Ibovespa tem mais uma baixa e perde patamar dos 125 mil pontos; Dow Jones registra 7ª queda seguida

[13/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

Novamente a aversão ao risco predominou no Ibovespa, que perdeu o patamar dos 125 mil pontos, ainda com a questão fiscal preocupando o mercado local.

O índice fechou em baixa de 1,13%, aos 124.612,22 pontos, com volume de R$ 22,7 bilhões. Na semana, a queda foi de 1,06%.

Em sua quarta sessão seguida no campo negativo, Vale cedeu 1,50%, a R$ 55,86. Na contramão do petróleo, Petrobras ON baixou 0,48% (R$ 41,07) e Petrobras PN perdeu 0,63% (R$ 38,10).

Mesmo com intervenção do BC no mercado por meio de leilão à vista, o dólar fechou acima dos R$ 6, com alta de 0,40%, a R$ 6,0313. Os juros futuros também avançaram (DI Jan26 a 14,845%), em meio à incerteza fiscal e sob pressão do avanço nos retornos dos Treasuries.

Em NY, as bolsas perderam força e fecharam mistas, depois de uma abertura em alta, impulsionada por papéis do setor de tecnologia.

Dow Jones caiu 0,20% (43.827,88), em sua sétima baixa seguida. S&P500 ficou estável (6.051,09). Nasdaq subiu 0,12% (19.926,72). Na semana, Dow Jones caiu 1,82%, S&P500 perdeu 0,64% e Nasdaq subiu 0,34%.

(Igor Giannasi)

Juros futuros avançam em meio a incerteza fiscal e pressão dos Treasuries

Os juros futuros registraram mais uma sessão de forte alta nesta sexta-feira, novamente refletindo a preocupação do mercado com o risco fiscal, diante da possibilidade de esvaziamento e atraso na aprovação do pacote de cortes de gastos do governo pelo Congresso.

Segundo operadores, a curva aponta chance de duas altas de 1,25 pp da Selic em janeiro e março, apesar de o Copom ter sinalizado a intenção de repetir de dose de 1 pp nas duas próximas reuniões. Números acima do esperado do IBC-Br e das vendas no varejo e serviços ao longo desta semana mostram que o BC terá que manter a postura firme para conter os fatores inflacionários.

No exterior, a sessão também foi marcada por avanço nos juros dos Treasuries, gerando pressão sobre as taxas longas por aqui.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,845% (de 14,660% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,050% (14,710%); Jan/29 a 14,650% (14,165%); Jan/31 a 14,350% (13,850%); Jan/33 a 14,110% (13,630%).

(Téo Takar)

Vale amplia perdas em sua 4ª sessão seguida de baixa

Em sua quarta sessão seguida de baixa, as ações da Vale ampliam o ritmo de perdas e recuavam, por volta das 17h27, 1,75% (R$ 55,72), na mínima do dia.

O papel da mineradora acompanha a desvalorização do minério de ferro, em meio ao lento impulsionamento da economia chinesa.

Com o desempenho dos últimos dias, o valor de mercado da companhia chega hoje, segundo o Broadcast, a R$ 253,7 bilhões, o menor market cap desde maio de 2020.