Ibovespa cai, abaixo dos 124 mil pontos; NY fica sem direção única, com Nasdaq renovando recorde
[16/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em baixa de 0,84%, aos 123.560,06 pontos, com volume de R$ 22,7 bilhões, ainda com a questão fiscal no radar e com a piora de Vale (-0,05%; R$ 55,83), que tentou buscar recuperação, mas registrou sua quinta queda seguida, e dos principais bancos.
Em linha com o petróleo, Petrobras ON recuou 0,97% (R$ 40,67) e Petrobras PN desvalorizou 0,42% (R$ 37,94).
O dólar à vista renovou os recordes históricos de máxima intraday (R$ 6,0986) e de fechamento (R$ 6,0934, alta de 1,03%) e os juros futuros voltaram a disparar (DI Jan26 a 15,065%).
Em NY, as bolsas fecharam sem direção única, enquanto os investidores aguardam a decisão do Fed, na reunião da próxima quarta-feira (18).
As ações de empresas ligadas à tecnologia, em especial as de semicondutores, se destacaram no campo positivo e Nasdaq renovou recorde de fechamento, avançando 1,24% (20.173,89).
No lado negativo, Dow Jones caiu 0,25%, (3.717,48). Já S&P500 ganhou 0,38% (6.074,08). Os retornos dos Treasuries também subiram.
(Igor Giannasi)
Juros voltam a disparar com alta do dólar, dúvida sobre pacote, crítica de Lula, fala de Trump e alerta do Tesouro
Os juros futuros iniciaram a sessão desta segunda-feira em alta, repercutindo as declarações do presidente Lula na noite anterior, que voltou a criticar o patamar das taxas, e seguiram avançando ao longo do dia, de olho na pauta fiscal do governo no Congresso, com a curva projetando uma Selic terminal na casa dos 16,5% e um choque de 1,5 pp no próximo Copom.
No meio da tarde, declarações do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, citando diretamente o Brasil como alvo de sua política de tarifas, ajudaram a piorar o clima no câmbio, atingindo os juros por tabela.
Também nesta tarde, o Tesouro divulgou uma revisão do seu relatório de projeções fiscais, afirmando que o governo descumprirá as metas fiscais a partir de 2026 se não encontrar novas formas para aumentar a arrecadação. Apesar do tom crítico do documento, analistas avaliaram que as projeções apresentadas pelo Tesouro ainda são conservadoras, dado o atual patamar dos juros.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,065% (de 14,845% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,520% (15,050%); Jan/29 a 15,270% (14,650%); Jan/31 a 14,990% (14,350%); e Jan/33 a 14,750% (14,110%).
(Téo Takar)
Petróleo fecha em baixa após dados fracos da economia chinesa
O petróleo recuou nesta segunda-feira, após ter acumulado ganhos na semana passada, com investidores reagindo aos números mais fracos da economia chinesa divulgados hoje.
Além disso, dados apontaram redução na atividade das refinarias chinesas em novembro para o menor nível em cinco meses, com algumas empresas realizando paradas para manutenção.
Na Nymex, o WTI para janeiro caiu 0,81%, a US$ 70,71 o barril. Na ICE, o Brent para fevereiro recuou 0,78%, a US$ 73,91 o barril.