Bolsas europeias recuam com nova ameaça de Trump de impor tarifas ao bloco

As bolsas europeias voltaram a cair nesta sexta-feira, ainda na esteira das perdas da sessão anterior, provocada pela postura mais dura do Fed.

Além disso, os investidores reagiram ao novo alerta do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que voltou a cogitar a aplicação de tarifas sobre os produtos da União Europeia, aumentando o receio de uma guerra comercial.

Trump cobrou a UE a aumentar as compras de petróleo e gás americanos. “Caso contrário, são tarifas até o fim”, disse Trump em sua rede social.

O índice Stoxx 600 fechou em baixa de 0,88%, a 502,19 pontos. Em Frankfurt, DAX recuou 0,43%. Em Paris, o CAC40 perdeu 0,27%. E em Londres, o FTSE100 fechou em baixa de 0,26%.

Após queda da véspera, Ibovespa sobe com alívio diante da votação do pacote fiscal na Câmara; NY fica de lado

[19/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa fechou em alta de 0,34%, aos 121.187,91 pontos, passando por leve correção, após recuar mais de 3% na sessão de ontem, com o alívio do mercado diante da conclusão da votação da PEC do pacote fiscal na Câmara. O volume somou R$ 27,6 bilhões.

Entretanto, as performances negativas de Petrobras e Vale limitaram os ganhos do índice. Petrobras ON registrou -0,92% (R$ 40,01) e Petrobras PN (-0,40%; R$ 37,16). O papel da mineradora, inclusive, se destacou entre as maiores perdas do pregão, cedendo 1,90%, a R$ 53,77, em linha com a queda do minério de ferro.

Depois de bater novo recorde pela manhã, a R$ 6,3000 (+0,55%) e cair após forte atuação do BC, que injetou US$ 8 bilhões no mercado em dois leilões, o dólar à vista fechou em baixa de 2,27%, a R$ 6,1237. Os juros futuros também recuaram (DI Jan26 a 15,100%).

Em NY, depois da forte queda da véspera, em reação à decisão do Fed, as bolsas abriram em alta, mas perderam força e fecharam de lado. Dow Jones subiu 0,04% (42.342,24). S&P500 recuou 0,09% (5.867,08). Nasdaq caiu 0,10% (19.372,77). Os retornos dos Treasuries também ficaram sem direção única.

(Igor Giannasi)

Juros futuros passam por correção com avanço do pacote fiscal na Câmara e alívio do dólar

Os juros futuros devolveram uma pequena parte dos prêmios acumulados nos últimos dias, apoiados pelo alívio e pelo avanço da pauta fiscal no Congresso, após a votação da PEC e do PL terem sido adiados de ontem para hoje por falta de quórum para aprovar as medidas.

No início da tarde, Arthur Lira disse que “resolve hoje” a votação das propostas na Câmara, o que ajudou a levar os DIs às mínimas do dia. Pouco antes do fechamento do mercado, os deputados aprovaram a PEC que trata do Fundeb e dos supersalários em dois turnos. Na sequência, havia expectativa de análise do projeto que trata do BPC, que enfrenta resistência inclusive da ala governista.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,100% (de 15,385% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,405% (15,840%); Jan/29 a 15,050% (15,540%); Jan/31 a 14,730% (15,210%); e Jan/33 a 14,500% (14,940%).

(Téo Takar)