.

… O Congresso derrubou o veto de Lula que vedava o pagamento antecipado ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da garantia de execução fiscal para empresas que recorrem da decisão no Judiciário, mas manteve o chamado “voto de qualidade”.

… Assim, foi preservado o mais importante para o governo, que garantiu os desempates favoráveis à Receita nos julgamentos do órgão. A estimativa da equipe econômica é de arrecadar em torno de R$ 54,7 bilhões com as alterações nessa regra.

… Já no arcabouço fiscal, o Congresso derrubou o veto do presidente ao artigo que proibia o governo de propor quaisquer novas exceções à meta de resultado primário na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

… Na avaliação dos parlamentares, se o veto fosse mantido, o Executivo poderia usar a brecha para retirar o PAC dos limites fiscais, o que facilitaria o cumprimento da meta, blindaria obras do governo e reduziria a necessidade de o Planalto negociar com o Congresso.

… Já outro dispositivo vetado por Lula foi mantido pelo Congresso, retirando da lei do arcabouço a previsão de um contingenciamento de recursos proporcional entre investimentos do governo e despesas discricionárias (não obrigatórias).

… O Congresso também derrubou o veto do presidente Lula ao marco temporal, que estabelece uma linha de corte para a demarcação de terras indígenas. Volta a valer a regra de que o reconhecimento das terras só ocorrerá se a ocupação for anterior a 1988.

… O Ministério dos Povos Indígenas anunciou em nota que vai acionar a AGU para entrar com ação no Supremo Tribunal Federal, que, em setembro, declarou inconstitucional a tese do marco temporal, apoiada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

MAIS AGENDA – O recente corte dos preços do diesel promovido pela Petrobras deve aliviar o IGP-10 (8h) para 0,49% em dezembro, após alta de 0,52% em novembro. As projeções em pesquisa Broadcast vão de 0,41% a 0,67%.

… Lula se reúne com Jean Paul Prates às 10h. RCN participa de palestra do G20 fechada à imprensa, em Brasília, às 9h15.

… A Aneel faz leilão de transmissão na sede da B3, às 10h, somando investimentos de R$ 21,7 bilhões.

LÁ FORA – Nos EUA, três indicadores de atividade testam o entusiasmo com Powell. O primeiro dado a sair é o índice industrial Empire State (10h30), que deve vir zerado em dezembro, depois de ter ficado em 9,1 em novembro.

… Na sequência, a produção industrial (11h15) tem previsão de alta de 0,3% em novembro. Às 11h45, sai a leitura preliminar de dezembro do PMI/S&P Global composto. O consenso aponta para 51,1, contra 50,7 em novembro.

… Este mesmo indicador será divulgado também na zona do euro (6h), Alemanha (5h30) e Reino Unido (6h30).

… Os dados da Baker Hughes sobre poços de petróleo em operação nos EUA saem às 15h. Rússia decide juro (7h30).

CHINA HOJE – A produção industrial subiu 6,6% em novembro contra igual mês do ano passado. O resultado marcou uma aceleração, após alta de 4,6% em outubro, e superou a expectativa de analistas, de 5,4%.

… As vendas no varejo chinês avançaram 10,1% na comparação anual de novembro, também ganhando força em relação a outubro (+7,6%), mas frustrando o consenso de crescimento mais firme no último mês, de 12,5%.

SE JOGA – O ensaio de realização de lucro nos ativos domésticos coincidiu com o veto à desoneração da folha, mas este não foi um gatilho determinante, porque era mais do que esperado, e não impediu o Ibovespa de voar.

… Rompendo os recordes cravados dois anos e meio atrás, o índice à vista renovou o pico histórico intraday (131.259,81 pontos) e estabeleceu o melhor fechamento de todos os tempos, aos 130.842,09 pontos (+1,06%).

… O rali de final de ano, que chegou a ser colocado em xeque poucos dias atrás, acabou desencantando, destravado pelo Fed. A bolsa no topo ignora a resistência do Copom em acelerar o pace de queda da Selic.

… Surgem apostas otimistas de que, agora que embalou, o Ibovespa vai querer testar os 140 mil pontos.

… Superar resistências é sempre um desafio, agora que a bolsa esticou e que o mercado vai naturalmente esgotar parte do “efeito Fed”. Mas recordes existem para serem quebrados, como este Natal está aí para provar.

… Se NY deixar e a pauta econômica avançar fácil no Congresso, o índice à vista vai querer sonhar mais alto, para a alegria dos comprados, que vão defender os seus interesses especulativos hoje no exercício das opções.

… A escalada do Ibovespa ontem para o high contou com o fôlego dos papéis da Petrobras (ON, +2,33%, a R$ 37,32; e PN, +2,17%, a R$ 35,32), que colaram no movimento do petróleo, em alta firme pelo segundo pregão consecutivo.

… Deixando temporariamente de lado a preocupação com o excesso de oferta, o barril vive uma onda de cobertura de posições vendidas e fatura com o dólar enfraquecido, depois de o Fed admitir que já debate um corte do juro.

… Os preços da commodity ainda estão 20% abaixo do pico registrado no fim de setembro. Mas ontem voltaram a saltar: Brent para fevereiro, +3,16%, a US$ 76,61, e WTI para janeiro, +3,04%, acima de US$ 70 de novo, a US$ 71,58.

… Embora as ações da Vale tenham reduzido o ritmo de alta da manhã, quando os ganhos superavam um dígito, ainda conseguiram fechar no positivo (+0,55%, a R$ 73,40), desprezando a queda de 1,05% do minério de ferro.

… Os compradores continuaram marcando presença no setor financeiro: Bradesco ON (+2,34%; R$ 15,31), Bradesco PN (+1,71%; R$ 17,25), Itaú (+0,83%; R$ 32,87), Santander unit (+0,16%; R$ 31,80) e BB ON (+0,66%; R$ 53,33).

COPOM FALA SOZINHO – Não foi por causa do comunicado conservador de 4ªF e tampouco pela derrubada dos vetos de Lula que o DI reduziu o ritmo de queda. Tratou-se de puro ajuste à euforia coletiva da véspera com o Fed.

… Quem acha que o comunicado do Copom errou no tom da linguagem, ainda acredita que o BC vai consertar tudo na ata (3ªF) para sincronizar o discurso à novidade de Powell de discussões preliminares de corte do juro nos EUA.

… Se for isso mesmo, não apenas pode ser recuperada a aposta que o BC tentou eliminar, de redução maior da Selic em algum momento (0,75pp), como pode crescer a precificação de taxa terminal perto de 9% ou até na casa de 8%.

… Parte dos economistas não está comprando toda a mensagem de cautela que o comunicado procurou transmitir.  

… No day after do Copom, o Banco Pine diminuiu sua projeção para o juro no fim do ciclo de cortes, de 9,75% para 9%, refletindo a visão de continuidade do processo de desinflação doméstico e de um ambiente externo melhor.

… Pesquisa Broadcast indicou que a mediana do mercado para a Selic final caiu de 9,50% para 9,25% após o Copom.

… Priorizando o alívio de Powell, os juros futuros atropelaram desde cedo um ajuste em alta ao comunicado do BC e caíram, no movimento acentuado ainda pela fraqueza das vendas no varejo restrito (-0,3%) e ampliado (-0,4%).

… A queda foi recebida com surpresa pelo mercado, que projetava altas de 0,3% e 0,2%, respectivamente.

… O economista Igor Cadilhac, do PicPay, avalia, porém, que o setor varejista ainda deve reverter a queda e voltar para o campo positivo até o final do ano, beneficiado pela Black Friday em novembro e pelas festas natalinas.

… À tarde, à medida que as taxas dos Treasuries reduziram o fôlego de queda, o DI também se afastou das mínimas.

… No fechamento, o DI para jan/25 caiu a 10,110% (de 10,162% na véspera); o jan/26, a 9,710% (9,736%); jan/27, a 9,815% (9,843%); jan/29, a 10,240% (10,306%); o jan/31, a 10,520% (10,590%); e o jan/33, a 10,660% (10,733%).

… Ainda o dólar desacelerou a queda e foi fechar em R$ 4,9151 (-0,12%), contra R$ 4,8757 no piso intraday. No câmbio futuro, o contrato da moeda norte-americana para janeiro terminou estável (-0,01%), cotado a R$ 4,9175.

… No noticiário do dia, o BC informou que o fluxo cambial total na semana passada foi negativo em US$ 775 mi, resultado da saída de US$ 1,265 bilhão pela conta financeira e entrada de US$ 490 milhões pela conta comercial.

… No mês, até o dia 8, o fluxo está negativo em US$ 387 mi. No acumulado do ano, segue positivo: US$ 24,076 bi.

NATAL CHEGOU MAIS CEDO – Na festa estendida à revelação de Powell sobre o corte de juro no horizonte do Fed, o Dow Jones bateu recorde histórico, a taxa da Note-10 anos furou 4% e o índice DXY perdeu a linha dos 102 pontos.

… NY não quis saber de largar o osso do otimismo com o pivô dovish assumido pelo BC dos EUA. Já o BCE e BoE, apesar de terem mantido ontem os juros estáveis, não seguiram o script do Fed de sinalizar relaxamento à frente.

… “Não discutimos corte de juros de forma alguma”, disse Lagarde. “Essa é uma distância que ainda não podemos cruzar.” Andrew Bailey, do BC inglês, argumentou que ainda é cedo para começar a falar em alívio na postura.

… Analistas dizem que a inflação do Reino Unido anda mais persistente do que nos EUA e zona do euro, pressionando a libra (+1,12%, a US$ 1,2766). O euro avançou 1,07%, a US$ 1,0991, e o iene, +0,39%, a 141,81/US$.

… Com o dólar saindo perdendo, o índice DXY foi derrubado às mínimas em quatro meses: 101,956 pontos (-0,89%).

… Tão empolgado o investidor está com Powell, que chegou a afundar o juro da Note-10 anos ontem para 3,884% na mínima intraday, antes de dar uma moderada no ímpeto, para 3,909% no fechamento, contra 4,019% na 4ªF do Fed.

… Embalado, o índice Dow Jones (+0,43%) investiu à nova máxima recorde de 37.248,31 pontos. Poderia ter até chegado mais longe, não tivesse o setor de tecnologia virado para o campo negativo à tarde, em realização de lucro.

… O S&P 500 avançou 0,27%, aos 4.719,57 pontos, e o Nasdaq fechou em leve alta de 0,19%, aos 14.761,56 pontos.

EM TEMPO… A Fitch rebaixou o rating da BRASKEM de BBB- para BB+ e colocou a nota em observação negativa. Com o downgrade, a companhia perdeu o seu primeiro grau de investimento.

CEMIG aprovou a distribuição de R$ 1,322 bilhão em JCP, o equivalente a R$ 0,6010 por ação, com pagamento em duas parcelas, a 1ª até 30/6/24 e a 2ª até 30/12/24; ex em 22/12/23.

COPEL fechou acordo com Âmbar Energia para venda de 81,2% na UEG Araucária por R$ 320 milhões.

TELEFÔNICA aprovou distribuição de R$ 722,5 milhões em JCP a um valor líquido de R$ 0,437 por ação; pagamento será feito até 30 de abril de 2024; ex em 27/12.

KLABIN aprovou a distribuição de JCP no valor bruto de R$ 171 milhões; ex em 22/12; pagamento equivale a R$ 0,030997 por ação ordinária e R$ 0,159857 por units, referente ao exercício de 2023.

VAMOS aprovou a distribuição de JCP no valor bruto de R$ 350 milhões; pagamento equivale a R$ 0,319216 por ação; ex em 20/12.

HYPERA aprovou 17ª emissão de debêntures, no valor de R$ 600 milhões.

LOCAWEB. Nuveen atingiu participação acionária de 5,72% na companhia; segundo o último formulário de referência da Locaweb, de 11/12, a Nuveen não detinha participação relevante na empresa.

BB indicou Carlos Eduardo Guedes Pinto para o cargo de diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio. Ele substituirá Gustavo Garcia Lellis, que continuará no posto até a aprovação do indicado pela governança interna.

B3 registrou volume financeiro médio diário de R$ 27,466 bilhões em novembro, queda de 24,4% na comparação com igual mês de 2022. Em relação a outubro deste ano, o resultado foi 18,4% maior.

UNIGEL. Justiça concedeu à empresa 60 dias de proteção contra credores…

… Em dificuldades financeiras, companhia teve seu primeiro pedido negado na 2ªF, mas recorreu e conseguiu ontem a concessão da tutela de urgência pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de SP.

AMERICANAS demitiu 647 funcionários, fez 283 admissões, teve 307 términos de contratos temporários referentes à Black Friday e 228 pedidos de saída entre os dias 4 e 10/12.

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

*com a colaboração da equipe do BDM Online

AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.

BCE pode confirmar pivô dovish do Fed

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*

[14/12/23]

… Depois do Fed dovish, que levou os mercados globais à euforia nesta 4ªF, o BCE e o BoE anunciam, hoje, a decisão para os juros na zona do euro (10h15) e no Reino Unido (9h). Nos dois casos, a expectativa é de manutenção das taxas, mas com uma mensagem ainda cautelosa, que tentará conter um excesso de otimismo sobre o timing das quedas, como fez Powell, ontem, sem sucesso. Especialmente o BCE, ou Lagarde (10h45), terá que admitir a forte desinflação no bloco, que já leva as instituições a anteciparem o início dos cortes para abril. Isso tenderia a consolidar o sentimento de que os grandes BCs estão na direção de aliviar a carga da política monetária. Se o cenário se confirmar, o Copom, que saiu na frente no aumento do juro, acabará sendo o último em seu conservadorismo.

… Embora tenha citado um ambiente externo “menos adverso”, o comunicado do Copom apenas trocou “a resiliência da inflação” lá fora por “sinais incipientes” de queda, um ajuste de texto longe das novas projeções do Fomc para o núcleo do PCE.

… No gráfico de pontos, o comunicado do Fed reduziu as estimativas da inflação deste ano de 5,6% para 5,4%; para 2024, de 5,1% para 4,6%; e para 2025, de 3,9% para 3,6%. Junto com a projeção de queda dos juros, esses dados causaram forte empolgação.

… A cereja do bolo foi a declaração de Powell confirmando que os dirigentes do Fomc começaram a discutir os cortes do juro e que este será o tema das próximas reuniões. Os yields dos Treasuries derreteram com o dólar, enquanto as bolsas voaram.

… O entusiasmo contagiou os ativos domésticos a poucas horas do Copom, enquanto a curva de juros futuros passou a precificar chances maiores de o Banco Central sinalizar a possibilidade de acelerar o ritmo de quedas da Selic para 75pbs (leia abaixo).

… O Copom, no entanto, jogou um balde de água fria nessas apostas de última hora, afirmando que a dose de 0,50pp é adequada para a convergência da inflação às metas. Reduziu a Selic para 11,75% e contratou novos cortes (no plural) da mesma magnitude.

… Se o cenário externo está melhor do que “menos adverso”, com o mercado em NY antecipando para março o desaperto, se a economia está desacelerando e a trajetória da desinflação se mantém, o que teria motivado o Copom a optar pela mensagem mais hawk?

… Se é o fiscal, deu espaço mínimo no comunicado, limitando o alerta a uma frase, na qual destacou a importância de perseguir as metas.

… Mas, e se as medidas de arrecadação, que travam luta decisiva esta semana no Congresso forem aprovadas? Apesar das dificuldades, o ministro Fernando Haddad vem conseguindo avançar com as propostas, entre concessões e negociações políticas.

… Se o desafio for vencido, é possível que o Copom se veja novamente desafiado a baixar a Selic mais depressa do que está prometendo.

… Por isso, o Copom hawk poderá conseguir hoje um ajuste apenas relativo no trecho mais curto dos juros futuros, que devem continuar colados aos Treasuries americanos. Resumindo, o comunicado do Copom pode envelhecer antes mesmo de sair a ata.

… Quem gostou do tom mais firme, diz que o Copom não se dobrou às pressões políticas, mas faz algum tempo o BC não precisa provar que é independente. Já tem dois indicados por Lula e a votação foi unânime. Ou eles acertaram juntos, ou erraram juntos.

QUE DEUS A TENHA – Um estudo da Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara, ao qual o Estadão teve acesso, indica que a LDO inviabiliza o objetivo da equipe econômica de zerar a meta do déficit nas contas públicas no ano que vem.

… O texto final do relator, deputado Danilo Forte (União), selou esse desfecho – que já era esperado pelo mercado – ao incluir dispositivo que limita o bloqueio preventivo de despesas a R$ 22,3 bilhões no Orçamento do ano que vem.

… Em seu parecer, Forte ampliou as despesas que não podem ser contingenciadas. Do total de R$ 225,8 bilhões passíveis de bloqueio, ele criou ressalvas sobre 90% delas (R$ 203 bilhões). Dessa forma, cedeu às pressões após ter rejeitado a emenda Randolfe.

… A nota técnica da Câmara sublinha que o bloqueio de despesas tem como objetivo o cumprimento da meta fiscal, estabelecida em zero pelo ministro Fernando Haddad, e que “sem o instrumento, o governo não tem chance de alcançar a meta”.

… O estudo afirma que o texto da LDO não é compatível com a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Arcabouço, na medida em que afasta a exigência do cumprimento da meta – “uma situação que pode provocar questionamentos a respeito da execução do Orçamento”.

… Forte nega que tenho cedido à ala pró-gasto do Planalto e diz que o governo pode adotar o contingenciamento que quiser. “A emenda remete ao governo a possibilidade de contingenciar R$ 23 bilhões, R$ 56 bilhões, zero ou mudar a meta fiscal.”

… Para alcançar a meta zero, o governo teria de fazer um contingenciamento mínimo de R$ 56 bilhões, segundo os técnicos da Câmara, o que afetaria projetos como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Minha Casa, Minha Vida.

… O compromisso firmado por Haddad está sob forte bombardeio do PT e do próprio presidente Lula, que ainda nesta semana disse que não via problema em aumentar o endividamento público para fazer o País crescer.

… O mercado acompanha essa briga confiando que é importante Haddad não desistir do compromisso fiscal.

… Aprovada na Comissão Mista de Orçamento (CMO), a LDO pode ser incluída para votação em plenário na sessão de hoje do Congresso, que também deve analisar os vetos presidenciais, incluindo os vetos ao arcabouço fiscal, ao Carf e à folha de pagamentos.

… Na última hora, o relator fez ainda um acordo com o governo e permitiu que os investimentos das estatais no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em um valor de R$ 5 bilhões, fiquem fora da meta fiscal.

… O deputado também deixou o seguro rural fora do contingenciamento de verbas.

… Em contrapartida, a LDO determinou um calendário para o governo empenhar os recursos das emendas individuais e de bancadas estaduais. Ambas são impositivas, mas o Planalto controlava as liberações.

… O projeto prevê o valor recorde de R$ 48,8 bilhões em emendas para 2024, levando em conta também as que não são obrigatórias.

… A LDO serve de base para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que também deve ser votada pela CMO e pelo plenário do Congresso.

TEM JABUTI NA SUBVENÇÃO – O relatório da MP da subvenção do ICMS, apresentado nesta 4ªF pelo deputado Luiz Fernando Faria (PSD), incluiu “jabutis” que alteram a lei que modificou a tributação das offshores, sancionada pelo presidente Lula.

… Um artigo incluído na Medida Provisória permite que pessoas físicas com offshore fora de paraísos fiscais – e que tenham renda ativa própria acima de 60% do total – optem pela tributação automática dos lucros em 31 de dezembro de cada ano.

… A lei original prevê que apenas offshores em paraíso fiscal, e que não produzem riqueza própria, teriam de pagar todos os anos IR sobre os lucros gerados, mesmo que não tenham sido enviados recursos para a pessoa física no Brasil.

… A MP permite que offshores fora do paraíso fiscal também possam optar pelo regime de tributação automático.

… O relatório também altera outros pontos da lei das offshores. No caso dos fundos que investem em outros fundos, e que mantêm esse investimento controlado numa subconta, o texto deixa claro que o IR de 15% só será devido na venda das quotas.

… O parecer ainda permite que esses fundos investidores não tributem Juros Sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos recebidos das investidas, desde que reinvestidos conforme regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

REFORMA TRIBUTÁRIA – Vive um impasse entre Câmara e Senado, com os senadores ameaçando não promulgar a PEC se os dispositivos incluídos por eles, como a Cide da Zona Franca de Manaus, forem excluídos pelos deputados.

… Lira quer suprimir pontos com os quais os deputados não concordam, mas o relator no Senado, Eduardo Braga (MDB), protesta contra a tentativa de fatiamento da matéria, que permitiria a promulgação ainda neste ano. 

… A decisão caberá ao presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, que se reuniu com Lira nesta 4ªF para tentar um acordo, mas o Valor apurou que o encontro não foi conclusivo. Haddad defende o fatiamento e diz que a espinha dorsal da reforma está acordada.

DINO – Por margem apertada de votos no plenário (47 a favor x 31 contra), o ex-ministro da Justiça foi aprovado para o Supremo pelo Senado. O subprocurador-geral Paulo Gonet será o novo PGR. Teve 65 votos contra 11.

AGENDA – O IBGE divulga às 9h as vendas no varejo em outubro. Pelo conceito restrito (sem automóveis e material de construção), o indicador deve ter crescimento de 0,3%, após avanço de 0,6% em setembro.

… Ainda na mediana de pesquisa Broadcast, o varejo ampliado indica +0,2%, mesma variação do mês anterior.

… Com atraso de um dia por conta da operação-padrão no BC, o fluxo cambial semanal sai às 14h30.

… Haddad fala, às 9h30, na abertura do evento Trilha Financeira do G20. Ontem à noite, horas após o Copom, o ministro disse que a sinalização de novos cortes de juro prepara o terreno para crescimento mais sustentável.

LÁ FORA – No day after do Fed, a agenda dos indicadores nos EUA prevê o auxílio-desemprego, com previsão de alta de 4 mil pedidos, para 224 mil, e as vendas no varejo, que devem cair 0,2% em novembro. Ambos saem às 10h30.

… Yellen (Tesouro) preside, às 18h15, a reunião do Conselho de Supervisão de Estabilidade Financeira.

… Logo cedo (6h), a AIE solta seu relatório mensal de petróleo. Os BCs do México (16h) e Peru (sem horário) decidem juro. No fim da noite (23h), são importantes na China a produção industrial e as vendas no varejo em novembro.

O QUE SE LÊ NÃO SE ESCREVE – Cheio de pontas soltas e justificativas pouco convincentes para defender cortes de -0,5pp, o comunicado do Copom pode levar o mercado a “ir para cima” do BC e pressionar por 0,75pp.

… O recado conservador pode ter prazo de validade e logo deve ser desafiado, especialmente se o cenário externo continuar progredindo, agora que os juros dos Treasuries já não explodem. Pelo contrário, derretem.

… Pelo comunicado, o Fed e o Copom parecem estar vivendo em planetas diferentes. Enquanto Powell fala X, o BC aqui diz Y, na incongruência que não passa despercebida. O investidor não vai deixar de cobrar coerência.

… Se dá para relativizar o texto do Copom, é possível que sim. Para Alexandre de Ázara (UBS BB), o BC pode acelerar o corte de juros em março e levar Selic a 8% em 2024 com a inflação menor e corte de juro nos EUA.

… Também o BNP Paribas não descarta Selic terminal na casa de 8% com os juros globais acalmando.

… O Barclays aposta em 9,5% no fim do ciclo, mas reconhece que a melhora externa pode bancar aposta em -0,75pp. Também o Citi, que espera 10%, admite chance crescente de o BC acelerar a queda, após o Fed dovish.

… A sorte está lançada e o comunicado do Copom não só não comunicou, como não está escrito em pedra.  

… O BC baixou as projeções oficiais de inflação, mas o ajuste ficou a desejar. As estimativas para o IPCA deste ano (de 4,7% para 4,6%) e do ano que vem (3,6% para 3,5%) tiveram alívio de apenas 10 pontos-base.

… Para a economista Andrea Damico (da Armor Capital), o BC tinha o dobro de espaço (20 pb) para reduzir as previsões. Para 2025, que ganha espaço no horizonte de política monetária, a projeção do BC seguiu em 3,2%.

… Se o DI resolver “peitar” o BC sobre doses maiores de cortes da Selic à frente, a curva pouco deve corrigir  tudo o que afundou ontem com o Fed e pode até mesmo começar a projetar juro abaixo de 9% no fim do ciclo.  

… No fechamento, o DI para jan/25 caiu a 10,070% (de 10,253% na véspera); o jan/26, a 9,620% (9,894%); jan/27, a 9,705% (10,00%); jan/29, a 10,190% (10,452%); jan/31, a 10,480% (10,734%); e o jan/33, a 10,620% (10,871%).

… No câmbio, o dólar acompanhou a queda em escala global com o Fed e fechou cotado a R$ 4,9208 (-0,92%).

SEDE DE RALI – Powell deu o start para o Ibovespa voltar a sonhar com a escalada de última hora para perto do topo histórico de 130.776 pontos. Se NY seguir firme hoje, nem a decepção do Copom pode melar esta festa.

… Neste sentido, é capaz de o índice à vista da bolsa doméstica atropelar uma realização de lucros na abertura, depois de ter saltado 2,42% ontem e cruzado a marca dos 129 mil pontos (129.465,00) no fechamento.

… No pico intraday (129.793,35), flertou com a pontuação dos 130 mil. O volume financeiro extraordinário negociado ontem na bolsa, de R$ 60,6 bilhões, foi turbinado pelo vencimento de opções sobre o índice.

… O entusiasmo foi tanto nos negócios, que apenas quatro das quatro das 86 ações da carteira Ibovespa fecharam no campo negativo: SLC Agrícola (-0,82%), IRB (-0,76%), BB Seguridade (-0,51%) e EzTec (-0,27%).

… Os bancos correram livres no otimismo: Bradesco ON (+3,46%; R$ 14,96), Bradesco PN (+4,37%; R$ 16,96), Santander unit (+3,18%; R$ 31,75) e Itaú (+3,03%; R$ 32,60). BB foi bem, mas subiu menos: 0,91%, a R$ 52,98.

… Surfando na onda do alívio dos juros futuros, as ações ligadas ao consumo se destacaram. O maior ganho do dia foi de Magalu (+10,96%, a R$ 2,53), seguida por Hapvida (ON, +8,67%, a R$ 4,51) e MRV (+8,23%; R$ 10,39).

… De carona no petróleo, Petrobras ON ganhou 1,33% (R$ 36,47) e PN, +1,44% (R$ 34,57). Lá fora, os estoques mais baixos da commodity nos EUA e o dólar fraco com Powell puxaram o Brent/fev (+1,37%) para US$ 74,24.

… Já o minério de ferro caiu 1,35%, após conferência econômica anual do Partido Comunista, com presença de Xi Jinping, terminar sem anúncio de estímulos econômicos. Mas Vale se segurou estável (+0,01%; R$ 73,00).

… Mesmo com a valorização do petróleo, as ações da Gol dispararam 7,52%. Segundo analistas no Broadcast, os papéis foram amparados pelo início da renegociação dos contratos de locação financeira (leasing) da empresa.

SEM MEIAS PALAVRAS – Meio diferente do seu estilo habitual, Powell veio muito direto, avisando que as discussões preliminares sobre cortes de juro já começaram dentro do Fed. NY vibrou e levou o mundo todo a vibrar junto.

… Antes mesmo de Powell falar, a empolgação dovish já era garantida pelo gráfico de pontos, mostrando que 15 dos 19 dirigentes do BC americano esperam que a taxa básica caia três vezes em 2024, para a faixa de 4,25% a 5%.

… No comunicado do Fed, todos os indicadores apontaram favoravelmente para o início antecipado das quedas do juro nos EUA. O texto citou a desaceleração da atividade econômica, da inflação e a alta do desemprego.

… No CME, disparou a aposta (76,1%, contra 41,3% antes de Powell) de que o ciclo de relaxamento comece dois meses mais cedo, em março, e mais do que dobrou (35,4%) a precificação de que o juro vai cair 150pb no total.

… Rolou aquela festa no mercado: o Dow Jones rompeu a máxima histórica e fechou acima de 37 mil pontos pela primeira vez, a taxa da Note-10 anos veio abaixo de 4% no intraday e o DXY furou a linha dos 103 pontos.

… Surpreendeu que Powell não tenha, desta vez, insistido na eventual necessidade de uma alta adicional do juro. Se ele não guardou esta carta na manga para usar, caso tudo dê errado, o investidor é que não faria qualquer hedge.

… Foi para o risco. No menor nível desde junho, o yield da Note-2 anos caiu para 4,441%, de 4,718% na véspera, e o de 10 anos despencou para 4,019%, contra 4,199% no dia anterior, alcançando o patamar mais baixo desde agosto.

… No recorde de todos os tempos, o Dow Jones subiu 1,40%, aos 37.090,24 pontos, enquanto o S&P 500 (+1,37%, aos 4.707,09 pontos) e o Nasdaq (+1,38%, aos 14.733,96 pontos) atingiram as melhores marcas em quase um ano.

… Com Powell vindo do jeito que veio, só deu para apostar contra o dólar: DXY afundou 0,96% (102,869 pontos). Na véspera do BCE e BoE, o euro subiu 0,76% (US$ 1,0882), a libra, +0,46% (US$ 1,2624), e o iene, +1,64% (143,14/US$).

EM TEMPO… PETRORECÔNCAVO anunciou parada temporária de parte da produção de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte; pausa foi atribuída à impossibilidade de recebimento da produção de Guamaré (AIG)…

… Companhia teve produção média de 25,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em novembro, queda de 5,2% ante outubro e de 7,4% sobre a média do 3TRI.

ALPARGATAS. Conselho elegeu Liel Miranda como presidente, com mandato a partir de 1º de fevereiro de 2024; executivo vai suceder o atual presidente interino, Luiz Fernando Edmond, que seguirá como membro do colegiado…

… Citi reiterou recomendação neutra para a ação da empresa, com preço-alvo de R$ 8,70…

… Ao comentar anúncio do novo CEO da companhia, banco disse que empresa precisa reduzir seu complexo portfólio de produtos e revisar estruturalmente planejamento de vendas e operações.

ITAÚSA aprovou a distribuição de JCP no valor bruto de R$ 820 milhões, o equivalente a R$ 0,0794 por ação, com pagamento até 30/12/24.

BANCO DO BRASIL. Bradesco BBI rebaixou recomendação do BB de compra para neutra e reduziu preço-alvo de R$ 60 para R$ 59…

… Para o BBI, um dos principais riscos é o Banco Patagônia, filial do BB na Argentina, cujos resultados nos últimos anos foram impulsionados por “distorções macroeconômicas”.

CPFL. Citi elevou preço-alvo da ação da empresa de R$ 34 para R$ 35, mantendo recomendação neutra…

… Banco disse que segmento de distribuição está em ótima posição e que algumas empresas, incluindo a CPFL, conseguiram superar importantes métricas regulatórias.

ELETROBRAS. Citi reduziu preço-alvo da ação ON de R$ 51 para R$ 50 e da ação PNB de R$ 57 para R$ 55, mantendo recomendação de compra para ambas…

… Ajuste refletiu uma atualização do modelo da companhia, considerando os resultados do 3TRI e consolidação das usinas hidrelétricas Teles Pires, Baguari e Retiro Baixo.

REDE D’OR aprovou distribuição de R$ 416,288 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,1846 por ação, com pagamento em 28/12; ex em 19/12…

… Companhia aprovou 32ª emissão de debêntures, no valor de R$ 750 milhões.

DEXCO aprovou a distribuição de R$ 174 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,2153 por ação, com pagamento até 31/12/24; ex em 20/12/23.

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

*com a colaboração da equipe do BDM Online

AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.

Fomc e Copom decidem juros hoje

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*

[13/12/23]

… O relatório mensal da Opep abre o dia dos mercados globais, quando o petróleo volta a perder preço, com descompasso entre a oferta e demanda. Às 12h30, os estoques do DoE também podem influenciar. Ainda lá fora, a Argentina anunciou ontem à noite uma desvalorização de 54% do peso, fixado em 800 dólares. Em NY, antes do Fed (16h), mais um dado de inflação (PPI) será divulgado (10h30), mas sem abalar as expectativas de que o juro será mantido hoje. O suspense fica para a entrevista de Powell (16h30). Aqui, também é consenso que o Copom voltará a cortar a Selic em 0,50pp (após as 18h30), provavelmente, contratando novas quedas de igual magnitude. O BC, porém, deve condicionar a condução da política monetária às medidas fiscais, que andam com dificuldade no Congresso.

… Nesta 3ªF, a reunião da CMO para votar a LDO/2024 foi suspensa e a Comissão Mista que analisa a MP da subvenção do ICMS voltou a adiar a apresentação do relatório, enquanto os parlamentares insistem em negociações políticas para destravar a pauta.

… O governo já liberou R$ 1,6 bilhão em emendas PIX, que transferem diretamente os recursos para localidades indicadas por deputados, mas eles ainda esperam a liberação de mais R$ 2 bilhões. As chances de dar tudo certo são boas, mas não sem emoção.

… No Valor, o governo terá que cumprir todos os acordos selados com partidos e parlamentares para aprovar sua agenda. Uma fonte do Centrão disse que a MP 1185 “pode até passar na comissão mista, mas a votação no plenário só ocorrerá depois”.

… Também o Estadão apurou que nada deve acontecer antes da sessão conjunta do Congresso para analisar os vetos presidenciais, como ao texto do arcabouço fiscal, do Carf e da desoneração da folha. Pacheco confirmou a sessão para amanhã (5ªF).

… Se os parlamentares cumprirem a ameaça de derrubar os vetos de Lula, será um grande problema para a equipe econômica.

… O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, confirmou que a Fazenda deve apresentar ainda hoje uma alternativa à desoneração da folha, com a redução gradual do benefício aos 17 setores da economia ao longo dos próximos cinco anos.

… Ameaçada pelo clima político, a MP da subvenção preocupa a Fazenda, que pretende arrecadar R$ 35,3 bilhões com a medida em 2024.

… A reunião da comissão mista que analisa a medida já foi adiada três vezes e está remarcada para esta manhã, às 10h, mas permanecem cobranças dos deputados para liberação de emendas e sobre acordos costurados nos textos do arcabouço e do Carf.

… Nesse jogo, surgem novas pressões por uma desidratação maior da MP, como não incluir o crédito presumido de ICMS nas regras.

… A Fazenda já fez muitas concessões na medida, especialmente nas mudanças do JCP, com o desconto de 80% nas dívidas tributárias e a alteração sem impacto na carga de impostos, incluindo a ampliação do conceito de subvenção para investimentos.

… Em outra frente, o PL apresentou ação ao Supremo Tribunal Federal com pedido de liminar para derrubar os efeitos da MP 1185 até o julgamento da ação no plenário da Corte. O processo foi distribuído ao ministro Kássio Nunes Marques.

… O prazo para votar a agenda econômica, que ficou concentrada nessas últimas semanas do ano, é curto e qualquer intercorrência pode prejudicar os planos de Haddad de garantir o orçamento de 2024 dentro das regras do arcabouço fiscal.

… Já na LDO, o governo parece ter avançado, conseguindo que o relator, deputado Danilo Forte (União), retirasse do parecer as emendas de comissões permanentes do calendário que obriga o Planalto a empenhar recursos até o mês de julho de cada ano.

… O cronograma valerá apenas para as emendas individuais, a que cada parlamentar tem direito, e para as de bancada estadual, que são impositivas. Ele também decidiu retirar do texto o dispositivo que incluía os recursos do Sistema S no Orçamento.

… A decisão foi tomada em reunião entre Arthur Lira e líderes partidários da Câmara. O parecer deverá ser votado hoje na CMO.

… Outra conquista da Fazenda, a quitação antecipada dos precatórios autorizada pelo STF deve gerar uma economia de R$ 33,7 bilhões para o governo, segundo cálculos da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgados nesta 3ªF.

… O valor corresponde ao que a União precisaria arcar em juros e correção monetária pelo atraso no pagamento das sentenças judiciais, caso o subteto criado em 2021 para essas despesas continuasse em vigor até 2026.

… Na nota da SPE, haverá ainda um efeito positivo sobre a atividade econômica no curto prazo, entre 0,24 e 0,28pp.

BETS – Ontem à noite, o Senado aprovou em votação simbólica o projeto de lei de regulamentação das apostas esportivas e de cassinos online. O texto foi alterado, o que significa que deve voltar à Câmara, antes de seguir para a sanção presidencial.

… O relator, senador Angelo Coronel (PSD), reduziu a alíquota cobrada sobre a receita bruta dos jogos, subtraídos os prêmios pagos aos apostadores, de 18% para 12%, e reduziu a taxa cobrada sobre os apostadores de 30% para 15% sobre ganhos acima de R$ 2.112.

… Coronel decidiu ainda alterar a sistemática do cálculo da taxação, para que seja feita de forma anualizada, e não prêmio a prêmio, e incluiu a obrigatoriedade de que 20% das empresas sejam de um sócio brasileiro.

… Com a proposta original de taxação das apostas esportivas, o governo esperava arrecadar R$ 10 bilhões por ano.

REFORMA TRIBUTÁRIA – O relator da PEC na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), quer apresentar seu novo parecer nesta 4ªF, com intenção de votar em plenário amanhã, 5ªF. A proposta foi aprovada pelos deputados e modificada pelos senadores.

… Arthur Lira deve conversar hoje com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para fazer os alinhamentos finais da proposta, incluindo a data de promulgação. O fatiamento das medidas de consenso entre as duas Casas ainda é uma possibilidade.

… Após conversa com Lula, ontem, o senador Omar Aziz (PSD) atribuiu as dificuldades na reforma tributária às pressões do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. “O Tarcísio poderia ser gigante, mas está fazendo a mesma coisa que os tucanos fizeram com o Norte.”

… Tarcísio de Freitas tenta manter a posição de São Paulo como principal parque industrial do País, enquanto políticos das regiões Norte e Nordeste buscam incentivos para as economias de seus Estados.

LULA – Enquanto a equipe econômica corta um 12 para conseguir passar as propostas que garantirão o equilíbrio das contas públicas em 2024, o presidente Lula continua desafiando a mensagem de compromisso fiscal do governo.

… Em reunião do Conselhão, nesta 3ªF, defendeu a possibilidade de o País se endividar para ter crescimento econômico e apontou a LRF e o déficit fiscal como obstáculos a serem superados.

… “Se for necessário o País fazer um endividamento para crescer, qual é o problema? Nós temos o caminho das pedras, temos que decidir agora se vamos retirar essas pedras ou não.” Segundo ele, é preciso “arrumar dinheiro para fazer investimentos na hora certa”.  

… “Ou se a gente vai chegar à conclusão de que, olha, por um problema da Lei de Responsabilidade Fiscal, de superávit primário, de inflação, a gente não pode fazer.” Para Lula, é um “retrocesso” a massa salarial de hoje ser menor do que em 2010.

… Na véspera do Copom, o presidente também disse que é preciso “mexer com o coração” de Roberto Campos Neto para que ele baixe mais os juros em 2024. E pediu que os governadores pressionem o Banco Central. “Têm que fazer pressão.”

… A fala de Lula ocorre após as críticas do PT à meta do déficit zero e aos juros elevados, que impedem um crescimento maior e podem prejudicar o partido nas eleições municipais do ano que vem. Está colocado aí mais um risco fiscal para 2024.

ARGENTINA – Esperou o mercado fechar e anunciou a desvalorização do peso em 54%, além de uma série de cortes de gastos como os primeiros passos do programa de terapia de choque do presidente Javier Milei para reanimar a conturbada economia do país.

… O governo enfraqueceu a taxa de câmbio oficial para 800 pesos por dólar, enquanto o ministro da Economia, Luis Caputo, repetia que “não há mais dinheiro” e que a Argentina precisa resolver o “vício em déficits fiscais”.

… Outras medidas anunciadas incluem a redução para metade do número de ministérios (de 18 para nove), o corte de transferências para as províncias, a suspensão de obras públicas e a redução dos subsídios aos setores dos transportes e energia, entre outros.

… O ministério da Economia também informou pelo Twitter que o BC argentino anunciará, nesta 4ªF, medidas de política monetária em complemento ao pacote de Caputo, incluindo taxa de juros (que está em 133% ao ano) e dívida.

MAIS AGENDA – Às 9h, o IBGE divulga o volume de serviços prestados em outubro. Em pesquisa Broadcast, a mediana do mercado indica estabilidade, após queda de 0,3% em setembro. As projeções variam de -1,0% a +1,4%.

… Os dados do fluxo cambial vão atrasar de novo com a operação-padrão do BC e só sairão amanhã (5ªF).

… Haddad e Lula participam às 9h de sessão de abertura da reunião no Itamaraty de vice-ministros do G20. À tarde, o presidente da República embarca para o Rio, onde vai a cerimônia de homenagem ao Dia do Marinheiro (17h).

SABATINAS DE DINO E GONET – Está marcado para as 9h o início da sabatina pela CCJ do Senado do ministro da Justiça ao STF e de Paulo Gonet à PGR. Se aprovados, os nomes serão submetidos a votação no plenário hoje mesmo.

… Levantamento feito pelo Estadão revela que, dos 81 senadores, 25 disseram que vão votar a favor de Dino, enquanto 23 vão se opor à indicação. Outros 25 preferiram não antecipar o voto e oito não foram contactados.

… Dino disse estar tranquilo sobre a sua aprovação e, se vencer, prometeu ser um “facilitador” do diálogo entre os Poderes. “Sei distinguir o papel de um juiz e de um político e tenho sublinhado essa distinção”, observou.

NOS EUA – O índice cheio da inflação ao produtor (PPI), às 10h30, deve ficar estável em novembro, após ter caído 0,5% em outubro. O núcleo tem previsão de +0,1%. Os estoques de petróleo do DoE, às 12h30, têm estimativa de -1,2 milhão de barris.

ZEBRINHA – Contra a “aposta de graça” de que o BC manterá o forward guidance de corte de 0,50pp da Selic, surgiram (como sempre surgem em véspera de Copom) apostas isoladas na curva do DI de dose maior de queda.

… Mas o movimento especulativo de última hora não tem como ser levado a sério, porque muita gente duvida que o Copom cogite 0,75pp antes da aprovação da pauta econômica no Congresso, que não está passando tão fácil.

… De qualquer maneira, os juros futuros descontaram o “risco Brasília” e devolveram prêmio de risco na véspera da superquarta, tendo como gatilhos o tombo do petróleo, alívio dos Treasuries e boa composição do IPCA/novembro.

… O índice oficial de inflação (0,28%) veio próximo do consenso (0,29%), com queda no índice de difusão (53% para 52%), perda expressiva de fôlego da média dos núcleos, de 0,26% para 0,18%, e sem susto nos serviços subjacentes.

… No acumulado em 12 meses, o IPCA desacelerou de 4,82% para 4,68%, abaixo do teto da meta de 4,75%, o que vai livrar Campos Neto do constrangimento de enviar correspondência a Haddad para explicar um estouro do alvo.

… Depois do indicador, o Barclays reduziu a projeção para a inflação brasileira deste ano de 4,6% para 4,4%.

… Com o IPCA comportado e o exterior menos tenso, o Copom ganha “muito em graus de liberdade” nas próximas reuniões, segundo o economista-chefe da Legacy Capital, Pedro Jobim, que espera Selic terminal de 8,5% (BBG).

… No fechamento, o DI para jan/25 caiu a 10,245% (de 10,312% na véspera); o jan/26, a 9,900% (9,968%); jan/27, a 10,010% (10,076%); jan/29, a 10,460% (10,518%); o jan/31, a 10,870% (10,787%); e o jan/33, a 10,960% (10,920%).

… No câmbio, o dólar subiu, afetado pelo quadro de liquidez em que o Fed não parece estar com tanta pressa de cortar suas taxas e, por outro lado, o Copom já está em pleno ciclo de queda, o que é ruim para o diferencial de juro.

… Além disso, a fraqueza do petróleo entrou como motivo de queda do real, já que o Brasil é exportador de commodities. As remessas sazonais de fim de ano ao exterior também ajudaram a depreciar a moeda.

… No pano de fundo, há ainda a percepção fiscal na alta do dólar, que, apesar de tudo, continua rodando abaixo de R$ 5. Ontem, avançou 0,60%, a R$ 4,9664. No câmbio futuro, a moeda para janeiro subiu 0,44%, a R$ 4,9685.

VILÕES DO DIA – Sem conseguir escapar do mais novo tombo do petróleo e da fraqueza dos bancos, com queda de 3% das ações do BB, o Ibov descolou das altas em NY e fechou abaixo dos 127 mil pontos pelo segundo dia seguido.

… O índice à vista caiu 0,40%, aos 126.403,03 pontos, com volume fraco novamente, de nem R$ 20 bilhões.

… Seja como for, o estrangeiro continua em lua de mel com o Brasil e ingressou com mais R$ 1,046 bilhão na B3 pelo último informe, da 6ªF do payroll. Em dezembro, o saldo total está positivo em R$ 3,375 bi. No ano, R$ 30,767 bi.

… No programa de estreia do BDM Entrevista, veiculado pelo site do BDM, o sócio e head de renda fixa da Quantzed, Ricardo Jorge, descartou um rali do Ibovespa este mês da mesma magnitude de novembro (12,54%).

… Segundo ele, a bolsa está muito esticada e, nestas últimas semanas do ano, o fluxo estrangeiro costuma perder um pouco de fôlego. “Mas a minha cabeça ainda é positiva para a performance do Ibovespa no acumulado de 2023.”

… Volatilidade extra pode pautar o Ibov, com o game de opções sobre o índice hoje e o exercício das opções na 6ªF.

… Ontem, não deu para a Petrobras driblar a queda pesada do petróleo, que levanta a lebre de potencial anúncio de corte da gasolina nos próximos dias. O papel PN da estatal caiu 0,81%, a R$ 34,08; e ON, -1,53%, a R$ 35,99.

… Referência dos preços da estatal, o petróleo do tipo Brent para fevereiro, negociado em Londres, afundou 3,67%, para US$ 73,24. O WTI para janeiro mergulhou 3,80% e fechou cotado a US$ 68,61, abaixo da marca de US$ 70.

… Pesam a oferta global ampla e o enfraquecimento da demanda. No pano de fundo, a perspectiva de que o Fed demore mais para cortar o juro (consolidada ontem pelo CPI) envia uma mensagem desfavorável para o consumo.

… Ainda entre as blue chips das commodities, Vale andou de lado (+0,18%, a R$ 72,99) e não exerceu influência decisiva sobre o Ibovespa, ao contrário dos papéis dos bancos, que ajudaram a explicar a falta de fôlego do Ibov.

… Rebaixado pela Ágora de compra para neutro, BB (-3,05%) atraiu vendas firmes. Bradesco, que vinha embalado pelo anúncio de que vai distribuir R$ 6,9 bilhões em JCP no ano que vem, perdeu ânimo ao longo do pregão.

… O papel PN cedeu 0,49%, a R$ 16,25, e ON limitou a alta a 0,28% (R$ 14,46). Itaú perdeu 0,50%, a R$ 31,64.

… Antecipando novos cortes da Selic pelo Copom, as ações de empresas ligadas ao consumo e construção civil disputaram as maiores do Ibov. O maior ganho do dia foi de Soma (+4,02%), seguida de MRV (+2,78%).

… Também se destacaram na lista positiva CVC (+2,77%), Locaweb (+2,39%), Magalu (+2,24%) e Carrefour (+2,16%).

… Para incentivar os investimentos de pessoas físicas e estrangeiros na bolsa brasileira, a B3 informou que estuda ampliar o horário de negociação já no próximo ano. O assunto está em discussão com o mercado e o BC.

NEM PARA O BEM NEM PARA O MAL – Como resumiu o Wells Fargo, o resultado da inflação ao consumidor (CPI) nos EUA em novembro não trouxe nenhuma surpresa dovish, tampouco qualquer choque desagradável.

… Com alta marginal de 0,1%, o indicador superou a previsão de estabilidade. Mas na comparação anual, o avanço de 3,1% veio dentro do esperado, assim como vieram em linha os núcleos (0,3% mensal e 4,0% na leitura anual).

… Assim, o dado não deu o start para nenhuma mudança de expectativa para a política monetária e manteve as apostas elevadas no CME, de quase 75%, de que o início do timing de corte de juro pelo Fed ficará para o 2Tri.

… Mais sensível às decisões de juro, o rendimento da Note-2 anos registrou leve alta, para 4,718%, de 4,710%.

… Como o CPI não foi uma novidade e só consolidou a aposta, despertada recentemente pelo payroll, de que o juro americano vai ficar alto por mais tempo (possivelmente até maio), as bolsas em Wall Street conseguiram subir.

… Nem o impacto negativo do petróleo impediu os ganhos: Dow Jones avançou 0,48%, aos 36.577,94 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,46%, aos 4.643,70 pontos, e o Nasdaq, de 0,70%, aos 14.533,40 pontos, na máxima do dia.

… A leitura um pouquinho mais forte do que se imaginava do CPI cheio chegou a desacelerar as perdas do índice DXY no câmbio, mas nada relevante. No fechamento, o termômetro da força do dólar caía 0,22%, a 103,865 pontos.

… À espera do BCE e BoE, amanhã, o euro subiu 0,29%, a US$ 1,0796, a libra operou estável (+0,07%), a US$ 1,2570, e o iene (+0,45%, a 145,52/US$) corrigiu parte da queda provocada pela sinalização de que o BoJ vai seguir dovish.

EM TEMPO… Moody’s rebaixou ratings da BRASKEM para Ba2 e mudou perspectiva para negativa. Hoje (9h) será instalada a CPI para apurar o desastre ambiental em Maceió. Aziz é o nome mais citado para presidir a comissão.

MULTIPLAN informou que pagará em 20/12 JCP aprovados em 21/12/22; montante é de R$ 175 milhões, o equivalente a R$ 0,2990 por ação; ex desde 27/12/22.

AMERICANAS SA. Acionistas de referência aportarão R$ 3,5 bi até 15 dias após a homologação da recuperação judicial. Banco Votorantim e Daycoval aderiram a acordo de apoio à reestruturação e plano de recuperação judicial…

… Plano de reestruturação teve apoio de credores com mais de 38,5% da dívida.

MAGAZINE LUIZA. A Justiça do Trabalho de Limeira (SP) decidiu extinguir o processo trabalhista movido contra a empresa pelos irmãos Thiago e Leandro Ramos, fundadores do KaBuM, segundo Lauro Jardim/O Globo

… Eles pediam a anulação da demissão por justa causa. O juiz considerou que a relação de trabalho em questão decorre do contrato de compra e venda do KaBuM e deveria ser feita em processo de arbitragem.

COGNA informou que a BlackRock passou a a deter 15,4% das ações ON.

WEG aprovou distribuição de R$ 301,8 milhões em JCP, ou R$ 0,06115 por ação; pagamento será em 13 de março de 2024, com posição acionária em 15/12 e ex em 18/12.

PORTOS. Governo federal espera contratar quase R$ 1 bilhão em investimento com os leilões de arrendamento de terminais portuários programados para hoje…

… Ao todo, serão ofertadas, na sede da B3, em SP, seis áreas nas regiões Sul, Norte e Nordeste.

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

*com a colaboração da equipe do BDM Online

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