Dólar recua após indicação de Bessent para comandar Tesouro dos EUA

O dólar à vista fechou em baixa moderada nesta segunda-feira, acompanhando o viés de queda da moeda americana no exterior. Porém, o recuo diante do real foi limitado pela demora na divulgação do pacote de corte de gastos do governo.

Lá fora, o dólar devolveu ganhos recentes com a melhora da percepção de risco fiscal dos EUA após Donald Trump indicar Scott Bessent para chefiar o Departamento do Tesouro.

Aqui, ministros da área econômica e o presidente Lula passaram boa parte do dia reunidos no Planalto, mas não havia expectativa de anúncio de medidas fiscais ainda hoje.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,15%, a R$ 5,8055, após oscilar entre R$ 5,7766 e R$ 5,8213. Às 17h04, o dólar futuro para dezembro caía 0,03%, a R$ 5,8080.

No exterior, o índice DXY recuava 0,68%, para 106,819 pontos. O euro subia 0,83%, a US$ 1,0505. E a libra avançava 0,33%, a US$ 1,2574.

(Téo Takar)

Petróleo cai com expectativa de cessar-fogo entre Israel e Hezbollah e abertura do Irã a negociar acordo nuclear

O petróleo fechou em forte baixa nesta segunda-feira, diante da melhora da percepção do risco geopolítico no Oriente Médio, compensando parte da alta da semana passada, provocada pelo aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia.

Segundo fontes do Líbano, o grupo Hezbollah estaria próximo de fechar um acordo de cessar-fogo com Israel. A expectativa é que o anúncio do acordo seja feito nas próximas 36 horas pelos presidentes dos EUA, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron.

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou ontem que vai abrir negociações com três países europeus sobre seu programa nuclear no próximo dia 29.

Os mercados também reagiram à declaração do ministro de energia do Azerbaijão, indicando que a Opep vai prorrogar os cortes de produção na sua reunião, marcada para dia 1º/12.

O Brent para janeiro caiu 2,87%, a US$ 73,01 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês recuou 3,23%, a US$ 68,94 por barril, na Nymex.

Frigoríficos firmam alta, reiterando baixo impacto do boicote ao Carrefour

Papéis de frigoríficos firmaram alta, reiterando o baixo impacto que o boicote ao Carrefour provocou no movimento dos ativos. Na avaliação de analistas, pela manhã, as ações de empresas do setor foram impactadas pelo baixo fluxo e não pelo corte no fornecimento da rede varejista.

Por volta das 16h19, Marfrig avançava 1,21%, a R$ 18,42. BRF registrava +0,44% (R$ 25,32). JBS tinha elevação de 0,40%, a R$ 34,79. Minerva subia 0,35% (R$ 5,66), na máxima do dia.

Amanhã, representantes de indústrias de proteína animal se reúnem para avaliar os impactos das medidas.