Dólar sobe com maior aversão ao risco diante de tensões geopolíticas
O dólar à vista fechou em alta diante do real, mas longe da máxima do dia, registrada ainda pela manhã. Diante da falta de novidades sobre o plano fiscal do governo, a moeda foi pautada pelo noticiário externo, seguindo o comportamento de outras divisas emergentes.
Os investidores iniciaram a sessão mais avessos ao risco, buscando proteção na moeda americana, diante da notícia de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, mudou as regras de uso de armas nucleares, prevendo que qualquer ataque aéreo à Rússia pode desencadear uma resposta nuclear.
A medida é uma resposta aos EUA, que ontem decidiram permitir que a Ucrânia use mísseis de longa distância americanos contra a Rússia.
O dólar à vista fechou em alta de 0,34%, a R$ 5,7672, após oscilar entre R$ 5,7484 e R$ 5,7979. Às 17h03, o dólar futuro para dezembro subia 0,35%, a R$ 5,7760.
Lá fora, o índice DXY caía 0,06%, para 106,210 pontos. O euro recuava 0,05%, a US$ 1,0592. E a libra perdia 0,02%, a US$ 1,2677.
(Téo Takar)
Após ameaça nuclear da Rússia, petróleo perde força com mudança de postura do Irã
O petróleo teve uma sessão volátil nesta terça-feira, mas fechou praticamente estável, com investidores monitorando o noticiário geopolítico.
Pela manhã, a commodity chegou a subir com a informação de que presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que amplia as possibilidades de uso de armas nucleares, passando a considerar qualquer ataque convencional à Rússia por uma potência não nuclear apoiada por uma potência nuclear como um ataque conjunto.
A medida é uma resposta do Kremlin à autorização dada pelos EUA à Ucrânia para uso de mísseis americanos de longa distância contra a Rússia. À tarde, os preços perderam força diante da notícia de que o Irã concordou em encerrar sua produção de urânio enriquecido perto do grau para uso em bomba atômica.
O Brent para janeiro terminou praticamente estável (+0,01%), a US$ 73,31 por barril, na ICE. E o WTI para dezembro subiu 0,33%, a US$ 69,39 por barril, na Nymex.
Ouro avança com aumento de tensões entre Ucrânia e Rússia e expectativa de menos cortes de juros pelo Fed
O ouro voltou a subir nesta terça-feira, diante da piora das tensões entre a Rússia e Ucrânia e também em função das expectativas de que o Fed fará menos cortes de juros do que o previsto em um governo Trump de viés inflacionário, com a taxa estacionando na casa dos 4%.
O contrato para dezembro subiu 0,63%, para US$ 2.631,00 por onça-troy na Comex.