Ibovespa termina sessão estável, mesmo com ganhos de Petrobras e Vale; em NY, bolsas ficam mistas

[18/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

Em meio à espera do pacote fiscal e à piora das expectativas de inflação indicadas pelo boletim Focus, o Ibovespa terminou a sessão em estabilidade, com leve baixa de 0,02%, aos 127.768,19 pontos, mesmo com os ganhos expressivos de Petrobras e Vale.

Após a petrolífera divulgar as previsões do plano estratégico para 2025/2029, Petrobras ON registrou +2,57% (R$ 41,55) e Petrobras PN, +2,50% (R$ 38,20). Já o papel da mineradora subiu 1,25% (R$ 57,55), depois de registrar cinco quedas seguidas, em linha com a alta do minério de ferro.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,70%, a R$ 5,7474. Os juros futuros ficaram mistos, com taxas de prazos médios e longos perto da estabilidade e curtos em alta.

Em NY, em dia de agenda esvaziada, as bolsas fecharam sem direção única, com incertezas sobre o ritmo do alívio monetário do Fed no foco.

Dow Jones caiu 0,13% (43.389,60). S&P500 subiu 0,39% (5.893,62). Nasdaq avançou 0,60% (18.791,81). Por sua vez, os retornos dos Treasuries passaram por correção.

(Igor Giannasi)

Juros curtos sobem com piora nas expectativas de inflação; miolo e ponta longa ficam estáveis

Os juros futuros tiveram comportamento misto nesta segunda-feira, com taxas de prazos médios e longos perto da estabilidade e curtos em alta. As curtas foram pressionadas pelo boletim Focus, que mostrou nova piora nas expectativas do mercado para inflação.

A projeção do IPCA de 2024 subiu de 4,62% para 4,64%; a de 2025 avançou de 4,10% para 4,12%; e a de 2026 passou de 3,65% para 3,70%. Já as taxas médias e longas ficaram comportadas, com a ajuda da queda do dólar, enquanto o mercado espera pelo pacote fiscal.

Ontem, o ministro Fernando Haddad declarou que o pacote já está fechado com o presidente Lula e que o anúncio ocorrerá brevemente.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,305% (de 13,235% no fechamento anterior); Jan/27 a 13,460% (13,440%); Jan/29 a 13,245% (13,250%); Jan/31 a 13,070% (13,090%); e Jan/33 a 12,950% (12,960%).

(Téo Takar)

Dólar recua com recuperação de commodities e realização de ganhos

O dólar recuou diante do real nesta segunda-feira, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior, com investidores embolsando parte dos ganhos recentes no câmbio com o “Trump trade”.

O real também encontrou apoio na recuperação dos preços das commodities, o que favorece o fluxo positivo de capitais pela conta comercial.

A expectativa pela divulgação do pacote fiscal após o feriado colaborou para manter o câmbio doméstico comportado. O dólar à vista fechou em baixa de 0,70%, a R$ 5,7474, após oscilar entre R$ 5,7365 e R$ 5,7997. Às 17h03, o dólar futuro para dezembro caía 0,59%, a R$ 5,7550.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,43%, aos 106,231 pontos. O euro subia 0,50%, a US$ 1,0593. E a libra avançava 0,44%, para US$ 1,2675.

(Téo Takar)