BC usa artilharia para conter disparada do dólar; fiscal e exterior mantêm juros em alta e bolsa em baixa
[13/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O BC fez há pouco um leilão surpresa de venda de dólares à vista, na tentativa de evitar nova disparada da moeda nesta tarde.
A divisa americana já vinha em alta, mas acelerou no começo da tarde e atingiu máxima de R$ 6,0776 pouco depois das 14h30 e o BC resolveu aparecer às 14h45, injetando US$ 845 milhões à vista, com taxa de R$ 6,0200. Após a intervenção, a moeda rondava os R$ 6,03 (+0,47%, a R$ 6,0346).
Mais uma vez, o risco fiscal penaliza os ativos domésticos, diante dos sinais de desidratação do pacote de corte de gastos e do tempo curto para aprovação das medidas pelo Congresso neste ano.
Os juros futuros ganham até 35 pb no miolo da curva (DI Jan/27 a 14,940%; Jan/29 a 14,500%; Jan/31 a 14,170%). As taxas longas também são afetadas pelo avanço dos juros dos Treasuries (T-Note de 10 anos a 4,3967%).
O Ibovespa recua 0,56%, para 125.334 pontos, em linha com Wall Street (Dow -0,22%; S&P500 -0,18%; Nasdaq -0,19%).
(Téo Takar)
Eletrobras e Copel sobem após anúncio de acordo estratégico para descruzamento de ativos
As ações da Eletrobras e da Copel operam no campo positivo, beneficiadas pelo acordo estratégico entre as duas companhias, anunciado ontem, que redistribui o controle de importantes ativos de transmissão e geração avaliados em R$ 5,5 bilhões.
A transação envolve as hidrelétricas Colíder e Mauá e a transmissora Mata de Santa Genebra.
Por volta das 14h30, Eletrobras ON registrava +0,28% (R$ 35,79) e Eletrobras PNB, +1,11% (R$ 40,15). Copel subia 0,65% (R$ 9,26).
Para o Goldman Sachs, a decisão tem potencial para otimizar e simplificar as estruturas operacionais das duas empresas.
Bolsas europeias recuam com dados fracos nas duas principais economias da região
As bolsas europeias fecharam em baixa nesta sexta-feira, com os investidores reagindo a dados fracos da economia do Reino Unido e da Alemanha, além das movimentações políticas na França.
O PIB do Reino Unido contraiu cerca de 0,1% em outubro, contrariando a expectativa de aumento de 0,1%. Já a produção industrial no país caiu 0,6%, ante projeção de alta de 0,3%. Já na Alemanha, as exportações caíram 2,8% em outubro, pior que o esperado.
Na França, o presidente Emmanuel Macron nomeou François Bayrou como seu novo primeiro-ministro. O anúncio ocorre após semanas de turbulência política no país, durante as quais os legisladores depuseram o ex-primeiro-ministro Michel Barnier.
No fechamento, o FTSE100 de Londres marcava baixa de 0,14%. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,10%. Em Paris, o CAC40 perdeu 0,15%. O índice Stoxx600 fechou em baixa de 0,53%, aos 516,45 pontos.