Prejuízo de Petrobras, Galípolo e IPCA fecham a semana
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[09/08/24]
… Divulgada nesta 6ªF, a inflação na China subiu mais que o esperado, oferecendo esperança de recuperação na demanda doméstica, que pesou sobre o crescimento este ano. Já nos EUA, a queda maior do que a prevista dos pedidos de auxílio-desemprego acalmou os mercados e garantiu a sólida recuperação dos ativos, mas o otimismo pode não resistir aos novos indicadores, se resgatarem os receios de recessão. Aqui, os investidores devem reagir às indicações de Galípolo sobre as chances de alta da Selic, no final da tarde, que pressionaram os juros futuros na reta final, mesmo após o dólar ter furado os R$ 5,60. As coisas podem se complicar se NY decidir surfar em nova onda de volatilidade ou se o IPCA de julho (9h) trouxer surpresas negativas. Na B3, repercute o prejuízo de Petrobras.
… Contrariando a estimativa de lucro de R$ 14,7 bilhões em consulta do Broadcast com seis casas (Itaú BBA, UBS, Santander, Safra, BTG Pactual e Ativa Investimentos), a Petrobras reportou ontem à noite prejuízo de R$ 2,6 bilhões no 2Tri.
… Em declaração à CVM, a companhia explicou que o resultado foi impactado por fatores não recorrentes, com destaque para a variação cambial e o acordo tributário feito com o Carf, que respondeu por uma baixa contábil de R$ 11,9 bilhões.
… O desembolso do valor ao Carf será parcelado, o que reduz efeitos sobre o fluxo de caixa e abre espaço para o pagamento de dividendos aprovado no total de R$ 13,57 bilhões, equivalente a R$ 1,05320017/ação ordinária e preferencial.
… Mas a Petrobras usará R$ 6,4 bilhões da reserva de R$ 21,9 bilhões dos dividendos extraordinários de 2023 para os dividendos do 2Tri, com a primeira parcela a ser paga em 21/11 e a segunda, em 20/12. As ações serão negociadas ex-direitos a partir de 22/8.
… Não haverá pagamento de dividendos extraordinários relativos ao 2Tri/24.
… Além do Carf, o resultado foi impactado também pelas dívidas das subsidiárias no exterior por causa do câmbio (US$ 2,3 bilhões). Para o diretor financeiro e de RI, Fernando Melgarejo, sem esses eventos, o lucro seria de US$ 5,4 bilhões e o Ebtida, de US$ 12 bilhões.
… O investidor acompanha às 11h a teleconferência da Petrobras para comentar os resultados.
GALÍPOLO – Cotado para substituir Campos Neto no comando do BC a partir de janeiro/2025, fez uma fala surpreendente em palestra no 15º Congresso das Cooperativas de Crédito, em BH, onde mandou a real sobre o sentimento e a visão do Copom.
… Admitiu que, para ele, o balanço de riscos está “assimétrico”, coisa que a ata não deixou explícito, que isso se deve não apenas aos três riscos para cima e dois para baixo, mas também às “preocupações que o Copom vem comunicando de maneira sucessiva e crescente”.
… Citou o mercado de trabalho mais apertado, o crescimento da economia acima do esperado e o cenário externo incerto.
… “O Copom saiu de um ciclo de cortes para uma Selic mais restritiva, migrando para uma posição dependente de dados, deixando todas as alternativas em aberto, inclusive a elevação da taxa de juros, como colocado de maneira explícita na ata do Copom.”
… Segundo Galípolo, “todos os diretores estão dispostos a aumentar os juros, se for preciso, para perseguir a meta”.
… Disse ainda que “não faz muito sentido” imaginar que os novos indicados não poderiam votar por uma alta do juro porque o presidente Lula é crítico a esse nível da Selic. “É como se um estudante de medicina desmaiasse no PS porque não pode ver sangue”.
… Galípolo disse que está “alinhado” com a visão do mercado de que o cenário é desconfortável para o BC atingir a meta. E insistiu que a meta é de 3%, e não de 3,2%, que é a projeção do cenário alternativo do BC para a inflação no 1Tri/26.
… “Se o Executivo quiser juro menor que o necessário para levar a inflação a 3%, que altere a meta.”
… Ou Galípolo se empolgou na intenção de convencer o mercado de que o novo BC não será leniente, como parte dos economistas ainda teme, ou o discurso está combinado com o chefe e ele ainda será o indicado para ganhar a cadeira de RCN.
IPCA – Após alta de 0,21% em junho, o índice oficial de inflação deve acelerar a 0,35% em julho, na mediana do Broadcast, com previsões entre piso de 0,30% e teto de 0,50%. Em 12 meses, a mediana indica avanço de 4,23% para 4,47%.
… A mediana indica alta de 4,11% para o IPCA de 2024; para 2025, de 3,91%; e para o 1Tri/2026, de 3,71% – todas acima da meta de 3%.
… O reajuste da gasolina e a adoção da bandeira tarifária amarela nas contas de energia elétrica devem puxar a aceleração na margem do IPCA de julho. A expectativa de recuo nos alimentos, porém, deve moderar o avanço da inflação.
… O mercado prevê também aceleração da média dos núcleos, de 0,23% em junho a 0,35% em julho, com alta dos preços administrados (de 0,33% para 1%), serviços (0,04% para 0,71%), serviços subjacentes (0,36% para 0,59%) e bens industriais (0,13% para 0,14%).
… Já os preços livres (de 0,17% para 0,13%) e a alimentação no domicílio (de 0,47% para -1,20%) devem arrefecer.
MUITA CALMA NESSA HORA – Na Bloomberg, alguns analistas pareciam desconfiados no meio da festa do auxílio-desemprego.
… Jeff Roach (LPL Financial): “Investidores precisam ter cuidado para não ler demais como fizeram com o payroll. As contratações devem diminuir no ano, e se os dados se deteriorarem rapidamente a partir de agora, o Fed pode tomar medidas decisivas em setembro”.
… Bret Kenwell (eToro): “Depois do susto do payroll, qualquer dado que sugira que o Fed não está atrás da curva em relação ao seu provável corte de taxa em setembro é uma notícia bem-vinda para os investidores”.
… Neil Dutta (Renaissance Macro Research): “Estamos nos recuperando por causa do auxílio-desemprego. Se vierem surpresas negativas nos dados da semana que vem, volta a conversa de que o Fed está atrasado”.
… Dubravko Lakos-Bujas (JPMorgan): “As ações continuam correndo risco de quedas mais severas se o crescimento seguir desacelerando e o Fed não demonstrar urgência em flexibilizar a política monetária”.
… Gennadiy Goldberg (TD Securities): “Os títulos do Tesouro passaram por uma tempestade perfeita e um ritmo mais rápido de cortes de taxas do Fed (50 pontos-base) continuará sendo uma preocupação”.
MAIS AGENDA – Além do IPCA, saem hoje as primeiras prévias do IPC-Fipe (5h) e do IGP-M (8h). O fluxo em estradas pedagiadas em julho será divulgado às 10h. Os diretores do BC participam de reuniões semanais com economistas.
… Campos Neto será homenageado ao meio-dia com o “Prêmio Economista do Ano”, promovido pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), em SP. Ailton De Aquino (BC) palestra às 9h50 em evento de cooperativas de crédito.
CHINA HOJE – A inflação ao consumidor (CPI) registrou alta anualizada de 0,5% em julho e superou a previsão de 0,3%. Já os preços ao produtor (PPI) tiveram queda anual de 2%, quando se esperava que caíssem menos (0,9%).
FALCÃO EM PELE DE POMBO? – Pegos de surpresa pelos comentários bem conservadores de Galípolo no final da tarde de ontem, os juros futuros viraram para alta na reta final e o dólar futuro acentuou o ritmo de queda.
… Por essa ninguém esperava, que ele viesse tão hawkish. A mensagem conservadora de última hora promete continuar tendo impacto hoje. Na abertura do pregão regular, a moeda americana pode contratar gap de baixa.
… A perspectiva de alta (se preciso) da Selic favorece o carry trade e indica que a sorte do real está virando. Já esta semana, a nossa moeda foi favorecida pela novidade do BoJ de que não pretende subir juro por enquanto.
… Agora, é torcer para NY não estragar tudo com uma nova corrida de segurança contra o choque de recessão.
… O alívio com o emprego ontem nos EUA garantiu o terceiro pregão de queda do dólar, que veio abaixo de R$ 5,60. Caiu 0,90%, a R$ 5,5741, e acumula um alívio de 2,37% na semana, embora ainda suba quase 15% no ano.
… No câmbio futuro, já sob o “efeito Galípolo”, o dólar para setembro acelerou a baixa (-1,85%), a R$ 5,5495.
… Na reviravolta de final de pregão, os contratos futuros dos juros, que prometiam fechar em queda na B3, com ajustes técnicos, voltaram a incorporar prêmios de risco com o discurso inusitado do diretor do BC.
… No fechamento, o DI Jan/25 subiu a 10,730% (de 10,690% no dia anterior); Jan/26, 11,640% (de 11,510%); Jan/27, 11,730% (de 11,660%); e Jan/29, 11,855% (contra 11,810%). Só o Jan/31 caiu, a 11,850% (de 11,870%).
A MOLA DO IBOVESPA – Na avaliação animadora dos estrategistas do JPMorgan, o índice à vista da bolsa doméstica já chegou ao fundo e, daqui para frente, o único caminho possível parece ser uma recuperação.
… “O Brasil foi mais resiliente do que outros mercados emergentes durante a correção do mercado, potencialmente sinalizando que, nos níveis atuais, o Ibovespa está no seu bottom”, observou o banco, em relatório ao mercado.
… A equipe para ações da América Latina espera uma reação no segundo semestre, apesar da ressalva de dois riscos no front: um pouso forçado da economia americana e a “reemergência de preocupações fiscais” domésticas.
… “Acreditamos que o Brasil continua bem posicionado para outperform caso não haja um hard landing nos EUA.”
… Hoje, no âmbito doméstico, a bolsa tem dois desafios: prejuízo da Petrobras e o efeito Galípolo.
… A impressão deixada ontem pelo auxílio-desemprego, de que não vai ter recessão na economia americana, contribuiu para puxar o Ibov acima dos 128 mil, junto com a expectativa positiva para o balanço da Petrobras.
… Embalado pelo bom humor do dia, o índice à vista subiu 0,90%, aos 128.660,88 pontos, com volume financeiro de R$ 20,3 bilhões, e zerou as perdas deste início de mês, passando a acumular valorização de 0,79% em agosto.
… Locomotiva do pregão, Petrobras ON (+1,64%) fechou na máxima de R$ 39,70 e a preferencial (PN) subiu 1,60%, a R$ 36,85, acelerando os ganhos à tarde, em sintonia com o barril de petróleo e as expectativas pelo balanço.
… Lá fora, o Brent para outubro subiu 1,06%, a US$ 79,16, influenciado pela sinalização do auxílio-desemprego de uma economia mais aquecida nos EUA, que fornece expectativas mais otimistas para o consumo das commodities.
… Entre as blue chips financeiras, Bradesco voltou a brilhar (ON, +0,95%, a R$ 12,78; e PN, +1,14%, a R$ 14,25). Ainda Santander subiu: 0,39% (R$ 28,28). Já BB caiu 0,42%, a R$ 26,19, após o balanço, e Itaú perdeu 0,36%, a R$ 33,65.
… Vale ficou no vermelho (ON, -0,61%, a R$ 56,85), sem espaço de reação com a queda de 4% do minério.
… Embraer (+9,99%, a R$ 41,94) liderou o ranking positivo do Ibovespa, após reportar um lucro líquido ajustado de R$ 415,7 milhões no 2Tri, com crescimento de 50,6% na comparação com o mesmo período de 2023.
LAVOU A ALMA – Pondo em xeque a recessão projetada pelo payroll, a queda do auxílio-desemprego nos EUA diminuiu um pouco a sensação de que o Fed errou e perdeu o timing do início do ciclo de cortes do juro.
… Mas este jogo ainda não terminou. Em NY, como se viu, alguns analistas veem o otimismo com desconfiança, lançando alertas de que a volatilidade pode voltar se os próximos indicadores apontarem fraqueza da atividade.
… Todo o foco se transfere agora à divulgação, na 4ªF, da inflação ao consumidor (CPI). Embora não seja o dado predileto do Fed, que prefere o PCE, o indicador ganha importância redobrada neste momento de incerteza.
… Sinalizando que a economia norte-americana pode estar desacelerando em pouso suave e não em hard landing, os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram para 233 mil, mais do que o esperado (240 mil).
… Saiu de cena a aposta mais radical de reunião extraordinária do Fed antes de setembro para promover um corte emergencial. A dúvida agora é se a flexibilização começará com 25pb (43,5%) ou 50pb (56,5%).
… Para o acumulado do ano, o cenário mais provável ainda é de redução de 100pb do juro, mas a chance um ajuste menor, de 75pb, vem crescendo na ferramenta de apostas do CME e já supera a precificação de 1,25pb.
… Em relatório, o JPMorgan observou que as chances de recessão nos EUA têm aumentado, mas não são o cenário-base: a probabilidade de a economia contrair no segundo semestre é de 35%, contra 25% antes.
… Mais relaxados depois do dado de emprego desta 5ªF, os mercados em NY revigoraram o apetite por risco.
… O índice de volatilidade VIX devolveu 14% e as bolsas de NY fecharam em forte alta, com o setor de tecnologia garantindo a maior alta diária desde novembro de 2022 para o S&P 500, que subiu 2,30%, aos 5.319,31 pontos.
… O índice Dow Jones ganhou 1,76%, aos 39.446,49 pontos, e o Nasdaq avançou 2,87%, para 16.660,02 pontos.
… O auxílio-desemprego deu o start logo cedo para os juros dos Treasuries subirem. A taxa da Note de 2 anos superou os 4%, para 4,034%, contra 3,986% na véspera. A de 10 anos avançou de 3,953% para 3,994%.
… Só no câmbio é que o dólar ficou devendo uma reação mais vigorosa ao indicador do mercado de trabalho. O índice DXY fechou praticamente estável (+0,01%), a 103,209 pontos. O iene caiu 0,35%, para 147,13/US$.
… A libra subiu a US$ 1,2745 e o euro recuou a US$ 1,0919. Entre as divisas emergentes, o peso mexicano avançou 1,90%, a 18,928/US$, após o Banxico cortar o juro em 25pb, a 10,75%, mas sinalizar política restritiva.
EM TEMPO… B3 registrou lucro líquido de R$ 2,727 bilhões no 2TRI, alta de 10,1% na comparação anual. Volume médio diário negociado de ações caiu 11,2% no 2TRI24 ante 2TRI23, para R$ 23,9 bilhões…
… Empresa elevou número de ações de programa de recompra de 230 milhões para 340 milhões; programa teve início em 1º/3/24 e termina em 28/2/25…
… Mudança prevê ainda contratação de operações com derivativos; demais condições não mudaram.
PETRORECÔNCAVO registrou lucro líquido de R$ 136 milhões no 2TRI, queda de 23% na comparação anual; Ebitda somou R$ 447,3 milhões, alta de 40% em relação ao mesmo período de 2023…
… Produção consolidada em julho atingiu 26,883 boe/dia, baixa de 0,17% na comparação com junho.
SABESP registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 2TRI, alta de 62,6%; Ebitda ajustado atingiu R$ 2,9 bilhões, 35% acima de um ano antes; receita operacional líquida foi de R$ 6,7 bilhões, crescimento anual de 9%.
MAGAZINE LUIZA registrou lucro líquido de R$ 23,6 milhões no 2TRI e reverteu prejuízo reportado um ano antes; Ebitda somou R$ 655 milhões, alta de 130% em relação ao mesmo período de 2023.
LOJAS RENNER teve lucro líquido de R$ 315 milhões no 2TRI24, alta de 37,1% sobre o 2TRI23; Ebitda ajustado foi de R$ 670,5 milhões, alta de 39,2%.
GRENDENE registrou lucro líquido de R$ 41,6 milhões no 2TRI, queda de 27,2% na comparação anual; Ebitda somou R$ 42,7 milhões, alta de 75,6% em relação ao mesmo período de 2023…
… Empresa aprovou novo programa de recompra de até 5 milhões de ações, com término em 6/11/25.
ALPARGATAS teve lucro líquido normalizado de R$ 31,5 milhões no 2TRI24, revertendo prejuízo de R$ 43 milhões no 2TRI23; Ebitda normalizado ficou em R$ 69,6 milhões, salto anual de 1.350%.
VIVARA registrou lucro de R$ 210,9 milhões no 2TRI, alta de 91,8% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 164 milhões, crescimento de 23,9% em relação ao mesmo período de 2023.
ASSAÍ registrou lucro líquido de R$ 123 milhões no 2TRI, queda de 21,2% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 1,288 bilhão, alta de 15,7% ante mesmo período de 2023.
FLEURY teve lucro líquido de R$ 173,6 milhões no 2TRI24, alta de 47,5% ante o 2TRI23; Ebitda subiu 21,7% no ano, a R$ 522 milhões…
… Companhia aprovou distribuição de R$ 184 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,3373 por ação, com pagamento em 2/10; ex em 15/8.
HAPVIDA registrou lucro líquido ajustado de R$ 490,2 milhões no 2TRI, alta de 121,2% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 957,9 milhões, avanço anual de 58%.
YDUQS teve lucro líquido de R$ 24,8 milhões no 2TRI24, queda de 22,5% ante 2TRI23; Ebitda totalizou R$ 424,7 milhões, alta de 1,6% em um ano.
ÂNIMA registrou prejuízo atribuível ao acionista de R$ 14,7 milhões no 2TRI, queda de 85,6% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 337,4 milhões, avanço de 21,1% em relação ao mesmo período de 2023…
… Empresa aprovou a distribuição de dividendos, após 5 anos de interrupção, no valor de R$ 178 milhões, o equivalente a R$ 0,4712 por ação, com pagamento e ex em 14/8.
CYRELA teve lucro líquido de R$ 412 milhões no 2TRI24, alta de 47% sobre o 2TRI23; receita líquida totalizou R$ 1,857 bilhão no 2TRI, alta anual de 14%; margem bruta ajustada foi a 34,7%, alta anual de 0,6pp.
GAFISA registrou lucro de R$ 4,7 milhões no 2Tri, revertendo o prejuízo de R$ 91 milhões de um ano antes. Na mesma base de comparação, porém, as receitas caíram 37,3%, para R$ 178,3 milhões…
… O Ebitda ficou negativo em R$ 5,5 milhões, ante o resultado positivo de R$ 9,5 milhões de um ano antes.
UNIPAR registrou lucro líquido de R$ 89 milhões no 2TRI, queda de 52% na comparação anual; Ebitda somou R$ 115 milhões, recuo de 69% em relação ao mesmo período de 2023.
CPFL ENERGIA registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no 2TRI, queda de 11,8% na comparação anual; Ebitda consolidado somou R$ 2,837 bilhões, recuo de 7,1% em relação ao mesmo período de 2023.
CAIXA SEGURIDADE registrou lucro gerencial de R$ 770,3 milhões no 2TRI, queda anual de 6,4%; prêmios cresceram 8,6% ante mesmo período de 2023, para R$ 2,441 bilhões; sinistralidade subiu 38,8pp em um ano, para 59,4%…
… Empresa aprovou a distribuição de dividendos intercalares antecipados no valor de R$ 702 milhões, o equivalente a R$ 0,2340 por ação, com pagamento em 18/11; ex em 5/11.
ALUPAR registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 393,4 milhões no 2TRI, alta de 15,9% na comparação anual; Ebitda somou R$ 644,8 milhões, queda de 5,3% em relação ao mesmo período de 2023.
SANEPAR registrou lucro líquido de R$ 375,6 milhões no 2TRI, queda de 11% na comparação anual; Ebitda somou R$ 644 milhões, recuo de 2,9% em relação ao mesmo período de 2023.
SUZANO registrou prejuízo líquido de R$ 3,766 bilhões no 2TRI e reverteu lucro de R$ 5 bilhões um ano antes; Ebitda ajustado somou R$ 6,288 bilhões, alta de 60% na comparação anual.
ESPAÇOLASER registrou lucro de R$ 1,3 milhão no 2TRI, revertendo prejuízo de R$ 11 milhões no mesmo período de 2023; Ebitda somou R$ 642,4 milhões, alta de 24,2% na comparação anual.
TECNISA registrou prejuízo líquido de R$ 31,3 milhões no 2TRI, revertendo lucro de R$ 4,57 milhões registrado um ano antes.
ZAMP informou que foi declarada vencedora do processo competitivo para aquisição de determinados bens e direitos que integram as operações das lojas Starbucks no Brasil, detidas pelo Grupo SouthRock.
SIMPAR teve lucro líquido de R$ 49,3 milhões no 2Tri, aumento de quatro vezes sobre o mesmo período de 2023. A receita líquida total teve aumento de 36,3%, para R$ 10,307 bilhões. Ebitda ficou em R$ 2,664 bilhões (+17,5%).
AMBIPAR registrou prejuízo de R$ 140 mi no 2Tri, valor mais de quatro vezes superior ao prejuízo de R$ 33,1 mi no mesmo período do ano anterior. A receita avançou 17,5%, a R$ 1,41 bi. Ebitda foi de R$ 436,4 mi, alta anual de 18%.
AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!
*com a colaboração da equipe do BDM Online
AVISO – Bom Dia Mercado, produzido pela Mídia Briefing, não pode ser copiado e/ou redistribuído.
NY amanhece à espera do auxílio-desemprego
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[08/08/24]
… Os dados do auxílio-desemprego (9h30) nos Estados Unidos ganham relevância especial nesta 5ªF, após o maior aumento em quase um ano na semana anterior, atribuído à greve das montadoras e ao furacão Beryl. As previsões na Bloomberg são de queda de 9 mil nos pedidos iniciais, para 240 mil. Se vier uma nova alta, pode reacender a crise detonada pelo payroll. Ainda lá fora, México e o Peru decidem juros e a China divulga inflação no final da noite. No Brasil, Campos Neto (9h) e Galípolo (17h) dão palestras e podem abordar o cenário externo mais adverso, que pressiona o câmbio e já abre a possibilidade de um aumento da Selic – segundo alerta na ata do Copom. Na B3, mais dez empresas divulgam seus balanços hoje, incluindo Petrobras, todos após o fechamento dos mercados.
… De acordo com levantamento do Broadcast com seis casas (Itaú BBA, UBS, Santander, Safra, BTG Pactual e Ativa Investimentos), o lucro da Petrobras deve ficar em torno dos R$ 14,7 bilhões (média), 48,7% menor do que há um ano.
… Ilan Arbetman, analista de energia da Ativa Investimento, disse que o primeiro resultado da gestão de Magda Chambriard será afetado pelo desembolso de R$ 11,9 bilhões do acordo entre a Petrobras e o Carf. “Excluído esse efeito, seguirá perto dos anteriores.”
… A previsão para a receita é de R$ 129,2 bilhões (alta de 13,5%) e para o Ebitda, de R$ 66,6 bilhões (+17,7%)
… A grande expectativa, no entanto, continua sendo a distribuição de dividendos pela Petrobras, que ainda retém metade dos dividendos extraordinários de 2023. O Itaú BBA espera pelo menos R$ 10,1 bilhões em proventos no 2Tri e o UBS, R$ 14,9 bilhões.
… À espera do balanço, os papéis da Petrobras tiveram pequenas quedas no Ibov, ignorando a alta do petróleo, enquanto as ações do BB, que divulgou seus números após o fechamento, caíram 1,31%. Confira abaixo no Em tempo… os resultados de ontem à noite.
… Estão ainda no calendário de hoje: Assaí, B3, Cyrela, Hapvida, Lojas Renner, Magazine Luiza, Petrorecôncavo, Sabesp e Yduqs.
… Nesta 4ªF, o Ibov resistiu à virada das bolsas em NY após leilão malsucedido de Notes-10 anos estimular vendas das big techs, e fechou positivo, enquanto o câmbio foi favorecido pela queda do iene e ajudou a manter os juros em baixa (leia abaixo).
MAIS AGENDA – Aqui, saem a primeira prévia de agosto do IPC-S (8h) e os dados regionais da produção industrial de junho (9h). Lula faz reunião ministerial às 9h30. Haddad antecipou em um dia o fim das férias para participar.
LÁ FORA – Além do auxílio-desemprego, saem nos EUA os estoques no atacado (11h), com previsão de alta de 0,2% em junho. O Fed boy Tom Barkin participa de evento às 16h. O BC do México decide juro às 16h e do Peru, às 20h.
A RÉGUA DO DÓLAR – Pela matemática dos economistas do UBS BB, a taxa de câmbio precisaria cair abaixo dos R$ 5,55 para evitar nova alta da Selic, neste momento em que o dólar entra como variável-chave do Copom.
… Esta semana, a ata deixou explícita a intenção de aumentar o juro se o risco do câmbio não for neutralizado.
… Segundo os cálculos da equipe do UBS BB, se a moeda americana permanecer perto do R$ 5,65 (como ainda está agora), o BC deve se sentir mais propenso a aumentar a política monetária em meio ponto na reunião de setembro.
… Um estresse maior, com dólar próximo de R$ 6,00, colocaria no radar aumentos mais agressivos ao longo do ano.
… Uma volta a R$ 5,55 poderia representar “uma escolha difícil entre nenhuma mudança e um aumento de 0,25pp”, acredita o banco. Já uma desvalorização para R$ 5,40 seria suficiente para o Copom deixar a Selic inalterada.
… O diretor da Wagner Investimentos, José Raymundo Faria Junior, avaliou ao Broadcast que só com a taxa de câmbio na faixa entre R$ 5,60 e R$ 5,70 é que a aposta em retomada do ciclo de aperto se tornaria mais realista.
… Ontem, o Itaú elevou a estimativa do dólar para R$ 5,50 em 2024 e 2025 (de R$ 5,30 e R$ 5,40 respectivamente), mas manteve a projeção de Selic estável até o fim do ano que vem, apesar de reconhecer os riscos maiores.
… A instituição financeira reviu ainda a previsão de inflação para 2024 e 2025 de 4,0% para 4,2%, incorporando uma aceleração do setor de serviços no próximo ano, em função do mercado de trabalho ainda mais apertado.
… Já o Bradesco, em relatório distribuído a clientes, projeta IPCA de 4,30% este ano, perto do teto da meta (4,5%), mas acredita que a inflação vai ceder a 3,4% em 2025, sem o impacto do El Niño e enchentes no RS.
… Os economistas do banco estimam dólar de R$ 5,30 no final de 2024, com Selic estável, e projetam que o repasse do choque recente no câmbio pode elevar a inflação em 0,50pp nos próximos quatro trimestres.
… Na mira do Copom, o real contou ontem com a queda firme do iene para ampliar a recuperação.
… A declaração do número 2 do BoJ, descartando nova alta do juro no Japão “enquanto os mercados estiverem voláteis”, devolveu atratividade ao carry trade, favorecendo moedas que oferecem juros altos (nosso caso).
… No fechamento, o dólar operava abaixo de R$ 5,65, após cair 0,57%, cotado no mercado à vista em R$ 5,6250.
… O real também é favorecido pela expectativa de que a Selic (mesmo estável) seguirá elevada, enquanto o Fed deve começar a cortar o juro em setembro. Acredita-se que essa equação possa incrementar o fluxo estrangeiro.
… Além disso, a alta das importações da China em julho animou os países exportadores de commodities.
… A curva do DI pouco conseguiu aproveitar o alívio ontem do dólar, porque a pressão das taxas dos Treasuries, atribuída a um leilão malsucedido de títulos do Tesouro americano, cortou o barato dos juros futuros por aqui.
… Mais cedo, os contratos chegaram a cair mais de 10pb, mesmo com o susto do IGP-DI de julho, que acelerou para 0,83%, contra 0,50% em junho, e superou o teto das estimativas do mercado financeiro, de 0,80%.
… Mas à tarde frearam o ritmo, praticamente zerando a queda. DI Jan/25 caiu a 10,690% (de 10,701%); Jan/26 ficou estável (11,530%); Jan/27, 11,68% (de 11,69%); Jan/29, 11,84% (de 11,830%) e Jan/31, 11,870% (11,880%).
BALA DE PRATA – A temporada dos balanços tem sido um diferencial para o Ibov amortecer os choques externos. Descolado ontem da piora de humor em NY à tarde, o índice à vista resgatou os 127 mil pontos.
… Em alta firme de 0,99%, fechou aos 127.513,88 pontos, com volume financeiro de R$ 21 bilhões. Na demonstração particular de força, 66 papéis (de 85) da carteira teórica da bolsa operaram no azul.
… GPA disparou 8,42%. Apesar de o grupo ter reportado prejuízo de R$ 332 milhões no 2Tri, o resultado veio 21,9% melhor do que um ano antes. Além disso, o Pão de Açúcar conseguiu reduzir a alavancagem no período.
… Impulso extra para o Ibov veio das ações mais sensíveis aos juros futuros. A curva do DI caiu quase o pregão todo, embora tenha praticamente zerado as quedas para o fechamento, de olho nas taxas dos Treasuries.
… Apesar da cautela de última hora, o DI ainda ajudou a puxar um rali em CVC (+9,94%) – que também operou à espera do balanço da noite -, Localiza (+9%), Magalu (+7,88%), LWSA (+6,45%) e MRV (+5,97%) e Eztec (+5,61%).
… Outro fator de suporte para a bolsa veio da virada à tarde para o positivo dos papéis PN do Itaú (+0,27%; R$ 33,77), no day after do balanço, e do Bradesco (+0,21%; R$ 14,09), que arrasou nos dois pregões anteriores.
… Já Bradesco ON caiu 0,24% (R$ 12,66), bem pouco se comparado à explosão recente. BB performou mal (-1,31%; R$ 26,30), na contagem regressiva pelo resultado após o fechamento. Santander cedeu 0,77% (R$ 28,17).
… Como as ações das blue chips das commodities recuaram só levemente, não comprometeram o dia no Ibovespa. Vale perdeu 0,19%, a R$ 57,20, apesar do crescimento observado nas importações da China em julho.
… Petrobras ficou de fora do avanço expressivo do petróleo Brent/out (+2,42%; US$ 78,33), que reagiu à queda dos estoques nos EUA. Petrobras ON caiu 0,15%, a R$ 39,06, e Petrobras PN, -0,14%, negociada a R$ 36,27.
EFEITO SUSHI – Avisado pelo vice do BoJ de que o juro japonês não vai subir enquanto o mercado global estiver no olho do furacão, o investidor reverteu as especulações hawkish que até aqui garantiram a escalada do iene.
… A moeda japonesa mergulhou fundo (-1,5%), a 146,95/US$, e garantiu alta de 0,22% ao índice DXY, a 103,197 pontos, que só não subiu mais, porque o euro (US$ 1,0926) e a libra esterlina (US$ 1,2697) oscilaram pouco.
… O câmbio aguarda as cenas dos próximos capítulos nos EUA, sob risco de novos ataques de pânico com uma recessão. Depois de a onda de turbulência recente ter derrubado os juros dos Treasuries, as taxas vão voltando.
… Ontem, a demanda abaixo da média em um leilão de Notes-10 anos puxou o rendimento do título do Tesouro americano deste prazo de 3,894% para 3,953%. O retorno do bônus de 2 anos subiu de 3,982% para 3,986%.
… Com os Treasuries rendendo mais, o investidor reduziu o interesse pelas ações das gigantes de tecnologia e abriu vendas. Nvidia recuou 5,12%. Teve ainda o tombo de 20% da Super Micro Computer após o balanço.
… Na metade do pregão, as bolsas em NY anularam as altas superiores a 2% exibidas pela manhã e viraram para o negativo: Dow Jones, -0,60% (38.763,45 pontos); S&P 500, -0,77% (5.199,50); e Nasdaq, -1,05% ( 16.195,81).
EM TEMPO… BANCO DO BRASIL teve lucro líquido ajustado de R$ 9,502 bilhões no 2TRI24, alta de 8,2% ante 2TRI223; margem financeira foi de R$ 25,549 bi, alta anual de 11,6%…
… Receitas com serviços somaram R$ 8,845 bi, alta de 6,7% em um ano; carteira de crédito foi de R$ 1,182 trilhão, 13,2% acima do 2TRI23; ativos somaram R$ 2,362 trilhões, alta de 12,4%…
… BB atualizou parte de seus guidances para o resultado de 2024; projeção para margem financeira passou a ser de alta entre 10% e 13% em relação ao ano passado; guidance anterior era de crescimento entre 7% e 11%…
… Para as provisões, banco passou a prever despesa entre R$ 31 bilhões e R$ 34 bilhões; anteriormente, esperava despesas da ordem de R$ 27 bilhões a R$ 30 bilhões…
… Também houve a revisão da perspectiva para o crescimento da carteira de negócios sustentáveis, que migrou da faixa de 5% a 9% para de 9% a 13%…
… Banco aprovou a distribuição de R$ 866,8 milhões em dividendos (R$ 0,1518/ação) e de R$ 1,795 bilhão em JCP (R$ 0,3144/ação), com pagamento em 30/8; ex em 22/8.
ELETROBRAS registrou lucro líquido de R$ 1,742 bilhão no 2TRI, alta de 7,6% na comparação anual; Ebitda regulatório recorrente somou R$ 6 bilhões, crescimento de R$ 484 milhões ante o mesmo período de 2023.
ENGIE teve lucro líquido ajustado de R$ 855 milhões no 2TRI24, alta anual de 6,1%; Ebitda ficou em R$ 2 bilhões, alta de 8,6% sobre 2TRI23…
… Empresa aprovou a distribuição de R$ 932,8 milhões em dividendos intercalares, o equivalente, a R$ 1,1432 por ação, com data de pagamento ainda a ser definida; ex em 22/8
ENERGISA teve lucro líquido consolidado de R$ 655 milhões no 2TRI24, queda de 0,3% ante 2TRI23; Ebitda foi de R$ 1,775 bilhão, alta anual de 0,2%…
… Empresa aprovou a distribuição de R$ 457,1 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 1 por unit e R$ 0,20 por ação (ON e PN), com pagamento em 28/8; ex em 13/8.
COPEL registrou lucro líquido de R$ 473,6 milhões no 2TRI, alta de 53,9% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 1,280 bilhão, aumento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2023.
MINERVA teve lucro líquido de R$ 95,4 milhões no 2TRI24, queda de 21% ante 2TRI23; Ebitda somou R$ 744,6 milhões, alta anual de 4,7%.
CVC teve prejuízo líquido de R$ 22,2 milhões no 2TRI24, queda de 86,7% ante 2TRI23; Ebitda ajustado foi de R$ 70,3 milhões, +R$ 83 milhões sobre o Ebitda do 2TRI23.
CASAS BAHIA registrou lucro líquido de R$ 37 milhões no 2TRI24 e reverteu prejuízo de R$ 492 milhões no 2TRI23; Ebitda ajustado somou R$ 452 milhões, queda de 3,5% na comparação anual.
C&A registrou lucro líquido de R$ 58,1 milhões no 2TRI24, ante R$ 3,2 milhões no 2TRI23; Ebitda ajustado somou R$ 359,5 milhões, alta anual de R$ 28,8%.
GUARARAPES registrou lucro líquido de R$ 57,015 milhões no 2TRI, revertendo prejuízo de um ano antes; Ebitda somou R$ 359,7 milhões, alta de 50,6% na comparação anual.
QUALICORP registrou lucro líquido de R$ 13,3 milhões no 2TRI, queda de 3,2% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 181 milhões, recuo de 7,1% em relação ao mesmo período de 2023.
TENDA registrou lucro líquido consolidado de R$ 4,5 milhões no 2TRI24 e reverteu prejuízo do 2TRI23; Ebitda ajustado consolidado somou R$ 91,2 milhões no 2TRI, avanço de 89,6% na comparação anual.
COGNA. Prejuízo caiu 82,4% no 2TRI, na comparação anual, para R$ 8,3 milhões; Ebitda ajustado somou R$ 481,6 milhões, alta de 13,15 em relação ao mesmo trimestre de 2023.
ULTRAPAR teve lucro líquido de R$ 491 milhões no 2TRI24, alta de 106% sobre 2TRI23; Ebitda ajustado somou R$ 1,3 bilhão, alta anual de 39%.
TOTVS registrou lucro líquido consolidado de R$ 120,7 milhões no 2TRI, alta de 16,2% na comparação anual; Ebitda somou R$ 276,3 milhões, aumento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2023.
SANTOS BRASIL registrou lucro líquido de R$ 171,7 milhões no 2Tri, um aumento de 81,9% na comparação com o mesmo período de 2023. O Ebitda somou R$ 337,7 milhões no período, valor 52% maior do que no ano anterior.
JSL registrou lucro líquido de R$ 107,2 milhões no 2TRI, queda de R$ 47,8% na comparação anual; Ebitda somou R$ 543,5 milhões, queda de 11,4% em relação ao mesmo período de 2023.
DEXCO registrou lucro líquido de R$ 94,5 milhões no 2TRI, recuo de 40% na comparação anual; Ebitda somou R$ 635 milhões, queda de 3,6% em relação ao mesmo período de 2023.
RANDON registrou lucro de R$ 87 milhões no 2TRI, queda de 25,5% na comparação anual; Ebitda somou R$ 380,9 milhões, recuo de 14,3% em relação ao mesmo período de 2023.
ESTAPAR registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 3,7 milhões no 2TRI24, revertendo prejuízo de R$ 16,5 milhões no 2TRI23; Ebitda somou R$ 120,7 milhões, alta de 14,2% na comparação anual.
CBA registrou prejuízo líquido de R$ 74 milhões no 2TRI, 48% acima da perda de R$ 50 milhões reportada no mesmo período de 2023; Ebitda somou R$ 339 milhões, salto de 4 vezes na comparação anual.
AERIS registrou prejuízo líquido de R$ 3,1 milhões no 2TRI, queda de 66,9% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 70,6 milhões, redução de 31,3% frente ao 2TRI23.
TIM. Goldman Sachs elevou preço-alvo da ação da empresa de R$ 18,00 para R$ 18,80, reiterando recomendação neutra; revisão ocorreu em decorrência de menores projeções de custo de capital.
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*com a colaboração da equipe do BDM Online
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Sinalização do BoJ é novidade do dia
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
[07/08/24]
… É fraca a agenda hoje nos Estados Unidos e na zona do euro, mas a alta nas importações na China em julho, divulgada nesta madrugada, já contrata uma abertura positiva para as commodities. Ainda na Ásia, o vice-presidente do BC japonês descartou alta do juro enquanto os mercados estiverem instáveis, o que é ruim para o iene, mas pode ser muito bom para o real. Aqui, a alta do minério de ferro deve contribuir para pressionar o IGP-DI de julho (8h), que pode acelerar a 0,68% na mediana do Broadcast, com o acumulado em 12 meses subindo para 4,0%, em meio ao recado mais hawkish da ata do Copom, que deixou explícita a intenção de aumentar a Selic se o risco do câmbio não for neutralizado. Por enquanto, as coisas se acomodaram e os ativos domésticos operaram no modo recuperação junto com Nova York. Na B3, a temporada de resultados do 2Tri ganha ritmo, com 22 balanços previstos para esta 4ªF, incluindo Banco do Brasil e Eletrobras, após o fechamento.
… Ontem à noite, o ADR de Itaú reagiu em alta de 1,18% ao lucro líquido de R$ 10,072 bilhões, pouco acima da média das expectativas de oito casas (BTG Pactual, Citi, Safra, JPMorgan, XP, Goldman Sachs, Genial e Santander) consultadas pela Agência Estado.
… À espera do balanço, Itaú subiu mais de 2% no pregão desta 3ªF, enquanto Bradesco continuou a brilhar entre as maiores altas do Ibov, ainda repercutindo o seu resultado na 2ªF. Para o BB, as previsões são de lucro líquido de R$ 9,198 bi.
… Confira no Em Tempo… os outros balanços divulgados ontem à noite, como GPA, Iguatemi, Movida, Prio, Raia Drogasil e Vibra Energia.
… O calendário de hoje prevê bancos Inter e Pan, antes da abertura, e, após o fechamento, Aeris Energy, C&A, Braskem, C&A, Bahia, CBA, Cogna, Copel, CVC, Dexco, Energisa, Engie, Guararapes, Minerva, Qualicorp, Santos, Tenda, Totvs e Ultrapar, além de BB e Eletrobras.
ATA DO COPOM – Reforçando um cenário global de maior incerteza e a persistente depreciação cambial, a ata elevou o tom de cautela em relação ao comunicado e afirmou que o Banco Central “não hesitará em subir a Selic se julgar apropriado”.
… Assim, provocou um ajuste na curva dos juros futuros, embora esse ajuste também tenha sido motivado pelos tombos da véspera, que afundaram o DI junto com os yields dos Treasuries no dia de pânico e movimentos irracionais dos mercados.
… Não houve guidance na ata, mas um alerta que pode ser equiparado a um viés de alta se as coisas não se acomodarem.
… “O Comitê, unanimemente, avalia que o momento é ainda de maior cautela e de acompanhamento diligente dos condicionantes da inflação” para, então, se decidir “por manter a Selic elevada por tempo suficientemente longo ou subir a taxa de juros”.
… Novo levantamento do Broadcast com economistas do mercado, após a ata, não alterou a mediana das expectativas para a Selic no fim do ano, que continua em 10,5%. De 45 casas consultadas, 42 mantiveram essa projeção para a taxa básica.
… Mas parte dos entrevistados reconhece que há riscos para uma eventual elevação do juro ainda em 2024.
… Já para o Copom de setembro, é unânime a expectativa de estabilidade da taxa Selic.
MAIS AGENDA – O BC divulga a captação da poupança em julho (9h) e o fluxo cambial semanal (14h30). Os dados da Anfavea saem às 10h. Nos EUA, os estoques de petróleo do DoE (11h) têm previsão de queda de 500 mil barris.
JAPÃO HOJE – O vice-presidente do BoJ, Shinichi Uchida, disse em discurso para líderes empresariais na noite de ontem que, enquanto os mercados estiverem instáveis, a instituição não aumentará as taxas de juros.
… “Em contraste com o processo de aumentos nas taxas de juros na Europa e EUA, a economia do Japão não está em uma situação em que pode ficar para trás se não aumentar a taxa de juros em um determinado ritmo.”
… As declarações derrubavam o iene durante a madrugava e acionavam fortes ganhos na bolsa de Tóquio.
CHINA HOJE – As importações registraram alta anualizada de 7,2% em julho, mais do que o dobro da projeção de 3%. Já as exportações avançaram 7%, frustrando a estimativa dos analistas de crescimento de 9,9%.
… A balança comercial chinesa teve superávit de US$ 84,65 bilhões, abaixo da previsão de US$ 100 bilhões.
FIEL DA BALANÇA – A ata do Copom não fez mistério e, na mensagem mais hawk do que a do comunicado, deixou muito clara a possibilidade de o BC voltar a subir a Selic em algum momento se o dólar não se acomodar.
… A sinalização de que o ciclo de aperto pode, eventualmente, ser retomado reforçou a atratividade do carry trade e o real performou tão bem ontem, que exibiu o melhor desempenho entre as divisas globais relevantes.
… Também a reversão do caos em NY ajudou a diminuir as apostas contra a moeda brasileira. No alívio do cenário, o dólar à vista fechou abaixo de R$ 5,70. Exibiu queda firme de 1,46%, negociado a R$ 5,6574.
… Para o Copom conseguir bancar a Selic estável, vai ter que torcer, entre outras coisas, para o iene parar de subir. Ontem, um diretor do JPMorgan disse que o desmonte de posições de carry trade está só na metade.
… Segundo Arindam Sandilya, a moeda japonesa continua sendo uma das mais subvalorizadas. Também o Lombard Odier ressalta que o movimento de força do iene como ativo de segurança deve continuar no curto prazo.
… Seja como for, se o BoJ cumprir a promessa de não subir o juro enquanto os mercados globais estiverem atravessando a volatilidade atual, as forças no câmbio podem mudar, contra o iene e a favor do nosso real.
… A curva do DI operou ontem descolada da queda do dólar e disparou junto com os juros dos Treasuries e o recado mais agressivo da ata do Copom. Traders voltaram a jogar as fichas em uma alta de 0,25pp da Selic em setembro.
… Esta é a aposta unânime agora na curva a termo, embora entre os economistas, como se viu, a maioria absoluta continue projetando juro estável no final do ano, em 10,50%. O Copom está condicionado às flutuações do câmbio.
… O Itaú reconhece que, se o real não reagir sustentadamente, uma alta da Selic em setembro será inevitável.
… No fechamento, o DI para Jan/25 subiu para 10,695% (contra 10,587% no pregão anterior); Jan/26, a 11,550% (de 11,220%); Jan/27, a 11,69% (de 11,440%); Jan/29, a 11,840% (de 11,710%); e Jan/31, a 11,880% (de 11,740%).
DIA DO CAÇADOR – Passada a tempestade no exterior, o Ibov conseguiu emplacar a sua primeira alta do mês e driblar o alerta da ata do Copom, de que uma alta da Selic não está fora do radar se o câmbio melar tudo.
… Outro fator importante de impulso para a bolsa veio das blue chips (bancos, Vale e Petrobras), garantindo alta de 0,80% para o índice à vista, que recobrou a marca dos 126 mil pontos (126.266,70), com giro de R$ 22,4 bi.
… Herói da resistência, Bradesco subiu mais 3,42% (ON, a R$ 12,69) e 3,31% (PN, a R$ 14,06), mesmo depois de ter saltado em torno de 8% na véspera, na repercussão muito positiva ao balanço, com queda da inadimplência.
… Itaú (PN, +2,22%; R$ 33,68) também exibiu fôlego, horas antes do anúncio de seu resultado trimestral, ontem à noite. BB esperou em alta de 1,72% (R$ 26,65) pelo balanço de hoje. Santander teve alta de 0,21% (R$ 28,39).
… Além do otimismo em bloco do setor financeiro, as ações ligadas às commodities colocaram o Ibov no azul.
… Os papéis da Vale operaram de virada. Abriram no campo negativo, seguindo o minério de ferro (-1,42%), mas depois passaram a surfar na onda do entusiasmo dos mercados globais e fecharam em +0,51% (R$ 57,31).
… Bem melhores do que o petróleo Brent para outubro, que subiu só 0,24%, a US$ 76,48 por barril, as ações da Petrobras engataram altas firmes de 2,09% (ON, a R$ 39,12) e 1,74% (PN, a R$ 36,32), de carona no risk-on do dia.
… Lá fora, a alta moderada do petróleo foi atribuída às possíveis ameaças à oferta, como as preocupações sobre a escalada das tensões no Oriente Médio e as dúvidas quanto ao crescimento da China e EUA nos próximos meses.
… No topo do ranking positivo do Ibovespa, o papel da Natura disparou valorizou 3,53%, cotado a R$ 15,26. O papel ganha tração na expectativa pelo balanço da semana que vem (3ªF, dia 13) e a possível cisão com a Avon.
OLÉ! – Como em toda crise, a vivenciada neste momento pelo investidor nos EUA acabou abrindo oportunidade de compra ontem, após os dias de liquidação pesada nas bolsas em NY, nas taxas dos Treasuries e no dólar.
… Corrigindo os excessos recentes, a chance de o Fed abrir o ciclo com corte de juro de 50pb na reunião de setembro diminuiu para 69,5% na ferramenta de apostas do CME, depois de ter superado 90% na véspera.
… Baixada a poeira, o mercado também passou a precificar um ajuste total menor de queda do juro no ano, de 100pb, ao invés de 125pb. Para o BMO Capital, trata-se de um cenário mais realista, passado o auge do estresse.
… Na devolução dos movimentos exagerados e irracionais, a curva dos Treasuries retomou o senso de normalidade e o retorno da Note de 2 anos voltou a encostar nos 4%. Avançou de 3,883% para 3,982%.
… O retorno do título de 10 anos subiu de 3,774% para 3,894% e o do T-Bond-30 anos, de 4,061% para 4,192%.
… No day after do pesadelo, o índice VIX, conhecido como “termômetro do medo”, caiu 27,92%, para 27,80 pontos, devolvendo parcialmente a escalada de quase 65% no pregão anterior, quando tocou 38,57 pontos.
… Aproveitando para comprar barato nas bolsas em NY, o investidor interrompeu a febre vendedora e sustentou o Nasdaq (+1,03%, a 16.366,85 pontos), S&P 500 (+1,04%; 5.240,03 pontos) e o Dow Jones (+0,76%; 38.997,66).
… O Goldman Sachs mantém o preço-alvo do S&P 500 em 5.600 pontos para o final deste ano, um prêmio de cerca de 8% em relação ao nível atual, diante da leitura de que os EUA não vão cair em um quadro recessivo.
… No câmbio, a normalização do humor nos negócios permitiu ao dólar parar de cair com o Fed, levando o iene (-0,3%, 144,72/US$) a dar um tempo no rali. Em ajuste técnico, também o euro (US$ 1,0930) e a libra recuaram.
… A moeda do Reino Unido aprofundou as perdas para US$ 1,2692, em meio aos protestos violentos da extrema-direita no fim de semana e ao efeito residual do corte recente da taxa de juro pelo BC inglês (BoE).
EM TEMPO… PETROBRAS negou, em comunicado ao mercado, a decisão de recomprar refinaria de Mataripe…
… A companhia esclareceu que a due diligence da refinaria, vendida ao fundo Abu Dhabi Mubadala por US$ 1,65 bilhão em 2021, foi iniciada em março de 2024 e que “está em fase de conclusão”…
… No entanto, a empresa ressaltou que “ainda não fez qualquer oferta” e que também “não foi celebrado qualquer documento vinculante” sobre eventual parceria…
… Portanto, “não há qualquer decisão das instâncias competentes sobre eventual aquisição de participação na refinaria”. No dia 26 de julho, a FUP informou que a Petrobras estava perto de retomar o controle de Mataripe.
PRIO teve lucro líquido de US$ 272 milhões no 2TRI24, alta de 48% ante 2TRI23; Ebitda ajustado cresceu 64%, para US$ 546 milhões.
GRUPO PÃO DE AÇÚCAR registrou prejuízo líquido de R$ 332 milhões no 2TRI24, melhora de 21,9% sobre o 2TRI23; Ebitda ajustado somou R$ 396 milhões, alta de 57,2% na comparação anual.
VALE e Apollo estabeleceram joint-venture na Vale Oman; mineradora brasileira pagará US$ 600 milhões por 50% na JV, que é esperada para ser concluída no segundo semestre de 2024…
… Companhia disse que continuará a deter 100% da Vale Oman Pelletizing Company.
VIBRA ENERGIA teve lucro líquido de R$ 867 milhões no 2TRI24, mais de cinco vezes o lucro do 2TRI23; Ebitda ajustado somou R$ 1,55 bilhão no 2TRI24, alta de 70,3%.
RD SAÚDE teve lucro líquido ajustado de R$ 356,6 milhões no 2TRI24, alta anual de 2,11%; Ebitda ajustado somou R$ 824,4 milhões, alta de 7,4% em relação ao mesmo período de 2023.
ODONTOPREV registrou lucro líquido de R$ 130,1 milhões no 2TRI, alta de 5,9% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 162 milhões, avanço de 9,9% em relação ao mesmo período de 2023.
IGUATEMI registrou lucro líquido de R$ 76,3 milhões no 2TRI, recuo de 1,4% na comparação anual; Ebitda somou R$ 210,8 milhões, alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2023.
VULCABRAS registrou lucro de R$ 139,7 milhões no 2TRI, alta de 0,5% na comparação anual; Ebitda recorrente somou R$ 175,4 milhões, crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2023.
CURY registrou lucro líquido de R$ 172,2 milhões, alta de 41,8% na comparação anual; Ebitda somou R$ 208,9 milhões, avanço de 35,5% em relação ao mesmo período de 2023.
MOVIDA registrou lucro líquido de R$ 42,5 milhões no 2TRI24 e reverteu prejuízo do 2TRI23; Ebitda somou R$ 1,1 bilhão, alta de 29,2% na comparação anual.
FRAS-LE registrou lucro de R$ 39,9 milhões no 2TRI, queda de 58,7% na comparação anual; Ebitda somou R$ 112,3 milhões, recuo de 39,9% em relação ao mesmo período de 2023.
EMBRAER fechou contrato de crédito de US$ 1 bilhão com um grupo de bancos, com duração de cinco anos, estendendo o acordo assinado em outubro de 2022 no valor de US$ 650 milhões…
… Contrato visa o acesso de uma linha de crédito rotativo que pode ser utilizada pelas subsidiárias da empresa nos EUA e na Holanda.
OI. Justiça formalizou fim da primeira rodada de leilão da Oi Fibra; companhia disse que tomará as medidas necessárias para realizar a segunda rodada de alienação da Oi Fibra.
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