Vale lidera entre as maiores baixas com pressão da forte queda do minério de ferro
Mais cedo operando no campo positivo, as ações da Vale lideram entre as maiores baixas do Ibovespa, sob pressão da forte queda do minério de ferro. Por volta das 14h43, o papel da mineradora recuava 1,73%, a R$ 53,86.
Com o movimento, a companhia perdeu, de ontem para hoje, quase R$ 5 bilhões em valor de mercado, segundo o Broadcast, totalizando R$ 244,7 bilhões, ainda no menor patamar desde maio de 2020. A empresa iniciou janeiro valendo R$ 349,7 bilhões, uma desvalorização de 30% somente em 2024.
Ibovespa recua mais de 3% e fica no patamar dos 120 mil pontos; NY tem forte baixa após decisão do Fed
[18/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em baixa de 3,15%, aos 120.771,88 pontos, a maior queda diária desde novembro de 2022.
O índice já operava em forte queda em meados da tarde, com a percepção dos investidores de que o pacote fiscal poderá sofrer desidratação no Congresso, e a performance piorou com a influência do mercado externo, após a divulgação da decisão do Fed. O volume somou R$ 33,9 bilhões.
Apenas Marfrig (+1,81%; R$ 16,29), MRV (+1,54%; R$ 5,26) e Santos Brasil (+0,54%; R$ 13,13) terminaram a sessão no campo positivo.
Entre as blue chips, Vale perdeu 2,32% (R$ 54,81), Petrobras ON cedeu 2,23% (R$ 40,38) e Petrobras PN recuou 2,58% (R$ 37,31), na mínima do dia.
O dólar à vista fechou com o novo recorde de R$ 6,2657, alta de 2,78%, maior valorização em um dia desde 10/11/2022 (+4,10%). Os juros futuros também tiveram forte aceleração (DI 26 a 15,385%).
Em NY, as bolsas registraram grande perda com a sinalização de que o BC americano deve realizar apenas mais duas reduções nas taxas em 2025. Dow Jones caiu 2,58% (42.326,87). S&P500 recuou 2,95% (5.872,16). Nasdaq perdeu 3,56% (19.392,69). Já os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros testam os 16% em meio ao risco fiscal, disparada do dólar e mensagem dura do Fed
Os juros futuros registraram mais uma sessão de forte acúmulo de prêmios, em meio à disparada do dólar e a incerteza com o cenário fiscal, com o vértice de 2027 flertando com os 16% no pior momento do dia.
No ambiente doméstico, apesar da aprovação do primeiro dos três projetos do pacote fiscal na Câmara, permanece o receio de desidratação das medidas pelo Congresso.
A decisão do Tesouro de não realizar leilão tradicional hoje e de não aceitar propostas no leilão extraordinário também contaminou as taxas dos DIs.
No exterior, o Fed surpreendeu os investidores ao sinalizar apenas dois cortes de juros no ano que vem, com Jerome Powell não descartando a possibilidade de uma guinada na política monetária para alta.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,385% (de 15,115% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,840% (15,410%); Jan/29 a 15,540% (15,050%); Jan/31 a 15,210% (14,710%); e Jan/33 a 14,940% (14,450%).
(Téo Takar)