Dólar sobe em meio à crise das emendas e ganha 2% na semana
O dólar à vista encerrou o dia e a semana em alta, após uma sessão de liquidez reduzida, com operações de rolagem de contratos futuros e de manutenção da cautela por conta do cenário político.
Investidores monitoram a evolução da chamada “crise das emendas” parlamentares. O ministro Flávio Dino (STF) fez novo pedido de esclarecimentos à Câmara e estabeleceu prazo até a noite de hoje. Já o presidente Lula teve um encontro fora da agenda oficial com o futuro presidente da Casa, Hugo Motta, na Granja do Torto.
Lá fora, o dólar também ganhava terreno frente às principais divisas emergentes, especialmente a moeda russa (+5,75%, a 105,75 rublos/US$) após sinais de menor apoio do BC local e risco de novas sanções do Ocidente contra o setor financeiro do país.
O dólar à vista fechou em alta de 0,22%, a R$ 6,1931, após oscilar entre R$ 6,1712 e R$ 6,2154. Na semana, a moeda acumulou ganho de 1,99%. Às 17h12, o dólar futuro para janeiro subia 0,02%, a R$ 6,1900.
Lá fora, o euro operava estável (US$ 1,0424) e a libra subia 0,42% (US$ 1,2578).
(Téo Takar)
Petróleo fecha em alta diante de queda dos estoques nos EUA maior que o esperado
O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, apoiado pela queda dos estoques semanais nos EUA acima do esperado. Segundo o DoE, os estoques da commodity caíram 4,237 milhões de barris, enquanto a previsão era de recuo de 1,1 milhão.
Os níveis de destilados também cederam (-1,694 milhão), contrariando previsão de alta (+200 mil), enquanto os de gasolina subiram 1,63 milhão, frente à estimativa de queda de 800 mil barris.
Os investidores permanecem na expectativa de anúncio de novos estímulos na China, o que pode ajudar a sustentar os preços neste fim de ano.
O Brent para fevereiro avançou 1,24%, a US$ 74,17 por barril, na ICE. Já o WTI para fevereiro subiu 1,41%, a US$ 70,60 por barril, na Nymex. Na semana, os contratos subiram 13,7% e 1,22%, respectivamente.
Ouro fecha em baixa com perspectiva de menos cortes de juros pelo Fed
O ouro fechou em baixa nesta sexta-feira, em sessão de poucos negócios, com investidores cautelosos com a possibilidade de o Fed reduzir o ritmo de afrouxamento monetário em 2025, o que torna o metal menos atraente.
O contrato para fevereiro caiu 0,83%, para US$ 2.631,90 por onça-troy na Comex. Na semana, acumulou baixa de 0,50%.