Na volta do feriado, aversão ao risco predomina no Ibovespa; após sessão volátil, NY fica no campo positivo

[21/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

A aversão ao risco predominou no Ibovespa na volta do feriado, com os investidores ainda à espera do pacote fiscal do governo e, no plano global, em meio à escalada nas tensões no conflito entre Ucrânia e Rússia. O índice fechou em baixa de 0,99%, aos 126.922,11 pontos, com volume de R$ 22 bilhões.

Diante do cenário internacional, o dólar à vista fechou em alta de 0,77%, a R$ 5,8115. Já os juros futuros ficaram perto da estabilidade (DI Jan26 a 13,185%).

Após uma sessão volátil, as bolsas em NY terminaram o dia no campo positivo, com as preocupações geopolíticas se mantendo no foco.

Dow Jones avançou 1,06% (43.870,35). S&P500 ganhou 0,53% (5.948,71). Nasdaq subiu 0,03% (18.972,42).

Com incertezas dos investidores quanto ao balanço da Nvidia, o papel da companhia oscilou entre altas e baixas, mas firmou-se no azul com ganho de 0,53%. Por fim, os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.

(Igor Giannasi)

Juros futuros ficam estáveis com arrecadação melhor que o esperado, enquanto investidor espera pacote

Os juros futuros encerraram a sessão desta quinta-feira perto da estabilidade, com o mercado avaliando os números fortes da arrecadação federal, enquanto aguarda a divulgação das medidas de corte de gastos do governo, ainda sem data para sair.

O avanço dos juros dos Treasuries e do dólar não chegaram a afetar os vencimentos médios e longos. A arrecadação somou R$ 247,9 bilhões em outubro, com alta real de 9,77% na comparação anual. O número ficou no teto das projeções dos economistas.

A atenção dos investidores agora está voltada para o relatório bimestral de receitas e despesas, nesta sexta-feira. O Santander estima que o governo fará um bloqueio adicional de R$ 5,0 bilhões nas despesas deste ano. A Instituição Fiscal Independente (IFI) calcula que o governo precisa de um esforço fiscal adicional de R$ 13,6 bilhões no último bimestre do ano para conseguir atingir o piso da banda de meta fiscal de 2024.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,185% (de 13,180% no fechamento anterior); Jan/27 a 13,345% (13,340%); Jan/29 a 13,150% (13,160%); Jan/31 a 12,980% (12,990%); e Jan/33 a 12,870% (12,860%).

(Téo Takar)

Dólar avança com tensões na Europa e indefinição sobre pacote fiscal

O dólar à vista fechou em alta diante do real nesta quinta-feira, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior. Investidores buscaram proteção na divisa por conta do agravamento das tensões entre a Rússia e a Ucrânia, com Moscou confirmando o uso de um foguete hipersônico contra os ucranianos.

Por aqui, a volta do mercado também foi marcada pela expectativa do anúncio do pacote de corte de gastos do governo, ainda sem data marcada para ocorrer.

O dólar à vista fechou em alta de 0,77%, a R$ 5,8115, após oscilar entre R$ 5,7832 e R$ 5,8340. Às 17h03, o dólar futuro para dezembro subia 0,61%, a R$ 5,8175.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,27%, aos 106,967 pontos. O euro recuava 0,54%, a US$ 1,0485. E a libra caía 0,37%, a US$ 1,2604.

(Téo Takar)