Haddad se reúne com Lira. Bostic fala duas vezes em NY
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[18/01/24]
… Mais um dirigente do Fed fala hoje (Raphael Bostic, às 9h30 e às 13h30), neste momento em que já estão quase empatadas as apostas de corte e manutenção do juro nos EUA em março, com a precificação menos dovish ameaçando virar o jogo, depois de Waller ter contratado só três quedas este ano. Na zona do euro, a ata do BCE (9h30) e a participação de Lagarde em Davos (12h15), pelo segundo dia consecutivo, perdem boa parte da importância, depois de ela já ter dito ontem que os juros devem ser cortados no verão europeu, que começa em junho. Aqui, o impasse da desoneração da folha continua na pauta e Haddad conversa hoje com Lira.
… O ministro da Fazenda já esteve esta semana com Pacheco e, ontem, se reuniu duas vezes com Lula, pela manhã e de novo no início da noite, no Palácio da Alvorada, em encontro que estava fora da agenda oficial.
… As negociações são acompanhadas com atenção, embora o assunto deva se arrastar até fevereiro, quando o Congresso volta do recesso parlamentar (dia 5/2) e Pacheco pretender reunir as lideranças partidárias.
… Segundo os bastidores apurados pela mídia, o Congresso quer retirar a reoneração gradual da folha, mas toparia manter o limite de 30% ao ano de compensações dos créditos tributários obtidos por decisão judicial.
… A lei aprovada pelo Congresso, que prorrogou a desoneração até 2027, incluiu também benefícios aos pequenos municípios, com renúncia fiscal estimada em até R$ 8 bilhões, segundo cálculos da Fazenda.
… O governo abre negociação com os prefeitos para tentar uma saída, segundo o Estadão. Entidades que representam as prefeituras estiveram nesta 4ªF no Planalto para participar de uma rodada de conversas.
… As grandes cidades, reunidas na FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), defendem que o governo federal contemple com benefícios tributários, prioritariamente, os municípios com orçamentos mais apertados.
… Pelo texto aprovado, as cidades menores recolheriam 8% de contribuição previdenciária, em vez de 20%.
… Municípios maiores querem mudar o critério. Em vez do nº de habitantes, que pegaria só cidades pequenas, desejam como regra a receita corrente líquida, dizendo que cidades médias/grandes estão mais apertadas.
… O assunto é delicado, porque esbarra no desgaste político, em ano de eleições municipais.
… Quanto à reoneração do setor de eventos (Perse), também incluída na MP 1.202, informações na imprensa indicam que o Congresso está pedindo ao governo para apresentar um projeto de lei em separado sobre o tema.
O ALERTA DO TCU – Pondo em xeque a confiança do governo de arrecadação extra este ano, a área técnica do Tribunal advertiu que a receita no Orçamento está “superestimada” e apontou risco de déficit de até R$ 55,3 bi.
… A previsão representa -0,5% do PIB, estimativa menos pessimista do que a do mercado (-0,80% no levantamento Focus), embora mais crível na comparação à promessa da equipe econômica de zerar o rombo.
… O TCU indica a “pouca transparência” no Orçamento sobre as receitas em 2024, de 19,2% do PIB, um nível “muito acima” do que foi observado nos últimos anos, elevando os riscos de descumprimento da meta.
… Além disso, aponta para a necessidade de o governo rever para baixo o crescimento das despesas primárias e informa não ser possível concluir a viabilidade de uma economia de R$ 12,5 bilhões no orçamento do INSS este ano.
… Sem um detalhamento “adequado” sobre como o governo conseguirá alcançar esse feito, a área técnica do TCU afirmou ter ficado impossibilitada de fazer análise acurada sobre o tema, não ficando claro se a projeção é factível.
… Os alertas serão encaminhados à Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso e também à Fazenda.
MAIS AGENDA – O BC divulga às 14h30 os dados semanais do fluxo cambial. Em Pernambuco, Lula participa na tarde de hoje (15h15) da cerimônia de retomada de investimentos na Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras.
… Nos EUA, às 10h30, saem as construções de moradias iniciadas em dezembro, com previsão de -8,1%, e o auxílio-desemprego, que deve apontar +3 mil pedidos, para 205 mil. Às 13h, o DoE solta os estoques de petróleo (-900 mil).
… Antes (6h), a AIE divulga o relatório mensal da commodity.
AFTER MARKET – Alcoa caiu 2,69%, após ter reportado prejuízo líquido de US$ 150 milhões no 4Tri.
HAVERÁ SINAIS – Não é uma certeza ainda que o Fed fará o que Waller está dizendo. Tampouco o mercado tem segurança sobre a postura do BC chinês, que no domingo anuncia sua decisão das taxas dos juros mais longos.
… Mas, nos dois casos, o investidor parece estar esperando pelo pior: que o relaxamento da política monetária nos EUA não virá tão rápido e nem tão agressivo, e que Pequim vai decepcionar em relação aos estímulos.
… Estes dois fatores combinados (Fed + PBoC) têm ajudado a justificar a correção natural do Ibovespa aos recordes históricos conquistados no ano passado. De lá para cá, o índice à vista já devolveu 5.500 pontos.
… Ontem, furou os 129 mil pontos (128.523), em queda de 0,60%. O giro forte de R$ 43,9 bi foi turbinado pelo vencimento de opções sobre o Ibov. Amanhã, tem game de novo, com o exercício de opções sobre as ações.
… A reação negativa do minério e petróleo aos dados chineses publicados na madrugada, que podem descartar novos estímulos, prejudicaram Vale (-1,66%, R$ 69,45) e Petrobras ON (-0,83%; R$ 39,27) e PN (-0,58%; R$ 37,88).
… Em Cingapura, o preço do minério caiu 2,63%. Em Dalian, cedeu 0,75%. No caso do óleo, o Brent para março recuou 0,52%, a US$ 77,88 por barril, na ICE. Na contramão, o WTI/fev, +0,22%, a US$ 72,56, na Nymex.
… A Opep manteve a previsão de aumento na demanda em 2024 em 2,2 milhões de bpd.
… Enquanto isso, o diretor-executivo da AIE, Faith Birol, disse que as turbulências no Mar Vermelho devem ter impacto limitado no mercado. Mesma opinião do JPMorgan, que disse ver poucos riscos de escalada do conflito.
… O que se vê é um petróleo dividido entre as tensões geopolíticas e a chance de o corte do Fed demorar mais.
… No Ibov, o topo do ranking negativo foi ocupado por 3R Petroleum (-3,97%, a R$ 27,30), seguida por Pão de Açúcar (-3,78, a R$ 4,58) e Vamos (-3,55%, a R$ 8,97).
… Os bancos ensaiaram recuperação, liderada pela unit do Santander (+1,04%, a R$ 30,07). BB subiu 0,20% (R$ 55,99); Bradesco PN, +0,19% (R$ 15,76); Bradesco ON, +0,14% (R$ 14,14); e Itaú +0,06% (R$ 33,00).
… Único papel no campo positivo na véspera, SLC ocupou a liderança entre as maiores altas, com +3,87% (R$ 18,80). Ainda se destacaram Natura (+2,63%; R$ 16,76) e MRV (+1,80%; R$ 7,90).
RECATADOS E DO LAR – O dólar fechou estável e a curva do DI também ficou de lado nesta 4ªF, apesar de mais uma dia de escalada dos rendimentos dos Treasuries, com NY de olho no risco de um Fed mais conservador.
… O câmbio e os juros futuros exibiram sangue-frio, preferindo evitar exageros de oscilação. Profissional ouvido pelo Broadcast nota que o dólar tem respeitado um range, atraindo vendas quando bate nas marcas de R$ 4,95/R$ 4,96.
… As apostas na cotação abaixo de R$ 5,00 no curto prazo se mantêm, apesar do risco de o Fed demorar mais para começar o ciclo de desaperto monetário, no processo que, a rigor, poderia esfriar o fluxo para os emergentes.
… Um fator que pode explicar a confiança no real é o superávit comercial forte. Ontem, o dólar fechou a R$ 4,9301 (+0,09%). Para o Banco Fibra, no nível atual, a moeda está próximo do “valor justo”, de R$ 4,95 no curto prazo.
… Para a instituição, a estimativa é consistente com o fluxo de dólares para o País. “Sob a perspectiva do fluxo líquido acumulado negativo para o Brasil em janeiro, a cotação abaixo de R$ 4,90 estaria sobrevalorizada”.
… As perspectivas atuais dos membros do Fomc para o piso da taxa de Fed Funds em 5,25%, até o final do primeiro semestre, também sustentariam o câmbio acima de R$ 4,90, segundo a previsão do Fibra.
… No DI, a taxa para Jan25 caiu para 10,105%, (de 10,125% na 3ªF). O DI Jan26, a 9,760% (de 9,792%). O Jan27, a 9,925% (de 9,948%); o Jan29, a 10,345% (10,352%); Jan31 subiu a 10,590% (10,580%); e Jan33, a 10,710% (10,692%).
… Divulgadas pelo IBGE, as vendas no varejo restrito vieram em linha com o esperado, em alta de 0,1% em novembro sobre outubro. Pelo conceito ampliado, o dado (+1,3%) superou o teto das estimativas (0,9%).
… Mas os números ficaram em segundo plano. O Bradesco prevê que o consumo das famílias deve continuar resiliente em 2024, com crescimento de 2,5%, depois da alta prevista em 3,3% para 2023.
TESE ABALADA – Os dados do varejo e indústria nos EUA se juntaram a outros recentes indicadores fortes e contribuíram para mais um abalo na convicção do mercado de que o Fed vai iniciar o corte de juro em março.
… Em NY, os retornos dos Treasuries continuaram a escalar. Mais influenciado pelos desdobramentos da política monetária, o juro da T-note de 2 anos avançou 14 pb, a 4,363%. Há uma semana, estava em torno de 4,10%.
… O retorno da note de 10 anos avançou a 4,100% (4,064%) e o do T-bond de 30 anos, a 4,311% (de 4,297%).
… Desta vez, não houve alertas do Fed para justificar o impulso. Os três dirigentes previstos para falar nesta 4ªF – Barr, Bowman e Williams – não deram um pio sobre política monetária. Mas os dados de atividade se encarregaram.
… As vendas no varejo mostraram que o consumo das famílias segue firme e forte, com alta de 0,6% em dezembro, de 0,3% em novembro e acima do consenso de 0,4%.
… A produção industrial dos EUA também superou o consenso (-0,1%), com alta de 0,1% em dezembro.
… No início da noite, a chance de corte de juro em março pelo Fed caía a 55,7% na ferramenta de apostas do CME. Não é demais lembrar que na 6ªF passada estava acima de 80%.
… Ainda nesta 4ªF, o Livro Bege mostrou que os fortes gastos com consumo ajudaram a impulsionar a economia nas últimas semanas. A perspectiva de queda nos juros foi citada como fonte de otimismo.
… Numa nota mais bearish, quase todos os distritos citaram sinais de esfriamento do mercado de trabalho.
… A onda cautelosa em NY fez o Dow Jones cair 0,25%, aos 37.266,67 pontos. O S&P 500 recuou 0,56% (4.739,21). O Nasdaq perdeu 0,59% (14.855,62).
… Boeing subiu 1,27% após a Federal Aviation Administration (FAA) completar as primeiras inspeções dos 737 Max.
… Apesar da força dos juros dos Treasuries, o câmbio passou ileso à pressão. O índice DXY fechou estável (+0,09%), a 103,450 pontos. O euro (+0,05%, a US$ 1,0881) não reagiu à previsão de Lagarde de corte de juro a partir de junho.
… É mais tarde do que chegou a precificar o mercado, que andou especulando sobre abril. A presidente do BCE disse que “ainda existe um nível de incerteza e alguns indicadores que não estão ancorados no nível em que gostaríamos”.
… Nesta 4ªF, a leitura final do CPI da zona do euro veio mista. O dado geral acelerou a 2,9% em dezembro de 2023, de 2,4% em novembro. Já o núcleo cedeu para 3,4%, de 3,6%.
… A libra esterlina se valorizou (+0,33%, a US$ 1,2683) depois que o CPI do Reino Unido acelerou a 4% na leitura anual de dezembro, de uma expectativa de 3,7%. No mês, também superou o esperado (0,2%), com alta de 0,4%.
… O ING observou que o mercado está se precipitando ao precificar corte de juros pelo BoE em maio. O banco prevê o início do ciclo em agosto. Ante o iene, o dólar se valorizou 0,74%, a 161,22/US$.
EM TEMPO… Incra negou recurso da Paper Excellence contra a decisão do órgão que impôs barreiras à transferência do controle da Eldorado Celulose para a J&F.
GERDAU vendeu, por US$ 325 milhões, a totalidade de suas participações societárias de 49,85% na joint-venture Diaco S.A., e subsidiárias, e de 50% na joint-venture Gerdau Metaldom Corp, e subsidiárias, para o Grupo INICIA.
3R PETROLEUM. Após alcançar 5% da companhia, a Maha Energy propôs a venda dos ativos que possui em terra (onshore) para a Petrorecôncavo, em uma operação conhecida como carve-out. (fontes do Broadcast)
EZTEC somou R$ 300 milhões em valor geral de vendas (VGV) em lançamentos no 4TRI, segundo prévia operacional.
GAFISA informou que a Perenne Investimentos passou a deter 5,21% da participação no capital acionário.
KEPLER WEBER. Conselho aprovou lançamento de programa de ADRs nível 1; cada ADR será equivalente a 1 ação ON e será negociado em mercado de balcão (OTC).
AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!
*com a colaboração da equipe do BDM Online
AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.
Agenda cheia em NY testa cautela com Fed
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[17/01/24]
… Antecipado em Davos, o PIB da China, divulgado no fim da noite de ontem, cresceu 5,2% no 4Tri e em 2023, superando a meta (5%). A produção industrial avançou 6,8% em dezembro, acima do esperado (6,5%). Só não se sabe se o mercado reagirá bem, diante da chance de Pequim descartar novos estímulos com a recuperação da economia, fragilizada pela crise imobiliária. Na zona do euro, hoje tem a inflação do CPI de dezembro (7h) e Lagarde participa, às 12h15, do Fórum Econômico Mundial. Nos EUA, um dia após o Fed boy Christopher Waller ter cortado as asas do mercado sobre a precificação mais dovish para o Fed, a agenda é cheia, com discursos de três dirigentes do BC americano, Livro Bege (16h), produção industrial (11h15) e vendas no varejo (10h30). Aqui, Haddad quer encontrar com Lula hoje e com Lira amanhã para tratar da MP da reoneração da folha.
… O encontro não consta na agenda oficial de Lula desta 4ªF, mas o presidente já está diretamente envolvido nas negociações da MP, que colocou o setor produtivo e o Congresso em pé de guerra com a Fazenda.
… Por telefone, Haddad já conversou com Lira ontem, mas quer se encontrar pessoalmente amanhã. Após a rodada de tratativas, o ministro espera ter até o fim de semana um quadro mais claro sobre o tema.
… Ele não descarta chegar a um desfecho sobre a polêmica da desoneração antes do fim do recesso, em 5/2, e diz que Pacheco pretende reunir a equipe econômica e líderes do Congresso já na primeira semana de retorno.
… As negociações abertas por Haddad são indicativos de que uma devolução da MP está fora de questão.
… Questionado sobre a chance de o governo usar recursos de uma eventual taxação das compras online internacionais para compensar a desoneração, Haddad disse que não ouviu a ideia de Pacheco ou Lira.
… Mas não descartou a hipótese de algum parlamentar apresentar esse encaminhamento no meio das conversas.
… O Broadcast informou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) vão ingressar no STF com ação contra a isenção das compras de até US$ 50.
… Em conversa com jornalistas nesta 3ªF, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) afirmou que o governo vai continuar perseguindo os parâmetros estabelecidos para a meta de déficit fiscal zero este ano.
… Em entrevista ontem ao site do BDM (www.bomdiamercado.com.br), o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, elogiou a MP da reoneração e defendeu a manutenção da meta déficit fiscal.
… “Se soltar a meta muito cedo e admitir um déficit de 0,8% do PIB, como o mercado já prevê, não será mais 0,8%, será 1%, 1,5% e até 2%. A meta zero funciona como uma âncora para os gastos públicos”, afirmou.
… Segundo ele, a Fazenda vai tentar ganhar tempo até maio, quando sai o segundo relatório bimestral de avaliação das receitas e despesas, para avaliar a arrecadação e a necessidade de um eventual ajuste da meta.
… Sobre a MP, considerou um “bom caminho”, após a Fazenda ter pensado inicialmente em judicializar o tema.
… “O Congresso deveria ser responsabilizado por aprovar uma lei que coloca um elefante de R$ 25 bilhões em cima do tapete sem previsão orçamentária, do mesmo modo que o Executivo deve responder à LRF”, afirmou.
… Salto disse que a reoneração do setor de eventos (Perse) e, especialmente, o limite às compensações tributárias, incluídos na MP, foram pensados para compensar a reoneração gradual da folha (até 2027).
… Ele discorda da queixa do empresariado de que o governo quer fazer o ajuste em cima do setor produtivo.
… “Calcula-se que as desonerações somem R$ 500 bilhões, meio trilhão, o que é muita coisa se imaginarmos que o Bolsa Família custa R$ 170 bilhões. Não se pode fazer isso em cima do erário público, dos programas sociais.”
“FED METÓDICO E CUIDADOSO” – Na tentativa de dobrar os exageros do mercado, o Fed boy Christopher Waller, que tem poder de voto permanente nas decisões de política monetária, foi muito direto ontem.
… Antecipou só três cortes de juro no ano, de 25pb cada, num total de 75pb. O mercado, que especulava sobre até sete quedas e um ajuste acumulado de 175pb, tomou um susto e puxou as taxas dos Treasuries (abaixo).
… Por aqui, com queda na bolsa e pressão no dólar e na curva do DI, os negócios também repercutiram mal o aviso de que o relaxamento monetário nos EUA pode ser menos agressivo do que se imaginava este ano.
… Os comentários de Waller foram os mais detalhados até o momento sobre as intenções do Fed e, apesar de terem balançado o sentimento dovish, o mercado ainda não eliminou do cenário as projeções mais otimistas.
… NY ainda acredita que o juro vai cair em março, embora esta aposta no CME tenha diminuído, de 81,1% para 66,9%, e agora espera que o ciclo total seja de 150pb (antes, a precificação majoritária era de 175pb).
MAIS AGENDA – Três dirigentes do Fed participam de eventos hoje: Michael Barr e Michelle Bowman, ambos às 11h, além de John Williams, às 17h. Depois do que Waller disse nesta 3ªF, todo o cuidado é pouco em NY.
… Entre os indicadores nos EUA, a previsão para as vendas no varejo (10h30) é de alta de 0,4% em dezembro, enquanto a produção industrial (11h15) deve cair 0,1%. Às 12h, sai o índice NAHB de confiança das construtoras.
… A Opep solta o relatório mensal de petróleo (sem horário). Após o fechamento, sai o balanço da Alcoa.
… Aqui, saem as vendas no varejo (9h). Pelo conceito ampliado, que inclui veículos e material de construção, o dado deve crescer 0,3% em novembro (mediana de pesquisa Broadcast). Já o varejo restrito deve avançar 0,1%.
… Do lado da inflação, saem a prévia do IPC-Fipe (5h) e o IGP-10 (8h), que deve desacelerar a 0,46% em janeiro.
O QUE VEM DE FORA ME ATINGE – O mercado doméstico não foi poupado da cautela com a reprecificação do Fed. O dólar flertou com R$ 4,93 na máxima do dia, a curva do DI abriu e o Ibov queimou quase dois mil pontos.
… O índice à vista perdeu 1,69% e fechou abaixo dos 130 mil pela primeira vez este ano (129.294). Uma única ação (SLC, +1,97%, a R$ 18,10), das 87 negociadas pelo Ibov, conseguiu fechar em alta, para dar a medida do desconforto.
… O minério de ferro (-0,64%) não se sensibilizou com a declaração do primeiro-ministro da China, Li Qiang, de que o PIB do país cresceu 5,2% em 2023, acima da meta de 5%. Maior peso do Ibovespa, Vale caiu 1,30%, a R$ 70,62.
… Na contramão da ligeira alta do Brent, Petrobras ON caiu 1,10% (R$ 39,60) e PN, -1,24% (R$ 38,10). Na ICE, o contrato março do petróleo subiu 0,24%, a US$ 78,19. Mas o WTI/fev recuou 0,38%, a US$ 72,40, na Nymex.
… As cotações oscilaram entre uma perspectiva incerta da demanda global, China sobretudo, e as crescentes tensões no Oriente Médio, em especial no sul do Mar Vermelho.
… A unit do Santander liderou a correção entre os bancos, com -1,75% (R$ 29,76), seguida por Bradesco ON (-1,60%; R$ 14,12). O papel PN cedeu 0,88% (R$ 15,73). Itaú Unibanco, -1,41% (R$ 32,98), e BB ON, -0,57% (R$ 55,88).
… A pior queda do dia foi de Soma (-6,18%; R$ 7,13), seguida de Cosan, -6,14% (R$ 18,35) e Azul, -5,28% (R$ 12,92).
… Juros e dólar sentiram o golpe do Fed. O DI subiu desde a abertura, acompanhando os retornos mais pressionados dos Treasuries, e acelerou após Waller, embutindo prêmios de quase 20 pb no miolo e ponta longa da curva.
… O DI para Jan25 subiu a 10,135%, (de 10,054% ontem). O DI Jan26, a 9,810% (de 9,628%). O Jan27 avançou a 9,965% (de 9,761%); Jan29, a 10,360% (10,163%); Jan31, a 10,590% (10,393%); e Jan33, a 10,690% (10,494%).
… O crescimento de 0,4% dos serviços em novembro sobre outubro, abaixo do 0,50% esperado, não afetou os negócios. Ante novembro de 2022, houve queda de 0,30%.
… O Santander Brasil avalia que os números reforçam a projeção de queda de 0,2% do PIB/4Tri. O banco manteve a estimativa para 2023 em +2,8%. Para 2024, aposta em +1,2%.
… No câmbio, o dólar à vista também refletiu o ajuste nas expectativas dos investidores em relação aos próximos passos da política monetária do Fed e subiu 1,22%, a R$ 4,9256. A moeda para fevereiro avançou 1,46%, a R$ 4,9350.
… O BTG Pactual não descarta a possibilidade de real mais apreciado este ano, podendo chegar a R$ 4,70 ou R$ 4,60.
… O cenário do banco pressupõe déficit zero em 2024, com contingenciamento de R$ 24 bilhões, saldo da balança comercial de US$ 90 bilhões e corte do juro americano ainda no 1º semestre.
CHOQUE DE REALIDADE – Nas últimas semanas, os Fed boys já não vinham perdendo uma oportunidade de dizer que o mercado estava exagerando nas apostas de corte do juro, mas a ficha só caiu mais forte ontem com Waller.
… O rendimento dos Treasuries de 10 anos voltou a superar os 4%, próximo dos picos do dia no fim da sessão, a 4,056% (de 3,941% na véspera). O da Note-2 anos subiu a 4,240% (de 4,131%) e de 30 anos, a 4,302% (4,176%).
… O Goldman Sachs avalia que Waller aumentou as chances de o Fed atrasar o início do ciclo de cortes. Ainda assim, o banco optou por manter a aposta de queda do juro em março, seguida por outras quatro até o fim do ano.
… A perspectiva de um Fed mais hawkish e declarações mais favoráveis ao corte de juros de dois dirigentes do BCE desvalorizaram o euro (-0,68%, a US$ 1,0872).
… O português Mario Centeno defendeu que o momento de relaxar a política monetária no bloco está mais próximo que o previsto. O francês François Villeroy de Galhau reforçou que o BCE provavelmente cortará juros neste ano.
… Mas tudo indica que há uma divisão interna no BC europeu. Na contramão, Madis Muller (Estônia) e Gediminas Simkus (Lituânia) advertiram que o mercado anda otimista demais em relação ao corte de juros.
… Esta semana, Joachim Nagel (Alemanha) e Robert Holzmann (Áustria) já haviam descartado corte no curto prazo.
… A libra (-0,73%, a US$ 1,2632), por sua vez, foi prejudicada pela desaceleração dos ganhos salariais no Reino Unido no trimestre até novembro, para 6,6%, de 7,2% no trimestre até outubro.
… Apesar disso, a Capital Economics vê um BoE ainda hawkish na reunião de política monetária de fevereiro. Um corte de juros, avalia, poderá vir só em junho.
… O iene teve a maior desvalorização entre as moedas fortes. O dólar saltou 1,02%, a 147,23/US$.
… Nas bolsas em NY, a disparada dos juros dos Treasuries impôs perdas apenas moderadas. O Dow Jones recuou 0,62%, aos 37.361,12 pontos. O S&P 500 caiu 0,37% (4.765,98) e o Nasdaq perdeu 0,19% (14.944,35 pontos).
… Apple recuou 1,23%, reagindo à decisão da Suprema Corte dos EUA de rejeitar um recurso da companhia em um processo da desenvolvedora Epic Games.
… Com queda no lucro do 4Tri, Morgan Stanley caiu 4,16%. Já o Goldman Sachs superou previsões de lucro e receita e subiu 0,71% no dia. Bank of America (-2,07%) e Citigroup (-1,43%) foram mal.
EM TEMPO… GOL informou que não há, até agora, qualquer definição sobre a forma de implementação de uma reestruturação de capital da companhia.
CURY. Lançamentos somaram VGV de R$ 856,6 milhões no 4TRI23, alta de 54% s/ 4TRI22; vendas líquidas cresceram 20% no mesmo período, para R$ 904,7 milhões.
SANEPAR iniciou oferta de R$ 600 milhões em debêntures com prazo de seis anos; operação, voltada a investidores profissionais, deve ser liquidada na 6ªF.
INTER anunciou início de oferta de ações que pode chegar a US$ 184 milhões.
AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!
*com a colaboração da equipe do BDM Online
AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.
Haddad começa a costurar acordo sobre desoneração
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[16/01/24]
… NY volta do feriado com os balanços do Goldman Sachs e do Morgan Stanley, antes da abertura. Entre os indicadores, sai a atividade do Empire State em janeiro (10h30), enquanto o investidor espera pelos dados do varejo nos EUA e o Livro Bege (ambos na 4ªF) para confirmar as apostas de que o Fed começará a cortar o juro em março, como indica o CME Group, com mais de 70% de chances. A agenda mais importante para as commodities vem no final da noite, quando a China divulgará o PIB e a produção industrial. Nesta 2ªF, os mercados reagiram à decisão do PBOC de manter as taxas chinesas, acentuando o sentimento de fragilidade da economia chinesa. Aqui, o ministro Fernando Haddad começa a negociar alternativas à MP que revogou a desoneração da folha de pagamentos.
… Ele deve se encontrar hoje com Lira para costurar um acordo, segundo informou a GloboNews. À saída do encontro da noite de ontem com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, o ministro não deu declarações.
… Presente à reunião desta 2ªF, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse que uma decisão sobre a MP da reoneração só está prevista para sair na volta do recesso parlamentar, em fevereiro.
… Segundo fontes do Broadcast, a equipe econômica está disposta a aceitar um meio-termo entre a política atual, que desonera a alíquota para 17 setores, e a proposta do governo de reoneração gradual até 2027.
… Governo e Congresso estariam discutindo uma transição mais longa para a desoneração da folha, até 2029. Uma possibilidade cogitada seria Lula editar uma nova MP com o tema isolado da desoneração da folha.
… A tendência é de que o Congresso aceite as outras medidas da MP, como a reoneração aos municípios, ao setor de eventos e ainda o limite de compensação para o uso de créditos tributários obtidos por decisão judicial.
… Entre as alternativas ventiladas para compensar a desoneração, está a taxação de compras online.
… Estudo elaborado pela Federação das Indústrias de MG (Fiemg) aponta que a tributação das compras de até US$ 50 em sites estrangeiros pede gerar receita suficiente para o governo bancar a desoneração da folha.
… Mesmo no pior cenário, a entidade espera arrecadação extra de R$ 15 bilhões, muito superior ao teto projetado pela Receita, de R$ 2,8 bilhões. O cálculo considera alíquota de 28% de tributos federais.
… Haddad continua brigando pelo déficit zero, enquanto o mercado já trabalha com -0,8% do PIB e o próprio boletim Prisma Fiscal de janeiro, da Fazenda, projetou que o governo entregará déficit de R$ 86,1 bilhões.
… Existe a suspeita no mercado de que toda a polêmica levantada em torno da desoneração possa ser um indício de que a meta fiscal será revisada, numa espécie de script pronto para Haddad desistir da promessa.
… Recentemente, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, que cobriu as férias de Haddad, já admitiu a chance de alterar a meta de déficit zero, caso se esgotem as opções para compensar a renúncia da desoneração.
… De olho em 2026, quando Lula deve tentar a reeleição, cresce a pressão interna no governo para a flexibilização da meta de déficit zero do ano, a fim de evitar as punições previstas em caso de estouro do target.
… O novo arcabouço prevê que gatilhos de contenção de gastos sejam disparados nos próximos dois anos se houver déficit maior do que 0,25% no PIB, o que pode tirar até R$ 16,2 bi do espaço fiscal do governo em 2026.
… A estimativa foi obtida pela Folha, com base em cálculos do Executivo. Segundo a reportagem, o risco de ter de frear as despesas em ano de eleição presidencial eleva a pressão para Haddad jogar a tolha do déficit zero.
… Ontem, o ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore alertou para o expansionismo fiscal do governo Lula, que, na opinião dele, pode comprometer o plano de voo do BC de seguir reduzindo a Selic em ritmo de 0,5 pp.
… Em Davos, o ex-economista-chefe do FMI Keneth Rogoff classificou a política fiscal de Lula de “insustentável” e afirmou afirmou que isso atrapalha a busca do Brasil pela retomada do grau de investimento, perdido em 2015.
MAIS AGENDA – Haddad participa no fim da tarde (17h20) de evento do BB, em Brasília. Entre os indicadores, saem a prévia do IPC-S (8h) e o volume de serviços (9h), que deve avançar 0,5% em novembro, após -0,6% (out).
… A sazonalidade favorável e a base de comparação fraca devem impulsionar o resultado dos serviços.
LÁ FORA – O diretor do Fed Christopher Waller participa de evento às 13h. Na Alemanha, além da leitura final de dezembro da inflação ao consumidor (CPI), às 4h, sai o índice ZEW, de expectativas econômicas em janeiro (7h).
A BOLSA ESTÁ CARA? – Esticado, depois de ter conquistado marcas inéditas na faixa dos 134 mil pontos, no rali de novembro e dezembro, o Ibovespa vive agora uma acomodação natural, diante da saída de alguns “peixes grandes”.
… O executivo-chefe e de investimentos da Verde Asset, Luis Stuhlberger, afirmou que o fundo diminuiu a exposição em ações no Brasil. “O mercado virou muito bullish (comprado) em emergentes, especialmente em Brasil.”
… Apesar de estar desembarcando, o executivo ainda vê oportunidades e diz que o País é forte candidato a receber fluxo estrangeiro, tendo a seu favor bons fundamentos no setor externo, inflação controlada e juros em queda.
… Nesta 2ªF, com a liquidez esvaziada pelo feriado em NY e reduzida a quase nada (R$ 12,3 bilhões), o Ibovespa registrou alta moderada de 0,41%, aos 131.520,91 pontos. Petrobras e os bancos subiram e Vale não atrapalhou.
… A mineradora caiu só 0,20%, a R$ 71,55, apesar do tombo de mais de 3% do minério de ferro na China. No mesmo setor, CSN Mineração cedeu 3,21% (R$ 6,94).
… A commodity sentiu a decisão do PBoC, que contrariou a expectativas de novos estímulos e manteve inalterada em 2,5% a taxa de juro de sua linha de crédito de médio prazo (1 ano).
… Também deixou em 1,8% o juro dos contratos de recompra (repos) reversa de 7 dias. Nos próximos dias, o PBOC define suas principais taxas de juros, conhecidas como LPRs.
… Petrobras desafiou a leve queda do petróleo Brent. O papel ON registrou +1,01% (R$ 40,04, na máxima do dia) e ON, +1,07% (R$ 38,58). Prio subiu 2,15% (R$ 47,07).
… Na ICE, o barril para março chegou a cair 1,8%, mas terminou em -0,18%, a US$ 78,15, se equilibrando entre a piora do cenário geopolítico no Oriente Médio e preocupações com o enfraquecimento da demanda na China.
… A alta dos bancos ajudou a preservar o Ibovespa no azul. BB se destacou, com +1,96% (R$ 56,20). Bradesco PN, +0,38% (R$ 15,87); ON, +0,35% (R$ 14,35); e Itaú (+0,18%, R$ 33,45). A unit do Santander cedeu 0,13%, a R$ 30,29.
… Na liderança do Ibov ontem, GPA disparou 22,5% (R$ 5,00). A empresa pode suspender a oferta pública primária de ações, anunciada em dezembro, porque uma nova análise teria mostrado melhora nas condições de caixa (Valor).
… As ações da varejista estão entre as mais alugadas na B3, em montante equivalente a 23% dos papéis em circulação, e a forte alta dos papéis pode ter provocado um short squeeze (saída da posição vendida).
… Completando a trinca de maiores altas do índice, vieram Assaí (+3,16%; R$ 14,70) e Equatorial (+2,21%; R$ 35,64).
… Gol (-6,05%; R$ 7,14) liderou as baixas, afetada pela notícia de que vai pedir recuperação judicial nos EUA.
… O papel chegou a cair 13% no dia, mas reduziu as perdas com a informação de que a companhia também estaria negociando um aporte de capital para manter as operações. No mesmo setor, Azul cedeu 2,36% (R$ 13,64).
À ESPERA DE HADDAD – Sem a referência de NY ontem, os juros oscilaram mais atados a fatores domésticos, com o risco fiscal novamente ganhando atenção. Investidores passaram o dia à espera da reunião entre Haddad e Pacheco.
… A curva do DI fechou perto dos ajustes, sem disposição para arriscar, em meio às articulações políticas em Brasília.
… O DI para Jan25 fechou em 10,070%, (de 10,069%, na 6ªF). O DI Jan26 recuou a 9,640% (de 9,650%). O Jan27 subiu a 9,780% (de 9,771%); Jan29, a 10,175% (10,159%); Jan31, a 10,400% (10,395%); e Jan33, a 10,510% (10,487%).
… No levantamento Focus, as projeções de inflação continuam desancoradas da meta de 3%.
… A mediana das expectativas para o IPCA 2024 caiu de 3,90% para 3,87%. Para 2025, também no foco da política monetária, a projeção seguiu em 3,50%, esvaziando a chance de o BC acelerar o corte da Selic para 0,75pp.
A PRESSA É INIMIGA DA INFLAÇÃO –Não são só os Fed boys que vivem mandando recados hawkish, mas agora também alguns dirigentes do BCE têm adotado uma abordagem mais conservadora. Foi assim ontem em Davos.
… O presidente do BC alemão, Joachim Nagel, disse que é cedo demais para discutir corte de juro na zona do euro, diante da inflação “muito alta”, e que tem que esperar o verão europeu, que começa na metade de junho.
… Ainda mais cauteloso, o dirigente Robert Holzmann alertou que um relaxamento pode nem vir este ano.
… De qualquer maneira, é bom esperar pelo que Lagarde dirá nos próximos dias no Fórum Econômico Mundial, já que na semana passada ela cogitou uma queda no juro antes mesmo de a inflação voltar à meta de 2%.
… Ainda segundo ela, a “parte mais difícil” no combate à inflação já teria sido superada pelo BCE.
… O Goldman Sachs espera que o BC europeu comece o seu ciclo de alívio em abril, que o BoE inglês deixe para maio e que o Fed confirme a virada dovish em março, aposta considerada “otimista demais” pela BlackRock.
… Para o vice-presidente da gestora, Phillip Hildebrand, a queda vertiginosa da inflação de bens dá a falsa sensação de que os preços vão ceder em ritmo acelerado, mas a inflação de serviços tende a deter o ímpeto.
… Apesar de parte do BCE afastar a chance de corte de juro no curto prazo, o euro fechou estável (+0,01%), a US$ 1,0952. A libra cedeu 0,20%, a US$ 1,2729, e o iene, -0,60%, a 145,80/US$. O DXY subiu 0,18%, a 102,586 pontos.
… O ING só espera que o início do alívio monetário no Reino Unido ocorra em agosto, projetando um corte total de 100 pb nos juros até o fim do ano, apesar de estar otimista com o processo de desinflação.
… O banco espera que a inflação no Reino Unido caia abaixo de 2% até abril e fique assim até novembro.
… Por aqui, seguindo o exterior e sob pressão da queda das commodities, o dólar à vista fechou em leve alta de 0,18%, a R$ 4,8662. No câmbio futuro, o contrato da moeda para fevereiro ficou estável (-0,02%, a R$ 4,8640).
… Citando possível pivô do Fed, o Rabobank diminuiu a projeção para o dólar no fim do ano de R$ 5,15 para R$ 5,00.
… Mas o banco vê uma série de fatores de risco de enfraquecimento do real este ano, como a questão fiscal em ano eleitoral, redução da entrada de dólares pelo canal comercial e eventual atraso no primeiro corte de juro nos EUA.
EM TEMPO… VALE informou que vai divulgar no próxima dia 30, após o fechamento, seus dados de produção e vendas relativos ao 4TRI; em 22 de fevereiro, divulgará o balanço financeiro do período e do ano fiscal de 2023.
CSN concluiu compra de ações da Panatlântica, representativas de 18,61% do capital social, por R$ 150 milhões. Montante será pago em seis parcelas anuais; com a operação, CSN passa a deter 29,91% do capital social.
DIRECIONAL. Lançamentos somaram R$ 1,4 bilhão em valor geral de vendas (VGV) no 4TRI, crescimento de 31% na comparação anual, segundo prévia operacional.
TENDA. Lançamentos somaram R$ 992,2 milhões em valor geral de vendas (VGV) no 4TRI, alta anual de 40,9%, segundo prévia operacional.
MAGAZINE LUIZA nomeou Vanessa Papini Rossini como diretora adjunta de RI, em substituição a Simon Olson.
PORTO. Prêmios do segmento Auto subiram 4,5% em novembro, na comparação anual; sinistralidade registrou queda de 4,6pp em novembro, atingindo 59% no mês…
… No segmento Patrimonial somado a Transportes, prêmios tiveram crescimento de 13,8% e sinistralidade foi de 55%; em Vida, queda foi de 0,2% em prêmios e sinistralidade ficou em 28,4%.
B3. Mercado de ações registrou volume médio diário de R$ 25,292 bi em dez/23, quedas de 13,6% s/ dez/22 e de 7,9% s/ nov/23.
AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!
*com a colaboração da equipe do BDM Online
AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.