Juros avançam com incerteza sobre impacto do pacote fiscal e novo atrito entre STF e Congresso
Os juros futuros ganharam quase 40 pb nesta segunda-feira, embalados pelo forte avanço do câmbio, em meio às incertezas do cenário fiscal. O mercado fez um balanço do pacote fiscal aprovado na semana passada pelo Congresso e discordou dos cálculos da Fazenda, de que a desidratação das propostas teria sido de apenas R$ 2 bilhões.
Também repercutiu mal entre os investidores a decisão do ministro Flávio Dino (STF) de suspender novamente o pagamento de emendas parlamentares, logo após a aprovação das medidas fiscais pelo Congresso. A decisão pode prejudicar a governabilidade de Lula na volta do recesso, em fevereiro, quando os parlamentares terão de aprovar o Orçamento de 2025.
As taxas reagiram ainda à nova piora nas projeções do boletim Focus e também aos avanço dos juros dos Treasuries nos EUA, em uma sessão de liquidez restrita devido à proximidade do Natal.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,220% (de 14,945% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,470% (15,105%); Jan/29 a 15,050% (14,680%); Jan/31 a 14,710% (14,350%); e Jan/33 a 14,460% (14,130%).
(Téo Takar)
BC não aparece e dólar volta a testar os R$ 6,20 com fluxo de remessas e risco fiscal
O dólar voltou a testar a casa dos R$ 6,20 nesta segunda-feira, em uma sessão de liquidez reduzida por conta da antevéspera de Natal. Desta vez, o BC não deu as caras no mercado e o fluxo de saída de recursos para as remessas de fim de ano falou mais alto.
O câmbio também sofreu por conta da piora na percepção do risco fiscal, conforme economistas refazem as contas e avaliam que o pacote fiscal do governo sofreu desidratação maior do que as contas apresentadas pela Fazenda.
Lá fora, o dia também foi de alta da divisa americana, apesar de novos dados sugerirem a desaceleração da economia, com os investidores se ajustando ao cenário de menos cortes de juros pelo Fed em 2025.
O dólar à vista fechou em alta de 1,86%, a R$ 6,1851, após oscilar entre R$ 6,1091 e R$ 6,2010. Às 17h07, o dólar futuro para janeiro avançava 1,52%, a R$ 6,1930.
Lá fora, o DXY tinha alta de 0,40%, aos 108,055 pontos. O euro caía 0,20%, para US$ 1,0408. E a libra perdia 0,28%, a US$ 1,2532.
(Téo Takar)
Petróleo recua com dólar forte e dados fracos nos EUA aumentando incerteza sobre demanda
Os preços do petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira, pressionados pelo dólar forte e por dados de indústria, moradias e confiança que indicaram o arrefecimento da economia americana, o que eleva a incerteza sobre a demanda da commodity no próximo ano.
O Brent para fevereiro fechou em baixa de 0,42%, a US$ 72,63 por barril, na ICE. E o WTI para fevereiro registrou queda de 0,31%, a US$ 69,24 por barril, na Nymex.