Ouro recua com avanço do dólar e dos juros dos Treasuries
O ouro recuou nesta segunda-feira, em meio ao avanço do dólar sobre os pares (DXY +0,40%) e dos juros dos Treasuries (T-Note de 10 anos a 4,5795%), com o mercado consolidando o cenário de afrouxamento monetário mais lento pelo Fed no próximo ano.
O contrato do metal para fevereiro caiu 0,64%, a US$ 2.628,20 por onça-troy na Comex.
Risco fiscal e ruído político mantêm dólar e juros em alta; Ibovespa recua, enquanto NY segue mista
[23/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O risco fiscal e a liquidez reduzida deixam os ativos domésticos sob pressão e voláteis nesta segunda-feira pré-natalina. Investidores reagem a relatórios apontando a desidratação do pacote de cortes de gastos, enquanto o governo tentar provar o contrário.
Também faz ruído a decisão do ministro Flávio Dino (STF) de suspender o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas, o que pode gerar reação do Congresso e prejudicar a votação do Orçamento de 2025, adiada para fevereiro.
Há pouco, o dólar subia 1,90%, a R$ 6,1877, depois de bater máxima em R$ 6,1951, sem qualquer sinal de intervenção do BC.
Já os juros futuros escalam até 32 pb (DI Jan/27 a 15,415%; Jan/29 a 14,995%; Jan/31 a 14,670%), refletindo também a nova piora nas projeções no boletim Focus de hoje.
O Ibovespa recua 0,88%, aos 121.025 pontos, projetando volume de apenas R$ 17,3 bilhões no fechamento, bem abaixo da média dos últimos dias.
Lá fora, as bolsas operam mistas, com Dow Jones (-0,10%) afetado pela queda do Walmart (-2,5%), enquanto as techs sustentam o S&P500 (+0,37%) e o Nasdaq (+0,69%).
O dólar avança frente aos pares (DXY +0,47%), assim como os juros dos Treasuries (T-Note de 2 anos a 4,3337%), com o mercado consolidando o cenário de menos cortes de juros pelo Fed em 2025.
(Téo Takar)
“Último dia” do ano reserva sessão cheia de surpresas, aqui e lá fora
No “último dia” do ano, já que boa parte dos agentes de mercado estará em recesso nas próximas duas semanas para as festas de fim de ano, a sessão foi cheia de surpresas, aqui e lá fora.
Certamente, a maior surpresa para o investidor local foi a mudança de tom do presidente Lula, posando ao lado de Haddad e Galípolo e anunciando seu apoio incondicional ao novo presidente do BC, que terá carta branca para agir como achar necessário.
Também não dá para negar a surpresa com a agilidade do Congresso em aprovar o pacote fiscal do governo, incluindo uma PEC, e concluindo as votações em plena sexta-feira. Como o próprio Arthur Lira comentou com seus aliados, talvez o único erro do Congresso tenha sido adiar a votação do Orçamento para fevereiro.
Nos EUA, apesar da surpresa positiva do PCE, que veio um pouco abaixo das expectativas, ninguém imaginaria uma reviravolta no acordo já acertado entre democratas e republicanos para evitar a paralisação do governo americano.
Wall Street passou boa parte do dia apreensiva, dado que a confusão foi provocada diretamente pelo presidente eleito Donald Trump e seu aliado e futuro secretário de Eficiência, Elon Musk. Agora, é o Congresso deles que terá que mostrar serviço em plena sexta-feira à noite de um fim de semana pré-natalino.
Bom fim de semana! (Téo Takar)