Escalada no conflito entre Ucrânia e Rússia vira o foco da semana após a eleição de Trump
Depois dos EUA dominarem as atenções nas últimas semanas por conta da eleição de Donald Trump, nesta semana os investidores passaram a olhar para a Europa, onde Ucrânia e Rússia elevaram o nível do conflito.
Os ucranianos usaram mísseis americanos e britânicos, com consentimento dos dois países, contra a Rússia. Putin não deixou por menos, utilizando pela primeira vez um míssil hipersônico e avisando que o botão vermelho das armas nucleares poderá ser acionado se potências nucleares ocidentais continuarem apoiando militarmente os ucranianos.
O sentimento de aversão ao risco fez petróleo, ouro e dólar dispararem, mas ainda não bateu nas ações de Wall Street.
Por aqui, o mercado passou a semana em banho-maria, à espera de um pacote fiscal, que foi adiado mais uma vez. O relatório de receitas e despesas também ficou para mais tarde.
Já a Petrobras trouxe alento aos investidores, ao anunciar uma distribuição significativa de dividendos extraordinários.
Bom fim de semana! (Téo Takar)
Mercado doméstico se anima com plano estratégico e dividendos bilionários da Petrobras
[22/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
A divulgação do plano estratégico da Petrobras e o anúncio de distribuição de R$ 20 bilhões em dividendos extraordinários pela estatal animou os investidores nesta sexta-feira, com o Ibovespa fechando em alta de 1,74%, aos 129.125,51 pontos.
O volume foi de R$ 21,9 bilhões. Na semana, o índice ganhou 1,04%.
Petrobras ON teve elevação de 5,23% (R$ 43,24), figurando no ranking positivo, e Petrobras PN avançou 3,98% (R$ 39,42). Vale virou para o positivo, na contramão da baixa do minério de ferro, e subiu 0,97%, a R$ 58,18.
Apenas três ações caíram: Vamos Locação (-0,65%; R$ 6,10), Totvs (-0,33%; R$ 29,82) e Suzano (-0,15%, 60,70).
O dólar à vista fechou perto da estabilidade, em leve alta de 0,05%, a R$ 5,8144. Já os juros futuros subiram (DI Jan26 a 13,250%), em meio à espera pelo relatório bimestral de receitas e despesas e pelo pacote de medidas de cortes de gastos do governo.
Em NY, as bolsas terminaram a sessão no azul, apoiadas nos dados preliminares do PMI de novembro mais fortes do que o esperado, enquanto os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
Dow Jones subiu 0,97% (44.296,51). S&P500 ganhou 0,35% (5.969,34). Nasdaq avançou 0,16% (19.003,65). Na semana, os índices acumularam ganhos de, respectivamente, 1,96%, 1,68% e 1,73%.
(Igor Giannasi)
Juros futuros sobem à espera de relatório bimestral e pacote fiscal
Os juros futuros registraram ganho moderado de prêmios nesta sexta-feira, com investidores em compasso de espera pelo relatório bimestral de receitas e despesas e pelo pacote de medidas de cortes de gastos do governo.
O Ministério do Planejamento chegou a marcar a publicação do relatório para as 17h30, seguido de entrevista coletiva, mas depois adiou a divulgação para depois das 21h e deixou a entrevista coletiva para a próxima semana, ainda sem data definida.
Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que o relatório deve trazer um bloqueio no Orçamento “na casa dos R$ 5 bilhões”. Haddad também disse que as medidas fiscais devem ser anunciadas na segunda ou terça-feira, mas evitou dar números. Apenas garantiu que os cortes serão suficientes para “reforçar o arcabouço fiscal”.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,250% (de 13,185% no fechamento anterior); Jan/27 a 13,375% (13,345%); Jan/29 a 13,170% (13,150%); Jan/31 a 13,010% (12,980%); e Jan/33 a 12,890% (12,870%).
(Téo Takar)