Bolsas da Europa fecham em baixa após Trump reiterar planos de protecionismo nos EUA
As bolsas da Europa fecharam em baixa hoje, após o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, reiterar seus planos de impor medidas protecionistas, embora ele não tenha citado diretamente os países europeus.
As ações de siderúrgicas (ThyssenKrupp -2,96%; ArcelorMittal -3,89%) e de montadoras (Volkswagen -2,59%; Stellantis -4,79%), setores que poderiam ser mais afetados pelas medidas, ficaram entre as principais baixas do dia.
Em Londres, o FTSE100 caiu 0,40%. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,56%. Em Paris, o CAC 40 teve queda de 0,87%. O Stoxx 600 fechou em baixa de 0,57%, aos 505,90 pontos.
Ainda à espera de pacote, Ibovespa fica de lado; NY termina sessão em alta
[25/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa ficou de lado na sessão desta segunda-feira, fechando em leve queda de 0,07%, aos 129.036,10 pontos, com os investidores ainda no aguardo do pacote fiscal do governo. O volume somou R$ 27,8 bilhões.
Petrobras ON registrou -0,97% (R$ 42,82) e Petrobras PN, -0,61% (R$ 39,18). Vale terminou o pregão quase estável (-0,02%; R$ 58,17).
O dólar à vista fechou em baixa de 0,15%, a R$ 5,8055. Os juros futuros recuaram, especialmente no miolo e na ponta longa da curva, acompanhando a queda das taxas dos Treasuries nos EUA.
Em NY, as bolsas fecharam em alta, embaladas pelo anúncio da indicação de Scott Bessent como secretário do Tesouro dos EUA.
Dow Jones subiu 0,99% (44.736,57). S&P500 ganhou 0,30% (5.987,37). Nasdaq avançou 0,27% (19.054,84).
Destaque negativo, as ações da Nvidia perderam 4,18%, em meio à notícia sobre visita de um executivo da empresa a autoridades chinesas para reforçar laços comerciais.
(Igor Giannasi)
Juros futuros seguem melhora dos Treasuries, mas recuo dos prêmios é limitado por demora de pacote
Os juros futuros recuaram nesta segunda-feira, especialmente no miolo e na ponta longa da curva, acompanhando a queda das taxas dos Treasuries. Nos EUA, os juros caíram mais de 10 pb hoje após a notícia de que Scott Bessent foi indicado por Donald Trump para chefiar o Departamento do Tesouro, o que melhorou a percepção de risco fiscal por lá.
Aqui, porém, a demora do governo em anunciar as medidas de cortes de gastos limitou a queda dos DIs. Já a ponta curta da curva voltou a subir, refletindo a piora nas expectativas de inflação do boletim Focus. A projeção para 2024 interrompeu uma sequência de sete semanas de alta com leve recuo, de 4,64% para 4,63%.
Já a estimativa para o IPCA de 2025 subiu de 4,12% para 4,34%, se aproximando do teto da meta (4,50%).
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,280% (de 13,250% na sessão anterior); Jan/27 a 13,350% (13,375%); Jan/29 a 13,125% (13,170%); Jan/31 a 12,970% (13,010%); Jan/33 a 12,850% (12,890%).
(Téo Takar)