Dólar volta a testar R$ 6,20 e Ibovespa ameaça perder os 122 mil pontos; Wall Street segue animada antes do Fed
[18/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O mercado doméstico segue pesado na tarde desta quarta-feira, com o dólar rondando a casa dos R$ 6,20 (+1,66%, a R$ 6,1970), sem sinal de nova intervenção do BC até o momento.
O Ibovespa opera próximo da mínima do dia (-2,10%, aos 122.080 pontos). E os juros futuros sobem até 30 pb no miolo da curva (DI Jan27 a 15,710%; Jan29 a 15,315%; Jan31 a 14,970%).
Operadores relatam que não caiu bem a declaração do ministro Fernando Haddad, de que o país pode estar sofrendo um ataque especulativo. Além disso, permanece a incerteza sobre o avanço do pacote fiscal, com dois projetos ainda na pauta de votação do Congresso.
Nos EUA, as bolsas retornaram ao viés positivo (Dow Jones +0,40%; S&P500 +0,20%; Nasdaq +0,21%), enquanto os juros dos Treasuries recuam (T-Note de 2 anos a 4,2246%), com o mercado dando como certo um corte de 25 pb pelo Fed na reunião de logo mais.
As atenções estarão voltadas ao comunicado e ao discurso de Jerome Powell, que pode sinalizar, ou não, uma pausa no ciclo de afrouxamento em janeiro.
(Téo Takar)
Bolsas europeias ficam mistas após dados de inflação na região
As bolsas europeias terminaram a sessão mistas, com investidores cautelosos antes da decisão do Fed e analisando os dados de inflação da zona do euro e do Reino Unido.
O economista-chefe do BCE, Philip Lane, afirmou que os dados recentes são consistentes com o retorno da inflação à meta de 2% de forma sustentada na zona do euro. Ele defendeu uma abordagem “ágil” para a política monetária, em um quadro de incertezas elevadas.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,16%, a 514,50 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,05%. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,02%. Em Paris, o CAC40 subiu 0,26%.
Melhora da percepção da pauta fiscal faz Ibovespa recuperar os 124 mil pontos
[17/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa recuperou o patamar dos 124 mil pontos diante da melhora da percepção do mercado sobre a questão fiscal, com a colocação em votação da regulamentação da reforma tributária e do primeiro dos três projetos do pacote fiscal.
O índice fechou em alta de 0,92%, aos 124.698,04 pontos, com volume de R$ 30,3 bilhões.
Mesmo com a baixa do petróleo, Petrobras ganhou 1,55%, a R$ 41,30, e Petrobras PN subiu 0,95%, a R$ 38,30. Vale teve elevação de 0,50% (R$ 56,11).
Depois de duas atuações do BC e da iniciativa do presidente da Câmara, Arthur Lira, de colocar em pauta os projetos, o dólar à vista desacelerou e fechou em leve alta de 0,04%, a R$ 6,0961.
Os juros futuros também passaram por correção. (DI Jan26 a 15,115%).
Em NY, as bolsas recuaram, com os investidores no aguardo da decisão do Fed, amanhã, em meio a dados divergentes de vendas no varejo e produção industrial em novembro nos EUA.
Em sua nona baixa consecutiva, Dow Jones caiu 0,61% (43.449,90). S&P500 cedeu 0,39% (6.050,61). Nasdaq perdeu 0,32% (20.109,06). Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
(Igor Giannasi)