Sem NY e frustrado com pacote, investidor bota pressão nos juros e no dólar, mas agora com menos força
[28/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Sem a referência de NY, fechada devido ao feriado de Ação de Graças, e diante da frustração com o pacote de corte de gastos do governo, os ativos domésticos seguem deteriorados na tarde desta quinta-feira, mas já se afastaram dos piores momentos do dia.
Após cravar a marca histórica de R$ 6,0036 (+1,52%), o dólar à vista subia 1,25% há pouco, para R$ 5,9870.
Os juros futuros chegaram a testar os 14% no vencimento de 2027, mas agora se acomodam pouco abaixo disso, ainda incorporando mais de 30 pb de prêmio (DI Jan/26 a 13,830%; Jan/27 a 13,950%; Jan/29 a 13,785%; Jan/31 a 13,640%).
O Ibovespa opera abaixo dos 126 mil pontos (-1,32%, a 125.984 pontos), com ações de exportadoras (JBS ON +3,95%; Suzano ON +2,88%) pegando carona na disparada do dólar e evitando um tombo mais da bolsa brasileira.
(Téo Takar)
Bolsas europeias se recuperam de perdas recentes, de olho em inflação na Alemanha
As bolsas europeias subiram nesta quinta-feira, em uma sessão de recuperação perdas recentes, apesar da liquidez reduzida devido ao feriado nos EUA.
Os investidores analisaram os dados de inflação na Alemanha e de sentimento econômico na zona do euro, que vieram melhores do que as expectativas.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,46%, a 507,30 pontos. O FTSE100, de Londres, subiu 0,08%. O DAX, de Frankfurt, ganhou 0,85%. E o CAC40, de Paris, avançou 0,51%.
Ibovespa recua em reação a isenção do IR e tributação dos super-ricos; índices em NY caem puxados por techs
[27/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em baixa de 1,73%, aos 127.668,61 pontos, com volume financeiro de R$ 26,3 bilhões, em reação à notícia de que o governo pretende aplicar a isenção do IR para salários de até R$ 5 mil e tributar os super-ricos, medidas que serão anunciadas juntamente com o pacote fiscal.
Petrobras ON registrou -0,33% (R$ 42,46) e Petrobras PN, -0,36% (R$ 38,99). Por outro lado, Vale figurou entre as poucas altas da sessão, com +1,22%, a R$ 58,13, assim como a acionista da mineradora, Bradespar, que subiu 1,39%, a R$ 18,24.
Ainda diante do noticiário econômico, o dólar à vista atingiu a maior cotação nominal de fechamento desde o início do plano real, alta de 1,81%, a R$ 5,9135.
Os juros futuros também dispararam (DI Jan26 a 13,500%).
Em NY, os índices fecharam em baixa, puxados especialmente pelas ações do setor de tecnologia, em particular das fabricantes de chip.
Dow Jones caiu 0,31% (44.722,06). S&P500 recuou 0,38% (5.998,74). Nasdaq perdeu 0,60% (19.060,48). Os retornos dos Treasuries também cederam.
(Igor Giannasi)