Crise das emendas elevam DIs; em NY, bolsas oscilam entre pequenas perdas e ganhos
[26/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Numa sessão pós-Natal de liquidez mais reduzida, os juros dos DIs se destacam em alta em meio à crise das emendas. Depois que Flávio Dino (STF) suspendeu o pagamento das emendas de comissão, analistas temem pela votação do Orçamento em 2025 e até pela governabilidade do governo Lula.
Nas posições mais longas, as taxas dos DIs chegam a abrir 30pb de alta. Os juros mais salgados pesam sobre ações cíclicas no Ibovespa, mas o índice consegue manter alta moderada (+0,52%, aos 121.373 pontos) em meio aos ganhos de Petrobras (ON, +1,06%; PN, +0,80%), Vale (+0,57%) e bancos.
O dólar à vista, que chegou a quase R$ 6,20, passou a cair depois do leilão de US$ 3 bilhões feito pelo BC. Há pouco, a moeda cedia 0,15%, a R$ 6,1746.
Lá fora, as bolsas de NY oscilam entre pequenas perdas e ganhos. Com os mercados europeus fechados, os negócios estão ainda mais diminutos.
Há pouco, o Dow Jones subia 0,03%, o S&P 500 tinha queda de 0,02% e o Nasdaq, queda de 0,04%. Os retornos dos Treasuries têm alta discreta e o índice dólar (DXY) cai 0,10%, a 108,097.
(Ana Conceição)
Mercado faz pausa para o Natal ainda com dúvidas sobre medidas fiscais
O mercado faz uma pausa para o Natal nestas terça e quarta-feiras, com investidores ainda ressabiados com a efetividade das medidas fiscais aprovada pelo Congresso na semana passada.
Juros futuros e dólar continuaram escalando nesta segunda-feira e, desta vez, o BC não fez nenhuma intervenção, deixando a moeda americana testar novamente a casa dos R$ 6,20.
Os próximos dias serão de liquidez restrita por conta das festas de fim de ano, o que pode favorecer oscilações bruscas dos ativos, embora o BC já tenha deixado agendado um leilão de dólares à vista de até US$ 3 bilhões na quinta-feira.
No exterior, depois da sinalização dura do Fed na semana passada, uma boa notícia pode vir de Israel nas próximas horas, após Benjamin Netanyahu admitir hoje que houve um “certo avanço” nas negociações com o Hamas para um novo cessar-fogo e troca de prisioneiros na Faixa de Gaza.
Feliz Natal! (Téo Takar)
Ibovespa cai, em sessão de liquidez reduzida na antevéspera do Natal; NY avança com apoio de techs
[23/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em baixa de 1,09%, aos 120.766,57 pontos, com volume de R$ 20,2 bilhões, em sessão de liquidez reduzida, por conta da antevéspera do Natal.
Ainda prevalece no mercado a preocupação com a questão fiscal, diante da percepção de que a desidratação do pacote fiscal aprovado no Congresso foi maior do que a defendida pelo governo. Também afetou o desempenho do índice a piora nas projeções da inflação no boletim Focus de hoje.
Vale ganhou 0,42% (R$ 54,85), linha com o minério de ferro, Petrobras ON teve elevação de 0,76% (R$ 40,02), na máxima, e Petrobras PN subiu 0,03% (36,86).
Destaque no campo positivo, Suzano avançou 2,72% (R$ 61,24), com a notícia de aumento do preço da celulose para Ásia, América do Norte e Europa, a partir de 1º de janeiro.
O dólar à vista voltou a testar a casa dos R$ 6,20, e fechou em alta de 1,86%, a R$ 6,1851. Os juros futuros também avançaram (DI Jan26 a 15,220%).
Em NY, as bolsas fecharam alta, apoiadas especialmente por ações do setor de tecnologia. Dow Jones subiu 0,16% (42.906,95). S&P500 ganhou 0,73% (5.974,07). Nasdaq avançou 0,98% (19.764,89).
Os retornos dos Treasuries subiram, mesmo em meio a dados da economia americana que mostram uma situação menos favorável para a atividade no país.
(Igor Giannasi)