No Diário de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed cortou juros e retomou a expansão do balanço, enfraquecendo o dólar e impulsionando bolsas, com Dow Jones e S&P 500 em recordes. No Brasil, Copom manteve Selic em 15% e reduziu aposta de corte para março, derrubando juros futuros. O real liderou ganhos entre emergentes e o Ibovespa ficou estável, perto de 160 mil pontos. Hoje, destaque para a Pesquisa Mensal de Serviços e discursos do Fed.
Vai rolar: Dia tem dado de serviços e eventos com Lula, Alckmin, Haddad, além de falas de Fed boys
[12/12/25] Três Fed boys falam hoje, mas é cedo para influenciarem as apostas depois do Fomc, que se concentraram na ferramenta do CME em uma pausa no ciclo de quedas, como sinalizou Powell, embora o dólar, os juros dos Treasuries e as bolsas americanas não descartem corte.
No Brasil, o comunicado conservador do Copom reduziu um pouco a convicção de que o primeiro corte da Selic vem em janeiro, mas não virou o jogo no mercado. Entre economistas, prevalece a expectativa majoritária para março. Lá e aqui, os indicadores definirão os próximos passos da política monetária.
Hoje, serão divulgados os dados de serviços em outubro, após as vendas no varejo terem surpreendido com alta. No fechamento da semana, Brasília dá uma trégua, mas o cenário eleitoral segue no radar. (Rosa Riscala)
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores ▪️ 04h00 – Alemanha/Destatis: CPI final de novembro ▪️ 04h00 – Reino Unido/ONS: produção industrial de outubro ▪️ 09h00 – IBGE: Pesquisa Mensal de Serviços de outubro ▪️ 15h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas em operação
Eventos ▪️ 10h00 – EUA: Anna Paulson (Fed/Filadélfia) discursa na Câmara do Comércio de Delaware ▪️ 10h30 – EUA: Beth Hammack (Fed/Cleveland) discursa em evento da Universidade de Cincinnati ▪️ 12h00 – Alckmin participa do 8º Seminário Internacional de Líderes, em São Paulo ▪️ 12h35 – EUA: Austan Goolsbee (Fed/Chicago) participa de evento institucional ▪️ 15h00 – Lula e Alckmin participam de solenidade do início das operações do canal SBT News ▪️ 19h00 – Haddad e Simone Tebet recebem homenagem do grupo Prerrogativas, em São Paulo
Giro das 12h: Ibovespa e dólar recuam após Copom, de olho em cena eleitoral; NY opera mista com novo temor de bolha na IA
O Ibovespa negociava há pouco em leve queda de 0,13%, aos 158,866,06 pontos, no day after da esperada manutenção da Selic em 15% ano pelo Copom e novo corte de juros pelo Fed, de olho nas tensões em Brasília e na disputa eleitoral de 2026, com o PL da Dosimetria em foco. Galípolo não arredou pé e mantém seu tom conservador, frustrando as expectativas de algum sinal sobre possível redução das taxas já em janeiro. O recado de que política monetária ficará contracionista “por um período bastante prolongado” se mantém. Na seara dos indicadores, as vendas no varejo (IBGE) aumentaram 0,5% em outubro frente a setembro. Entre as blue chips, Petrobras cai (PN -1,63% e ON -1,70%) na esteira do petróleo, e Vale negociava estável. O dólar à vista recuava 0,77%, a R$ 5,4268, enquanto os juros futuros caíam, sobretudo na ponta longa. Em NY, as bolsas operavam sem direção única (Dow Jones +0,57%; S&P500 -0,34%; Nasdaq -0,73%), sob pressão de ações de tecnologia, com as preocupações sobre uma bolha na IA voltando ao foco após projeções pessimistas da Oracle. O dólar cai frente a pares (DXY -0,54%), enquanto os rendimentos dos Treasuries recuam (T-note de 10 anos a 4,26%). (Márcio Anaya/mr)