Ibovespa sobe apoiado por bancos; em NY, Dow Jones e S&P500 registram recordes
[26/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Em sessão beneficiada pela boa performance de ações ligadas ao sistema financeiro, mesmo ainda sem o anúncio do pacote fiscal e com a alta do IPCA-15 acima do esperado, o Ibovespa registrou ganho de 0,69%, aos 129.922,38 pontos, com volume de R$ 21,4 bilhões.
Destacando-se entre seus pares, Itaú avançou 1,91%, a R$ 34,75. Por outro lado, os ativos das blue chips recuaram: Vale (-1,27%; R$ 57,43), Petrobras ON (-0,51%; R$ 42,60) e Petrobras PN (-0,13%; R$ 39,13).
O dólar à vista ficou praticamente estável (+0,04%), a R$ 5,8081, e os juros futuros fecharam em baixa moderada (DI Jan26 a 13,270%).
Em NY, renovando recordes de fechamento, Dow Jones subiu 0,28% (44.860,31) e S&P500 ganhou 0,57% (6.021,63). Por sua vez, Nasdaq avançou 0,63% (19.174,30).
O foco dos investidores ficou na decisão de Donald Trump de impor tarifas de importação a produtos vindos de México, Canadá e China, o que afetou a performance de empresas automobilísticas. GM, por exemplo, cedeu 8,99%.
Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única, com os juros longos em alta.
(Igor Giannasi)
Juros futuros recuam mesmo com aceleração no IPCA-15
Os juros futuros fecharam em baixa moderada nesta terça-feira, mesmo após o IPCA-15 ter acelerado em novembro (+0,62%) na comparação com outubro (+0,54%) e ficado perto do teto das expectativas do mercado (+0,64%). Economistas avaliaram que a abertura do dado não foi tão ruim, com a alta de preços concentrada em alguns itens, como a carne (+7%).
Investidores continuam aguardando o pacote de corte de gastos, prometido pelo ministro Fernando Haddad para esta semana. Na última hora de negócios, as taxas deram um repique de alta com a informação do líder interino do governo no Senado, Otto Alencar, de que as medidas de redução dos gastos provavelmente só serão votadas pelo Congresso no ano que vem.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,270% (de 13,280% no fechamento anterior); Jan/27 a 13,325% (13,350%); Jan/29 a 13,085% (13,125%); Jan/31 a 12,910% (12,970%); Jan/33 a 12,790% (12,850%).
(Téo Takar)
Dólar fica estável perante o real, no aguardo de pacote; peso mexicano e dólar canadense derretem com Trump
O dólar à vista oscilou em margem estreita e fechou perto da estabilidade perante o real nesta terça-feira, com o mercado ainda em compasso de espera pela divulgação do plano de corte de gastos do governo.
Ontem à noite, o ministro Fernando Haddad prometeu anunciar as medidas ainda nesta semana, depois de apresentá-las aos presidentes do Senado e da Câmara.
No exterior, a moeda americana retomou a trajetória de alta frente aos pares, após Donald Trump reforçar sua promessa de campanha de impor tarifas de importação a produtos vindos especialmente do México, do Canadá e da China. A declaração provocou forte depreciação do peso mexicano (+1,9%, a 20,68 pesos/USD) e do dólar canadense (+0,54%, a 1,406 CAD/USD).
Já a Ata do Fed não provocou maiores oscilações no câmbio, ao confirmar que os membros do BC americano adotarão o gradualismo nos cortes de juros em suas próximas decisões.
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,04%, a R$ 5,8081, após oscilar entre R$ 5,7830 e R$ 5,8285. Às 17h15, o dólar futuro para dezembro subia 0,10%, a R$ 5,8095.
Lá fora, o índice DXY subia 0,18% (107,005 pontos); o euro caía 0,21% (US$ 1,0475). E a libra perdia 0,17% (US$ 1,2549).
(Téo Takar)