Semana mais curta, mas longe de ser tranquila
A semana mais curta nos mercados devido ao Natal foi marcada pela liquidez reduzida, mas esteve longe de ser tranquila.
Mesmo após o início do recesso parlamentar, o noticiário de Brasília continuou merecendo atenção dos investidores. A “crise das emendas parlamentares” aumentou a incerteza sobre a aprovação do Orçamento de 2025, quando o Congresso retornar aos trabalhos, em fevereiro.
O relator do Orçamento, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), admitiu ontem que a situação ficou “delicada” após o ministro Flávio Dino (STF) suspender o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas.
Mesmo diante do esforço de Arthur Lira de amenizar o clima e resolver a situação, Dino fez nova cobrança de explicações, com prazo até as 20h desta sexta-feira.
A virada do ano está longe de ser tranquila e pode levar juros e dólar a novos patamares, em meio a um mercado sem volume.
Bom fim de semana! (Téo Takar)
Cautela prevalece no Ibovespa na penúltima sessão do ano; bolsas em NY também recuam
[27/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Depois de uma abertura no campo positivo, a cautela prevaleceu no Ibovespa nesta penúltima sessão do ano e o índice fechou em baixa de 0,67%, aos 120.269,31 pontos. O volume somou R$ 17,0 bilhões. Na semana, a queda acumulada foi de 1,50%.
Contaminadas pela aversão ao risco, Petrobras ON baixou 1,12% (R$ 38,84) e Petrobras PN cedeu 0,31% (R$ 35,66). Em linha com a queda do minério de ferro, Vale perdeu 0,49% (R$ 54,74).
O dólar à vista fechou em alta de 0,22%, a R$ 6,1931, em meio à crise das emendas, com o ministro Flávio Dino (STF) pedindo mais esclarecimentos à Câmara. Na semana, a moeda acumulou ganho de 1,99%.
Os juros futuros terminaram o dia mistos, com os vencimentos curtos perto da estabilidade (DI Jan26 a 15,435%).
Em NY, em mais um dia de liquidez reduzida e agenda esvaziada, as bolsas fecharam em queda, pressionadas especialmente pela performance negativa das ações do setor de tecnologia.
Dow Jones caiu 0,77% (42.992,21). S&P500 cedeu 1,11% (5.970,84). Nasdaq perdeu 1,49% (19.722,03). Na semana, entretanto, os índices acumularam alta de, respectivamente, 0,35%, 0,67% e 0,76%. Por sua vez, os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros curtos ficam estáveis com inflação e emprego abaixo do esperado; longos sobem com crise das emendas
Os juros futuros terminaram a sexta-feira mistos, com vencimentos curtos perto da estabilidade, enquanto os médios e longos voltaram a subir com força.
Os curtos se beneficiaram dos dados mais fracos de inflação e emprego divulgados pela manhã. O IPCA-15 registrou alta de 0,34% em dezembro, desacelerando em relação a novembro (0,62%) e ficando perto do piso das estimativas dos economistas (0,30%); a mediana das projeções era de 0,45%.
Da mesma forma, o IGP-M subiu 0,94% em dezembro, após alta de 1,30% em novembro, ficando abaixo da mediana das estimativas (1,07%).
O emprego também mostrou desaceleração, com criação de 106.625 vagas em novembro, de 132.138 em outubro (dado revisado), perto do piso das estimativas, que iam de 105 mil a 150 mil vagas, com mediana de 125 mil.
Já as taxas médias e longas permaneceram pressionadas pela alta do dólar e pelo risco fiscal. As taxas reagiram principalmente à “crise das emendas”, após o ministro Flávio Dino (STF) cobrar mais informações da Câmara sobre pagamento das emendas parlamentares.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,435% (de 15,410% na sessão anterior); Jan/27 a 15,855% (15,700%); Jan/29 a 15,625% (15,395%); Jan/31 a 15,370% (15,100%); e Jan/33 a 15,110% (14,850%).
(Téo Takar)