Dólar sustenta os R$ 6, mesmo após nova intervenção do BC
O dólar à vista teve mais uma sessão de volatilidade frente ao real nesta sexta-feira, que contou inclusive com intervenção do BC no mercado por meio de leilão à vista.
Além da incerteza com o cenário fiscal doméstico e o viés de alta da moeda no exterior, o avanço do dólar por aqui foi motivado por fatores técnicos, como a demanda de empresas para remessas de fim de ano, em uma sessão com liquidez limitada.
Segundo operadores, esse teria sido o motivo que levou o BC a entrar no mercado, injetando US$ 845 milhões por meio do leilão à vista, com taxa de corte de US$ 6,020. Desde 30 de agosto, a autoridade não fazia atuação similar.
Ontem, o BC colocou US$ 4 bilhões em dois leilões de linha com compromisso de recompra, também para suprir a demanda de fim de ano.
O dólar à vista fechou em alta de 0,40%, a R$ 6,0313, após oscilar entre R$ 5,9740 e R$ 6,0776. Na semana, a moeda recuou 0,65%. Às 17h05, o dólar futuro para janeiro subia 1,00%, a R$ 6,0450.
Lá fora, o índice DXY tinha leve alta de 0,04% (106,998 pontos); o euro subia 0,26% (US$ 1,0496); e a libra caía 0,47% (US$ 1,2617).
(Téo Takar)
Petróleo registra ganhos na semana com tensões geopolíticas e incertezas sobre oferta
O petróleo registrou sua primeira semana de ganhos desde novembro, embalado pelas tensões geopolíticas na Europa e Oriente Médio, com destaque para a possibilidade de novas sanções do Ocidente à Rússia. Hoje, os russos fizeram um ataque aéreo massivo contra a Ucrânia, com foco em instalações de energia.
Após as projeções da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgadas ontem, o Commerzbank alertou que algumas estimativas sobre a oferta são demasiadamente otimistas, não considerando o risco de um declínio no fornecimento do Irã e da Venezuela devido a sanções mais rigorosas dos EUA.
O Brent para fevereiro subiu 1,47%, a US$ 74,49 por barril, na ICE, acumulando alta de 4,8% na semana. E o WTI para janeiro registrou alta de 1,81%, a US$ 71,29 por barril, na Nymex, com ganho semanal de 6,1%.
Ouro recua diante de avanço dos Treasuries, mas acumula ganhos na semana
O ouro voltou a cair nesta sexta-feira, pressionado pelo avanço dos juros dos Treasuries, apesar do aumento das tensões geopolíticas, com a Rússia lançando um ataque massivo contra a Ucrânia.
O contrato do metal para fevereiro caiu 1,24%, a US$ 2.675,80 por onça-troy na Comex. Na semana, o ativo acumulou alta de 0,60%.