Ibovespa firma alta com aprovação do pacote fiscal e garantia de Lula à autonomia do BC; NY avança
[20/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Com a aprovação do pacote fiscal no Congresso e, especialmente, após a fala do presidente Lula garantindo a autonomia do novo presidente do BC, Gabriel Galípolo, o Ibovespa firmou alta de 0,75%, aos 122.102,15 pontos, com volume de R$ 39,1 bilhões (preliminar), em dia de exercício de opções. Entretanto, na semana, houve queda de 2,01%.
Os papéis ligados ao ciclo econômico se destacaram no ranking positivo, beneficiados pelo alívio nos juros futuros (DI Jan26 a 14,945%).
Apesar da queda do minério de ferro, Vale avançou 1,58%, a R$ 54,62, na máxima do dia. Já Petrobras ON baixou 0,72% (R$ 39,72) e Petrobras PN cedeu 0,83% (R$ 36,85).
O dólar à vista voltou a cair após o BC injetar mais US$ 7 bilhões no mercado por meio de um leilão à vista e dois de linha para atender à demanda de remessas de fim de ano, fechando em baixa de 0,84%, a R$ 6,0721.
Em NY, as bolsas abriram em queda, mas avançaram fortemente, impulsionadas pelo PCE abaixo do esperado e pela fala de Fed boy de que ainda há espaço para queda dos juros, além de, principalmente, por rumores sobre possível acordo para evitar o “shutdown” do governo americano.
Dow Jones subiu 1,18% (42.840,26). S&P500 ganhou 1,09% (5.930,85). Nasdaq avançou 1,03% (19.572,60). Na semana, porém, os índices registraram perdas de, respectivamente, 2,26%, 1,98% e 1,78%. Os retornos dos Treasuries cederam.
(Igor Giannasi)
Juros futuros devolvem prêmios após Lula apoiar autonomia do BC e aprovação do pacote fiscal
Os juros futuros tiveram mais uma sessão de intensa volatilidade nesta sexta-feira, com o cenário fiscal mais uma vez no radar. Depois de subirem mais de 30 pb pela manhã, em meio aos receios de que o país entre em um quadro de dominância fiscal, as taxas despencaram à tarde e devolveram até 40 pb em relação ao fechamento anterior com o vídeo do presidente Lula declarando apoio ao novo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e garantindo autonomia total à sua gestão.
Mais cedo, as taxas já tinham mostrado alívio com a aprovação dos três projetos do pacote fiscal pelo Congresso, ainda que as medidas tenham sido desidratadas.
Também ajudou o fato de o BC ter feito novas intervenções no câmbio, derrubando a moeda para a casa dos R$ 6,07.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,945% (de 15,100% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,105% (15,405%); Jan/29 a 14,680% (15,050%); Jan/31 a 14,350% (14,730%); e Jan/33 a 14,130% (14,500%).
(Téo Takar)
Dólar recua com nova injeção do BC, avanço do pacote fiscal e aceno de Lula
O dólar à vista voltou a cair nesta sexta-feira, após o BC injetar mais US$ 7 bilhões no mercado por meio de um leilão à vista e dois de linha para atender à demanda de remessas de fim de ano.
O câmbio também contou com apoio da melhora do ambiente político, após a aprovação pelo Congresso dos três projetos do pacote de medidas de corte de gastos do governo.
No meio da tarde, um vídeo de Lula ao lado de Galípolo e Haddad levou o dólar à mínima do dia. Lula fez um aceno ao mercado, afirmando que Galípolo é um “presente para o Brasil” e que ele “será o presidente com mais autonomia que o BC já teve”.
No exterior, o dólar também passou por correção frente aos pares, em meio ao risco de paralisação do governo americano devido ao impasse no Congresso sobre o orçamento.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,84%, a R$ 6,0721, após oscilar entre R$ 6,0458 e R$ 6,1140. Na semana, a moeda subiu 0,68%. Às 17h25, o dólar futuro para janeiro caía 1,40%, para R$ 6,0765.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,72%, aos 107,625 pontos. O euro subia 0,78%, para US$ 1,0445. E a libra ganhava 0,74%, para US$ 1,2598.
(Téo Takar)