Dólar fecha perto da estabilidade, apoiado por fluxo, apesar da demora do governo em anunciar medidas

O dólar à vista fechou quase estável nesta sexta-feira, descolado da alta da moeda americana no exterior. A divulgação do plano de investimentos da Petrobras e o anúncio da distribuição de dividendos extraordinários pela estatal garantiram entrada de capital estrangeiro.

Nem mesmo o novo adiamento do pacote de cortes de gastos do governo e o atraso na divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas conseguiram prejudicar o real hoje.

No exterior, o dólar se fortalecia principalmente em cima das divisas europeias após novos dados preliminares de atividade (PMI) piores na Europa e melhores nos EUA, o que levou os investidores a acreditarem que o BCE e o BoE deverão ser mais agressivos do que o Fed nos cortes de juros.

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,05%, a R$ 5,8144, após oscilar entre R$ 5,7898 e R$ 5,8324. Na semana, a moeda subiu 0,45. Às 17h11, o dólar futuro para dezembro caía 0,03%, a R$ 5,8200.

Lá fora, o índice DXY avançava 0,56%, para 107,573 pontos. O euro caía 0,65%, a US$ 1,0408. E a libra perdia 0,54%, a US$ 1,2523.

(Téo Takar)

Petróleo sobe mais de 6% na semana com piora do cenário geopolítico na Europa

O petróleo registrou sua maior alta semanal desde o fim de setembro, na esteira do aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia. Vladimir Putin disse ontem que a Rússia disparou um míssil hipersônico contra a Ucrânia e hoje anunciou a produção em série dos novos mísseis.

O mercado também acompanhou a declaração conjunta da Opep e da Rússia, que renovaram o compromisso de manter a estabilidade dos mercados de petróleo e energia. O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, ressaltou que o país continuará como “fornecedor confiável” no mercado de petróleo.

O Brent para janeiro subiu 1,26%, a US$ 75,17 por barril, na ICE. E o WTI para janeiro avançou 1,63%, a US$ 71,24 por barril, na Nymex. Na semana, os contratos avançaram 6,2% e 6,6%, respectivamente.

Ouro sobe pelo quinto dia seguido e acumula ganho de 5,5% na semana

O ouro chegou à quinta alta seguida nesta sexta-feira, com investidores buscando proteção no metal em meio à escalada do conflito entre Ucrânia e Rússia.

O contrato do metal precioso para dezembro avançou 1,39%, para US$ 2.712,20 por onça-troy na Comex e acumulou ganho de 5,53% na semana.