Ata do Fed e Nvidia na agenda do dia
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[22/05/24]
… Uma queda da inflação ao consumidor do Reino Unido em abril, nesta 4ªF, deve confirmar a sinalização do presidente do BoE, Andrew Bailey, de que a próxima mudança nos juros será um corte. Também Lagarde afirmou que há “forte probabilidade” de relaxamento monetário pelo BCE em junho. Já nos EUA, é difícil imaginar que a ata do Fed (15h) se comprometa com uma queda do juro em setembro, como o mercado acredita. A maior expectativa em NY fica com o balanço da Nvidia, uma das estrelas da inteligência artificial, que solta os seus números após o fechamento. Aqui, com o fiscal no foco, o mercado acompanha a participação do ministro Fernando Haddad em comissão da Câmara (9h), enquanto o Planejamento divulga o segundo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, às 15h30.
… Segundo apurou o Broadcast, no Relatório, o governo deve reverter pelo menos parte do bloqueio de R$ 2,9 bilhões no Orçamento que foi decidido no primeiro bimestre, utilizando a abertura de crédito de R$ 15,7 bilhões permitida pelo novo DPVAT.
… A inclusão de um “jabuti” no projeto que recria um seguro para vítimas de acidentes de trânsito ajudou a driblar o arcabouço.
… Pela regra fiscal, a autorização de recursos extras só poderia ser feita depois de maio, desde que observado o crescimento real da receita líquida ajustada, a meta de resultado primário e o limite de crescimento real (acima da inflação) da despesa de 2,5%.
… O governo conseguiu antecipar os recursos extraordinários, aproveitando o bom desempenho das receitas neste começo de ano.
… No Orçamento, o Executivo previu um crescimento de 1,7% das despesas este ano; a diferença para o teto é cerca de R$ 15,7 bilhões.
… O governo teve o apoio do Congresso para aprovar o “jabuti” no projeto do novo DPVAT porque sairão desse crédito suplementar os recursos para recompor R$ 3,6 bilhões em emendas de comissão. A maior parte será para cobrir despesas com a Previdência.
… O Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre será comentado em coletiva de imprensa (16h) do secretário de Orçamento, Paulo Bijos, do secretário do Tesouro, Rogério Ceron, e do secretário da Receita, Robinson Barreirinhas.
… O secretário executivo do Planejamento, Gustavo Guimarães, e o secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan, também participam.
… O fôlego nas contas públicas ocorre num cenário desafiador: embora as receitas estejam respondendo bem, há pressão por gastos e a manutenção da desoneração da folha de pagamentos para empresas e municípios ainda está pendente de fonte de compensação.
DESONERAÇÃO – Haddad promete apresentar ainda esta semana as medidas de compensação à renúncia fiscal e disse não estar nos planos da Fazenda a taxação de produtos até US$ 50 para cobrir o gasto com a desoneração.
… Relator do texto da desoneração, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, diz que depende do anúncio das fontes de compensação para divulgar seu parecer e articula para que o projeta seja votado semana que vem.
… Wagner considera “controverso demais” o tributo sobre os sites asiáticos das compras internacionais de até US$ 50 para compensar dos gastos com a desoneração da folha. O tema está prestes a ser votado na Câmara.
LULA – O tom de campanha do presidente na Marcha dos Prefeitos, quando anunciou uma série de medidas para favorecer os municípios, foi acompanhado com apreensão pelo mercado, que teme o impacto das eleições nos gastos públicos.
… Constam do pacote, a manutenção da alíquota previdenciária de 8% para os prefeitos, novas regras para o refinanciamento de dívidas previdenciárias dos municípios com renegociação de juros, moradias do MCMV para municípios com menos de 50 mil habitantes…
… Liberação de R$ 7,6 bilhões em emendas e o aumento do valor da merenda escolar e do repasse para custeio de Equipes de Saúde nos municípios, com R$ 4,3 bilhões a mais entrando na conta das prefeituras ainda nesta semana.
REFORMA TRIBUTÁRIA – Haddad afirmou que o segundo projeto de lei complementar que regulamenta o texto deve ser enviado ao Congresso na semana que vem, antes do feriado de Corpus Christi, que cai na próxima 5ªF.
… A matéria terá questões específicas da transição do ICMS para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) estadual, como referentes à forma de organização do Comitê Gestor e a distribuição federativa da receita do imposto.
… No termômetro da relação entre Lira e o governo federal, o presidente da Câmara contrariou o desejo do Palácio do Planalto de que o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) assumisse a relatoria principal da regulamentação.
… Lira descartou um relator único e deixou Aguinaldo de fora de grupos de trabalho (GTs) da regulamentação.
… No Broadcast, aliados têm dito que a intenção de Lira ao criar os GTs sem relatoria específica é acelerar as discussões, com mais parlamentares dedicados ao texto, ao contrário do que ocorreria se houvesse apenas um.
… Alguns deputados, contudo, dizem que descentralizar a relatoria pode atrasar o processo. Outros avaliam que Lira quer “tratorar” a análise da regulamentação, aprovando de forma rápida, sem muito espaço para debate.
… Deputados também afirmam que Aguinaldo é um “nome oculto” na disputa pela sucessão de Lira, em fevereiro do ano que vem, e que as movimentações do parlamentar nos bastidores teriam desagradado.
… Serão criados dois grupos de trabalho, com sete integrantes cada. Os textos finais serão assinados por um desses parlamentares para cumprir formalidade. “É mais democrático todo mundo cuidar junto”, disse Lira.
… Farão parte do primeiro GT, que analisará o projeto principal de regulamentação da reforma enviado pelo governo, os deputados Claudio Cajado (PP), Reginaldo Lopes (PT), Hildo Rocha (MDB), Joaquim Passarinho (PL)…
… Augusto Coutinho (Republicanos), Moses Rodrigues (União) e Luiz Gastão (PSD).
… O outro GT, que tratará do segundo projeto de regulamentação que o governo enviará semana que vem, terá como integrantes os deputados Vitor Lippi (PSDB), Pedro Campos (PSB), Mauro Benevides Filho (PDT)…
… Luiz Carlos Hauly (Podemos), Ivan Valente (PSOL), Aureo Ribeiro (Solidariedade) e Bruno Farias (Avante).
MAIS HADDAD – Ainda nesta 4ªF, o ministro da Fazenda terá reunião com representantes da agência S&P (18h) e, na sequência (19h), ele participa de evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
MAIS AGENDA – Os dados semanais do fluxo cambial serão informados pelo BC às 14h30.
LÁ FORA – O Fed boy Austan Goolsbee fala às 10h40. Em painel ontem à noite, Loretta Mester, Susan Collins e Raphael Bostic concordaram ser cedo para cortar juros nos EUA, preferindo esperar mais dados de inflação.
… Na agenda dos indicadores americanos, saem hoje as vendas de moradias usadas em abril (11h), com previsão de alta de 0,5%, e estoques de petróleo do DoE (11h30), que deve registrar queda de 2 milhões de barris.
… Após o fechamento, a previsão é de alta extraordinária de 425% no lucro do 1Tri da Nvidia.
… Na Alemanha, Lagarde (BCE) fala em discurso gravado para evento, às 5h05.
DESCONFORTO DE FUNDO – Com a questão fiscal de volta ao radar do mercado doméstico, deu para notar algum incômodo nos negócios. O Ibovespa caiu e o dólar fechou com alta mais acentuada frente ao real.
… Nem na bolsa e nem no câmbio os movimentos foram exagerados, mas não passou despercebida a leve piora de humor na segunda metade do pregão, que coincidiu com o noticiário dos desafios às contas públicas.
… Com exceção do tom mais positivo na curva do DI, o investidor pouco comemorou a arrecadação federal de abril, que somou R$ 228,873 bilhões, alta real de 8,26% ante abril de 2023 e de quase 20% ante março.
… Foi o melhor resultado para o mês na série histórica No quadrimestre, o resultado de R$ 886,642 bi também foi recorde. Mas economistas veem desaceleração nos próximos meses, com o freio esperado na atividade.
… A maior cautela dos investidores com o cenário fiscal doméstico elevou o dólar à vista em 0,24%, a R$ 5,1168.
… No fim da tarde, o BC informou que iniciará hoje a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em agosto, no montante de US$ 14,9 bilhões. O BC quer rolar todo o estoque que vence nessa data.
… O Ibovespa descolou do viés positivo das bolsas em NY e registrou o terceiro pregão no vermelho, ainda que tenha caído pouco, só 0,27%, a 127.411,55 pontos, em dia de giro muito fraco, abaixo de R$ 20 bilhões.
… Nas últimas sessões, o apetite comprador dos investidores tem sido limitado pelas expectativas de Selic e Fed funds altos por mais tempo. Combinado a isso, o quadro fiscal doméstico volta à cena das preocupações.
… Ontem, Yduqs foi a maior valorização da sessão, com salto de 10,22%, a R$ 13,81, após divulgação do guidance da companhia. Outros destaques foram CSN Mineração (+2,42%; R$ 5,51) e CPFL (+2,35%; R$ 34,90).
… Vamos Locação, com -4,24%, a R$ 8,35; Lojas Renner, com -3,95%, a R$ 14,11; e Suzano, com -3,72%, a R$ 49,15, lideraram as baixas.
… Bancos novamente fecharam mistos. Itaú baixou 0,51% (R$ 32,96), Bradesco PN ganhou 0,53% (R$ 13,40) e Bradesco ON fechou estável, a R$ 11,99, assim como BB (-0,07%; R$ 27,90). Santander subiu 0,83% (R$ 28,08).
… Depois de uma breve acomodação, as ações da Petrobras voltaram a cair (ON, -0,75%, a R$ 38,41; e PN (-0,19%, a R$ 36,68), acompanhando o Brent/julho, em queda de 0,99%, a US$ 82,88 por barril, na ICE.
… De novo, Vale (-0,29%; R$ 65,96) contrariou a alta de 1,68% do minério de ferro em Dalian.
… Só a curva do DI ficou ontem de fora dos ajustes cautelosos nos mercados domésticos.
… Os juros futuros realizaram lucro após três sessões de alta com as apostas de Selic estável em junho. Também houve influência do recuo dos retornos dos Treasuries.
… O juro para Jan25 caiu a 10,360% (de 10,375%), o Jan26, a 10,660% (10,697%); o Jan27 recuou a 11,015% (11,059%); o Jan29, a 11,500% (11,551%); o Jan31, a 11,690% (11,754%); e o Jan33, a 11,760% (11,812%).
COMPASSO DE ESPERA – Investidores não quiseram fazer grandes apostas antes dessa espécie de super quarta, com ata do Fed e balanço da Nvidia.
… Os juros dos Treasuries tiveram ligeira queda depois de três altas seguidas e o dólar subiu de forma marginal.
… Os índices de ações tiveram altas tímidas, mas suficientes para levar o Nasdaq e S&P 500 a novos fechamentos recordes. Os discursos duros de membros do Fed não fizeram tanto preço ontem.
… O Dow Jones subiu 0,17% (39.873,58 pontos), o S&P 500 ganhou 0,25% (5.321,49) e o Nasdaq avançou 0,22% (16.832,62).
… Na véspera do balanço, Nvidia teve alta de 0,64%. A barra é alta para a big tech de Santa Clara (Califórnia), que viu suas ações triplicarem de preço em 2023. Em 2024, sobem 90%.
… Espécie de garota propaganda da IA, espera-se que a receita da Nvidia seja impulsionada pela crescente demanda em seus negócios de data center.
… Um resultado e guidance fortes serão fundamentais para justificar o rali dos mercados e do setor até agora.
… O mercado também espera pela ata do Fed, enquanto muitos dirigentes do BC americano se mantêm duros na queda. Ontem não foi diferente.
… Christopher Waller disse quer ver mais evidências de desinflação nos próximos três a cinco meses, antes de cortar juro, mas descartou uma alta. Ele vê possibilidade de um corte até o fim do ano.
… Raphael Bostic (Atlanta) alertou para o risco de um salto em gastos reprimidos quando houver um primeiro corte de juros e acrescentou que deseja esperar mais tempo para evitar que isso aconteça.
… Michael Barr reiterou que os juros terão que ficar altos por mais tempo para levar a inflação à meta.
… Após três sessões de altas seguidas, os retornos dos Treasuries tiveram uma descompressão. O rendimento da note de 2 anos cedeu a 4,828% (de 4,851%) e o da note de 10 anos recuou para 4,411% (4,445%).
… Sustentado pelos discursos dos Fed boys, o índice DXY subiu 0,11%, a 104,565 pontos. O euro recuou 0,07%, a US$ 1,0856, com Lagarde antecipando a “forte probabilidade” de corte no juro pelo BCE nas próximas semanas.
… Único dado da zona do euro ontem, o PPI de abril da Alemanha caiu 3,3% na comparação anual, mais que os -3,2% esperados. No mês, subiu 0,2%, de expectativa 0,3%.
… A libra avançou 0,55%, a US$ 1,2714, apesar de Bailey (BoE) ter sinalizado corte no juro. O iene fechou estável (+0,07%, a 156,15/US$).
EM TEMPO… STJ negou provimento ao recurso da PETROBRAS contra a cobrança de CIDE-Combustíveis, no valor de R$ 987 milhões; a empresa avalia se ainda cabe recurso…
… O caso envolve cumprimento de liminares em favor de distribuidoras e postos, impedindo a Petrobras de reter a contribuição incidente sobre a venda de derivados de petróleo entre março/2002 e out/2003.
JBS anunciou aporte de R$ 10,2 milhões em um novo Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) voltado para o financiamento da pecuária regenerativa na Amazônia.
MINERVA confirmou que a Comissão de Promoção e Defesa da Concorrência (Coprodec) do Uruguai não aprovou a aquisição de três estabelecimentos industriais de propriedade de controladas da Marfrig no país.
COPEL fará 9ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2,250 bilhões.
LOCALIZA aprovou a distribuição de R$ 407,1 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,3835 por ação, com pagamento em 23/5; ex desde 2/4.
AMERICANAS fará aumento de capital de até R$ 40,7 bilhões, a R$ 1,30 por nova ação emitida.
WEG aprovou a concessão de financiamento para a subsidiária Weg Drives & Controls — Automação, no valor de R$ 58 milhões; montante será emprestado pelo BNDES, com uma taxa de juros de 2,2% ao ano.
HAPVIDA. Goldman Sachs elevou recomendação da ação da empresa de neutra para compra e preço-alvo de R$ 4,90 para R$ 5,70…
… Melhora sequencial na taxa de sinistralidade e tendência positiva da rentabilidade no 1TRI estão entre os motivos para a atualização.
XP teve lucro líquido de R$ 1 bilhão, recorde para 1TRI, alta de 29% sobre o 1TRI23; receita bruta aumentou 28%, para R$ 4,3 bilhões no período; captação líquida caiu 10%, para R$ 15 bilhões.
METRÔ DE SP. Em assembleia ontem à noite, foi suspensa a greve que estava prevista para hoje.
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Crescem apostas em Selic estável no Copom de junho
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[21/05/24]
… Mais cinco dirigentes do Fed têm falas programadas para hoje, entre 10h e 12h45, e a expectativa é de que eles mantenham o discurso hawk ou, no mínimo, cauteloso, que tem sustentado os rendimentos dos Treasuries e o dólar, colocando em dúvida os cortes do juro americano este ano. A agenda dos indicadores lá fora é esvaziada. Aqui é destaque a arrecadação federal de abril (10h30), com a mediana das estimativas apontando para um superávit de R$ 228,3 bilhões, acima de março (R$ 190,6 bilhões), enquanto o investidor mantém o foco nos riscos fiscais e reforça as apostas de que a Selic poderá terminar o ano estável em 10,50%. Campos Neto recebe a equipe da S&P que avalia o rating soberano (10h), após a Moody’s ter melhorado a perspectiva da nota do País. A Fitch ainda não se pronunciou.
… Tão hawkish quanto os Fed boys, o mercado brasileiro e o BC estão alinhados no conservadorismo da política monetária.
… Nesta 2ªF, o boletim Focus registrou nova alta das projeções do IPCA para 2024 (de 3,76% para 3,80%) e 2025 (de 3,66% para 3,74%), e queda do PIB deste ano (de 2,09% para 2,05%), enquanto a mediana para a taxa Selic foi elevada de 9,75% para 10%.
… O impacto do desastre climático no Rio Grande do Sul explica a preocupação maior com a economia e com a inflação.
… Além disso, surpreendeu uma fala do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, em conversas fechadas em NY, quando disse que o Banco Central irá agir caso a desancoragem da expectativa de inflação prossiga, independente da causa.
… Segundo fontes da Broadcast, Galípolo – nome mais cotado para substituir RCN a partir de janeiro – subiu o tom e citou o Questionário Pré-Copom, que mostrou a maioria das expectativas por uma Selic num patamar restritivo para colocar a inflação na meta de 3%.
… Um dos participantes do encontro relatou a preocupação de Galípolo com a revisão em alta das estimativas do IPCA e com os possíveis impactos do fiscal na inflação corrente e nas expectativas, embora tenha negado relação mecânica entre o fiscal e o monetário.
… A deterioração das expectativas inflacionárias já leva economistas a aumentarem as apostas numa pausa nos cortes da Selic em junho, como vários deles demonstraram nas reuniões com diretores Diogo Guillen e Renato Dias de Brito Gomes, nesta 2ªF.
… Para esse grupo de analistas, conforme apurou a Bloomberg, essa piora significa que o BC está sem espaço para novos cortes de juros. Os mais otimistas estão vendo a Selic em 10% no final do ciclo e os mais pessimistas, risco de a Selic voltar a subir.
… Do exterior, pesam o fato de as commodities terem voltado a subir e, sobretudo, as incertezas sobre o juro nos Estados Unidos.
… Nesta 2ªF, Philip Jefferson (vice do Fed) repetiu que não é apropriado cortar os juros até maior confiança na queda da inflação. Raphael Bostic (Fed/Atlanta) prevê que a inflação irá à meta de 2% em ritmo bem mais lento e não descarta choques inesperados.
… Loretta Mester se uniu a Michelle Bowman para cogitar até mesmo uma alta dos juros se a inflação reverter o progresso já feito.
HOJE – Falam Tom Barkin, do Fed/Richmond (10h); Christopher Waller, diretor do Fed (10h); John Williams, do Fed/NY (10h05); Raphael Bostic, do Fed/Atlanta (10h10); Michael Barr, vice-presidente do Fed (12h45).
… À noite (20h), Raphael Bostic modera discussão com Susan Collins (Fed/Boston) e Loretta Mester (Fed/Cleveland).
PETROBRAS – O Comitê de Pessoas do Conselho de Administração reúne-se hoje para avaliar a indicação de Magda Chambriard e, na 6ªF, sua nomeação como presidente da companhia será o primeiro item da pauta da reunião do Conselho.
… A governança da Petrobras já entregou a documentação para aprovação do nome de Magda, sem apontar impedimentos. A informação é de que haverá recomendação para que ela se afaste da consultoria que presta pela Chambriard Engenharia e Energia.
DESONERAÇÃO – Pacheco quer votar entre hoje e amanhã o projeto de lei das empresas e municípios. Haddad pretende apresentar esta semana a proposta para compensar a renúncia fiscal com a desoneração da folha.
… Às 10h, Haddad e Lula participam da Marcha dos Prefeitos, que cobra a desoneração dos municípios.
… Ainda na agenda fiscal, será enviado ao Congresso esta semana o relatório bimestral de receitas e despesas.
A EQUAÇÃO DO CÂMBIO – A postura mais conservadora do Copom, assumida desde a ata, sinaliza que uma pausa no ciclo de cortes da Selic pode estar próxima e pode criar um ambiente mais promissor para o real.
… O Barclays abriu posição comprada na moeda brasileira na última 6ªF e adotou como alvo o dólar abaixo da marca de R$ 5, em R$ 4,95. O banco britânico está confiante que o carry trade apoiará o real no curto prazo.
… As coisas podem ficar ainda melhores se o BC dos EUA assumir o compromisso com o primeiro corte de juro em setembro. Mas não é o que se tem visto, com muitos Fed boys melando diariamente o viés dovish.
… Essa postura pressionou os retornos dos Treasuries (abaixo), mas bateu de forma tímida no dólar lá fora e aqui, enquanto investidores aguardam a ata do Fomc, amanhã. A moeda à vista fechou estável (+0,05%), a R$ 5,1047.
… Nos juros futuros, a pressão veio do Focus, com a piora das projeções de inflação e estimativa de Selic maior.
… A percepção de que o BC tem menos espaço para cortar juro continua a provocar revisões. Ontem, a ASA Investments elevou a projeção de Selic no fim de 2024 de 9,75% para 10,50%.
… O Wells Fargo foi mais longe. Acha que a Selic fica nos 10,50% atuais até o fim de 2025, a despeito da troca de comando no BC.
… Na B3, a taxa do DI para Jan25 subiu a 10,375% (de 10,364%) e a do Jan26, a 10,700% (10,656%). O Jan27 avançou a 11,055% (10,006%); o Jan29, a 11,555% (11,498%); o Jan31, a 11,760% (11,707%); e o Jan33, a 11,820% (11,768%).
… A impressão de que o ciclo de corte da Selic está no fim pesou sobre o Ibovespa, que também não teve ajuda do fechamento misto das bolsas de NY. O índice perdeu os 128 mil pontos. Caiu 0,31%, para 127.750,92.
… O Ibov cai 4,80% no acumulado do ano – a despeito da alta de 1,45% em maio – e o Morgan Stanley vê mercado de ações barato no Brasil, sendo uma opção de diversificação aos investidores.
… “Os mercados do México, Brasil, ASEAN e Emirados Árabes Unidos parecem baratos para o histórico considerando o preço versus lucro (P/E) à frente e oferecem alguns benefícios de diversificação”, diz relatório do banco.
… O Morgan Stanley vê a Selic em 10% no fim de 2024 e por todo 2025. No câmbio, vê o dólar a R$ 5,30 no fim do ano e R$ 5,10 em 2025.
… Já o Santander reduziu projeção para o Ibovespa ao fim do ano de 160 mil para 145 mil pontos. Apesar disso, o banco mantém uma visão “cautelosamente otimista” para Brasil.
… Petrobras esboçou ontem alguma recuperação depois de cair 12% na semana passada. Foi o primeiro avanço desde o anúncio de que Magda Chambriard será a próxima CEO da estatal.
… O papel ON subiu 0,34% (R$ 38,70) e o PN ganhou 0,16% (R$ 36,75). Andaram na contramão do Brent/jul, que caiu 0,32%, a US$ 83,71 por barril, na ICE.
… Vale ficou estável (-0,05%), em R$ 66,15, também na contramão da alta de 1,07% do minério de ferro em Dalian.
… Entre os bancos, Bradesco PN perdeu 0,74% (R$ 13,33) e ON, -0,25% (R$ 11,99). Itaú, -0,30% (R$ 33,13). Banco do Brasil subiu 0,83%, a R$ 27,92, e Santander valorizou 0,54%, a R$ 27,85.
… No topo do ranking positivo, Isa Cteep avançou 5,19%, a R$ 27,55, na máxima do dia. MRV subiu 3,57% (R$ 7,54) e Eztec ganhou 3,08%, a R$ 14,07.
… Na outra ponta, IRB afundou 6,81%, a R$ 34,87, Eletrobras ON fechou na mínima do dia (-3,53%; R$ 36,85) e TIM recuou 2,89%, a R$ 16,78.
APOSTA NAS TECHS – O Nasdaq deu de ombros para a alta dos retornos dos Treasuries acionada pelos discursos hawkish de vários diretores do Fed no dia.
… O índice anotou mais um fechamento recorde, na expectativa de que o balanço da Nvidia justifique o forte rali das techs este ano. Os demais índices sentiram o peso dos comentários dos Fed boys.
… A Nvidia é a última das Sete Magníficas a divulgar os resultados do 1Tri, amanhã, um evento aguardado com atenção por Wall Street.
… Com a big tech no centro do frenesi provocado pela inteligência artificial, espera-se que os números do período renovem a expectativa de aumento na demanda por chips.
… Ontem, a ação da Nvidia subiu 2,5% depois que pelo menos três corretoras aumentaram seus preços-alvo para a ação, empurrando o Nasdaq para uma alta de 0,65%, a 16.794,87 pontos.
… Ainda no índice tech, Micron Technology, de chips de memória, subiu 2,96% depois que o Morgan Stanley elevou a ação para “equalweight”, de “underweight.”
… No S&P 500, o índice que mede o desempenho dos semicondutores subiu 2,15%, o que o ajudou a fechar no azul, com alta discreta de 0,09%, a 4.308,13 pontos.
… O Dow Jones voltou a ficar abaixo dos 40 mil, com queda de 0,49%, a 39.806,77.
… Sem indicadores no dia, os investidores de Treasuries se concentraram na fala dos diretores do Fed. Foi a terceira alta consecutiva dos juros dos títulos americanos, apesar de o CPI de abril não ter assustado semana passada.
… A postura dura dos dirigentes deu leve força ao dólar e o índice DXY subiu 0,11%, a 104,565 pontos. O iene caiu 0,35%, a 156,21/US$. O euro recuou 0,11%, a US$ 1,0864, e a libra ficou estável, em US$ 1,2707.
EM TEMPO… PETRORECONCAVO fará a primeira emissão de debêntures, no valor de R$ 1,129 bilhão.
SIDERÚRGICAS. Vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, informou que setor pretende investir R$ 100,2 bilhões em cinco anos.
VIBRA ENERGIA vai realizar o pagamento da 2ª parcela de JCP, no valor de R$ 450 milhões, o equivalente a R$ 0,40 por ação, em 29/5, referente ao exercício de 2023…
… Já os dividendos de R$ 676,1 milhões (R$ 0,6063 por ação), também relativos a 2023, serão pagos em duas parcelas, nos dias 30/8 e 29/11.
RUMO aprovou a distribuição de R$ 170,9 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,0924 por ação, com pagamento em 31/5; ex desde 2/5.
HYPERA aprovou a distribuição de R$ 61,5 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,0973, com pagamento até o final do exercício social de 2025; ex em 24/5.
MARCOPOLO pagará em 10/6 JCP bruto de R$ 0,10/ação; ex dia 24.
POLISHOP. Justiça de SP aceitou pedido de recuperação judicial da empresa; dívidas somam R$ 395,6 milhões.
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AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.
China abre dia de agenda fraca
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[17/05/24]
… A produção industrial veio forte na China. O restante da agenda do dia é esvaziado, no fim de uma semana forte, com a inflação e indicadores nos EUA dando sinais de desaceleração e resgatando as chances de corte de juro neste ano. Fed boys mantêm o discurso de cautela, deslocando as expectativas para setembro e dezembro, enquanto as apostas para uma ação do BCE em junho estão firmes. Hoje, a leitura final da inflação ao consumidor (CPI) de abril na zona do euro sai às 6h. Em NY, mais dois dirigentes do Fed têm falas programadas: Christopher Waller (11h15) e Mary Daly (13h15). Aqui, já com o Copom dividido mais pacificado, Campos Neto participa, às 9h30, de evento sobre os 30 anos do Plano Real com Pérsio Arida, Gustavo Franco, Malan e Loyola. Entre os indicadores, saem o IPC-Fipe da segunda prévia de maio e a Pnad Contínua do 1Tri do IBGE (9h).
… No âmbito fiscal, Haddad e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, chegaram a um acordo, nesta 5ªF, sobre a desoneração da folha dos municípios, que será mantida este ano, com reintegração gradual da alíquota previdenciária a partir de 2025.
… Os critérios para a reoneração nos próximos anos ainda não foram definidos e, segundo Pacheco, o ministro assumiu o compromisso de apresentar uma proposta que compense a renúncia fiscal dos municípios, que deve somar cerca de R$ 7,2 bilhões este ano.
… Para a desoneração das empresas, o governo já havia decidido manter o benefício fiscal até 2027, com a reoneração gradual a partir de 2025, com alíquota de 5%. Para 2026, a alíquota seria de 10% e para 2027, de 15%. A alíquota de 20% seria restabelecida em 2028.
… Neste ano, fica valendo a taxação de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, que teve impacto de R$ 9,3 bilhões em 2023.
… Pacheco pretende votar em breve o projeto de lei apresentado pelo líder do União Brasil, senador Efraim Filho, prevendo os termos do acordo firmado com o governo sobre a desoneração. O texto será relatado pelo líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT).
… O ministro Padilha, que também participou da reunião, disse que as medidas compensatórias para a desoneração dos municípios e das empresas de 17 setores da economia estão sendo discutidas pela Fazenda e serão apresentadas nos próximos dias.
… Padilha afirmou, ainda, que o governo conta com uma decisão do ministro Cristiano Zanin (STF) para suspender os efeitos da decisão liminar, evitando que empresários e prefeitos tenham de arcar com as alíquotas cheias a partir do dia 20 de maio.
… A expectativa é que o STF suspenda a liminar que derrubou a desoneração até 2ªF, data de pagamento da contribuição patronal.
… Ontem à noite, em resposta a um pedido da AGU para suspender a liminar por 60 dias, o ministro Cristiano Zanin intimou o Congresso a se manifestar sobre a viabilidade de aprovar nesse prazo o projeto que contempla o acordo entre Executivo e Legislativo.
MAIS AGENDA – O diretor do BC Paulo Picchetti participa, às 9h30, de conferência anual do BC, com transmissão pelo Youtube. Nos EUA, a Baker Hughes informa, às 14h, os poços de petróleo e plataformas em operação.
CHINA HOJE – A produção industrial teve alta anualizada de 6,7% em abril e superou a expectativa de 5,5%. Já as vendas no varejo aumentaram 2,3% no mesmo período, resultado inferior à previsão de 3,8% dos analistas.
O ENREDO POLITIZADO – Traindo a esperança de que Petrobras pudesse interromper a sangria provocada pela demissão de Prates, os papéis da empresa partiram ontem para uma nova onda vendedora no Ibovespa.
… Mesmo depois da queda livre de quase 7% na 4ªF, a ação ON caiu mais 1,82% ontem (R$ 39,29) e PN perdeu 2,84% (R$ 37,31), ampliando o tombo da véspera (-6,04%). Na semana, os papéis já derreteram mais de 10%.
… O mercado ainda continua muito sensível ao uso da Petrobras como instrumento de política pública.
… A chegada de Magda Chambriard à presidência da Petrobras depende da sua eleição pelo conselho de administração da companhia, em reunião que deve acontecer na última semana deste mês.
… O Ibov ainda conseguiu fechar com uma alta discreta, de 0,2%, aos 128.283,62 pontos, graças à Vale e aos frigoríficos.
… O giro do dia, de R$ 23,5 bilhões, deve crescer hoje com o vencimento de opções sobre ações.
… Vale subiu 0,73% (R$ 64,91) acompanhando a forte alta de 2,56% do minério de ferro em Dalian.
… Houve uma alta generalizada no setor de frigoríficos, com investidores animados com os resultados do 1Tri apresentados nos últimos dias.
… Minerva liderou, com +9,38% (R$ 6,88), seguida por JBS (+4,63%, a R$ 28,45), Marfrig (+4,44%, a R$ 11,28) e BRF (+3,29%, a R$ 19,15).
… Bancos fecharam sem direção única. Bradesco ON ficou estável, a R$ 11,93. Bradesco PN ganhou 0,53% (R$ 13,36) e Banco do Brasil subiu 0,11% (R$ 27,68). Itaú baixou 0,30% (R$ 33,22) e Santander caiu 0,04% (R$ 28,05).
… No vermelho, CVC cedeu 7,44% (R$ 1,99), um dia após a renúncia do presidente do Conselho de Administração da empresa, Valdecyr Maciel Gomes, e de outros membros do colegiado.
… Azul (-5,44%; R$ 10,25) e Yduqs (-4,87%; R$ 13,10) também se destacaram na baixa.
… Na contramão do exterior, o dólar fechou em leve queda de 0,13%, a R$ 5,1302, patinando entre o fluxo positivo, especialmente na conta comercial, e o discurso duro de membros do Fed, que elevou Treasuries e dólar lá fora.
… A moeda cedeu de forma mais firme na primeira parte do pregão, por causa da forte alta do minério, importante na pauta de exportação brasileira, mas devolveu parte da desvalorização ao longo do dia.
… Nos DIs, houve pressão da alta dos Treasuries e das questões domésticas. No Boletim Macrofiscal divulgado ontem, a Fazenda elevou as estimativas para o IPCA e o PIB, fatores de pressão para o juro.
… Mas são só. Na entrevista que se seguiu, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, disse que mudanças no cenário externo, em especial nos EUA, trazem expectativa de Selic terminal maior em 2024.
… “Temos aí uma expectativa de menos cortes [nos EUA] e uma taxa terminal maior para o Brasil do que tínhamos alguns meses atrás”, disse.
… Já contabilizando os efeitos iniciais do desastre climático no Rio Grande do Sul, o IPCA 2024 foi revisado de 3,50% para 3,70%, perto da mediana do Focus, de 3,76%. Para o IPCA 2025, a projeção subiu de 3,10% para 3,20%.
… Para o PIB 2024, houve revisão de alta de 2,2% para 2,5%, ainda sem considerar o desastre gaúcho e os efeitos dos benefícios monetários à população do Estado. Para 2025, a projeção se manteve em alta de 2,8%.
… Segundo a Fazenda, esses benefícios aos gaúchos podem mitigar em grande parte os efeitos negativos das inundações.
… O avanço na projeção do PIB de 2024 considera o crescimento do setor de serviços, cuja previsão saiu de 2,4% para 2,7%, compensando as revisões para baixo nas estimativas de crescimento da agropecuária e da indústria.
… Na B3, o juro para Jan25 subiu a 10,365% (10,349) e o Jan26, a 10,610% (10,569%). O Jan27 avançou a 10,930% (10,878%); o Jan29, a 11,410% (11,341%), o Jan31, a 11,620% (11,546%) e o Jan33, a 11,680% (11,627%).
OS QUARENTA MIL – Antes de as bolsas em NY fecharam em queda, um feito foi comemorado pelos investidores: o Dow Jones tocou na marca histórica de 40 mil pontos na máxima do dia.
… Mesmo com os índices no vermelho no fechamento, o nível alcançado pelo Dow foi considerado uma demonstração de força do mercado de ações, calcada em balanços e economia americana fortes.
… Depois de um abril difícil, as bolsas acumulam ganho de mais de 5% em maio.
… Ontem, os índices estavam sujeitos a uma acomodação, depois de subirem mais de 1% e baterem recordes de fechamento na véspera. A baixa também teve ajuda de comentários duros de diretores do Fed.
… Eles continuam a não ver motivos ainda para cortar as taxas de juros nos EUA, apesar da agenda de indicadores do dia ter favorecido o início do ciclo de desaperto monetário em setembro.
… A produção industrial de abril veio estável, abaixo do 0,2% esperado. Os pedidos de auxílio-desemprego, de 222 mil, embora 10 mil menores que na semana anterior, ficaram maiores que os 218 mil esperados.
… Apesar disso, Loretta Mester (Cleveland) disse que, após as leituras de inflação “decepcionantes” do primeiro trimestre, vai demorar mais tempo para a inflação atingir a meta de 2% ao ano.
… Ela considera que os dados mais recentes não inspiram maior confiança no progresso da desinflação.
… Thomas Barkin qualificou o CPI de abril como ainda fora do que o Fed deseja. Já John Williams considerou o dado uma boa notícia, mas insuficiente para permitir corte de juros.
… Essas falas deram força aos juros dos Treasuries e contribuíram para diminuir as apostas de corte de juro em setembro, de 72,4% para 68,4%, no agregado do dia do monitoramento do CME Group.
… A ferramenta indica probabilidade maior de 50 pb nos juros americanos este ano, setembro e dezembro.
… Em NY, o juro da note de 2 anos avançou a 4,795% (de 4,73%), o da note de 10 anos subiu a 4,377% (4,3405%) e o do T-bond de 30 anos aumentou a 4,516% (4,5066%).
… O Dow Jones caiu 0,10% (39.869,38 pontos), apesar do salto de 7% de Walmart, com balanço que agradou. S&P500 recuou 0,21% (5.297,10) e o Nasdaq perdeu 0,26% (16.698,32).
… Os discursos dos dirigentes do Fed também deram força ao dólar e o DXY subiu 0,11%, a 104,462 pontos.
… O iene caiu 0,36%, a 155,41/US$. O euro cedeu 0,12%, a US$ 1,0869, e a libra recuou 0,09%, a US$ 1,2669.
… Dirigentes do BCE seguiram apontando junho como a data da flexibilização monetária no bloco. O vice Luis de Guindos reafirmou sua expectativa de corte de juros no mês, mas deixou o restante do ano em aberto.
… Martins Kazaks argumentou que não há pressa em flexibilizar a política monetária, mas também citou que provavelmente haverá corte em junho.
EM TEMPO… AMBEV aprovou programa de recompra de até 24 milhões de ações ON.
REDE D’OR vendeu participação na corretora D’Or Consultoria para a MDS por R$ 800 milhões.
ISA CTEEP fará a 16ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 1 bilhão.
AZUL. CEO, John Peter Rodgerson, considera que consolidação do setor aéreo reduziria o custo de capital para as companhias latino-americanas, resultando em melhores serviços para os clientes. (Bloomberg)
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