Petróleo recua com dólar forte após Fed e incerteza sobre demanda
O petróleo recuou nesta quinta-feira, refletindo o fortalecimento do dólar sobre os pares após a decisão dura do Fed ontem.
O preço da commodity também foi afetado por incertezas sobre a demanda diante do cenário mais inflacionário e de juro mais alto nos EUA.
A queda nos preços foi limitada pela expectativa de que o Ocidente avalie novas opções para limitar os preços do petróleo russo.
O Brent para fevereiro caiu 0,69%, a US$ 72,88 por barril, na ICE. E o WTI para fevereiro registrou baixa de 0,91%, a US$ 69,38 por barril, na Nymex.
Ouro cai pelo 6º dia seguido após Fed mais duro
O ouro registrou forte baixa nesta quinta-feira, contabilizando o 6º dia seguido de perdas, refletindo a decisão de ontem do Fed, que deve desacelerar o ritmo de afrouxamento monetário em 2025.
O contrato do metal precioso para fevereiro caiu 1,70%, a US$ 2.608,10 por onça-troy na Comex.
Juros futuros e dólar recuam com leilão do Tesouro e promessa de Lira de votar pacote hoje
[19/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O avanço do pacote fiscal na Câmara e a decisão do Tesouro em recomprar até 20 milhões de LTNs em um leilão extraordinário ajudam a aliviar os juros futuros (DI Jan27 a 15,590%; Jan29 a 15,320%; Jan31 a 15,010%) e o dólar à vista (-2,22%, a R$ 6,1268) na tarde desta quinta-feira.
A melhora no clima doméstico aconteceu especialmente após a declaração de Arthur Lira, no início da tarde, de que a Câmara “resolve hoje” o pacote fiscal.
Mais cedo, o BC injetou US$ 8 bi no mercado por meio de leilões à vista, levando o dólar a inverter o sinal, depois de subir até R$ 6,30.
O Ibovespa (+0,73%, aos 121.657 pontos) mostra leve recuperação após o tombo de mais de 3% ontem por conta principalmente da decisão do Fed.
Em NY, o dia também é de correção dos exageros da sessão anterior (Dow Jones +0,33%; S&P500 +0,22%; Nasdaq +0,19%).
Os Treasuries operam mistos, com curtos em baixa (T-Note de 2 anos a 4,3101%) e longos em alta (T-Note de 10 anos a 4,5802%), na esteira da sinalização do Fed, de realizar menos cortes de juros em 2025.
(Téo Takar)