No Diário de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que expectativas de corte de juros nos EUA sustentaram o viés positivo global, com bolsas de NY em alta e dólar pressionado. No Brasil, o Ibovespa rompeu 161 mil pontos impulsionado por bancos, Petrobras e Vale, e o dólar caiu abaixo de R$ 5,33. Juros futuros recuaram com dados fracos da indústria. Hoje, agenda doméstica e internacional mais leve, com PMIs e fluxo cambial.
Vai rolar: PMIs e empregos no setor privado são destaques nos EUA; CMO vota Orçamento de 2026
[03/12/25] Agenda importante nos Estados Unidos testa as apostas de que o Fed voltará a cortar o juro na próxima semana (10), projetadas agora em quase 90% no CME Group. Saem hoje relatório ADP com empregos no setor privado, produção industrial e PMIs de serviços da S&P Global e do ISM.
Aqui, sem indicadores relevantes, o mercado reforça as expectativas de queda da Selic em janeiro, que levou o Ibovespa a renovar recorde em 161 mil pontos.
As atenções também se voltam para o Congresso, onde a crise com o Planalto não impediu o avanço do projeto que aumenta a tributação de bets e fintechs, nem a votação do Orçamento de 2026, marcada para esta quarta-feira, na CMO. (Rosa Riscala)
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores ▪️ 05h55 – Alemanha: PMI/S&P Global composto final de novembro ▪️ 06h00 – Zona do euro: PMI/S&P Global composto final de novembro ▪️ 06h30 – Reino Unido: PMI/S&P Global composto final de novembro ▪️ 07h00 – Zona do euro: PPI de outubro ▪️ 10h15 – EUA/ADP: Relatório de emprego no setor privado de novembro ▪️ 11h15 – EUA/Fed: Produção industrial de setembro ▪️ 11h45 – EUA/S&P Global: PMI composto final de novembro ▪️ 12h00 – EUA/ISM: PMI de serviços de novembro ▪️ 12h30 – EUA/DoE: Estoques semanais de petróleo ▪️ 14h30 – BC: Fluxo cambial semanal
Eventos ▪️CMO vota Orçamento de 2026 ▪️ 10h30 – Bélgica/BCE: Christine Lagarde testemunha no Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu
Giro das 12h: Ibovespa bate 160 mil pontos com bancos e Vale
O Ibovespa bateu novo recorde a 160 mil pontos (160.472,50 na máxima), puxado principalmente por bancos (Itaú +0,87%, Bradesco PN +1,03%), com apoio também de Vale (+0,38%), que elevou estimativa de produção de minério. Há pouco o índice subia 0,91% (160.061,78), com Petrobras (ON -0,71%; PN -0,50%) passando a acompanhar o petróleo (cerca de -0,50%), que olha a geopolítica.
Apostas sobre um corte de juros pelo Fed na próxima semana seguem majoritárias, com 88% das apostas no CME. Aqui, a produção industrial mais fraca que o estimado apoia expectativas de queda da Selic mais cedo. A produção industrial do Brasil cresceu 0,1% em outubro, na margem, recuperando-se da queda de 0,4% em setembro, mas abaixo do consenso de +0,4%. Em NY, as bolsas se recuperam antes do relatório PCE de setembro, na 6ªF, que pode calibrar as apostas sobre a decisão do FOMC. Dow Jones sobe +0,08%; o S&P 500 +0,31% e o Nasdaq +0,54%.
A disposição ao risco enfraquece o dólar e ante o real a moeda cede a R$ 5,3427 (-0,31%). O DXY é estável aos 99,427 Pontos (+0,01%) Os juros futuros recuam em toda a curva, enquanto os rendimentos dos Treasuries estão mistos, em alta nos longos. (Ana Katia)