Investidor embolsa ganhos em NY antes da virada; dólar e juros seguem comportados

[27/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

A falta de novidades e a liquidez reduzida na última sexta-feira do ano provocam um “sell off” em Wall Street, com as “sete magníficas” liderando a correção (Nvidia -2,92%; Microsoft -2,52%).

Há pouco, o Dow Jones perdia 1,27%, S&P500 recuava 1,64% e Nasdaq afundava 2,16%. Os juros dos Treasuries operam mistos (T-Note de 2 anos cai a 4,3118%, enquanto T-Note de 10 anos sobe a 4,6091%).

Já o dólar segue estável frente aos pares (DXY -0,02%), mas chama atenção a forte desvalorização da moeda russa (+5,75%, a 105,75 rublos/US$), diante dos sinais de menor interferência do BC local e risco de mais sanções do Ocidente.

Por aqui, os ativos mostram oscilações modestas, com investidores absorvendo os dados do Caged e de inflação (IPCA-15 e IGP-M) um pouco menores que o esperado, enquanto monitoram a crise das emendas, após o ministro Flávio Dino (STF) pedir mais explicações à Câmara.

O Ibovespa recua 0,30%, aos 120.733 pontos, projetando menos de R$ 16 bilhões de volume no fechamento.

O dólar à vista sobe 0,23%, a R$ 6,1934. E os juros futuros operam mistos, com curtos em baixa (DI Jan/26 a 15,315%) e médios e longos em alta (Jan/29 a 15,435%; Jan/31 a 15,160%).

(Téo Takar)

Na volta do Natal, Ibovespa tem alta moderada em sessão de baixa liquidez; NY fica sem direção única

[26/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

Na volta do Natal, o Ibovespa terminou a sessão de baixa liquidez e forte oscilação em alta moderada de 0,26%, aos 121.077,50 pontos e com volume de R$ 15,8 bilhões.

A questão fiscal ainda preocupou os investidores, especialmente após o bloqueio de emendas parlamentares pelo STF, e o desempenho positivo do índice teve suporte de Petrobras (ON +1,26%; R$ 39,28 e PN +0,39%; R$ 35,77), Vale (+0,29%; R$ 55,01) e bancos.

Por outro lado, papéis sensíveis ao ciclo econômico foram afetados pelo avanços dos juros futuros (DI Jan26 a 15,410%).

O dólar à vista fechou em leve queda de 0,09%, a R$ 6,1794, depois de o BC injetar mais US$ 3 bilhões em mais um leilão, atendendo à demanda de remessas típicas de fim de ano.

Em NY, depois de uma abertura negativa, as bolsas chegaram a virar o sinal no início da tarde, mas ficaram sem força e sem direção única.

Dow Jones fechou com leve alta de 0,07% (43.325,80). S&P500 recuou 0,04% (6.037,59). Nasdaq cedeu 0,05% (20.020,36). Os retornos dos Treasuries também ficaram mistos.

(Igor Giannasi)

Juros fecham em forte alta em meio à crise das emendas

O mercado de juros futuros da B3 continuou no modo avesso ao risco na volta do feriado de Natal, depois que o ministro Flávio Dino (STF) suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares.

A decisão aumentou o temor em torno da votação do Orçamento 2025 na volta do recesso. O senador Ângelo Coronel (PSD-BA), relator do Orçamento, disse que só colocará a matéria para votar quando as regras das emendas estiverem pacificadas e quando não houver “fogo cruzado” entre os Poderes.

Em reuniões fora da agenda, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se encontrou com o presidente Lula hoje à tarde e, depois, se juntaria a líderes da Casa para tratar da questão.

Lá fora, os juros dos Treasuries passaram boa parte do dia em alta, mas cederam depois de um leilão bem-sucedido de US$ 44 bilhões em notes de 7 anos.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,410% (de 15,246% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,700% (15,454%); Jan/29 a 15,395% (14,999%); Jan/31 a 15,100% (14,645%); e Jan/33 a 14,850% (14,460%).

(Ana Conceição)